Method for Incident Management Indicators Development
3.1 Security Performance Indicator Development Steps
5. Mandatory parteMandatory Whole: O atributo {mandatory} é automaticamente inferido sempre que a restrição mínima de cardinalidade for 1. No caso, trata-se deMandatory part se a restrição mínima for no lado da parte, ou de Mandatory Wholeno caso de a restrição mínima estar definida no lado doWhole;
a Em UML padrão, o atributo {immutable} refere-se à propriedade isReadOnly no no terminal da relação que se refere à parte.
Quadro 25 – ComponentOf
ComponentOf
A relação «componentOf» (Component of) trata-se de Meronymic relation estabelecida entre dois Complexes. Elas podem ser compartilháveis ou não compartilháveis Quadro 24.
Exemplos
A mão que é parte do braço; o motor que é parte do carro; o coração que é parte do sistema circulatório.
Representações visuais
Como este é o tipo de relação mereológica mais usada em modelagem conceitual, usa-se as representações tradicionais de agregação e composição da UML:
Para relações do tipo «componentOf» compartilháveis Para relações do tipo «componentOf» não compartilháveis
Subtipo de
Meronymic (Quadro 24);
Meta-propriedades Irreflexividade Anti-simetria
Não-transitividade (transitivo nos casos apresentados naComponent-Functional Complex Relation do Glossário da UFO)
Weak Supplementation
Restrições
1. (Definição formal 8.5 e Definição formal 8.6) As classes ligadas em ambos os lados da associação «componentOf» devem representar Universalscujas instâncias são Functional Complexes. Para isso, um Universal X deve atender às seguintes condições:
a) Se X é umSortal Universal, então ele deve ter o estereótipo «kind» (Quadro 2) ou ser um subtipo de uma classe que tenha esse estereótipo;
b) Caso contrário, se X é umMixin Universal, para todas as classes Y , tal que Y seja subtipo de X, Y não pode ter o estereótipo «quantity» (Quadro 3) nem «collective» (Quadro 4), nem ser um subtipo de uma classe com um desses estereótipos.
2. Pode ser modificado com as meta propriedades {essential}, {immutable}, {inseparable}, {shared}, conformeQuadro 24.
4.5. Sistematização das regras da UFO para formalização de ontologias 189
Quadro 26 – SubQuantityOf
SubQuantityOf
A relação «subQuantityOf» (Subquantity of) trata-se de relação mereológica estabelecida entre duas Quantities(Quadro 3).
Exemplos
Álcool é parte de Vinho; Plasma é parte do Sangue; Açúcar é parte do Sorvete
Representação visual Q Subtipo de Meronymic (Quadro 24); Meta-propriedades Irreflexividade Assimetria Transitividade
Strong Supplementation(Extensional Mereology)
Restrições
1. As classes conectadas aos dois lados da associação desta relação devem representarUniversals cujas instâncias sãoQuantitiesou estendem uma classe com o estereótipo «quantity». 2. Pelo fato de quantidades serem maximais, o valor máximo da restrição de cardinalidade da
associação conectada à parte deve ser 1;
3. Pelo mesmo motivo, umQuantitynão pode ter como parte outroQuantitydo mesmo tipoa; 4. Esta relação sempre é não-compartilhável ({shared} sempre recebe a valoração False); 5. Todas as entidades com o estereótipo «quantity» (Quadro 3) sãoExtensional Individuals
({extensional}) e, desse modo, todas as relações envolvendoQuantitiessão marcadas com a meta propriedade {essential}, como consequência, o terminal da associação ligado à parte deve ser imutável {immutable};
a Conforme Guizzardi(2010a): “a type stereotyped as «quantity» in this work stands for a maximally-connected-amount-of-matter. Since a quantity is maximal, it cannot have as a part a quantity of the same kind.”
Quadro 27 – SubCollectionOf
SubCollectionOf
A relação «subCollectionOf» (Subcollection of) trata-se de relação mereológica estabelecida entre dois Collectives.
Exemplos
A parte norte do Parque da Cidade é parte do Parque da Cidade; A coleção de “coringas” de uma carta de baralho é uma parte da coleção de cartas de baralho; uma coleção de homens em uma multidão é um coletivo parte da multidão
Representações visuais
C
relação «subCollectionOf» compartilhável
C
relação «subCollectionOf» não-compartilhável
Subtipo de Meronymic (Quadro 24); Meta-propriedades Irreflexividade Assimetria Transitividade
Weak Supplementation (Minimal Mereology)
Restrições
1. As classes conectadas aos dois lados da associação desta relação devem representarUniversals cujas instâncias sãoCollectivesou são um subtipo de uma classe com esse estereótipo; 2. O valor máximo da restrição de cardinalidade da associação conectada à parte deve ser 1a
; 3. Um «collective» não pode ter como parte outro «collective» do mesmo tipo. Como con-
sequência, tratam-se de relações irreflexivas no nível de tipo;
4. Todos os subcoletivos são relações do tipoInseparable Part, de modo que essas relações são marcadas como estereótipo {inseparable} e o terminal da associação colectado com o “todo” precisa ser {immutable};
5. Se um indivíduo x é umaEssential Part({essential}) de um todo W , então todo W′ que for
subcoleção de W terá esse x como uma parte essencial.
a Conforme Guizzardi(2011): “because collectives are maximal entities, a collective can have at maximum one subcollective of a given type. For this reason, the maximum cardinality constraint in the association end connected to the part in this relation must be one”.
4.5. Sistematização das regras da UFO para formalização de ontologias 191
Quadro 28 – MemberOf
MemberOf
A relação «memberOf» (Member of) trata-se de relação mereológica estabelecida entre umComplexou umCollective(que funciona como uma parte) e um Collective(que funciona como umWhole).
Exemplos
Uma árvore é parte de uma floresta; uma carta é parte de um baralho; um membro de um clube é parte do membro.
Representações visuais
M
relação «memberOf» compartilhável
M
relação «memberOf» não-compartilhável
Subtipo de Meronymic (Quadro 24); Meta-propriedades Irreflexividade Assimetria Intransitividade
Weak Supplementation (Minimal Mereology)
Embora transitividade não seja o caso entre dois membros de relações «memberOf», uma relação «memberOf» seguida de outra «subCollectionOf» (Quadro 27) é transitiva. Ou seja, para quaisquer a, b, c, se memberOf (a, b) e memberOf (b, c), então ¬memberOf (a, c), mas se memberOf (a, b) e subCollectionOf(b, c), então memberOf(a, c).
Restrições
1. OClassifierconectado no lado da relação que representa oWholedeve representar umUniver- sal cujas instâncias sãoCollectives, ou estendem uma classe com o estereótipo «collective»; 2. (Definição formal 8.7eDefinição formal 8.8) OClassifierconectado ao lado da relação que representa a parte deve representar um universal cujas instâncias sãoCollectivesouFunctional Complexes;
3. Esta relação só pode representar relações parte-todo essenciais (Essential Part), marcadas com o atributo {essential}, se o objeto que representa oWholenessa relação é umExtensional Individual(ou seja, se possui a propriedade {extensional});
4. No caso de oWholepossuir a propriedade {extensional}, então todas as relações parte-todo nas quais esseExtensional Individualparticipa são relações essenciais (Essential Part).
Quadro 29 – Relação Subsetting
Relação Subsetting
Subsetting relationé uma relação de subconjunto, que define que as instâncias relacionadas à relação do subconjunto são todas instâncias relacionadas à relação refinada. Trata-se de uma relação definida para os terminais das relações.
Uma relação de subconjunto deve ser definida entre duas relações materiais (Material Relation) R2e R1,
para (R2subsets R1) se, e somente se, essas relações são derivadas deRelators(Quadro 18) de tipos
disjuntos e existe uma restrição de inclusão que inclui a extensão de R2 na extensão de R1 (COSTAL;
GÓMEZ; GUIZZARDI,2011a, postulate 1). Exemplos
A relação material matrícula, que relaciona Aluno e Disciplina ofertada, é um subconjunto da relação material Tem preferência por entre Aluno e Disciplina, se Disciplina ofertada é uma extensão de Disciplinaa
.
a Adaptado deCostal, Gómez e Guizzardi (2011a).
Restrições
1. Toda entidade ligada à relação refinadora deve também ser instância, ou instância de um tipo mais específico, da relação refinada (restrição de inclusão), de modo que a extensão da relação refinada inclua a extensão da relação refinadora;
2. A relação refinadora deve instanciar o mesmo power type da relação refinada (subseção 4.4.9); 3. Os limites inferior e superior das restrições de cardinalidade da relação refinadora podem ser
iguais ou mais restritos do que as restrições da relação refinada;
4. Considerando a figura neste quadro, A1pode ser a mesma classe que A e/ou B1 pode ser a
mesma classe que B e/ou A pode ser a mesma classe que B (caso recursivo), de modo que em ambos os lados das relações refinadoras devem participar as entidades ou especializações das entidades refinadas.
4.5. Sistematização das regras da UFO para formalização de ontologias 193
Quadro 30 – Relação Association Specialization
Relação Association Specialization
ASpecialization relation (for relations) é uma relação taxonômica entre uma associação mais específica de outra mais geral. A rela- ção específica herda as características da geral. Em contrate com Subsetting relation(Quadro 29), a relação de especialização entre relações é um constructo definido para as relações em si, e não para os terminais.
Uma relação de especialização deve ser definida entre duas relações materiais (Material Relation) R2 e
R1 (R1 R2) se essas duas relações são derivadas a partir de dois Relators(Quadro 18) RR1 e RR2,
tal que RR2 especializa RR1(RR1 RR2) (COSTAL; GÓMEZ; GUIZZARDI,2011a, postulate 2).
Exemplos
A relação material SentençaPronunciada entre um Tribunal e um Réu pode ser especializada na relação Absolve entre um Tribunal e uma classe Absolvido que especializa Réua
. a Adaptado deCostal, Gómez e Guizzardi (2011a).
Restrições
Quadro 31 – Relação Association Redefinition
Relação Association Redefinition
A função daRedefinition relationé estabelecer uma nova definição para um ou mais terminais de outra associação de modo específico a determinado contexto. No caso, a nova definição trata-se de algo significativo no domínio da ontologia descrita. Um ou ambos os terminais de uma associação podem ser redefinidos e redefinições sempre envolvem duas associações.
Uma relação de redefinição deve ser estabelecida entre duas relações materiais R2e R1 (R2redef inesR1)
se: (i) ambas as relações são derivadas do mesmo Relator (Quadro 18) RR; (ii) existe um tipo Ai conectado a um dos terminais de R2 tal que A1 é uma especialização de A (A A1) e A está
conectado ao terminal de R1 equivalente ao de A1(COSTAL; GÓMEZ; GUIZZARDI,2011a, postulate 3).
Restrições
1. A relação refinadora deve instanciar o mesmo power type da relação refinada (subseção 4.4.9); 2. Os limites inferior e superior das restrições de cardinalidade da relação refinadora podem ser
iguais ou mais restritos do que as restrições da relação refinada;
3. Considerando a figura neste quadro, B1 pode ser a mesma classe que B e/ou A pode ser
a mesma classe que B e/ou nome de b1 pode ser o mesmo nome de b. Porém, a entidade
conectada no lado da relação redefinadora deve ser um subtipo da relação refinada. Caso contrário, não seria possível explicar qual o novo papel dos indivíduos participantes da entidade refinada;
4.6. Fechamento 195
4.6 Fechamento
Os quadros presentes nasubseção 4.5.1 são extensões dos encontrados na literatura UFO. Eles representam sistematizações de regras produzidas com base nas definições descritas no Glossário da UFO, além de outras referências bibliográficas. Portanto, embora representem um marco teórico importante para os capítulos posteriores, eles tratam-se de resultados desta pesquisa. As regras contidas nos quadros, e os tópicos de modelagem conceitual discutidos na subseção 4.5.1, são utilizados como referência para a produção das regras e das definições semânticas contidas no Capítulo 6 e no Capítulo 8.
Devido a limitações de escopo, temas importantes referentes à UFO não são abor- dados neste capítulo. Como exemplo, menciona-se os tópicos a respeito ade padrões e anti-padrões (GUIZZARDI, 2009; GUIZZARDI; GRAÇAS; GUIZZARDI, 2011; GUIZ- ZARDI, 2014; SALES; BARCELOS; GUIZZARDI, 2012), e de ontologia em geral, como a questão do nível ontológico de Guarino (1995) e deGuarino (2009). No entanto, com base no marco teórico produzido nesta pesquisa, trabalhos futuros podem incorporar essas e outras características de modelagem conceitual no arcabouço lógico desenvolvido na Parte III.
No que se refere à Arquitetura da Informação, parece razoável argumentar a favor da utilização da UFOno projeto de sistematização de conceitos da AI (Capítulo 2). Ocorre que um dos temas ainda em aberto da AI é justamente o da ausência de uma linha de base teórica e conceitual que delimite as fronteiras da área. A ontologia de fundamentação provida pela UFO poderia ser utilizada como referência, e até estendida, para que conceitos próprios da AI sejam explicados, como as ideias de espaço de informação, experiência do sujeito com a informação, configuração da informação e até o próprio conceito de informação, entre tantos outros. Diante dessa possibilidade, o marco teórico produzido por este capítulo pode ser utilizado como referência para realização desse projeto.