8. EMPIRICAL RESULTS: LONG-TERM EFFECTS
8.1 I NTENDED USE OF PROCEEDS AND LONG - RUN POST - ISSUE STOCK PERFORMANCE
8.1.3 Seasoned equity offerings and market timing
Em uma investigação ambiental, a determinação dos valores de condutividade hidráulica é essencial, pois fornece uma estimativa da velocidade de migração de possíveis plumas de contaminação e dimensionamento dos sistemas de remediação. Tendo como objeto de estudo a porção saturada do substrato geológico na área-alvo, optou-se pela determinação da condutividade hidráulica por meio de ensaios de slug. Os ensaios de slug são utilizados em estudos hidrogeológicos para determinação
55 da condutividade hidráulica de porções pontuais do aquífero. São operacionalmente simples, com a vantagem, em relação aos testes de bombeamento, de não extraírem água contaminada, não estimularem a migração de plumas de contaminação e não demandarem longos períodos de teste. O ensaio consiste em introduzir ou retirar um sólido (slug) dentro do poço, de forma que o nível d’água seja elevado ou rebaixado instantaneamente. Esse volume deslocado equivale à adição ou à retirada de água do aquífero e é igual ao volume do slug. Medindo-se a subida/descida do NA, com o tempo obtêm-se valores que, juntamente com as características geométricas do poço e utilizando-se o método de análise adequado, fornecem o valor de condutividade hidráulica nas imediações do poço de monitoramento ensaiado. Este volume deslocado equivale à adição ou à retirada instantânea de água do aquífero, como descrito no trabalho de Butler (1998) e Pede (2004). O método utilizado no presente estudo para interpretar os dados de testes de slug foi o de Hvorslev (1951):
o e e T L R L r K 2 ) / ln( 2 = (20)
A identificação das diferentes litologias durante o processo de perfuração dos poços de monitoramento permitiu a instalação de filtros em intervalos específicos. Desse modo, foi possível a determinação da condutividade hidráulica de cada uma das litologias identificadas.
Teramoto et al. (2010) propôs uma equação que permite estimar os valores de condutividade hidráulica a partir da curva granulométrica de amostras do aquífero. Com base nesse modelo foi possível estimar os valores de condutividade hidráulica em pontos onde foram efetuadas sondagens e havia disponibilidade de análises granulométricas dos sedimentos, mas não existiam poços de monitoramento, o que impedia a execução dos ensaios de slug. O modelo proposto por Teramoto et al. (2010) encontra-se expresso na Equação 21.
4197
,
8
7011
,
3
)
ln(
9422
,
0
))
/
(
ln(K
m
s
=
d
60−
fcp−
(21)56
3.4. Delimitação da Área Fonte
Tendo em vista que as taxas de transferência de massa dos compostos monoaromáticos do LNAPL residual para a água é o mecanismo operante para a manutenção da pluma dissolvida de BTEX, são necessárias a caracterização e a identificação da abrangência da área-fonte, que corresponde à porção com querosene de aviação residual no meio poroso. O modelo conceitual do comportamento do LNAPL na área-fonte, frente à oscilação do nível d’água na área de estudo, foi previamente estabelecido por Pede (2009). De posse desse modelo conceitual, foram estabelecidas relações com o comportamento da pluma de BTEX.
Para distinguir e delimitar os limites da área-fonte, que representa a porção com LNAPL trapeado no meio poroso da pluma dissolvida, foram utilizados dois critérios distintos:
a) O primeiro critério adotado foi identificar os poços que registraram a presença de fase livre em algum momento durante o monitoramento empreendido. Como demonstrado por Pede (2009), as flutuações sazonais do nível d’água podem promover o fenômeno de trapeamento e destrapeamento do hidrocarboneto no meio poroso. Como consequência, em períodos de ascensão do nível d’água o LNAPL a água promove o trapeamento do LNAPL no poro que torna-se imóvel e incapaz de migrar para o poço de monitoramento, fazendo com que ocorra o desparecimento ou redução da espessura de fase livre no poço de monitoramento. Por outro lado, a queda do nível d’água promove o destrapeamento do LNAPL no poro, o que dá mobilidade a esses compostos e torna-os capazes de migrar para o poço de monitoramento, resultando no aparecimento ou incremento das espessuras de fase livre nesses poços.
b) O segundo critério foi considerar como integrantes da área-fonte aqueles pontos em que foi registrada a presença de LNAPL trapeado nos liners, na
57 porção correspondente à zona saturada, durante a execução das sondagens com amostragem contínua
Vale destacar que os limites da área-fonte aqui determinados não são definitivos e mudaram diversas vezes durante o desenvolvimento do presente trabalho e que, possivelmente, passará por novas alterações com o afluxo de informações adicionais. A abrangência da área-fonte poderá ser definida apenas em investigações conduzidas com maior grau de detalhamento e destinadas a este fim.
Uma das técnicas que permite avaliar precisamente a existência de LNAPL no meio poroso é o LIF (Laser Induced Fluorescence). Acoplado ao geoprobe, uma sonda emite laser para promover a excitação de moléculas orgânicas em diferentes intervalos de profundidade, à medida que a sonda é cravada por percussão no solo. Uma vez excitadas, as moléculas de hidrocarbonetos poliaromáticos tornam-se fluorescentes, emitindo luz com comprimentos de onda mais longas que a do laser empregado para gerar a excitação. A fluorescência gerada pela excitação com laser é então captada e registrada. Foi efetuado um ensaio de LIF para avaliar a eficiência desse tipo de ensaio na área de estudo e testar o modelo conceitual proposto por Pede (2009), que afirma a existência de grandes volumes de LNAPL trapeado na zona saturada do aquífero. A partir desse ensaio é possivel determinar abrangência do intervalo vertical do LNAPL no meio poroso, sobretudo a porção trapeada na zona saturada.
3.5. Caracterização do LNAPL e Identificação dos Processos de Dissolução do LNAPL
A caracterização do LNAPL se procedeu a partir amostragem em poços de monitoramento, com o intuito de se determinar a quantidade de BTEX nessa fase. De posse das amostras de LNAPL coletadas, foi realizada a extração da fase vapor contida no head space dos vials contendo tais amostras. A quantificação da massa de compostos BTEX no LNAPL foi obtida a partir de
58 análises do vapor extraído, com o emprego de cromatografia gasosa e espectrometria de massa (GC/MS), segundo a referência metodológica USEPA SW 8260C. Com base nessas informações foi possível determinar a quantidade de compostos aromáticos ainda remanescentes e o grau de intemperismo do LNAPL em diferentes porções da área-fonte.
O entendimento dos processos de dissolução do LNAPL é condição necessária para o entendimento do comportamento da pluma dissolvida. A partir da quantificação dos compostos BTEX presentes no LNAPL e dos dados de monitoramento das concentrações dos compostos BTEX dissolvidos na água da área-fonte, foi possível identificar os mecanismos que governam a solubilização desses compostos no aquífero.
Em razão do já mencionado fenômeno de trapeamento e destrapeamento do LNAPL no meio poroso, alguns poços de monitoramento apresentaram alternâncias de episódios com registro de presença de fase livre em seu interior e episódios de ausência. Durante as campanhas de amostragem de águas subterrâneas, quando um determinado poço de monitoramento não apresentava fase livre em seu interior, o mesmo era amostrado para determinação das concentrações de compostos de interesse. Desse modo, foi possível determinar as concentrações dos compostos BTEX na área-fonte em diferentes períodos de tempo.
Com base no comportamento das concentrações de BTEX ao longo tempo, é possível determinar se as concentrações desses compostos na água mostram tendência de queda em virtude da depleção desses compostos no LNAPL, bem como avaliar a influência exercida pela flutuação do nível d’água nessas concentrações.
3.6. Caracterização da Pluma Dissolvida e Indicadores de Atenuação