W Mediterranean decapod larval
Chapter 6. Ontogenetic decapod vertical distribution
A. P. Torres (PhD Thesis) Decapod crustacean larvae in Balearic Sea were more abundant at northern stations where decapodids also concentrate
6.5.1 Seasonal distribution and spawning strategies of decapods Spawning activity in pelagic shrimps is difficult to assess in adults since they are
Conforme demonstrado no Capítulo 1, Fundamentos Teóricos, o conceito de Genealogia
do Saber (FOUCAULT, 1979) parte da existência da gênese, ou seja, a reincidência dialética de um tipo ao longo do tempo, que aqui se aplica à arquitetura penal, e se dá através da sua interpretação e aplicação - releitura adaptada a outras particularidades. Desse modo, são analisados os tipos penais em sua ocorrência, identificando sua origem – muitas vezes associada a outros programas de arquitetura – e compreende-se como se deu a sua apropriação, ou seja, que elementos foram adaptados para o seu programa específico, tornando-o identificável como tal.
Esse conceito se relaciona ao objetivo (4) Relacionar as tipologias arquitetônicas com a
concepção do ambiente penal – de que forma o espaço penal adapta as tipologias existentes para a finalidade penal e aplica-se ao Capítulo 4 Arquitetura Penal: Tipologias e Modelos. Compreende-se assim, de que forma a arquitetura penal vem se apropriando
e dando o seu caráter às tipologias, às linguagens e às teorias da arquitetura presentes a partir das diferentes realidades e visões de mundo apresentadas no Capítulo 3.
Assim, a utilização de pesquisa bibliográfica sobre as teorias, pensamentos e linguagens da arquitetura, relacionada às realidades de cada período, é direcionada para que se obtenha o entendimento do pensamento arquitetônico de cada período e, a partir de então, analisar a ocorrência dos modelos penais – levantados através de pesquisa bibliográfica e na internet – ao longo dos períodos estudados. Assim, os projetos são analisados a partir das linhas de pensamento arquitetônico de cada período, a fim de melhor compreender as especificidades da arquitetura penal e seus elementos, bem como, suas transformações ao longo do tempo, sempre relacionadas à respectiva visão de mundo.
A partir desse levantamento de informações, imagens de projetos e cruzamento dos dados obtidos, é possível identificar de que forma a arquitetura penal vem refletindo o pensamento arquitetônico de cada período, direcionando-o para as suas finalidades específicas. Desse modo, identifica-se o papel da configuração do espaço penal na aplicação da pena e a sua contribuição dentro do pensamento arquitetônico de cada período, que se apresenta no Capítulo 4.
2.3. Entrevistas
... todo conhecimento é auto-conhecimento. A ciência nada descobre, cria, e o ato criativo protagonizado por cada cientista e pela comunidade científica no seu conjunto tem de se conhecer intimamente antes que conheça o que com ele se conhece do real. Os pressupostos metafísicos, os sistemas de crenças, os juízos de valor não estão antes nem depois da explicação científica da natureza ou da sociedade. São parte integrante dessa mesma explicação. (...) A ciência é autobiográfica. (SANTOS, 1996: 52)
Esse instrumento se relaciona ao objetivo (5) Refletir sobre a contribuição da arquitetura
na concepção do espaço penal frente às necessidades e experiência dos profissionais da área. Aplica-se principalmente ao Capítulo 6, Relatos e Impressões no Atual Sistema Penal Brasileiro, a fim de identificar, a partir de suas aplicações a funcionários e
profissionais envolvidos com a temática em questão, a contribuição da concepção do espaço penal no uso e funcionamento da edificação e as peculiaridades de seu projeto e dia a dia. Sua utilização foi essencial por permitir a apreensão da experiência – a partir do conceito de Empatia de Thompson (Capítulo I), a apreensão profunda da experiência do outro a partir da interação entre indivíduos – de profissionais da área que conhecem profundamente a rotina do ambiente penal e seus pontos mais críticos. Durante a aplicação desse instrumento o pesquisador buscou uma aproximação com os entrevistados a fim de melhor observar suas emoções durante os relatos, resultando em respostas mais profundas sobre a vivência no ambiente penal.
Segundo Sommer e Sommer (1991) as entrevistas se classificam em: estruturadas, semi- estruturadas, não-estruturadas. Neste trabalho utilizam-se entrevistas semi-estruturadas e não-estruturadas. As entrevistas resultaram em importantes informações para a pesquisa, sendo fundamentais para verificação de algumas assertivas previamente estabelecidas, assim como equivocadas. Este instrumento permitiu uma maior aproximação da pesquisadora com os usuários do espaço, profissionais da área de segurança e de projeto, por permitir que o entrevistado discorra livremente pelo assunto abordado, possibilitando um maior e mais profundo entendimento de sua realidade particular. As entrevistas foram aplicadas não só para responder a questões específicas, mas também a partir de oportunidades que se apresentaram.
Entrevistas não-estruturadas:
As entrevistas não estruturadas foram elaboradas a partir de tópicos (Anexo 2), reunindo questões especificamente relacionadas com a experiência de cada um dos profissionais entrevistados. A aplicação se deu em dois grupos profissionais da área:
• Arquitetos e engenheiros – abordando questões de suas experiências de trabalho na área, como: a contribuição do projeto de arquitetura, peculiaridades do programa, dificuldades de execução, localização das edificações e detalhes de alguns projetos por eles executados. Nesse caso as entrevistas se realizaram em seus ambientes de trabalho, junto à observação de plantas e outros desenhos dos projetos das unidades em que participaram. Alguns desses profissionais foram funcionários da SEAP e outros somente elaboraram projetos de unidades. Muitas informações e questões foram elucidadas a partir da elaboração de desenhos – croquis – pelos entrevistados, para exemplificar ou demonstrar o que estavam relatando, ou quando faziam comparações entre projetos e seus elementos. Valiosas informações foram obtidas sobre as peculiaridades de projeto e seu processo de elaboração, facilitadas pela evidencia dos desenhos.
• Agentes penitenciários – abordando questões como: a segurança e a vigilância dos presos em relação à configuração da edificação, funcionalidade e adequação do edifício nas atividades diárias da edificação, rotina de trabalho na unidade e suas dificuldades, pontos negativos e positivos. Nesse caso as entrevistas foram realizadas nas unidades visitadas e na Secretária de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP). As entrevistas realizadas nas unidades foram mais informais, realizadas ao percorrer a unidade, de modo que muitas questões novas surgiram, a partir da apreensão do ambiente e da observação de certas situações. Os entrevistados foram relatando livremente uma série de situações à medida que fazíamos o percurso e as perguntas iam sendo inseridas em seus relatos. As entrevistas com os agentes da SAP se realizaram na própria secretaria, de modo mais formal, principalmente pela falta de imagens e do próprio ambiente. Os agentes penitenciários se mostraram como principal fonte de pesquisa para a apreensão do ambiente penal.
Entrevistas semi-estruturadas:
As entrevistas semi-estruturadas foram elaboradas a partir de um roteiro de perguntas (Anexo 1) direcionado a experiência dos profissionais, apresentando flexibilidade para a inserção de novas questões e a facilitação do entendimento das perguntas. A aplicação se deu em dois grupos de profissionais da área:
• Psicólogos da SEAP – abordando questões como: a segurança em relação à configuração da edificação, adequação do edifício nas suas atividades específicas, rotina de trabalho na unidade e suas dificuldades. Algumas entrevistas foram realizadas nas unidades visitadas e outras na SEAP. Como no caso dos agentes, as
entrevistas realizadas ao longo do percurso das unidades foram mais ricas, como também mais informais.
• Funcionários da área de saúde da SEAP – abordando questões como: a segurança em relação à configuração da edificação, incidência de doenças nos presos relacionadas a configuração da edificação, rotina de trabalho na unidade e suas dificuldades. Essas entrevistas foram realizadas na SEAP, se configurando em entrevistas mais formais e gerais pela falta do ambiente ou da utilização de desenhos que exemplificassem situações específicas. Ao longo da entrevista, alguns entrevistados citaram e descreveram algumas unidades e suas configurações, ilustrando melhor suas respostas e mesmo comparando situações.
O contato com esses profissionais se deu inicialmente por meio de um conhecimento pessoal da pesquisadora com duas funcionárias da SEAP, e a partir daí, a rede de contatos pôde ser expandida para os demais profissionais afins, que se mostraram disponíveis a contribuir com a presente pesquisa.