ALINE BASSETTO OKAMURA; MARIA CLÁUDIA DA SILVA; ANDRÉA GONÇALVES DE ALMEIDA; JANAINA BISPO SARMENTO
1 UNICEUB - Centro Universitário de Brasília [email protected]
Introdução
As doenças transmitidas por alimentos são geralmente provocadas pelo consumo de alimentos que contém microorganismos prejudiciais à saúde, parasitas ou ainda, substâncias tóxicas. Normalmente, os sintomas mais comuns atribuídos às DTA´s são vômitos, diarreia e dor de cabeça, podendo também apresentar, febre, dores abdominais, entre outros, os quais na maioria das vezes dura poucos dias e não deixa sequelas. Porém, se acometem pessoas em risco de saúde, como idosos, grávidas e doentes, as consequências podem ser mais graves e levar até a morte (BRASIL, 2004).É verificado atualmente o aumento da ocorrência de DTA´s de modo significativo em nível mundial, onde vários fatores são observados para a contribuição da emergência dessas doenças como o crescente aumento das populações associado ao processo de urbanização desordenado e a necessidade de produção de alimentos em grande escala. Além disso, há a existência de grupos populacionais vulneráveis ou mais expostos nas grandes cidades. A transmissão dessas doenças veiculadas por alimentos se dão por meio da ingestão de alimentos e/ou água contaminados que podem ter sido infectados durante toda a cadeia alimentar, desde a produção primária até o consumo, passando pelo plantio, manuseio, transporte, condicionamento, entre outros procedimentos. Destacam-se como maiores responsáveis por surtos os alimentos preparados para o consumo coletivo.
Objetivos
Comparar as condições microbiológicas de alface de produção orgânica e de produção convencional Metodologia
As coletas foram divididas em quatro analises no período da chuva e quatro analises no período da seca. Em cada analise foram utilizadas quatro amostras de alfaces de cultura orgânica (duas de cada supermercado) e quatro alfaces de cultura convencional (duas de cada supermercado), totalizando dessa maneira oito amostras de alfaces em cada dia de estudo.
Resultados
Foram analisadas 62 amostras de alfaces, 32 amostras de cultura orgânica e 30 convencional. Apesar de todas as análises demonstrarem presença de coliformes fecais, todas apresentaram valores baixos.Sobre a análise de bolores e leveduras nas amostras de alfaces, houveram altos valores tanto na chuva, variando de 7,6x102 a 2,0x104 UFC/g, quanto na seca, variando de 6,8x102 a 3,5x104 UFC/g, e para culturas orgânicas e convencionais. Foi encontrado o maior valor em uma amostra de cultura convencional na época da seca, seguido de duas amostras de culturas orgânicas da época da chuva. Com relação às análises de bactérias aeróbias mesófilas nas hortaliças, foram identificados os maiores valores na época de chuva tanto para culturas convencionais, quanto para culturas orgânicas, variando de 1,25x102 a 3,5x104 UFC/g. Os menores valores de bactérias aeróbias mesófilas forma encontrados na época de seca em ambas culturas, variando de 1,4x10 a 3,1x103 UFC/g. Nos achados sobre Salmonella sp foram identificadas seis (18,7%) amostras com valores positivos na época de chuva, sendo cinco (83,3%) de culturas orgânicas e uma de cultura convencional. No período da seca foram encontradas duas amostras com Salmonella sp sendo uma de cada cultura (50%), estando assim, impróprias para consumo de acordo com o estipulado pela RDC 12/2001 que seria a ausência de Salmonella sp.
Conclusão
Na presente pesquisa foram verificados baixos valores para coliformes fecais em ambas culturas e épocas. Também foi observada a presença de bolores e leveduras nas duas épocas de amostragem e nas duas culturas colhidas, o que poderia causar DTA´s por micotoxinas.
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