THF:G, 13mer, a
2.5 Screening for ligands binding
Com o intuito de produzir consensos acerca dos indicadores das estratégias de SCE, optou-se por construir um instrumento que permitisse aos enfermeiros identificar quais os indicadores que consideram mais relevantes no âmbito das estratégias de SCE.
O instrumento utilizado para a colheita de dados foi o questionário, uma vez que permite atingir um grande número de pessoas (Quivy & Campanhoudt, 2008; Fortin, 2009), viabiliza uma maior facilidade de análise e sistematização dos dados (Sousa & Batista, 2011) e, é uma ferramenta económica e ao mesmo tempo oferece a possibilidade da confidencialidade dos dados, já que a presença do investigador no momento do preenchimento não é obrigatória, permitindo assim menos desvios no que concerne às respostas (Polit & Beck, 2010).
Apesar de na maior parte dos casos os investigadores utilizarem questionários já existentes e testados (Fortin, 2009), o questionário utilizado foi elaborado de raiz, uma vez que não se encontrou, na bibliografia consultada, nenhum instrumento adequado ao estudo. A sua conceção ancorou nos conceitos emergentes da revisão bibliográfica efetuada em relação às 14 estratégias de SCE identificadas na literatura, e consideradas como mais relevantes. Desta revisão emergiram os indicadores que constituíram a base para a construção do questionário.
Para a conceção das questões (indicadores), consideraram-se os critérios de clareza, coerência e neutralidade das mesmas, dando especial atenção ao facto de não se colocarem questões ambíguas nem se juntarem duas questões numa só, facilitando assim a compreensão e objetividade do questionário (Sousa & Batista, 2011)
Na elaboração do questionário foram observados os aspetos referidos por Fortin (2009), nomeadamente, no que diz respeito à determinação da informação a recolher, à construção de um banco de questões, à formulação das questões e por fim à ordenação das mesmas.
Após a construção do questionário, é recomendado que o instrumento seja avaliado por um conjunto de pessoas com experiência e formação na área com o intuito de
47 realizar a sua validade de conteúdo (Scarparo, 2012), visto que viabiliza reunir diferentes opiniões e pontos de vista que facilitam mais a construção e compreensão do questionário, do que se fosse realizada apenas por uma pessoa (Cassiani & Rodrigues, 1996). O instrumento utilizado, neste trabalho de investigação, foi revisado por um conjunto de 14 peritos na área da SCE e Ciências da Educação, cuja experiência e criatividade foi essencial para se estabelecer o julgamento coletivo acerca do conteúdo do questionário (Scarparo et al., 2012). A validade de conteúdo refere-se à capacidade que o instrumento tem em medir o conceito ou o domínio em estudo (Fortin, 2009), pelo que, o contributo dos peritos torna- se essencial para avaliar a escolha dos enunciados ou das questões, no sentido de proceder-se a uma avaliação de pendor mais teórico (Ribeiro, 2007).
Para a validação do questionário, agendou-se uma reunião de grupo com os peritos selecionados. Após a análise e discussão reconstruiu-se o conteúdo do questionário de acordo com as sugestões dadas, relativamente à organização, clareza e pertinência de alguns indicadores. As alterações propostas incidiram, também, sobre a substituição da denominação da estratégia formação em serviço para formação contínua e aglutinação das estratégias questionamento crítico-reflexivo e reflexão das práticas numa única estratégia, denominada análise crítico-reflexiva das práticas , e ainda, a modificação dos termos da escolha múltipla se à elev ia à pa aà adaà eleva te à eà e t e a e teà
eleva te àpa aà total e teà eleva te .à
A reunião com os peritos, traduziu-se num excelente momento de análise e reflexão, pela discussão gerada em torno das questões relacionadas com a compreensão e aplicação do questionário, que veio a revelar-se fundamental para a construção do mesmo. Sequencialmente, fez-se o pré-teste do instrumento, para verificar a sua eficácia e valor numa amostra reduzida da população alvo (Fortin, 2009), tendo sido aplicado no mês de abril de 2012 a nove enfermeiros do contexto hospitalar e dos CSP, com e sem formação em SCE, com o objetivo de identificar lacunas e fragilidades e, assim, proceder-se a correções que permitissem uma melhor compreensão do questionário. Como não foram feitas recomendações ou sugestões relevantes, não se tornou necessário realizar um segundo pré-teste. Salienta-se que, nenhum dos elementos do grupo de peritos ou do pré- teste integrou a amostra do estudo.
I. Versão final do questionário
Após terem sido introduzidas as alterações sugeridas na reunião dos peritos e ter- se realizado o pré-teste, obteve-se a versão final do questionário, designada por
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Questio ioà deà ávaliaç oà daà Relev iaà dosà Indicadores de Estratégias de Supervisão Clínica em Enfermage àQáRIE“CEà(Anexo I). O QARIESCE é constituído por duas partes:
‒ A primeira parte é composta por 20 questões mistas, ou seja, questões abertas e fechadas, e por questões filtro que permitem dirigir o participante diretamente para as questões que lhes dizem respeito (Fortin, 2009). As questões de um a oito, visam colher os dados necessários para a caracterização da amostra nas vertentes socio demográfica e profissional. A questão nove é para ficar a conhecer se o enfermeiro se sente realizado profissionalmente. As restantes questões são relativas à experiência e opinião dos enfermeiros sobre SCE;
‒ A segunda parte contempla 63 questões fechadas, que se reportam aos indicadores das 14 estratégias de SC, cujo preenchimento é feito através da utilização de respostas de escolha múltipla em que foram utilizados os seguintes diferenciais semânticos: 1 – nada relevante; 2 – pouco relevante; 3 – relevante; 4 – muito relevante e 5 – totalmente relevante.
II. Variáveis em estudo
No âmbito de qualquer trabalho de investigação, os conceitos apresentados devem traduzir-se em variáveis às quais são atribuídos valores numéricos (Fortin, 2009). De acordo com a mesma autora, as variáveis devem ser definidas não apenas de forma concetual, mas também de forma operacional, com o objetivo de permitir a sua medida.
Apesar de existirem diversas classificações para as variáveis, sendo variável dependente e independente a mais utilizada, Pocinho (2009) salienta que no caso de estudos exploratórios, descritivos e descritivo-correlacionais, uma vez que não existem hipóteses mas questões de investigação, esta classificação deverá evitar-se.
Deste modo, tendo em atenção o quadro concetual e as características deste estudo, optou-se por classificar em variáveis primárias, as variáveis essenciais e com peso na conclusão, e em variáveis complementares, as utilizadas para caracterizar a amostra (Pocinho, 2012).
São, então, definidas como variáveis primárias: os indicadores de estratégias de SCE.
As variáveis complementares que caracterizam a amostra são: sexo; idade; tempo de exercício profissional; categoria profissional; situação jurídica de emprego; instituição onde exerce funções; serviço onde exerce funções; habilitações académicas e profissionais; realização enquanto enfermeiro; experiência enquanto supervisionado; opinião sobre a
49 experiência enquanto supervisionado; formação em SCE; tipo de formação em SCE; experiência enquanto supervisor clínico; tipo de experiência enquanto supervisor clínico; razão de início das funções de supervisor clínico; papel de supervisor na atualidade; opinião sobre a experiência enquanto supervisor clínico; vontade em exercer funções de supervisor clínico; importância da formação em SCE para o exercício do papel de supervisor clínico; e por fim, importância da SCE para o desenvolvimento profissional.
No sentido de operacionalizar as variáveis, são explanados em anexo os procedimentos necessários para medir as variáveis primárias (Anexo II) e as variáveis complementares (Anexo III).