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Science and technology policy in the Indian Context

3. Empirical Cases

3.1 Science and technology policy in the Indian Context

Com a carência de mão de obra decorrente da abolição da escravatura, a necessidade de tornar produtivo os seus interiores e o desejo de atrair novas técnicas agropecuárias, o Brasil recebeu muitos imigrantes com a intenção de desenvolver o progresso necessário a estas demandas. A imigração de holandeses, dentre outros povos, teve sua maior força no final do século 19 e início do século 20, exatamente motivada por estas questões vistas acima. Por causa da devastação causada pela Segunda Guerra Mundial, da miséria, desemprego nos países de origem e da liberdade religiosa difundida em nosso país nesta época, alguns grupos neerlandeses imigraram ao Brasil. Os holandeses foram atraídos pela posse rural e pela formação de núcleos agropecuários, possibilidade muito remota em seu país de origem. As motivações de imigração entre os holandeses para o Brasil, são praticamente iguais, tendo uma pequena variação entre os holandeses protestantes e católicos, sendo para os últimos, o fato do Brasil ser uma grande nação católica, fator relevante. Sobre isto, falando da imigração para Holambra I, diz Abreu:

Quanto a causa que levou a maioria a emigrar, embora varie muito, pode ser esquematizada no geral em torno da situação existente na Holanda naquela época (anterior a formação do Mercado Comum

Europeu para a maioria) onde, além das dificuldades financeiras, a ausência de espaço criava problemas para estes agricultores católicos, tradicionalmente portadores de elevada taxa de natalidade. O Brasil surgia para eles como o país católico com melhores possibilidades em geral, aliada a abundância de terras que garantiria a manutenção do status de agricultor para eles e seus filhos. Contudo, embora estes sejam os aspectos fundamentais, há alguns colonos que admitiram ter vindo provavelmente por espírito de aventura, sendo que um deles declarou ter emigrado para esquivar- se do serviço militar. Por outro lado, a possibilidade da colonização em grupo que o Brasil oferecia foi um fator decisivo para atrair esta população.

Da Província Zelândia, nos Países Baixos, se instalou no Estado do Espírito Santo, a primeira Colônia, intitulada “Holanda”, em 1860. Formaram uma companhia para comercializar a produção agrícola. Devido às dificuldades enfrentadas, esta colônia, só conseguiu produzir o suficiente para o autoconsumo, impedindo assim, o crescimento da Colônia Holanda do estado do Espírito Santo.

A segunda Colônia holandesa ficou conhecida como “Colônia de Gonçalves Júnior”. No ano de 1908, vindos da Província Holanda do Sul, instalaram-se no Paraná, também com uma cultura agrícola, mas, devido pragas, animais que devastavam as plantações, como porcos do mato e ratos, esta colônia também se dispersou.

A terceira Colônia holandesa implantada no Brasil, de origem protestante reformada, teve maior prosperidade. Foi instalada no estado do Paraná, entre as cidades de Castro e Ponta Grossa, sendo denominada até nossos dias, como Colônia de Carambeí. No fim de março do ano de 1911, este grupo, cerca de 450 holandeses, migraram para a região de Carambeí vindos da Holanda, província de Holanda do Sul e da cidade de Gonçalves Júnior no Paraná. Estes são considerados os

precursores das colônias holandesas reformadas que se fixaram no Paraná. O grande sucesso da colônia holandesa de Carambeí foi demonstrado com a criação da Sociedade Cooperativa Hollandeza de Laticínios Batavo, a famosa marca brasileira de alimentos Batavo. Depois, juntamente com a Cooperativa Castrolanda e a Cooperativa Agropecuária Arapoti, formaram a Cooperativa Central de Laticínios do Paraná, localizada em Carambeí, responsável por uma das maiores bacias leiteiras do Brasil. Em Carambeí, foi fundada a primeira Igreja Evangélica Reformada em solo brasileiro. As demais colônias seguiriam a visão religiosa reformada de Carambeí para subsistência social, sob o tripé; Igreja, Escola e Cooperativa Agropecuária.23

As graves consequências da Segunda Guerra Mundial motivaram, também, a vinda de imigrantes holandeses católicos para o Brasil, em busca de melhores condições de subsistência. Em 14 de julho de 1948, cerca de 500 imigrantes holandeses chegaram ao nosso país, vindos da província de Brabante do Norte, fixando-se na antiga fazenda Ribeirão, interior de São Paulo. Ali fundaram a colônia de Holambra I, e a Cooperativa Agropecuária Holambra. Mas, sua maior economia desenvolve-se sob o cultivo de flores. Entre 1951 e 1965, é estabelecido aquele que seria o maior centro de comercialização de plantas e flores do Brasil. Hoje conta o Veilling Holambra, fundado em 1989, sendo o maior produtor e exportador de flores do Brasil.24

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Em 1962 chega outro grupo para a região próxima a Holambra I. Adquirindo uma quantidade maior de terras, com características semelhantes ao grupo anterior, atuando na mesma profissão agropecuária e de religiosidade católica, com apenas 40 pessoas, denominaram esta região de Holambra II.

Em 1949, um grupo de holandeses se instalou no Paraná, na fazenda Monte Alegre, propriedade da empresa de papel celulose Klabin. O objetivo era que estes imigrantes fornecessem laticínios aos funcionários da fazenda. Mas, por volta de 1970, com o término do contrato com a Klabin, muitos colonos voltam à Holanda, dispersando assim a Colônia.

Também em 1949, outros holandeses instalaram-se no Rio Grande do Sul, no município de Não-Me-Toque, de origem religiosa católica romana e vindos, em sua maioria, das províncias de Nord-Brabant, Limburg e Gelderland. Uma vez que os imigrantes italianos e alemães, que os havia precedido nas décadas anteriores, haviam ocupado as melhores terras, aos neerlandeses sobraram as terras mais acidentadas e cheias de vegetação rasteira, portanto, de difícil cultivo. Com as dificuldades apresentadas por essas terras, os holandeses se superaram, desenvolvendo técnicas modernas e iniciando empreendimentos com empresas que obtiveram sucesso através do plantio de batata e milho e, posteriormente, tornando- se grandes produtores de soja e milho.