6 Configuration and extensions of VR-Forces
7.2 Scenario in VR-Forces
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O processo de construção desta pesquisa ocorreu com base no entendimento e preocupação em conhecer e desvelar a realidade.
Conhecendo a realidade se pode entendê'la, é possível projetar ações sobre ela e modificá'la, se for o caso.
Isso é possível a partir do entendimento de que sendo o homem o único ser racional, indicando que só a ele é possível o uso da razão, o mesmo pode prever os resultados de suas ações e, sendo isto possível, o mesmo pode projetá'las antes de agir.
No caso de uma pesquisa científica como esta, a pesquisa empírica traz à tona dados, fatos que são analisados, estudados, comparados para que sobre eles seja construída uma base de conhecimento, um novo entendimento e uma nova visão.
Isto ocorre partindo'se do princípio de que o conhecimento é inacabado, infinito. Então quando se realiza um trabalho científico, este mesmo pode tornar'se uma nova teoria.
Como esta pesquisa busca conhecer o processo de formação do assistente social, evidencia'se que a mesma é realizada num campo social, buscando teorias no campo das ciências sociais e constituindo'se em um novo conhecimento também nesta área.
Tratando'se de Ciências Sociais Minayo afirma:
O objeto das Ciências Sociais é histórico. Isso significa que as sociedades humanas existem num determinado espaço, cuja formação social e configuração são específicas. Vive o presente marcado pelo passado e projetado para o futuro, num embate constante entre o que está sendo construído. Portanto, a provisoriedade, o dinamismo e a especificidade são características fundamentais de qualquer questão social. (2003, p.13)
Compreende'se, portanto, que a pesquisa social, a pesquisa na área das ciências sociais tem seu objeto “essencialmente qualitativo”. “A realidade social é o próprio dinamismo da
vida individual e coletiva com toda a riqueza de significados dela transbordante” (MINAYO, 2003, p. 15).
E quando se conhece a realidade é possível reinventá'la. Reinventar novas estratégias, novas ações, novos perfis, novos modelos. Consegue'se ainda uma busca pela quebra de paradigmas.
Afirmando que a pesquisa social tem seu objeto na história, e que este é estudado através da pesquisa qualitativa, não significa que a pesquisa quantitativa não seja importante e necessária. Acontece que ambas só têm significado quando se completam.
Como explicita Martinelli:
[...] à medida que fui vivendo minha vida profissional, realizando minhas atividades docentes, trabalhando com famílias, com crianças, a cada momento via mais claramente que a pesquisa quantitativa era importante para dimensionar os problemas com os quais trabalhamos, para nos trazer grandes retratos da realidade, mas era insuficiente para trazer as concepções dos sujeitos. Como pensam sua problemática? Que significado atribuem às suas experiências? “Como vivem a sua vida”? (1999, p. 20).
Seguindo o direcionamento e pensamento da autora, entende'se que a pesquisa quantitativa por si só não tem um valor significativo, mas é a partir dos dados coletados através dela que partimos para a utilização da pesquisa qualitativa, onde os dados quantitativos serão analisados dentro de seu contexto social e dos sujeitos que estão intrinsecamente relacionados nos dados numéricos.
E como o saber não se esgota nunca, e uma dada realidade perpassa por diversos campos do conhecimento, é necessário que se busque uma visão interdisciplinar das áreas de conhecimento e das áreas sociais.
Quanto a isso Martinelli lembra:
Nesse sentido reforçava'se em mim a convicção de que o saber não é posse individual de cada profissão, é heterodoxo, é pleno, é encontro de signos. Então se queremos produzir práticas sociais que tenham a dimensão do coletivo, temos que dialogar com saberes múltiplos, temos que pesquisar e pesquisar com qualidade (1999, p. 21).
Um estudo qualitativo busca compreender seu objeto de estudo em seu ambiente, ou seja, busca conhecer como as pessoas vivem, se comportam, como atuam, o que pensam, como agem, como estudam e como aprendem.
A primeira é quanto ao seu caráter inovador, como pesquisa que se insere na busca de significados atribuídos pelos sujeitos às suas experiências sociais; a segunda é quanto à dimensão política desse tipo de pesquisa que, como construção coletiva, parte da realidade dos sujeitos e a eles retorna de forma crítica e criativa; a terceira é que exatamente por ser um exercício político, uma construção coletiva, não se coloca como algo excludente ou hermético, é uma pesquisa que se realiza pela via da complementaridade, não da exclusão (1999, p. 26' 27).
Portanto, a investigação sobre o processo de formação do Assistente Social, analisando a prática docente neste processo, teve seu início na pesquisa teórica.
A pesquisa foi sedimentada na teoria social, utilizando como referência teórica autores contemporâneos da área de conhecimento da Educação e do Serviço Social.
Da área de educação foram pesquisados PERRENOUD, CLAXTON, MASETO, CURY, VEIGA, PINTO, PIMENTA, PAULO FREIRE, VALE, SERRÃO MACHADO, RIOS, LAHIRE, ALTET, RIBAS, DOLL e ROSA. Do Serviço Social foram pesquisados NETTO, BARROCO, YASBEK, GENTILLI, ALBIERO, BRAZ, SILVA, MOREIRA, PAIVA e SALES, IAMAMOTO, MARTINELLI, MINAYO, TÜRCK e NÚBIA.
Os autores PERRENOUD, LAHIRE, MASETO, CURY, RIOS, CLAXTON trabalham com a questão educacional relacionada ao processo de ensino'aprendizagem, entendendo que por ser um processo, aluno e professor são parceiros e coadjuvantes.
Já os autores VEIGA, PINTO, PIMENTA, ALTET, DOLL e ROSA, SERRÃO, MACHADO, RIBAS, VALE e PIMENTEL trabalham com o processo educacional, com o Projeto Político'Pedagógico e com a competência pedagógica do docente.
Quanto aos autores do Serviço Social, abordam sobre o Projeto Político'Profissional do Serviço Social como eixo condutor da formação dos alunos do curso de Serviço Social, bem como abordam questões e elementos necessários para comporem a grade curricular, contendo elementos formativos direcionando o preparo para o trabalho com as expressões da questão social.
Este processo foi realizado em diversas etapas, dialeticamente interligadas, que são descritas a seguir.
!6 * 6 % 6%6 ' % de aproximação com o tema proposto foram levantados os aportes teóricos, sendo estes divididos em dois grandes pilares.
O primeiro pilar foi construído em cima de autores que conceituam o processo educacional e as diretrizes norteadoras da formação do Assistente Social, tratando a necessidade do Projeto Político'Pedagógico para uma organização institucional e as possibilidades educacionais de se alcançar uma formação de qualidade direcionando a
formação do assistente social baseando'se nos princípios consolidados no Projeto Ético' Político da Profissão de Serviço Social.
Para construção desse * 6 % * + foram efetuadas pesquisas em documentos legais como a LDB/1996 (Lei de Diretrizes e Base para Educação), cujo princípio fundamental é a formação do sujeito para o exercício da cidadania e do trabalho.
Além desse instrumento legal, foi realizado um breve levantamento histórico sobre as Diretrizes Curriculares propostas pela ABEPSS, que está centrada na formação de cidadãos e profissionais críticos, competentes e éticos. Para isso foram utilizadas obras elaboradas pela própria ABEPSS através de uma construção coletiva.
Ainda dentro desse primeiro pilar está VEIGA, que traz uma análise sobre o PPP, esclarecendo que deste deve constar toda a estrutura organizacional da escola, sendo esta dividida em: estrutura administrativa e estrutura pedagógica.
E quanto ao Serviço Social, o PPP deve possibilitar meios administrativos e pedagógicos para formação de um assistente social, cidadão, que conheça, vivencie e lute por processos de cidadania. E para que isso se efetive há necessidade de que este PPP busque um projeto societário e um projeto de profissão.
O autor CURY forneceu elementos de análise quanto à existência de algumas categorias presentes na educação, sendo estas: contradição, totalidade, mediação, reprodução e hegemonia. Essas categorias podem ser entendidas, segundo o autor por:
1) Contradição: “base da metodologia dialética”, onde o autor a utiliza entendendo que na sociedade há contradições e que através delas se entende o funcionamento da sociedade capitalista e se compreendem as diferenças.
2) Totalidade: Significa enxergar a educação como um elemento dentro de um contexto social maior, sendo este dialético e contraditório.
3) Mediação: o autor entende que para que a educação seja de qualidade é necessário ocorrer a mediação entre teoria e prática, mediação de idéias opostas, construindo uma nova idéia.
4) Reprodução: A educação é um campo fértil para a reprodução dos ideais e valores dominantes, direcionando o pensamento e ações dos indivíduos. Mas CURY entende que os educadores devam superar essas idéias levando o educando a ter pensamento crítico.
5) Hegemonia: o sistema social vigente busca manter a hegemonia entre seu povo. Busca uma aceitação da dominação. Porém, cabendo ao educador transformar essa categoria, desencadeando o espírito de luta pela igualdade através do saber e do conhecimento adquirido.
Os autores NETTO e BRAZ abordam aspectos importantes para a formação do assistente social. Traz em suas análises a necessidade de se buscar, primeiro, por um projeto societário e baseando'se nesse é que se busca um projeto profissional. Assim entendido, no PPP deve estar clara a idéia de que profissional pretende'se formar e como formar instigando' o à construção da sociedade almejada.
RIOS trabalha a didática como arte de ensinar e a indica como elemento principal em um educador. Para isso o educador deve saber ensinar e o que ensinar.
A autora NUBIA contribui com sua análise sobre o perfil do espaço educacional em S.S. e do perfil dos alunos que buscam pelo curso, sendo estes elementos de reflexão para uma modificação na formação.
No .!' % * + discute'se o processo de ensino'aprendizagem, onde a aprendizagem deve ser o objetivo principal desse processo, porém todos os atores devem se envolver nele.
Quanto à aprendizagem foi pesquisado CLAXTON, que trabalha a aprendizagem ao longo da vida e como ela ocorre. Destaca que a resiliência é um elemento fundamental para o acontecimento da aprendizagem.
Já, o autor LAHIRE reflete sobre o capital cultural e que desse depende a qualidade da educação que o aluno vai construir.
MASETO aborda a avaliação como parte constitutiva do processo de ensino' aprendizagem e não como resultado deste. E que a avaliação indica não só o aprendizado do aluno, mas o papel do professor para que essa aprendizagem ocorra.
Quanto a esse assunto, PERRENOUD traz suas colaborações, afirmando que não se pode refletir sobre competências de um professor isolado, mas que se deve levar em conta o sistema educacional do qual ele faz parte, bem como as dificuldades e limitações que isto implica.
A autora ALTET aborda sobre a habilidade que o professor deve ter no processo de ensino'aprendizagem, considerando'o como gestor, que utiliza o seu conhecimento de forma motivadora, e que para isso o professor precisa arriscar, renovar e ousar.
ALBIERO destaca a necessidade de o educador contemporâneo romper com o tradicional, executando uma “prática educativa crítica e superadora das formas de opressão e exclusão atuais” (2006, p. 50).
Finalizando o marco teórico, a autora DOLL e ROSA contribuiu para o entendimento do que seja a Didática, trazendo'a como o . Para isso coloca que é necessário um ' . Analisa a necessidade de o educador construir sua metodologia de trabalho,
objetivando sempre a aprendizagem do aluno. Assim possibilita a afirmação de que o educador que consegue fazer com que o aluno aprenda tem uma - 2 .
O .!' % 6%6 ' % da pesquisa constituiu'se de ações para a organização da pesquisa de campo, quando, então, buscar'se'ia a realidade, para em seguida, analisá'la à luz das teorias estudadas. Inicialmente foram realizados alguns contatos com o coordenador do curso de Serviço Social da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e com a Chefe do Departamento de Curso de Serviço Social.
O contato inicial se deu através de alguns e'mails enviados aos mesmos, manifestando o interesse em realizar a pesquisa naquela IES, explicitando os motivos que desencadearam na escolha da UEL como universo de pesquisa, solicitando uma prévia autorização.
Foi obtida a resposta, sendo a mesma positiva quanto à realização desta.
Após a resposta positiva, demorou'se um tempo para que a pesquisa ocorresse, ficando então a pesquisadora no estudo e montagem do instrumental de pesquisa.
Importante destacar aqui o empenho da professora Olegna e da professora Jolinda no agendamento do grupo e das entrevistas.
O " % 6%6 ' % da pesquisa foi realizado em duas etapas. Na primeira etapa foi realizado um grupo focal, cuja participação aconteceu espontaneamente após convite a 6 professores, tendo comparecido 4.
Quanto ao grupo focal afirma Gatti (2005, p. 69):
A potencialidade mais enfatizada do grupo focal como meio de pesquisa está ligada à possibilidade que ele oferece de trazer um conjunto concentrado de
informações de diferentes naturezas (conceitos, ideias, opiniões,
sentimentos, preconceitos, ações, valores [...]).
O grupo dialogou sobre pontos elencados em roteiro elaborado pela pesquisadora. O mesmo foi elaborado após um mapeamento do material teórico pesquisado e construído.
O mesmo aconteceu no dia 03 de julho de 2009, na sede do INBRAPE, localizada na Avenida Higienópolis, 70, Londrina – PR.
Inicialmente os participantes assinaram o termo de consentimento, e foram orientados sobre os objetivos e finalidades da pesquisa.
A seguir iniciou'se a discussão, tendo a mesma durado uma hora e quarenta minutos, tendo sido extremamente importante para os resultados alcançados.
Todas foram cordiais e receptivas quanto à pesquisa, recebendo a pesquisadora com carinho, respeito e harmonia.
O objetivo deste grupo foi o diálogo e a discussão sobre os seguintes pontos: Assistente Social x Docente
A importância de curso para ingresso na docência
A importância da participação docente e discente na elaboração do Projeto Político'Pedagógico.
Possibilidade de uma formação de acordo com o Projeto Ético'Político e o Código de Ética.
Que tipo de relação entende como adequada entre professor e aluno.
A segunda etapa se deu pela realização de entrevistas individuais com professores e alunos do curso de Serviço Social desta mesma universidade.
As entrevistas aconteceram em dias diferentes uma das outras, todas no Departamento de Servi;o Social da UEL'PR. Foram entrevistados por esta pesquisadora 5 professores e 2 alunos, e por questionário via e'mail participaram 3 alunos. Com as entrevistas pretendeu'se o levantamento de dados que indicassem se o Projeto Político'Pedagógico do Serviço Social é tomado como referência para que se desenvolvam metodologias adequadas para o processo de ensino'aprendizagem capaz de formar profissionais críticos e competentes.
Para isso o roteiro das entrevistas para os professores continha os seguintes questionamentos:
Como você percebe o processo de ensino'aprendizagem em sua disciplina? Como costuma trabalhar os conteúdos?
Você considera que o aluno aprende o que você ensinou?
Como você percebe ou detecta que o aluno aprendeu ou não o que você ensinou? Dá para perceber ainda se ele será um profissional crítico e ético? Como?
Como você se vê neste processo?
O foco da pesquisa foram as ações docentes realizadas nas disciplinas correspondentes aos núcleos básicos do Projeto Político'Pedagógico do Curso de Serviço Social, bem como detectar como os alunos percebem essas ações, devendo a entrevista e demais instrumentais possibilitar elementos para essa reflexão.
Os 3 núcleos de fundamentação propostos pela ABEPSS são:
Núcleo de fundamentos teórico'metodológicos da vida social, que compreende um conjunto de fundamentos teórico'metodológicos e ético'políticos para conhecer o ser social;
Núcleo de fundamentos da formação sócio'histórica da sociedade brasileira, que remete à compreensão das características históricas particulares que presidem a sua formação e desenvolvimento urbano e rural, em suas diversidades regionais e locais;
Núcleo de fundamentos do trabalho profissional, que compreende os elementos constitutivos do Serviço Social como uma especialização do trabalho: sua trajetória histórica, teórica, metodológica e técnica, os componentes éticos que envolvem o exercício profissional, a pesquisa, o planejamento e a administração em Serviço Social e o estágio supervisionado.
Para os alunos entrevistados foi utilizado o roteiro com os seguintes questionamentos: Como seu professor ensina?
Você consegue aprender? Como?
Quando ou como você conclui que aprendeu?
Como você considera que o professor consegue saber que você aprendeu? A seguir, contextualiza'se o universo de pesquisa
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Segundo dados da ABEPSS há aproximadamente 191 cursos de Serviço Social espalhados pelos Estados brasileiros. Destes, apenas 91 são filiados à ABEPSS.
A ABEPSS dividiu o Brasil em Regiões, sendo estas :
1) Região Centro Oeste – composta por Brasília, Goiás e Mato Grosso. 2) Região Leste: Estado do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
3) Região Norte: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará, Piauí, Rondônia e Tocantins.
4) Região Nordeste: Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.
5) Região Sul I: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. 6) Região Sul II: Mato Grosso do Sul e São Paulo.
A escolha pela UEL se deu pelo fato de a pesquisadora residir no Estado de São Paulo, na cidade de Palmital e por esta estar na divisa com o Paraná.
Observem no mapa abaixo em destaque a cidade de Palmital'SP e Londrina'PR, ficando distantes aproximadamente 180 km.
Desta forma optou'se pela escola da Região Sul I da ABEPSS, que tem algumas características que, além da proximidade, levou'a a ser escolhida, como por exemplo, ser uma universidade pública, ser referência para a categoria, ter boas notas no ENADE e ser reconhecida pela ABEPSS.
Com isso buscou'se dados qualitativos para a pesquisa.
Por tratar'se de pesquisa qualitativa o seu universo não pode ser muito amplo, e de acordo com Martinelli (1999, p. 23'24):
Nessas pesquisas, ao invés de trabalharmos com grandes temas, com grandes cronologias, o fazemos de forma mais localizada. [...] Não se trata, portanto, de uma pesquisa com um grande número de sujeitos, pois é preciso aprofundar o conhecimento em relação àquele sujeito com o qual estamos dialogando. Podemos conceber instrumentos que nos aproximem de grupos
maiores, mas essa não é nossa busca nessa metodologia de pesquisa. Como não estamos procurando medidas estatísticas, mas sim tratando de nos aproximar de significados, de vivências, não trabalhamos com amostras aleatórias, ao contrário, temos a possibilidade de compor intencionalmente o grupo de sujeitos com os quais vamos realizar nossa pesquisa.
A escolha pela pesquisa qualitativa limita o número de sujeitos, porém proporciona uma riqueza nas análises, porque aos mesmos é dada a vez e a voz, e aos pesquisadores cabe decifrá'las.
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O Estado do Paraná localiza'se na região sul do país, ocupando uma área de 199.314 km², que corresponde a 2,3% da superfície total do Brasil, contando atualmente com 399 municípios.
Os centros de convenções de Curitiba, Foz do Iguaçu e os Conventions Bureaux dessas cidades e de Londrina, Maringá e Ponta Grossa marcam definitivamente a entrada do Paraná na área de congressos e convenções, provocando um acréscimo significativo nas empresas organizadoras e prestadoras de serviços, totalizando 91 empresas. No litoral, com 98 km de extensão, está localizada a baía de Paranaguá com 300 km² de área, uma das mais importantes do Sul do Brasil, onde se destacam os portos de Paranaguá e Antonina.
A população estimada em 9,9 milhões de habitantes (IBGE ' 2003) é formada, predominantemente, por descendentes de diversas etnias como: poloneses, italianos, alemães, ucranianos, holandeses, espanhois e japoneses que aqui se fixaram, juntando'se ao índio, ao português e ao negro, os três elementos básicos que formaram o povo e a cultura paranaense, fazendo com que o Paraná seja conhecido como a “Terra de Todas as Gentes”. A diversidade de paisagens, a fertilidade do solo, os usos, costumes e as características de sua gente fazem do Paraná um Estado * e o coloca em privilegiada situação no cenário nacional.
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Londrina está localizada ao norte do Estado do Paraná e a 369 km da capital paranaense, Curitiba.
Fonte: Google Pesquisa ' Mapa do Estado do Paraná
Importante polo de desenvolvimento regional, Londrina exerce grande influência sobre todo o Paraná e região sul. Com uma população estimada em 510.719 habitantes, é a segunda cidade mais populosa do Paraná e a terceira mais populosa da região sul do Brasil. É um centro regional, composto de comércio, serviços agro'industrias e universidades, incluindo a Universidade de Londrina – UEL – que é famosa pela qualidade de ensino e atrai estudantes de todo o país.
Londrina ocupa 1% da área total do Estado do Paraná, tem clima subtropical úmido mesotérmico, com chuvas o ano todo, mas com tendência a concentração de chuvas no verão. A temperatura média anual fica acima dos 21 graus centígrados.
Seus indicadores apontam como – IDH 0,824, PIB R$ 6.612.093 mil e PIB per capita R$ 13.339,00.
Devido a estes índices, Londrina se coloca no quadragésimo oitavo lugar no ranking das 100 maiores cidades brasileiras e em quarto lugar na comparação com as demais cidades paranaenses, usando como referência este índice econômico.
A composição do PIB demonstra a força do setor de serviços na economia local, onde