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Results and Discussion

4.5 Magnetic Characterization of Thin Film Samples

4.5.2 Saturation Magnetic Moment

A Isla Natividad é uma ilha no Oceano Pacífico, 7 km a Oeste de Punta Eugenia, em Baja California Sur. Esta ilha é a base de uma cooperativa de pesca constituída por cerca de 400 pescadores e suas famílias que vivem da captura de lagosta e abalone (Island Conservation, 2007).

A Área Marinha Protegida da Isla Natividad (AMPIN) é essencialmente um acordo de seis anos para proteger totalmente três das 42 zonas de pesca ao largo da costa da ilha. O território de pesca é caracterizado por escarpas rochosas íngremes e por praias rochosas, dominadas por algas. A ressurgência e as correntes convergem e contribuem para a produtividade da área (Weisman & McCay, 2011).

A AMPIN foi criada nas águas da concessão da cooperativa de pesca da Isla Natividad, a Buzos y Pescadores. A concessão de 20 anos renovável inclui direitos exclusivos de pesca do abalone e de outros valiosos recursos bentónicos (Weisman & McCay, 2011).

Com a orientação de uma ONG mexicana, a Comunidad y Biodiversidad (COBI), foi determinada a tentativa de reconstituição das unidades populacionais, protegendo áreas chave para o estabelecimento das larvas de abalone. Desde o início a COBI trabalhou de perto com a cooperativa de pesca, para ajudar a alcançar um grau de consenso sobre o problema de reconstruir o stock e a noção de usar uma AMP como ferramenta. A cooperativa exige a tomada colectiva de decisões pelos

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membros para implementar medidas de gestão da pesca, sendo que as deliberações acerca da AMP levaram vários anos antes de a sua implementação ser aceite (Weisman & McCay, 2011).

Na sequência de ampla consulta e participação da comunidade local, que desde Fevereiro de 2006, foram completamente fechadas, para actividades extractivistas, duas áreas de pesca. A assembleia da cooperativa decidiu criar essas reservas, a título experimental para estudar e compreender como os ecossistemas poderiam recuperar. Em paralelo, proceder-se-ia à investigação de qual o ponto em que o investimento da abstenção de pescar algumas áreas poderia ser recuperado através da dispersão de larvas a pesqueiros adjacentes. Os próprios pescadores foram treinados para realizar avaliações do estado do recife e contribuíram para a compreensão da escala de dispersão larval (COBI, 2010).

Este projecto é pioneiro ao avaliar, de forma simultânea, as tendências na recuperação e a contribuição potencial de reservas marinhas para a produtividade da pesca, num período sem precedentes em relação às alterações climáticas (COBI, 2010).

4.3.7. Área de Conservação Marinha de Great South Bay, Estados

Unidos da América

A costa Sul de Long Island é um sistema dinâmico de ilhas barreira, sapais, riachos de maré, a dunas e praias. A Great South Bay (GSB) é a maior de várias baías da costa Sul, sendo que os recursos e actividades relacionadas com a GSB formam o rico património marítimo de muitas comunidades desta costa. Historicamente a população de ostras da baía, apoiava uma próspera indústria, sendo que actualmente as ostras são raras (TNC, 2005).

A TNC acredita que para proteger e restaurar estes habitats, as estratégias alternativas de gestão devem complementar os programas existentes de gestão de pesca. Em Outubro de 2004, a TNC completou a aquisição de aproximadamente 54 km2 de área subaquática na GSB. Esta área, que cobre cerca de 20% da área submersa na GSB, oferece uma oportunidade sem precedentes para explorar a eficácia de uma variedade de estratégias alternativas para restaurar aspectos ecológicos chave, como populações de moluscos e comunidades de algas marinhas (TNC, 2005; LoBue & Udelhoven, 2011).

A Bluepoints Bottomlands Council (BBC) - uma comissão de representantes governamentais, académicos, organizações sem fins lucrativos, e população - foi formada para ajudar a TNC com o desenvolvimento de uma gestão a longo prazo e um plano de restauração para os seus fundos marinhos na GBS, bem como para ajudar com a co-gestão da propriedade (TNC, 2005; TNC, 2007). Os direitos transmitidos com a propriedade são particularmente abrangentes. Esses direitos incluem não apenas a captura de marisco, mas também todos os direitos de caça e pesca na área, excluindo- se apenas o direito público de navegação e o poder regulador do Estado. A TNC utiliza os seus

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direitos para testar novas abordagens de gestão, que poderão ser aplicadas em toda a GSB assim como em outros lugares (TNC, 2007; LoBue & Udelhoven, 2011).

A TNC reconhece que a restauração do ecossistema da GSB é uma meta ambiciosa, utilizando, por isso, o melhor conhecimento científico nessa área para apoiar novas investigações para os orientar quanto aos métodos de restauração mais adequados (TNC, 2007).

No entanto, embora a avaliação jurídica dos direitos de propriedade da TNC sugira que esta pode legalmente regular todas as actividades na área da GSB, para além do acesso e navegação pública, as tentativas para regular as actividades que ainda não o estavam para a área (como a pesca desportiva) desgastaram o apoio público para os esforços de conservação e prejudicaram as relações com agências do governo (LoBue & Udelhoven, 2011).

Para melhorar ou tentar amenizar os conflitos entre a exploração de recursos e conservação da biodiversidade foram adoptadas as seguintes abordagens (LoBue & Udelhoven, 2011):

 Educação, no que diz respeito aos serviços ambientais prestados pelos mariscos;

 Melhorias na disponibilidade de moluscos em áreas de captura, através do efeito de spillover;  Envolvimento, através da criação do BBC;

 Investimento Financeiro - desde a aquisição da área submersa pela TNC que milhões de dólares foram gastos em parcerias público/privado, no estuário;

 Dinâmica – a TNC trabalha para manter os projectos em movimento relatando o seu progresso.

Foi criado um comité, com representantes do Departamento de Estado, Departamento de Conservação Ambiental, o South Shore Estuary Reserve Council e o TNC, para supervisionar o desenvolvimento do plano de gestão da GSB e assegurar que os interesses da comunidade estão representados (EcoLogic, 2008).