I. Kritisk analyse av sannhetsbegrepet hos Hans-Georg Gadamer
I.IV. Sannhetens substansielle trekk
O Atendimento Educacional Especializado oferecido nas escolas de Educação Infantil da PMU, em geral é realizado em período extra-turno de aula da criança, no caso das crianças integrais o atendimento ocorre no período de aulas, geralmente o atendimento acontece fora da sala de aula regular, na Escola 1 a professora do AEE levava os alunos para uma sala organizada para o atendimento, na Escola 2 o aluno ia para diversos espaçosda Escola, como sala de aula desocupada e coordenação. O atendimento era realizado durante duas horas por semana para cada criança.
Apenas uma escola de Educação Infantil em Uberlândia, possuía Sala de Recursos, em algumas das outras escolas há um espaço com equipamentos e materiais para trabalhar com crianças com deficiência que foram improvisados pela comunidade escolar (professores e pais) para atender às crianças. É importante ressaltar que sem a Sala de Recursos faltam referências materiais e um lugar confortável para o desenvolvimento do trabalho pedagógico. Na Escola 1, foi disponibilizada uma sala para o AEE, dessa forma, a professora organizou um espaço com materiais produzidos por ela e por outros profissionais da escola com o intuito de facilitar e realizar um trabalho melhor com as crianças.
No caso da Escola 1, a professora do AEE comparecia para o atendimento às terças e sextas- feiras, porém, a professora relatou que três crianças que deveriam receber atendimento não o recebiam por haver incompatibilidade de horário, e não havia professores para atendê- los no período da manhã o que seria viável para as famílias.
Geralmente a rotina das crianças com deficiência é cheia de compromissos, atividades com diversos profissionais e ainda há casos em que os responsáveis trabalham o dia todo ou não possuem meio de transporte próprio, dificultando o retorno na escola em período extra- turno de aula.
Todas as crianças atendidas pela professora do AEE recebiam “outros” atendimentos especializados, realizados em outras instituições e algumas ainda contavam com o serviço de profissionais particulares, como fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, dentre outros.
Foi relatado pela professora do AEE que eram constantes as buscas por informações e parcerias com outros profissionais que atendiam as crianças e esses contatos resultaram em trabalhos positivos com os alunos.
A professora do AEE era contratada11 e informou que cursou Pedagogia e possuía especialização na Universidade Federal de Uberlândia em Docência para Diversidade, explicou ainda que foi indicada ao NADH para assumir as aulas do AEE na Escola 1.
Como relatou, a professora realizava um Planejamento individual para cada criança em que constavam as atividades a serem desenvolvidas e os objetivos. Dessa forma, as orientações, dúvidas e sugestões com relação ao trabalho realizado eram feitas com a coordenadora do NADH e não na escola, exceto quando eramespecificidades da Escola. Durante a vivência não foi possível acompanhar as aulas do AEE na Escola 1 durante quinze dias, pois a professora se desligou do cargo que executava para assumir aulas em outra escola da PMU como professora regente efetiva (aprovada em concurso público), dessa forma, não houve substituição imediata da profissional.
Era comum perceber na fala e no cotidiano de algumas professoras regentes uma despreocupação com o trabalho realizado com as crianças com deficiência. Muitas vezes as profissionais expressavam que as crianças recebiam o AEE, como se fosse “trabalho só da professora do AEE” pensar atividades, adaptá-las e avaliar o desenvolvimento das crianças com deficiência.
As aulas do AEE eram realizadas individualmente, por um período de uma hora com cada criança. Geralmente, as aulas eram iniciadas com um momento de relaxamento e algumas atividades psicomotoras em um colchão. Posteriormente, a professora trabalhava com jogos e histórias, sem um tema específico, o que parecia não ter sido planejado.
Alguns jogos e atividades eram produzidos com a orientação de outros profissionais que atuavam com as crianças na AACD e na Pró-Luz, por exemplo. A professora do AEE ou a própria família viabilizava o contato e conforme os relatos da docente os resultados do trabalho com orientação e parceria eram muito positivos para o aluno, que apresentava um desenvolvimento melhor.
Outra questão levantada pela professora do AEE da Escola 1, durante as conversas informais, foi sobre como o AEE era visto por algumas profissionais, pois, algumas
11 Foi admitida por tempo determinado para realizar a função de professora do AEE, não foi aprovada em concurso público.
professoras expressavam que o trabalho com o AEE era “fácil”, por ser realizado individualmente e por um período de uma hora. A professora ainda completou que essa concepção era distorcida e que impedia um desenvolvimento melhor do trabalho. Falou que se houvesse parceria entre as professoras do AEE e as regentes os ganhos para os alunos seriam maiores.
A Escola dois oferece atendimento para crianças de dois a cinco anos, nos períodos matutino e vespertino. João frequentava a escola no período da manhã e recebia atendimento do AEE às segundas e sextas-feiras no período de aulas.
Marta, professora do AEE da Escola 2, esclareceu que foi necessário um processo de adaptação do João à escola, pois o aluno não conseguia acompanhar no mesmo ritmo que os demais as atividades propostas em sala de aula.
As professoras concordaram que o trabalho com o João é realizado na tentativa de priorizar o desenvolvimento dele com relação aos conhecimentos necessários cotidianamente, como pegar ônibus, comprar, dentre outras atividades que exigem certa autonomia e que para João são complexas.
A professora do AEE considera importante os alunos com deficiência frequentarem a escola, pois as relações construídas podem contribuir muito com o desenvolvimento das crianças. No caso de João, a escola solicitou à PMU a presença de uma cuidadora para acompanhá-lo e as professoras disseram que o aluno ficava a maior parte do tempo em que estava na escola, na sala de aula sem cumprir com as atividades solicitadas e não realizava as tarefas propostas.
Outra informação fornecida pelas profissionais é que pela idade o aluno deveria ser matriculado em outra instituição de ensino regular em 2013, porém, a família solicitou a permanência de João em 2013 na Escola 2.
A professora do AEE informou que o aluno estava faltoso há um mês e que era comum ele ficar longos períodos sem frequentar a escola, devido a baixa imunidade. Informou ainda que ela foi até a casa do aluno algumas vezes para realizar o AEE, porém, a família, por medo de comprometer ainda mais a saúde da criança preferia que ele ficasse sem as aulas.
Depois do início do estágio o aluno não compareceu mais a escola. No final do mês de novembro e dezembro foi iniciado na instituição algumas obras de reforma e conforme informações disponibilizadas pelas profissionais, a família de João preferiu que ele ficasse em casa.
3.2.3. Atividades relacionadas à Geografia para as crianças “ditas normais” e para as