2.4 Sand control methods
2.4.2 Mechanical methods
2.4.2.2 Sand screens
O relato a seguir apóia-se nas Resoluções baixadas pela Presidência e nos
Relatórios de Gestão da Dataprev; bem como, nas entrevistas realizadas a fim de
apresentar uma evolução histórica e gradativa da estrutura organizacional da
empresa, a partir da criação da Diretoria de Relacionamento, Desenvolvimento e
Antecedentes
Em seu contexto, a Empresa vivia sérios problemas de qualidade, custo e
segurança da tecnologia empregada na prestação de seus serviços nos últimos
anos (DATAPREV, 2008). Desde janeiro de 2000 e até novembro de 2005, cabia
à Diretoria de Negócios – DNG a responsabilidade pelo desenvolvimento de
software na estrutura formal da Dataprev. Sua organização refletia as linhas de
serviços de seu principal cliente, o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS.
Conforme observamos na figura abaixo:
Figura 7: Estrutura da DNG DNG DIRETORIA DE NEGÓCIOS DEAR.N DEBF.N DEPARTAMENTO DE NEGÓCIOS ARRECADAÇÃO DEPARTAMENTO DE NEGÓCIOS BENEFÍCIOS DICR.N DIVISÃO DE NEGÓCIOS CONCESSÃO E REV. DE BENEFÍCIOS DIAT.N DIVISÃO DE NEGÓCIOS ATUALIZAÇÃO E INTERFACES DIPG.N DIVISÃO DE NEGÓCIOS CONTR. DE PAGTo. BENEF. DIAR.N DICO.N DIVISÃO DE NEGÓCIOS COBRANÇA DIFI.N DIVISÃO DE NEGÓCIOS FISCALIZAÇÃO DICF.N DIVISÃO DE NEGÓCIOS CONTROLE FINANCEIRO DIAD.N DIVISÃO DE NEGÓCIOS ADMINISTRAÇÃO DE DADOS DCRJ.N DEPARTAMENTO DE NEGÓCIOS CONTROLADORIA - RJ DIVISÃO DE NEGÓCIOS ARRECADAÇÃO DIMT.N DIVISÃO DE NEGÓCIOS MET. APOIO TECNOLÓGICO DISI.N DIVISÃO DE NEGÓCIOS SOL. DE INTERF. EM BENEFÍCIOS DCDF.N DEPARTAMENTO DE NEGÓCIOS CONTROLADORIA - DF DETI.N DEPARTAMENTO DE NEGÓCIOS TRAT. DE INFORMAÇÕES DIGI.N DIVISÃO DE NEGÓCIOS GESTÃO DE INFORMAÇÕES DIAJ.N DIVISÃO DE NEGÓCIOS AÇÕES JUDICIAIS DEPG.N DEPARTAMENTO DE NEGÓCIOS PROCURADORIA GERAL DICJ.N DIVISÃO DE NEGÓCIOS COBRANÇA JUDICIAL DESC.N DEPARTAMENTO DE NEGÓCIOS SERVIÇOS CORPORATIVOS DISS.N DIVISÃO DE NEGÓCIOS DIREÇÃO GERAL INSS DIPS.E DIVISÃO DE NEGÓCIOS MPAS DISC.N DIVISÃO DE NEGÓCIOS SERVS. CORPORATIVOS PROJETOS
Com uma atuação bastante verticalizada, no sentido de atuar por linhas de
atendimento (benefícios, arrecadação, etc.), a Dataprev era continuamente
demandada por mais qualidade e eficiência.
Inúmeras tentativas foram realizadas no sentido de criar um quadro mais
favorável, tais como a criação de um escritório de projetos, distinção entre as
áreas de sustentação e manutenção dos produtos existentes e uma área de
desenvolvimento que não resultaram em grandes avanços e funcionaram na
informalidade. O grande desafio colocado era a perspectiva de projetizar o
desenvolvimento de software.
Em busca do fortalecimento institucional e da melhoria da performance
foram realizadas mudanças estruturais na Empresa. Mudanças estas
caracterizadas por inovações dirigidas à adequação de seus recursos humanos e
tecnológicos, objetivando atender com alto grau de efetividade seus clientes por
meio de soluções em tecnologia da informação, notadamente o Instituto Nacional
do Seguro Social - INSS.
O Plano Integrado Ministério da Previdência Social - MPS/INSS/Dataprev,
formulado em setembro de 2005, consolidou as bases necessárias para melhorar
a qualidade do atendimento aos beneficiários da Previdência Social, reduzir
fraudes e desperdícios. Este instrumento de gestão orientou as mudanças na
Dataprev, relativamente à sua reestruturação organizacional, aos investimentos
No que tange às futuras soluções tecnológicas, que seriam adotadas pela
Previdência Social, ficou delineado que: requeriam uma arquitetura caracterizada
pela portabilidade das aplicações de modo a permitir soluções flexíveis de TI.
Assim, o rompimento das restrições impostas por tecnologias proprietárias tornou-
se uma condição sine qua non à modernização tecnológica da Dataprev.
Paralelo aos desafios enfrentados em seu contexto, o processo de
desenvolvimento de software vivia um grande momento de transformação seja
pelas novas tecnologias disponíveis no mercado, seja pelas novas metodologias
adotadas pela comunidade de informática.
O início da transformação organizacional
Neste contexto, a Dataprev extingue a DNG e cria a Diretoria de
Relacionamento, Desenvolvimento e Informações – DRD, tendo como motivação
básica, a organização por processos, reduzindo, por conseqüência, a especialização por negócio e formalizando a gestão por projetos (DATAPREV,
2006, p. 128) e introduzindo os primeiros conceitos de fábrica de software nos
projetos de desenvolvimento.
Nesse contexto de mudança organizacional, iniciou-se um processo de reformulação completa na forma em que a Dataprev desenvolve seus produtos de Software. A estratégia adotada seguiu as melhores práticas de mercado, sendo fixada como diretriz básica, para as mudanças, o modelo de Fábrica de Projetos de Software Ampliada.
Esta inovação implicou na reformulação dos pressupostos organizacionais da DNG - Diretoria de Negócio, afetando, inclusive, a sua nomenclatura que passou a se chamar DRD - Diretoria de Relacionamento, Desenvolvimento e Informações, para representar com
mais pertinência a orientação por processos forma determinante de organização desta nova Diretoria.
Foram desenhados e implantados novos Departamentos e Divisões com responsabilidades e atribuições revistas para viabilizar a Estrutura, por processos, preconizada no Modelo de Fábrica adotado. O povoamento destes Órgãos tem sido realizado de forma gradativa para não comprometer o processo de mudança, a qualidade e os prazos de entrega dos serviços contratados pelos clientes.
(DATAPREV, 2006, p. 74) Figura 8: Estrutura da DRD DRD Diretoria de Relacionamento, Desenvolvimento e Informações DEPS Departamento de Projetos de Software DERL Departamento de Relacionamento com o Cliente DERC Departamento de Produtos de Receita, Gestão e Contencioso DEBC Departamento de Produtos de Benefícios e Cadastro Nacional de Informações Sociais DEAS Departamento de Arquitetura e Programação de Software DEQS Departamento de Qualidade de Software DICD Divisão de Produtos do Cadastro de Pessoas DIVR Divisão de Produtos de Vínculos e Remuneração DICI Divisão de Produtos do Contribuinte Individual DICR Divisão de Produtos de Concessão e Revisão de Benefícios DICJ Divisão de Produtos de Cobrança Judicial e Execução Fiscal DIIC
Divisão de Produtos Internos da DATAPREV e de Contencioso DIRC Divisão de Produtos de Receita Previdenciária DICB Divisão de Produtos de Cobrança Administrativa DICM Divisão de Planejamento Comercial DIRP Divisão de Relacionamento com o Cliente Previdência
Social DIGW Divisão de Gestão de Projetos de Software DIGS Divisão de Gestão de Recursos de Projetos de Software DISD Divisão de Suporte ao Desenvolvimento de Software DICS Divisão de Planejamento e Controle da Programação de Software DIAS Divisão de Arquitetura de Software DIPW Divisão de Programação de Software DITS Divisão de Testes de Software DISW Divisão de Processos de Software DIAB Divisão de Produtos de Atualização e Pagamento de Benefícios DIID Divisão de Produtos de Interface do Reconhecimento de Direitos DICF Divisão de Produtos de Controle Financeiro DIFG Divisão de Produtos de Fiscalização e de Gestão DIRG Divisão de Relacionamento com o Cliente Governo
DIEP Divisão de Especificação de Projetos de Software DEIE Departamento de Gestão de Informações DIIE Divisão de Informações Estratégicas DITO Divisão de Informações Táticas e Operacionais DIMD Divisão de Administração de Dados PROJETOS
Fonte: Dataprev - Resolução 2621/2005
Para atender esta diretriz, a nova estrutura mantém áreas responsáveis
pela manutenção de seus produtos (vide o Departamento de Produtos de
Benefícios e Cadastro Nacional de Informações Sociais - DEBC e o Departamento
de Produtos de Receita, Gestão e Contencioso – DERC) e cria o Departamento
de Projetos de Software – DEPS, responsável pela execução e acompanhamento
DEAS – Departamento de Arquitetura e Programação de Software. Além de
outras áreas de apoio, como, por exemplo, o Departamento de Qualidade de
Software – DEQS.
A nova estrutura, funcional, não representou apenas uma nova forma de
organizar a empresa, mas refletia um processo de transformação organizacional.
Uma transformação que significou a mudança no seu processo de trabalho, na
utilização de novas tecnologias e na adoção de uma nova metodologia de
sistemas.
Nas palavras de José Carlos Cunha Neiva, gerente da UDRJ, ao ser
entrevistado pelo autor:
Foi uma grande ousadia da empresa, isso no meu ponto de vista. Porque ela fez uma mudança radical em três pontos cruciais: ela estava mudando o processo de trabalho; ela estava mudando a tecnologia utilizada, passando para a plataforma Java, J2EE; e mudando a metodologia de desenvolvimento de sistemas - saindo da metodologia tradicional e passando para metodologia orientada a objetos com UML. Ou seja: eu acho que hoje, mesmo não dando certo 100% ou dando certo parcialmente, eu acho que é um grande estudo de caso, porque você mexer nestas três coisas numa empresa de tecnologia é um negócio seriíssimo. [...] Estamos criando uma empresa nova.
As ações empreendidas na DRD deram prosseguimento às atividades
iniciadas na DNG objetivando a melhoria do processo de desenvolvimento de
software, notadamente em relação à
[...]estruturação e consolidação da Gestão por Projetos, na DNG, definindo e estabelecendo processos, padronizados, baseados nas disciplinas do PMBoK, estabelecidas pelo PMI - Project Management Institute: Integração, Escopo, Tempo, Custos, Qualidade, Recursos Humanos, Comunicações, Riscos e Aquisições. Dentre as ações, deve- se ressaltar o aperfeiçoamento da Metodologia de Gerenciamento de Projetos (MGP) vigente na Dataprev que privilegia as Fases de Concepção, Planejamento, Execução e Controle e Encerramento, a
reformulação dos padrões de documentação dos projetos, a introdução do Mapa de Riscos e a EAP - Estrutura Analítica do Projeto na documentação do Plano de Projeto, a definição das ferramentas e dos critérios para a coleta de insumos para a realização do cálculo dos custos dos projetos. Para orientar os líderes e apoiar o processo de sedimentação da cultura da gestão por projetos, criou-se o Guia de Concepção de Projetos e a Relação de Melhores Práticas, ambos disponibilizados, em página própria na intranet, juntamente com informações, relatórios de acompanhamento, artigos e apurações de custos, obtendo-se, assim, um repositório do conhecimento sobre o gerenciamento de projetos na DNG.
(Dataprev, 2006, p. 127)
No final do ano de 2005, a DRD encontrava-se em fase de finalização da
implantação da nova estrutura e dos processos necessários ao suporte do modelo
de fábrica de software.
A figura abaixo mostra a diferença conceitual entre as duas estruturas
organizacionais. A DNG departamental, a DRD orientada a processo. A DNG
comportando uma série de pequenas fábricas, fracionada; a DRD, organizada
Figura 9: Comparação entre as estruturas da DND e DRD
Fonte: Dataprev – Relatório de Gestão 2006
DNG
A Descentralização do desenvolvimento de software
Esta transformação demandou investimentos e a contratação de novos
profissionais com perfis mais adequados para o novo cenário. As restrições
impostas pela administração pública federal no que tange às políticas de recursos
humanos, notadamente, quanto à política salarial, levaram a Dataprev a optar
pela criação três Unidades de Desenvolvimento de Software – UD nos estados do
Ceará (UDCE), Paraíba (UDPB) e Santa Catarina (UDSC).
Após um estudo criterioso que levou em consideração diversas variáveis, a
escolha dos três estados se deu em função da defasagem salarial que a empresa
experimentava e, conseqüentemente, pela dificuldade de retenção dos
trabalhadores de informática nos grandes centros do país, notadamente, Rio de
Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Brasília. Profissionais mais experientes,
capacitados e com o perfil profissional exigido para os novos desafios que a
transformação apresentava eram atraídos pelas ofertas de trabalho que as
empresas de informática ofereciam. A decisão de criar as três unidades
descentralizadas de desenvolvimento de software fora dos grandes eixos do
mercado de trabalho levou em consideração, também, o fato dos três estados
possuírem centros acadêmicos e de excelência em tecnologia da informação,
razoável oferta de mão-de-obra especializada e um mercado de trabalho favorável
para a retenção de tais profissionais, dada às políticas de recursos humanos e
Figura 10: Estrutura da DRD após criação das UD´s
Fonte: Dataprev – Resolução 2649/2006
As Unidades de Desenvolvimento foram criadas com os seguintes
objetivos:
Elaborar a especificação dos projetos de software conforme normas e padrões. Codificar e testar programas observando a qualidade, custo e tempo de entrega. Planejar, executar e gerenciar os testes dos projetos desenvolvidos, realizando a verificação e validação dos processos e produtos de software, garantindo a qualidade dos produtos gerados.
(Dataprev, 2007, p. 290)
E com as seguintes atribuições:
1. Gerenciar e executar projetos de software;
2. Gerar os produtos de especificação de projetos de software conforme metodologia da empresa;
3. Elaborar roteiro de testes de acordo com o Plano do Projeto; DRD Diretoria de Relacionamento, Desenvolvimento e Informações DEPS Departamento de Projetos de Software DERL Departamento de Relacionamento com o Cliente DERC Departamento de Produtos de Receita, Gestão e Contencioso DEBC Departamento de Produtos de Benefícios e Cadastro Nacional de Informações Sociais DEAS Departamento de Arquitetura e Programação de Software DEQS Departamento de Qualidade de Software DICD Divisão de Produtos do Cadastro de Pessoas DIVR Divisão de Produtos de Vínculos e Remuneração DICI Divisão de Produtos do Contribuinte Individual DICR Divisão de Produtos de Concessão e Revisão de Benefícios DICJ Divisão de Produtos de Cobrança Judicial e Execução Fiscal DIIC
Divisão de Produtos Internos da DATAPREV e de Contencioso DIRC Divisão de Produtos de Receita Previdenciária DICB Divisão de Produtos de Cobrança Administrativa DIRD Divisão de Relacionamento Reconhecimento e Manutenção do Direito Previdenciário DIRA Divisão de Relacionamento Atendimento e Gestão da Previdência DIGW Divisão de Gestão de Projetos de Software DIGS Divisão de Gestão de Recursos de Projetos de Software DISD Divisão de Suporte ao Desenvolvimento de Software DICS Divisão de Planejamento e Controle da Programação de Software DIAS Divisão de Arquitetura de Software DIPW Divisão de Programação de Software DITS Divisão de Testes de Software DISW Divisão de Processos de Software DIAB Divisão de Produtos de Atualização e Pagamento de Benefícios DIID Divisão de Produtos de Interface do Reconhecimento de Direitos DICF Divisão de Produtos de Controle Financeiro DIFG Divisão de Produtos de Fiscalização e de Gestão DIRP Divisão de Relacionamento Regimes Próprios DIEP Divisão de Especificação de Projetos de Software DEIE Departamento de Gestão de Informações DIIE Divisão de Informações Estratégicas DITO Divisão de Informações Táticas e Operacionais DIMD Divisão de Administração de Dados PROJETOS DIRR Divisão de Relacionamento Receitas e Contencioso Previdenciário DIRG Divisão de Relacionamento Governo DIRM Divisão de Relacionamento Previdência Complementar UDCE Unidade de Desenvolvimento de Software Ceará UDPB Unidade de Desenvolvimento de Software Paraíba UDSC Unidade de Desenvolvimento de Software Santa Catarina
4. Solicitar a definição de arquitetura técnica e de codificação dos projetos de software conforme padrões e normas vigentes;
5. Executar testes integrados de projetos de software; 6. Catalogar os itens de software relativos aos projetos;
7. Codificar os componentes de software especificados na ordem de serviço de acordo com a arquitetura previamente especificada;
8. Promover a manutenção corretiva dos componentes de software especificados na ordem de serviço de acordo com a arquitetura previamente revalidada;
9. Coletar, analisar e fornecer dados das métricas de desempenho e qualidade do desenvolvimento;
10. Planejar, preparar e executar testes unitários e integrados;
11. Garantir a entrega dos componentes de software em conformidade com as ordens de serviço atendendo aos níveis de serviço e qualidade especificados;
12. Apoiar a área de qualidade na difusão do modelo de qualidade adotado pela empresa;
13. Participar de certificação do modelo de qualidade adotado pela empresa;
14. Colaborar com outras unidades na obtenção da certificação do modelo de qualidade.
(DATAPREV, 2007, p. 293)
Inúmeros outros ajustes foram feitos na estrutura organizacional da
Dataprev a fim de se atingir os objetivos propostos. Nesta nova configuração, a
separação entre as funções de gestão, especificação de projetos, arquitetura e
programação de software permanecem divididas entre dois departamentos, DEPS
e DEAS. As Unidades de Desenvolvimento, inicialmente, refletiam a separação
dos departamentos. Trabalhavam por projetos, linhas de montagens completas,
desde a modelagem até a entrega do produto final.
Nas palavras de Rômulo Rocha Paiva, gerente da UDPB, ao ser
entrevistado pelo autor:
A gente pode fazer desde o início, desde a modelagem do negócio, até a entrega do produto final.
Corroborando esta assertiva, José Carlos Cunha Neiva, gerente da UDRJ,
que é criada após um novo ajuste da estrutura – como veremos adiante – ratifica
esta visão ao ser entrevistado pelo autor:
Na realidade hoje, no meu ponto de vista, eu acho que a gente tem quatro fábricas de projetos na Dataprev. Porque o conceito das unidades de desenvolvimento passou a ser o seguinte: unidades completas de desenvolvimento. Então, elas recebem um projeto, elas fazem todo o processo desde especificação até a implantação. E, após a implantação, você passa para os departamentos de produto, de sustentação de produtos.
DEDS, a união das funções especificação e construção
A separação entre especificação e construção não apresentou os
resultados esperados e um novo ajuste foi feito na estrutura. Desta vez, foi criado
o Departamento de Desenvolvimento de Software – DEDS reunindo em um
mesmo órgão da estrutura as funções especificação e construção, e as Unidades
de Desenvolvimento. Agora, não mais três e sim quatro com a criação da unidade
Figura 11: Criação do DEDS e da UDRJ
Fonte: Dataprev – Resolução 2787/2007
O DEDS é criado com o objetivo de gerir as Unidades de Desenvolvimento
e de Teste de Software e com as seguintes atribuições:
1. Elaborar e acompanhar a execução e o desenvolvimento do planejamento tático do órgão;
2. Definir as premissas para o planejamento das Unidades de Desenvolvimento;
3. Participar, juntamente com outras áreas da Diretoria do
planejamento, controle e avaliação dos projetos de
desenvolvimento de software;
4. Desenvolver produtos de software com qualidade, garantindo a aderência às diretrizes tecnológicas da empresa;
5. Negociar prioridades junto às áreas de negócio e prazos para execução dos serviços solicitados;
6. Distribuir as demandas para as Unidades de Desenvolvimento, em função da especificidade, tecnologia, complexidade e disponibilidade;
7. Coletar, analisar e fornecer dados das métricas de desempenho e qualidade do processo de desenvolvimento e testes de software;
8. Promover a transição dos produtos gerados pelos projetos para as áreas de produto responsáveis;
9. Apoiar as áreas de produto em reuniões técnicas junto aos clientes;
10. Promover a integração entre as Unidades de
Desenvolvimento visando garantir a padronização dos processos e procedimentos de desenvolvimento e testes de software.
Nesta alteração é criada a Unidade de Desenvolvimento de Software Rio
de Janeiro - UDRJ.
O DEDS, resultado do processo de aprendizado e prontidão da Empresa
para adequar sua estrutura organizacional, é na conceituação de Fernandes e
Teixeira (2007) uma Fábrica de Projetos de Software. Por decorrência, seguindo
esta mesma conceituação, a DRD é uma Fábrica de Projetos Ampliada que conta
com o apoio e suporte da DIT no projeto de solução, onde o software é somente
um dos componentes.
Reiterando dois pontos trazidos no parágrafo anterior, cabe registra duas
assertivas levantadas durantes as entrevistas:
Eu hoje tenho um departamento que poderia ser considerado a fábrica de software da Dataprev.
Custódio Antunes dos Santos, gerente do DEDS
A estrutura é decorrência da mudança do processo de trabalho, da tecnologia e da metodologia. (...) A empresa também está tendo agilidade para adequar a sua estrutura a esta proposta de trabalho.
José Carlos Cunha Neiva, gerente da UDRJ
O atual momento da Dataprev representa o resultado de um processo
estrutura organizacional, mas da adoção de uma única metodologia de
desenvolvimento de sistemas e da padronização de ferramentas e sistemas. E
mais, da adequação ao contexto e ao mercado onde a Dataprev atua. Nas
palavras de Hermes Dourado, assessor da DRD, ao ser entrevistado pelo autor:
Essa fábrica tem uma peculiaridade. Não é aquela fábrica que desenvolve, entrega e acabou. Ela desenvolve e eu tenho que manter isso internamente. Então eu cuido de toda a evolução. Não só o desenvolvimento, mas também a manutenção disto. Isso me obriga a ter, definir uma série de padrões em conjunto com a produção no final. Porque é uma coisa que difere ai daquela fábrica que desenvolve e não, depois não é a fábrica que vai colocar isto em produção.
As áreas de suporte
Neste contexto de transformação, as áreas de suporte ao desenvolvimento
de software – Coordenação Geral de Projetos de Software – CGPS, Coordenação
Geral de Qualidade de Software – CGQS, Coordenação Geral de Arquitetura de