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A opção de apresentação dos dados através de um quadro resumo tem como finalidade evidenciar as informações levadas pelos entrevistados, de maneira sistematizada, com descrição sucinta, num primeiro momento, e, posteriormente, na segunda etapa, uma análise mais profunda, pertinente aos objetivos da pesquisa. Com relação aorganização do quadro, o primeiro passo, após a realização das transcrições, foifazer um levantamento dos trechos na entrevista, de acordo com os objetivos da pesquisa, seguido pelo agrupamento deideias principais trazido pelos entrevistados de cada estado.

A escolha pela sistematização das informações visou auxiliar na organização dos dados, por meio de categorias, bem como,conduzir o processo de análise comparativa; e, assim mostrar as percepções mais enunciadas pelos atores, visando compreender os aspectos que envolvem o objeto pesquisado. Com isto, explicitar as opiniões mais recorrentes entre os entrevistados, mostrando correspondências e diferenças entre os campos em estudo.

Quadro 6-Quadro resumo de POA/RS

(continua)

OBJETIVOS SMS/POA SES/RS MSLA/RS

Os efeitos do novo modelo de atenção

SMS/POA1:

a) integralidade no atendimento (Princípios do SUS);

b) regulação do atendimento conforme a necessidade do paciente;

c) vínculo do paciente na complexidade certa.

SMS/POA2:

a) acesso ao diagnóstico;

b) atendimento PVH mais próximo; b) menos gastos para os pacientes.

SMS/POA3:

a) fácil acesso ao diagnóstico, atendimento e tratamento;

b) vínculo com o paciente.

SMS/POA4:

a) diagnóstico precoce.

SES/RS1:

a) ampliação do acesso ao diagnóstico; b) realização de monitoramento clínico.

SES/RS2:

a) aumento do diagnóstico precoce;

b) o atendimento mais próximo do paciente.

SES/RS3:

a) a condição crônica favorece o tratamento com terapias simplificadas;

b) cuidado de uma forma integrada e não específica do HIV;

c) inserção em programas de busca ativa; d) favorecimento à adesão pela proximidade das ESF.

MSLA/RS1:

a) desafogamento dos SAE. MSLA/RS2:

a) menos investimento de recursos;

b) mais responsabilidade para os municípios. MSLA/RS3:

a) ampliação do acesso ao diagnóstico;

b) aumento de demanda de atendimento na AB; c)falta de estrutura e qualificação para absorver.

A participação dos atores na reformulação da Política de atendimento ao HIV/AIDS SMS/POA1:

a) não houve participação na decisão

b) participação técnica devido implementação na rede municipal de AB

SMS/POA2:

a)não houve participação pois não faz parte da gestão.

SMS/POA3:

a) não participou devido não estar na gestão.

SES/RS1:

a) participou do processo decisório; b) participação técnica.

SES/RS2:

a) Não teve participação.

SES/RS3:

b) participou da decisão em nível federal; b) participou enquanto técnico no estado e no município.

MSLA/RS1:

a) não houve participação pessoal e nem do Fórum de Ong/AIDS/RS.

MSLA/RS2:

a) nenhuma participação, enquanto representação da sociedade civil.

MSLA/RS3:

a)as ONG não participaram e não foram ouvidas ou consultadas.

SMS/POA1:

a) tomada de decisão difícil;

b) descentralização da linha do cuidado compartilhado está sendo construída e é possível.

SMS/POA2:

SES/RS1:

a) a política de descentralização da AIDS é um processo lento, complexo e necessário pela situação epidemiológica da AIDS no RS;

b) precisa de investimentos políticos e financeiros.

MSLA/RS1:

a)as PVH estão perdendo a referência no sistema de saúde;

b) sem garantia do sigilo.

MSLA/RS2:

a) a AB é a porta de entrada onde pode se fazer a testagem, mas não está pronta para atender todas as

(continuação)

O ponto de vista do MSLA, dos gestores estaduais e municipais

sobre a

descentralização do atendimento ao HIV/AIDS

a) a descentralização da linha do cuidado é necessária e positiva frente ao contexto epidemiológico de POA e a superlotação dos SAE.

SMS/POA3:

a) a descentralização é algo necessário, importante e traz facilidade de acesso aos pacientes.

SES/RS2:

a) a AIDS foi sempre centrada no SAE; b) a mudança na linha do cuidado compartilhado com a AB é uma proposta que vai de acordo com os princípios do SUS; b) proximidade dos usuários.

SES/RS3:

a) a descentralização é necessária pela proporção que a epidemia avançou;

b) o profissional da AB tem condições de atender as doenças crônicas seguindo os protocolos do MS e a linha de cuidado compartilhado.

demandas que um paciente com HIV exige;

b) a questão de descentralizar ou centralizar os serviços estão diretamente ligadas a recursos financeiros.

MSLA/RS3:

a)a política de descentralização amplia o acesso ao diagnóstico;

b) cria uma demanda de atendimento que a AB não estrutura nem qualificação para absorver;

c) a resposta à epidemia deve ser mais abrangente e pensada em diversos níveis, a estratégia de descentralizar o atendimento não vai responder efetivamente. A relação entre MSLA e os gestores municipais, estaduais e federal SMS/POA1:

a) relação complexa sem discussões devido a posição contrária do MSLA.

SMS/POA2:

a) não tem essa informação.

SMS/POA3:

a) não tem essa informação.

SES/RS1:

a) boa relação de diálogo;

b) considera que o MSLA é conservador no que se refere as mudanças;

c) MSLA não dá a devida importância do SUS para resposta brasileira à epidemia.

SES/RS2:

a) relação de diálogo participação nas discussões;

b) parceria na execução de projetos;

c) parceria na formulação da Linha do cuidado compartilhado.

SES/RS3:

a) não sabe da posição do MSLA sobre a descentralização, nem da relação com os gestores.

MSLA/RS1:

a) não existe diálogo/discussão com a gestão municipal de POA e a mesma desqualifica o MSLA/RS.

MSLA/RS2:

a) o Ministério da Saúde está fechado a negociações com o MSLA;

b) relação baseada em ouvir os acordos sem discordâncias;

c) uma gestão não tem o hábito de negociar entre os gestores.

MSLA/RS3:

a)diálogo com os gestores locais;

b) a maioria das demandas não são acolhidas; c) rompimento do diálogo a nível federal.

SMS/POA1:

a) visão do MSLA diferente da Gestão; b) PEP e Prep. em nível de especialidades e emergências;

SES/RS1:

a) cumprimento das prioridades levantadas pela Cooperação Interfederativa (5 metas)

MSLA/RS1:

a) profissionais despreparados para trabalhar com as PVH, população LGBTS, UD,

PS (fem e masc);

(continuação)

Os

obstáculos/limitadores do processo de descentralização do atendimento

c) AB sem acesso ao CICLON;

d) AB ser mais resolutiva nas profilaxias; e) prescrição de CD4, Carga Viral e de antirretrovirais somente com os médicos clínicos;

f) a logística de medicamentos;

g) resistência de clínicos gerais e especialistas de que o HIV/AIDS é uma patologia tratada somente pelo Especialista;

h) falta de formação de médicos infectologistas.

SMS/POA2:

a) resistência dos médicos especialistas e de alguns clínicos em relação ao atendimento.

SMS/POA3:

a)muitos pacientes para atender;

b) não tem tempo suficiente para conversar com o PVH, que exige mais atenção na consulta;

c) falta de psicóloga para fazer o acolhimento com uma conversa especializada;

d) burocracia e demora nos exames de CD4 e Carga Viral realizados no SAE;

e) falta de um sistema de informatizado; f) dispensação da medicação centralizada no SAE;

g) a questão do preconceito;

h) falta de comunicação entre os serviços: AB e SAE e vice-versa.

empregatício precários;

d) falta de contratação de profissionais de saúde;

e) implantação de um sistema informatizado de saúde;

f) falha de comunicação entre UBS/USF com Serviço de Assistência Especializada na linha do cuidado compartilhado;

g) implementação da distribuição de medicamentos (TARV e DO) nas Unidades Básicas de Saúde;

h) formação de médicos especialistas infectologista;

i) estabelecimento de diálogo consensual entre os gestores de saúde regional e local; j) o poder de decisão dos coordenadores fica limitado aos secretários de saúde estaduais e municipais;

k) formação de uma rede entre gestores de saúde, OSC e Universidades do estado RS; l) falta de pesquisas;

m) falta de investimento para potencializar o atendimento nos SAE e nas UBS;

m) falta de vontade política de priorizar a AIDS na agenda governamental do estado e dos municípios.

SES/RS2:

a) a visão do MSLA é diferente da gestão; b) muitas críticas dos municípios do interior: c) a fragilidade do atendimento na AB; d) falta de recurso;

e) falta de estrutura; f) rotatividade de ESF; g) falta de profissionais;

h) a política de AIDS foi criada a parte e existe a dificuldade de se entrar na lógica do SUS.

b) falta de respeito ao sigilo;

c) falta de preferência no atendimento devido as especificidades de quem vive com HIV;

d) não há acompanhamento psicológico ou psiquiátrico na rede de AB;

e) preconceito;

f) abandono de tratamento; g) sucateamento dos SAE; h) falta de profissionais de saúde; i) políticas impostas pela gestão nacional; j) fracionamento de antirretrovirais;

k) falta de medicações para doenças oportunistas; l) o SUS trabalhando em condições precárias; m) cortes em financiamentos planejados para 20 anos no SUS;

n) retirada da tuberculose das referências de dados; o) os recursos destinados a pesquisas do Acordo interfederativo foram gastos em outras ações; p) insatisfação com o fluxo de atendimento na AB; q) os dados da cascata mostram os altos índices de mortalidade no RS e POA.

MSLA/RS2:

a) a reformulação da política AIDS não passou CNS;

b) a AB não está pronta para atender todas as demandas que um paciente com HIV exige;

c) AB não está dando conta nem das ações de prevenção e promoção;

d) falta de investimento nos SAE;

e) a falsa ideia de que é só tomar o remédio e se cuidar porque a AIDS é uma doença crônica; f) as intercorrências dos efeitos colaterais da medicação é por toda a vida;

g) o generalista não tem a visão necessária para atender as complexidades que envolvem a patologia;

h) discriminação do serviço de saúde com a PVH; (conclusão)

b) municípios em alguns momentos não informam a realização do procedimento de Testagem Rápida no Sistema de Informação Ambulatorial – SIA/SUS;

c) rotatividade de profissionais nos municípios, decorrente de vínculo.

SES/RS3:

a) dificuldade de articulação entre os gestores;

b) falta de discussão sobre a política de descentralização entre gestores;

c)não existe um entendimento único sobre o processo;

d) disputa de “beleza”, barreira políticas gerenciais.

i)AB e o problema de referência para especialidade; j) falta de formação de novos infectologistas; k) esquecimento das populações em situação de rua e em privação de liberdade-carcerária;

l)os dados da cascata mostraram que 5 mil pessoas abandonaram os serviços de saúde;

m)Tripartite e Bipartite beneficiam os gestores e não os usuários do SUS.

MSLA/RS3:

a) as políticas verticalizadas não vão resolver o problema dos fluxos;

b) existe a falácia do que temos o melhor programa do mundo;

c) o abandono das discussões e a saída da AIDS da pauta de prioridade;

d) a visão dos gestores sobre a descentralização é a mesma, mas o problema é a execução;

e) falta vontade política de fazer acontecer;

f) falta de investimento, ineficiência das gestões nas três esferas;

g) a violação do direito de a pessoa ter acesso universal;

h) falta de interação entre os SAE e a AB;

i)o espaço entre o diagnóstico e a consulta é muito grande;

j) a linha do cuidado compartilhado não vem sendo colocado em prática.

Fonte: Elaborado pela autora.

Quadro 7 - Quadro resumo de Recife/PE

(continua)

(continuação)

OBJETIVOS SMS/REC SES/PE MSLA/PE

Os efeitos do novo modelo de atenção

SMS/REC1:

a) diagnóstico precoce; b) fácil acesso ao atendimento.

SMS/REC2:

a) o atendimento e acompanhamento mais perto do usuário;

b) vínculo com o paciente.

SMS/REC3:

a) O atendimento e acompanhamento mais perto do usuário;

b) adesão ao tratamento.

SES/PE1:

a) ações de prevenção;

b) mapeamento das áreas de maior vulnerabilidade;

c) acesso ao diagnóstico.

SES/PE2:

a) fácil acesso ao diagnóstico.

SES/PE3:

a) acesso ao diagnóstico.

MSLA/PE1:

a) ações de prevenção.

MSLA/PE2:

a) não existe nenhum efeito positivo no momento e sim um desgaste com as PVHA que estão enfrentando o preconceito e os serviços desorganizados e sem estrutura.

MSLA/PE3:

a) não vê nenhum efeito positivo dessa diretriz.

A participação dos atores na reformulação da Política de atendimento ao HIV/AIDS SMS/REC1: a) não participou. SMS/REC2: a) não participou;

b) não faz parte da gestão.

SMS/REC3: a) não participou. SES/PE1: a) não participou. SES/PE2: a) não participou. SES/PE3: a) não participou. MSLA/PE1: a) não participou. MSLA/PE2: a) não participou. MSLA/PE3:

a) não participou do processo decisório do MS; b) participou do embate de forma crítica.

O ponto de vista do MSLA, dos gestores estaduais e municipais sobre a descentralização do atendimento ao HIV/AIDS SMS/REC1:

a) favorável à Linha do cuidado compartilhado.

SMS/REC2:

a) a favor da descentralização.

SMS/REC3:

a) favorável à descentralização.

SES/PE1:

a) a favor da descentralização do cuidado compartilhado;

b) contexto atual da saúde no estado PE não é o ideal de se implementar.

SES/PE2:

a) a favor;

b) precisa de muitos ajustes a serem feitos.

SES/PE3:

a) respeita;

b) deve manter atendimento no SAE.

MSLA/PE1:

a) MSLA não é contra a descentralização política de atendimento ao HIV/AIDS para a AB;

b) contrário a maneira que está querendo implementar.

MSLA/PE2:

a) no momento atual não aceitam ser atendidos na AB;

b) AB não está preparada para a tender as PVHA.

MSLA/PE3:

a) defende o SUS;

b) no contexto atual não vê como algo que beneficie as PVHA.

A relação entre MSLA e os gestores municipais, estaduais e federal SMS/REC1:

a) boa relação com espaço para diálogo.

SMS/REC2:

a) não sabe porque não trabalha na gestão.

SMS/REC3:

a) não sabe porque está fora da gestão.

SES/PE1:

a) relação de diálogo; b) parceria com o MSLA.

SES/PE2:

a) boa relação com espaço ao diálogo.

SES/PE3:

a) não sabe porque não faz parte das gestões.

MSLA/PE1:

a) MSLA fragilizado para o embate político nacional; b) com gestores locais existe o diálogo, mas poucas ações afetivas;

c) falta de força política dos coordenadores locais.

MSLA/PE2:

a) relação de diálogo com os gestores locais; b) demandas não atendidas;

c)sem diálogo ou espaço de discussão com o governo federal.

MSLA/PE3:

a) relação de diálogo com os gestores locais; b) falta poder de decisão por parte dos mesmos; c) pouco diálogo com o Ministério da Saúde; d) o MSLA enfraquecido. Os obstáculos do processo de descentralizaç ão do atendimento SMS/REC1: a) resistência do MSLA;

b) resistência dos profissionais de saúde, c) intervenção do sindicato dos enfermeiros; d) a sensibilização da gestão municipal e de outros coordenadores para ampliação do serviço;

e) o estigma em relação as PVHA.

SMS/REC2:

a) resistência dos profissionais de saúde; b) a intervenção do sindicato;

c) a falta de estrutura nas USF; d) falta do apoio da comunidade;

e) trabalho em cima de protocolo de prioridades;

f) falta de medicamentos;

g) condições socioeconômicas dos pacientes; h) mau funcionamento dos serviços públicos em geral;

i) ineficiência do poder judiciário;

j) demora do resultado de exames das gestantes;

k) o estigma das PVHA;

SES/PE1:

a) resistência do MSLA: b) o estigma;

c) falta de capacitação da ESF e dos médicos; d)falta de investimento, mal gestão do SUS; e) fragilidade do atendimento na AB;

f) falha de comunicação entre ao SAE e a AB; g) a garantia do sigilo do diagnóstico do paciente; h) as academias desvinculadas das necessidades da sociedade;

i)falha da AB na prevenção e promoção; j) dificuldade de realização de diagnóstico; k) redução do financiamento;

l) enfraquecimento do SUS e do MSLA.

SES/PE2:

a) resistência dos profissionais de saúde;

b) as academias não tratam a AIDS com a devida importância;

c) falta de medicação, falta de médicos; d)falta de qualificação das ESF; e) falta de uma rede de cuidado;

f) falta de diálogo da coordenação com a AB; g) falta de estrutura na AB;

MSLA/PE1:

a) decisão verticalizada;

b) AB sem condições de absorver a demanda; c) falta de sigilo;

d)falta de equipes multidisciplinares;

e) falta de profissionais de saúde para fazer o atendimento;

f) falta de estrutura;

g) falta de capacitação dos profissionais; h) falta de manejo no atendimento as PVHA;

i)políticas voltadas para testagem e notificação e não voltada a prevenção;

j) insatisfação dos usuários com os serviços de saúde, k) falta de transparência no acompanhamento/monitoramento das ações do estado;

l)sérios problemas com a dispensação de medicamentos;

m) pessoas morrendo e ninguém é responsabilizado; n) falta responsabilização dos gestores.

MSLA/PE2:

a) AB não está preparada para atender as PVHA; b) falta de poder de decisão por parte dos

Fonte: Elaborada pela autora. l) a corrupção.

SMS/REC3:

a) resistência dos profissionais de saúde; b) a intervenção do sindicato;

c)a falta de estrutura nas USF; d)a falta de capacitação das ESF;

e) sobrecarga de trabalho dos enfermeiros; f) falta de diálogo da gestão com as ESF; g) políticas verticalizadas;

h) falta de RH;

i)falta de comunicação da AB com o SAE; j) falta de interesse político;

k) modelo pautado na assistência e pouco se faz de promoção e prevenção;

l)o estigma em relação às PVHA.

h) política verticalizada do MS; i)falta de diálogo entre as três esferas; j) o preconceito;

k) problemas com a logística das medicações; l)diferentes realidades nas regionais de saúde.

SES/PE3:

a) falta de capacitação das ESF; b) risco de tratamento não adequado;

c) resistência as medicações e falhas terapêuticas; d)o curso de medicina não prepara o profissional para a questão da AIDS;

e) olhar genérico para uma doença individualizada;

f) a complexidade do atendimento e a disposição de um tempo maior para realizar o atendimento; g) gravidade da doença, as intercorrências que podem ocorrer no atendimento;

h) a falta de qualidade e organização no serviço prestado ao paciente;

i) demora dos resultados dos exames;

j) problemas com a logística de medicamentos; k) regras de distribuição mensal;

l)discriminação das PVHA.

coordenadores locais;

c) o MS disponibiliza antirretrovirais e o estado tem problema com a distribuição dos medicamentos; d) falta de medicação para doenças oportunistas; e) dificuldade de consultar com o especialista; f) serviços desorganizados e mau estruturados nos SAE e na AB;

g) falta de investimento na AB e nos SAE; h) falta de estrutura;

i)falta de profissionais de saúde preparados para atender;

j) demora de exames; k) estigma e o preconceito; l)falta de sigilo.

MSLA/PE3:

a) resistência das PVHA serem atendidos na AB; b) o preconceito;

c) a falta de estrutura;

d) os serviços de saúde desmontados, e) políticas que existem, mas no fundo não existe;

e) não há ampliação no quadro de profissionais; f) não tem capacitações;

g) não se constrói nem se fortalece as redes de cuidado;

h) falta trabalho de prevenção; i)falta de leite;

j) falta de medicamentos antirretrovirais e para as infecções oportunistas;

k) as gestões locais descumprem a meta do MS de testar e tratar;

l)crescimento da epidemia;

m)sistema de notificação que funciona; n) não se faz prevenção;

n) as diferenças regionais não são levadas em conta quando se traça as diretrizes;

o) política verticalizada do MS.

Considerando as concepções anteriormente mencionadas como um suporte para compreender as questões mais enunciadas pelos entrevistados, a análise da tabela circunscreve-se na apresentação dos dados mais recorrentes de cada objetivo da pesquisa.

No que refere-se à participação dos atores, a categoria mais recorrente entre os entrevistados, atores governamentais e sociais, do Rio Grande do Sul e Pernambuco, foi a de não participação do processo de reformulação do modelo de atenção ao HIV.

Quanto à percepção dos atores, do RS e PE, sobre a proposta de descentralização do atendimento ao HIV, existiram várias categorias acerca do novo modelo. No RS a mais frequente, entre gestores e profissionais, foi uma medida necessária e entre os militantes do MSLA, recorreu que a AB não está preparada para atender a demanda de pacientes com HIV. Em Pernambuco a mais presente, entre gestores, profissionais e militantes, foi que mesmo sendo favoráveis ao modelo, este não é o momento ideal para implementar, devido as fragilidades dos serviços de AB.

No que refere-seà relação entre os atores sociais e governamentais, as categorias mais frequentes, entre os entrevistados dos dois estados, foram de diálogo com gestores locais e do fechamento do diálogo com o governo federal.

Com relação aos efeitos do novo modelo, as categorias mais expostas, entre os entrevistados, tanto do Rio Grande do Sul quanto de Pernambuco, foi a de fácil acesso ao diagnóstico e a do atendimento.

Quanto aos obstáculos ou limitadores do compartilhamento do cuidado, no RS e em PE, a categoria mais frequente, entre os entrevistados, foi de que os serviços de AB não estão preparados (infraestrutura, profissionais, qualificação) para realizar o atendimento ao HIV.