Conforme apresentado, a TV Globo tem muitas parcerias com diversos parceiros dos três setores da sociedade civil para todos os seus projetos. Isso leva a emissora a se enquadrar no nível mais alto de relação com stakeholders proposto por Celine (2010), o nível V que indica transformação. Para estar nesse nível a organização deve articular alianças entre setores e é exatamente isso que a TV Globo faz em seus projetos, articula as organizações para tornarem os projetos mais eficientes.
Conforme apresentado no case, a 3M tem parcerias com diversas instituições para desenvolver tecnologia social e difundir suas práticas. Entre as organizações parceiras, estão a faculdade Metrocamp, a APAE Campinas e escolas do entorno das unidades da empresa, o que caracteriza o
envolvimento com os três setores também (governo, econômico e não governamental).
Essa forma de relacionamento leva a empresa a se classificar segundo os critérios que estão sendo utilizados nesse trabalho, no setor V, indicando transformação, já que a empresa possui aliança entre setores nos seus projetos sociais, administrados pelo Instituto 3M e no seu negócio que busca ser sustentável.
Ao se analisar a relação da Alcoa com seus stakeholders pode-se perceber que a empresa tem a preocupação de fazer projetos que realmente interessem aos públicos que serão beneficiados por eles. Prova disso é o projeto Juriti Sustentável, no qual a empresa estabeleceu com a comunidade local, uma série de ações para a introdução de melhorias em saúde, educação, cultura, meio ambiente, segurança e infra - estrutura.
Para estabelecer essas metas, a empresa montou um conselho, formado por nove representantes da sociedade civil, três do governo local, dois de empresas da região e um da Alcoa. Esse exemplo, de conselho multistakeholder, eleva à organização ao nível V - transformação, no que diz respeito à relação com stakeholders. A aliança entre setores proposta pela organização é exemplo para diversas empresas, e faz com que os projetos sócio-ambientais desenvolvidos pela organização realmente beneficiem todas as partes, trazendo resultados econômicos para empresa, licença social para atuar e desenvolvimento para as regiões onde atua.
A última das empresas analisadas nesse trabalho, a Suzano, mantém um relacionamento mais intenso com o terceiro setor através do Instituto Ecofuturo, o qual atua em conjunto com empresas, com o poder público, com outras ONGs, com institutos de pesquisa e universidades, na área de educação e meio ambiente. Como a empresa é fundadora e mantenedora do Instituto, ela participa de decisões e acompanha as ações do mesmo, fazendo com que a empresa tenha um relacionamento mais próximo com seus stakeholders.
Além disso, a empresa tem um trabalho com as comunidades nas quais vai se instalar para conseguir a licença social, ou seja, para que a sociedade aceite a empresa e tenha mais qualidade de vida a partir do momento em que a empresa está ali. Em algumas cidades muito pequenas, a Suzano levou o
desenvolvimento. É o caso de Mucuri, na Bahia, onde a empresa, para poder se instalar teve que montar uma vila para os trabalhadores, hospital e escola em parceria com o poder público. Práticas como essa, mostram que a empresa tem preocupação no relacionamento com os stakeholders.
Devido a esses fatores, a empresa se encaixa no nível IV do relacionamento com stakeholders – Integração. Através desse relacionamento, a empresa busca aprimorar seu negócio e melhorar a qualidade de vida de seus colaboradores. Talvez falte um investimento maior com os públicos que não levam benefícios diretos à empresa, mas podem contribuir para a imagem e reputação da organização. Ao se relacionar com os públicos, uma organização não pode pensar apenas em benefícios diretos, é preciso agir pensando no futuro e se relacionar para a transformação positiva da sociedade. Entretanto, ao analisar o relatório de sustentabilidade da Suzano e o modelo de gestão sustentável, pode-se perceber que a empresa caminha para isso, e em breve, poderá ser classificada nesse quesito, no nível V, para o qual é necessário fazer alianças entre os diversos setores.
Não importa em que nível as empresas analisadas se relacionam com os seus stakeholders. É importante ressaltar que todas já repararam na importância que esse relacionamento tem para o desenvolvimento do negócio e a urgência em se aperfeiçoar o relacionamento com todos os públicos, para que sejam evitadas crises de imagem, dificuldades de instalação das unidades e baixa aceitação do público – fatores que influenciam diretamente a prospecção econômica da empresa.
As Tabelas 3, 4, 5 e 6 apresentadas abaixo, indicam onde cada empresa está posicionada segundo os critérios propostos por Celine (2010). Em Azul está a TV Globo, em verde a Suzano, em vermelho a 3M e em marrom a Alcoa.
Tabela 3 – Posicionamento das empresas analisadas segundo os critérios de Tougsant (2010) – TV Globo
Fonte: Adaptado de WWW.bostomcollege.com
Tabela 4 – Posicionamento das empresas analisadas segundo os critérios de Tougsant (2010) – 3M do Basil
Fonte: Adaptado de WWW.bostomcollege.com
Tabela 5 – Posicionamento das empresas analisadas segundo os critérios de
Tougsant (2010) – Alcoa
Fonte: Adaptado de WWW.bostomcollege.com
Tabela6– Posicionamento das empresas analisadas segundo os critérios de Tougsant (2010) – Suzano Papel e Celulose
Podemos perceber que as empresas ainda não atingiram a excelência em sustentabilidade, pois não atingiram o nível V nos três critérios analisados. Entretanto, caminham para atingir a excelência de forma rápida e eficiente. O primeiro passo que era o diagnóstico da importância das práticas de sustentabilidade, todas já deram e falta aperfeiçoá-los e adaptá-los às diferentes realidades para que liguem os três pilares da sustentabilidade de forma a tornar os seus negócios mais duradouros e rentáveis.