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Datainnsamling: Resultater og analyse

3.2. Analyse og drøfting av resultater

3.2.1. Sammenstilling og analyse

A partir da Revolução Industrial ocorreu em várias cidades um aumento populacional excessivo. A configuração espacial dessas cidades se mostrou inadequada para comportar uma alta densidade. Com isso, a relação entre o número de habitantes e o espaço por estes ocupados tornou-se um aspecto importante. A morfologia urbana e tipologia das edificações precisaram ser controladas para que se alcançasse a salubridade do espaço urbano em novas condições de densidade.

O quadro caótico que as primeiras cidades industrializadas apresentava, por não conseguirem suprir as necessidades de um espaço salubre, seguro e que proporcionasse um desenvolvimento qualitativo para a maioria da população, se repetiu em várias cidades do mundo. Os surtos de epidemias que se instalaram na época, no mundo capitalista, levaram à sistematização de um planejamento urbano para lidar com as questões sanitárias. Tais surtos estavam intimamente relacionados com a questão do meio ambiente urbano, no que diz respeito à própria organização do espaço. Surgem, então, os códigos sanitários, códigos de posturas, códigos de obras e códigos urbanísticos, que entre outras questões colocavam limites na apropriação do espaço urbano e criavam regras de recuo, de insolação, de ventilação – no nível do edifício e da cidade. Num segundo momento, com o rápido crescimento das cidades induzido pela industrialização e pela difusão de novos

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meios de transporte, surge a necessidade de se resolver o problema da circulação urbana.

Com a Revolução Industrial e o aumento populacional tornou-se inconcebível a perpetuação de um modelo de cidade medieval caracterizada pela alta densidade de construções e de população, numa configuração orgânica e espontânea, com ruas estreitas que não supriam as condições básicas de higiene nem eram eficientes economicamente. Esse quadro urbano desencadeou um período de disseminação de epidemias e de revoluções sociais. Outro fator que influenciou as intervenções que foram implementadas, e os novos padrões de ocupação da cidade, foi o surgimento de um novo tipo de classe social, a burguesia.

Os principais planos implantados para responder aos problemas criados a partir desses novos condicionantes podem ser caracterizados como planos de reformas e de expansão.

Um deles foi a expansão de Barcelona elaborada por Cerdá em 1859, que atacava um dos aspectos cruciais demandando solução: a questão da proliferação de doenças resultante da superpopulação associada a uma morfologia urbana indutora de péssimas condições de higiene. A densidade de Barcelona antes do plano de Cerdá era de 864 habitantes por hectare. Mesmo depois da expansão, e até os dias atuais, Barcelona conservou uma densidade alta, porém com outro tipo de configuração espacial.

O plano da Ensanche (expansão) de Barcelona é caracterizado por uma ocupação do lote até o alinhamento, ou seja, sem recuos frontais. Nele, Cerdá propôs uma ocupação que usava parte da quadra com as edificações e o restante com área verde – mas com o tempo a especulação imobiliária pressionou para que todo o perímetro da quadra fosse ocupado, dando a ela uma alta densidade. Outra característica do plano era a mistura de usos.

A forma de intervenção urbana adotada na Inglaterra e conhecida como cidades-jardins apresenta um outro tipo de configuração espacial, baseado em modelos de casas unifamiliares, isoladas nos lotes e cercadas por vegetação, gerando uma ocupação de baixa densidade.

Já os CIAM lançaram, através da Carta de Atenas de 1933, diretrizes que defendiam as altas densidades aliadas a uma forma de ocupação verticalizada,

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composta de arranha-céus sobre pilotis (que liberavam para os habitantes o solo permeado por áreas verdes), afastados de 200 a 300 metros uns dos outros.

Essas três modalidades de ocupação espacial tanto resultavam em densidades diferentes como possuíam morfologias distintas.

FIGURA 35: Plano Ensanche de Cerda para Barcelona FONTE: LAMAS (2000)

FIGURA 36: Letchworth, primeira Cidade-Jardim, início do século XX FONTE: http://www.letchworthgardencity.net/

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FIGURA 37: Letchworth e vista aérea FONTE: http://www.letchworthgardencity.net/

A densidade é influenciada por vários fatores. O traçado urbano (quadras, lotes, vias, áreas verdes, etc.) e a fixação de índices urbanísticos como os de ocupação, de conforto e de aproveitamento, os gabaritos e os recuos terminam por definir uma densidade específica.

Dantas (2003) ao analisar a evolução dos conceitos de densidade e gabarito mostra que este era, até a proposição do zoning16 da Carta de Atenas, definido por razões meramente estéticas, e a densidade, por questões higiênicas ou de conforto. E acrescenta que existe uma má interpretação dos princípios do urbanismo moderno do zonning:

A insistência da Normativa Urbana brasileira em impor “índices urbanísticos” compatíveis com a forma da Cidade Clássica17, como altura baixa de edificações, concomitantemente com índices compatíveis com os princípios da Cidade Modernista da Carta de Atenas, como coeficiente de aproveitamento, além demonstrar despreparo dos legisladores urbanos, tem gerado um urbanismo deturpado, onde há um descontrole total sobre a densidade urbana item sempre considerado por todos que almejam uma cidade sustentável, quer na Cidade Clássica, quer na Cidade Moderna.

16 Conceito modernista da Carta de Atenas de 1943 que divide a cidade em zonas de habitar, circular,

trabalhar e de lazer (Dantas, 2003).

17 A autora usa esse termo para referir-se à cidade das construções contíguas e de usos sobrepostos,

das técnicas rudimentares de construção, antes dos inventos tecnológicos – que tem um exemplo perfeito na cidade européia antiga.

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Segundo a mesma autora o instrumento do zonning se banalizou nas cidades modernas do mundo todo a partir da década de cinqüenta, liquidando com as bases em que se fundamentavam os conceitos da compacta cidade antiga, com sua mistura de usos do solo e suas construções conjugadas.