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Sammenlikning av 1994-kullet og 1995- 1995-kullet

4 Gjennomstrømning og kompetanseoppnåelse

4.6 Sammenlikning av 1994-kullet og 1995- 1995-kullet

3.3.1.Comprimento do racemo, número de frutos e peso de frutos por planta

Dentre os cinco tratamentos, T5 forneceu a maior média de comprimento do racemo, com valor de 30,99cm. Este foi superior ao tratamento controle em 12,15%, o qual alcançou uma média de 27,22cm. Os outros três tratamentos tiveram médias inferiores, com valores abaixo de 25,00cm. Apenas T5 se aproximou do valor do comprimento médio informado por Embrapa Algodão (2002) que é de 31 cm para a cultivar “BRS 149 Nordestina”, porém foi bem abaixo dos valores obtidos por Souza et al. (2010c), de 45cm, quando foi utilizado efluente tratado em conjunto com adubação química.

Quanto à variável número de frutos por planta e peso de frutos por planta, mais uma vez se observou a superioridade alcançada pelos tratamentos com urina. O T2 foi responsável pelas maiores médias, com 36,5 frutos por planta e 76,7g de frutos por planta. Apesar de T1 ter obtido uma média de frutos por planta inferior à T5, o primeiro superou este último em 4,27% para a variável peso de frutos, com o valor de 69,81g. As médias destas duas variáveis estão apresentadas na tabela 4.11.

De forma geral, com exceção de T2 e T5, a quantidade média de frutos por planta foi abaixo do informado por Embrapa Algodão (2002) que é de 35 unidades. Porém, estes valores variam bastante de autor para autor. Carvalho (2005) relatou 37 frutos; Drummond et al. (2006), 64 frutos; Souza (2007), 27; Mesquita et al. (2010), com doses de 100 e 300 kg.ha- 1, verificaram médias de 43,42 e 57,33 frutos, respectivamente; e Xavier et al. (2010) combinando adubação química com esgoto encontrou de 19 a 49,33 frutos para 70% e 100% de nitrogênio.

De acordo com Souza (2007) e Koutroubas et al. (1999), o aumento do potencial produtivo da mamoneira está intimamente relacionado com o aumento de suas variáveis de produção, como número de racemos por planta, comprimento do racemo, frutos por racemo e peso das sementes. Portanto, os resultados de produção alcançados por T2 e T5 representam uma forte possibilidade de complementação ou até mesmo de substituição da adubação química pelo fertilizante natural urina.

Pode-se inferir que o metabolismo da mamona respondeu de forma positiva ao uso de 100% de urina adicionada de cálcio e ao uso de 150%, uma vez que os dados obtidos demonstram que a cultura conseguiu converter eficientemente os nutrientes presentes no solo, juntamente com os nutrientes oriundos na urina, em produção (peso e quantidade) de frutos.

3.3.1.1. Análise estatística

Pelo resumo das análises das variâncias para os dados do número médio de frutos por planta e peso de frutos por planta constatou-se efeito significativo pelo teste F a um nível de significância de 5%, revelando diferenças entre os tratamentos para estes componentes de produção (tabela 4.10).

Apesar da diferença de 21,19% entre T4 e T2, os tratamentos utilizados não resultaram em alteração significativa para o componente comprimento do racemo (p=0,1461>0,05). Para este componente, não existe diferença em fertilizar a mamoneira com urina, utilizando doses de 50, 100 e 150%, ou com adubo químico (NPK + micronutrientes).

Tabela 4.10 - Resumo das análises de variâncias para os dados: comprimento do racemo, número de frutos por planta e peso de frutos por planta. Aquiraz - CE, 2011.

Comprimento do racemo Número de frutos por planta Peso de frutos por planta Comprimento do racemo Número de frutos por planta Peso de frutos por planta Tratamento 4 32,16 105,74 726,67 0,1461 0,0495 0,0048 Blocos 3 13,66 23,36 36,99 0,4764 0,5576 0,7995 Resíduo 12 15,43 32,32 110,01 - - - Fontes de variação GL QM P

Fonte: Elaboração própria (2013)

Por outro lado, verificou-se que as variáveis, número de frutos por planta e peso de frutos por planta, foram susceptíveis às diferenças de tipo de fertilizante e dose. Os tratamentos 1, 2 e 5 proporcionaram as maiores médias para o número de frutos por planta, diferindo estatisticamente (p<0,05) dos tratamentos 3 e 4. Já para o componente peso de frutos por planta, apenas T4 diferiu dos demais tratamentos. Mesmo com discrepâncias acima de 20% entre T2 e T3, o teste estatístico utilizado não indicou efeito significativo (tabela 4.11).

Tabela 4.11 - Médias de comprimento do racemo, número de frutos por planta e peso de frutos por planta em função dos tratamentos. Aquiraz - CE, 2011.

Tratamentos Comprimento

do racemo (cm)

Número de frutos por planta

(unid) Peso de frutos por planta (g) T1 28,51a 33,52ab 69,82ab T2 30,07a 36,53ab 76,68ab T3 24,44a 26,48a 60,78ab T4 23,70a 25,37a 41,24a T5 28,74a 35,19ab 66,82ab

Médias seguidas de letras iguais nas colunas não diferem estatisticamente entre si pelo teste de Scott-knott a 5% de probabilidade.

Fonte: Elaborado pelo autor (2013)

De acordo com Severino et al. (2004), o fósforo tem sido o elemento que mais de destaca na nutrição mineral, não somente por se encontrar em menor teor nos solos brasileiros, como também por influenciar decisivamente na produção de frutos, em peso e número, pois o fósforo estimula a antecipação da emissão do racemo primário. Adicionalmente, Severino et al. (2006a) observaram que ao avaliar a adubação com macro e micronutrientes na cultura da mamona, concluíram que esta promoveu aumento de produtividade da cultivar BRS Nordestina, com destaque para as doses de nitrogênio quanto ao número de frutos por planta.

Os efeitos significativos (α=0,05) determinados para os componentes de produção devem-se, desta maneira, às diferenças de concentrações do fósforo, e principalmente, do nitrogênio, elemento limitante no desenvolvimento produtivo da mamoneira.

Os resultados expressivos (p<0,05) favoráveis ao T2 em comparação com T3 para o componente número de frutos por planta podem ser explicados pela introdução do elemento cálcio, suprindo sua ausência na urina no momento da aplicação. De acordo com Guariz et al. (2012), as mamoneiras quando submetidas à deficiência de cálcio promovem pouco crescimento do sistema radicular, permanecendo com um aspecto raquítico, além de reduzir a biomassa da parte aérea. O cálcio, segundo Nascimento et al. (2004) é um macronutriente essencial às culturas, que tem diversos efeitos no desenvolvimento da planta.

Além de neutralizar a acidez do solo, a calagem melhora a disponibilidade de outros nutrientes, como o fósforo, e diminui a toxidez de alumínio e manganês.

Durante o crescimento e o desenvolvimento da mamoneira, a dose utilizada em T5 e a adição de cálcio do T2, juntamente com os nutrientes contidos no solo supriram

eficientemente às necessidades nutricionais da cultura. Fato evidenciado pelos bons resultados alcançados nestes dois tratamentos para os componentes: comprimento do racemo, número de racemos por planta, número de frutos por planta e diâmetro caulinar, todos compatíveis com a literatura.

De forma análoga, diversos trabalhos sobre a potencialidade do uso de adubos orgânicos no cultivo da mamoneira (LIMA et al., 2008; GUIMARÃES et al., 2006, COSTA et al., 2009; OLIVEIRA FILHO et al., 2010; FERNANDES, 2011) trazem ótimos resultados para variáveis de crescimento e de produção.

A análise estatística corroborou a possibilidade anteriormente descrita de substituição da fertilização química pela urina, avaliado sob a ótica dos parâmetros de crescimento e de produção até agora apreciados. Contudo, vale considerar, segundo Severino et al. (2006b), que dificilmente um material orgânico terá todos os nutrientes essenciais na quantidade exigida, o que limita a utilização da adubação orgânica como única fonte de nutrientes, devendo-se utilizá-la em conjunto com a adubação química.

3.3.2.Peso de mil sementes, Produtividade e Teor de Óleo.

De acordo com Beltrão et al. (2007), juntamente com o número de racemos por planta e o número de frutos por racemo, a peso de mil sementes é um dos componentes mais importantes de produção da cultura da mamoneira.

Segundo Amaral (2003), pode-se classificar a peso de mil sementes de mamoneira em três classes: baixa com valores inferiores a 400g; média, entre 400 e 500g e alta, com valores superiores a 500g. Com base nesta classificação, conclui-se que T1 está situado na classe alta, com 502,39g; T2 classificado como médio, com 487,42g; T3 situado na classe média, com 484,6g; T4, classe baixa, com 394,7g e T5, classe média, mas bem próximo da classe alta, com 496,75g.

As análises de variâncias indicaram efeito significativo pelo teste F a um nível de significância de 5% para a peso de mil sementes e produtividade, enquanto para o teor de óleo não foi constatada nenhuma diferença expressiva (tabela 4.12).

Tabela 4.12 - Resumo das análises de variâncias para os dados: peso de mil sementes, produtividade e teor de óleo. Aquiraz - CE, 2011.

Peso de Mil Semente Produtividade Teor de óleo Peso de Mil Semente Produtividade Teor de óleo Tratamento 4 79,01 422.430,19 3,76 0,0439 0,0000 0,2928 Blocos 3 2,01 12.227,42 1,00 0,9659 0,3780 0,7734 Resíduo 12 23,14 10.875,34 2,69 - - - Fontes de variação GL QM P

Médias seguidas de letras iguais nas colunas não diferem estatisticamente entre si pelo teste de Scott-knott a 5% de probabilidade.

Fonte: Elaborado pelo autor (2013)

Apenas T4, com média do peso de mil sementes igual a 394,7g, diferiu estatisticamente dos demais tratamentos (tabela 4.13). Este valor reduzido deve-se ao menor aporte de nutrientes, principalmente fósforo e nitrogênio fornecidos às plantas.

Mesmo com resultados discrepantes entre os T1, T2, T3 e T5, estes não representaram efeitos expressivos a um nível de 5%, podendo-se inferir que o peso de sementes é a mesmo quando se utiliza adubação química e adubação com urina.

Tabela 4.13 - Médias de peso de mil sementes, produtividade e teor de óleo. Aquiraz - CE, 2011.

Tratamentos Peso de Mil

Semente (g)

Produtividade

(kg/ha) Teor de óleo (%)

T1 502,4b 1270,9d 55,9a

T2 487,4b 1048,8c 53,6a

T3 484,6b 671,8b 55,5a

T4 394,7a 477,7\8a 54,2a

T5 496,7b 1081,2c 55,4a

Médias seguidas de letras iguais nas colunas não diferem estatisticamente entre si pelo teste de Scott-knott a 5% de probabilidade.

Fonte: Elaborado pelo autor (2013)

Comparando as diferenças relativas, o tratamento controle (T1) foi superior aos tratamentos 2, 3, 4 e 5 em 3,17; 3,73; 21,59 e 1,32%, respectivamente. Destacam-se aqui as pequenas diferenças entre T1 e T2 e principalmente entre T1 e T5.

A literatura apresenta médias de peso de mil sementes equivalentes ou acima dos determinados nesta pesquisa. Souza et al. (2010) em estudo comparativo entre diferentes épocas de plantio, encontraram peso médio acima de 555g. Já Alves (2009), em sua tese de doutorado, alcançou resultados de aproximadamente 460g.

Conforme informações de Embrapa Algodão (2002), a cultivar BRS Nordestina fornece um peso médio de 68g a cada cem sementes. Em nenhum tratamento foi possível alcançar tal valor.

Quanto à produtividade, os resultados dos tratamentos foram muito discrepantes. Acredita-se que isto tenha ocorrido devido ao sinergismo de diferentes componentes: peso de frutos por planta, número de racemos por planta e número de frutos por racemo, que em escala cumulativa, possuíram consequências diretas na produtividade.

As produtividades médias das sementes da mamona foram as seguintes: 1256,7; 1048,5; 671,8; 477,8 e 1081,2 kg.ha-1, o que representa diferenças relativas entre o tratamento controle (1256,65 kg.ha-1) e os demais de: 16,6; 46,5; 61,9 e 13,9%, respectivamente para T2; T3; T4 e T5.

Abaixo, o gráfico box-plot (figura 4.23) traz os valores máximos, mínimos e os erros padrões de 5%. Vale destacar, que este gráfico foi montado invertendo a sequência de T3 e T4 a fim de determinar a curva de regressão da produtividade com o acréscimo de 50% do volume de urina (T4 – 50%; T3 - 100% e T5 - 150%).

Figura 4.23 – Produtividades em função do tratamento aplicado. Aquiraz-CE, 2011.

Fonte: Elaborado pelo autor (2013)

Observa-se que a produtividade se comportou de forma linear quando se incorporou 50% a mais de urina com um coeficiente (R2) igual a 0,9592, obedecendo à equação mencionada na figura 4.23.

0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 T1 T2 T4 T3 T5 P rod utivid ad e m éd ia (kg.h a -1 ) y = 301,69x + 140,22 R2 = 0,9592