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Das manifestações populares e tradicionais presentes no concelho, são de destacar as várias festas populares, que se vão realizando, ao longo do ano, nas várias localidades do concelho: Festa em honra de Santo Ildefonso (realizada em Janeiro, em Santo António do Baldio), Festa em honra do Senhor S. Marcos (realizada em Abril, em S. Marcos do

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Campo), Festa em honra de Santo Isidro (realizada em Maio, em Santo António do Baldio), Festa de Santo António (realizada em Junho, em Reguengos de Monsaraz), Festa de Nossa Senhora das Dores (realizada em Agosto, em Campinho), Festa de Nossa Senhora do Rosário (realizada em Agosto, em S. Pedro do Corval), Festa de Nossa Senhora do Carmo (realizada em Agosto, em Perolivas), Festa do Senhor dos Passos (realizada em Setembro, em Monsaraz83), Festas em honra de Nossa Senhora da Orada (realizada em Setembro, em Outeiro), Festa em honra de S. Sebastião (realizada em Setembro, em Telheiro) e Festa de Nossa Senhora da Conceição (realizada em Dezembro, em Barrada).

Estas festas populares, ainda, gozam de grande vitalidade no concelho e convivem, perfeitamente, com outras manifestações culturais e festividades mais actuais como, por exemplo, o Festival Monsaraz Museu Aberto.

Apesar da evolução dos tempos, com novas condições de vida, novos ritmos de trabalho, também sobrevivem, sem actualizações significativas, em algumas aldeias do concelho, os tradicionais bailes da Pinha (em S. Pedro do Corval, Motrinos, Outeiro e Campinho) e do Cortiço (em S. Pedro do Corval, Barrada, Outeiro e Campinho), que se realizam, anualmente, no período da Quaresma.

Tradicional Baile da Pinha, realizado

em Março de 2012, em Outeiro. (Fotografia: Nuno Mendonça)

83 Tradicionalmente, no final da novilhada popular, faz-se o abate do touro (“touro de morte”, na praça do

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Também há algumas lendas da tradição oral, que resistiram à passagem do tempo e que chegaram até nós. Ao longo do nosso trabalho de campo, recolhemos algumas. Trata-se de um pequeno conjunto de lendas, de temática religiosa ou com apontamentos religiosos, que aparecem associadas a diversos locais de culto do concelho. A sua sobrevivência, na memória colectiva, justifica-se com a acentuada espiritualidade e a piedade popular dos habitantes do concelho.

1) Lenda de Nossa Senhora das Dores (Campinho)

a) Informante: Maria do Carmo Valadas Amieira, 65 anos, reformada, natural de Campinho, 4º ano de escolaridade, residente em Reguengos de Monsaraz. Recolha realizada em Reguengos de Monsaraz, a 12 de Junho de 2009.

Questionada sobre a Lenda de Nossa Senhora das Dores, padroeira do Campinho, a informante conta a lenda que transcrevemos. Afirma que já a ouviu contar, em várias versões.

Foi um senhor que apareceu, no Monte da Chaminé, com a imagem da Senhora das Dores, e entregou-a à família que lá estava, para a guardarem, até que ele voltasse. Só que ele nunca mais apareceu, a pessoa. Depois, os donos em que ela ficou levaram- -na para o Campinho. Como o Campinho, ainda, não tinha igreja, puseram-na numa casa particular, e lá tem estado.

A que está, na Igreja, não é a que a pessoa entregou. Está numa casa de família, pertencente àquele senhor. O marido era José Ramalho.

Os donos da imagem davam-na para a Igreja, mas tinha de ficar vestida como estava; mas o padre aceitava-a, com a condição de lhe mudar o fato. Depois, outro padre, que esteve no Campinho, mandou fazer cópia daquela.

b) Informante: Josefa Rodrigues Godinho, 88 anos, reformada, 3º ano de escolaridade, natural da Luz

(Mourão), residente em Reguengos de Monsaraz. Recolha realizada emReguengos de Monsaraz, a 5 de Outubro de 2009.

Foi um velhote que, ‘pelo jeito’, encontrou, pareceu-lhe Nossa Senhora, nas Pipas, apareceu-lhe aquela imagem ao velhote. Falou com ele que era a Nossa Senhora das Dores. Pediu ao homem que a ‘acariasse’ - com certeza que foi assim – para a levar para um monte, que a deixasse e pedisse para a deixar lá – teve de ser assim pró homem deixar lá a Santa, teve de ela pedir; pois coisas que se passavam antigamente, os santinhos falavam, não é? E, naturalmente, era verdade – ‘maneira que’ andava com a santinha…. Mas o homem, pensando que cada vez estava mais velho, sentiu-se com poucas foças ou falava com a santinha,… para o levar além para o monte das Pipas.

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Estava lá esta gente, D. Rute e da D. Maria dos Santos. Ainda são vivas, coitadinhas. As mães, os pais, os ‘avózes’, estavam lá os ‘avózes’ a lavrar, a fazer a seara, tudo, …

- Quero pedir um favor, para deixarem ficar – assim é que eu tenho ouvido – esta imagem, ‘pra ma acariarem’, que eu já não posso. – não sei já, filha. Acho que o fim foi assim. Depois elas, quando se vieram embora, …. Lá um certo tempo, vieram para a aldeia [do Campinho]… Fizeram um oratório e puseram a Santinha. ‘Opois’ deu em espalhar a fé e muita gente tem fé, com a Nossa Senhora das Dores, encheram-na d’ouro…

2) Lenda da Ermida de Nossa Senhora do Rosário (junto a S. Pedro do Corval)84

Informante: Maria de Aires Valadas, 61 anos, doméstica, 2º ano de escolaridade, natural de S. Pedro do Corval, residente em S. Pedro do Corval. Recolha realizada em S. Pedro do Corval, a 2 de Novembro de 2011.

A ermida era para ser feita, no Monte do Corval, mas depois o que eles faziam num dia, no outro dia, estava tudo desmanchado e eles:

- Então, vamos a deitar o martelo ao ar, onde o martelo cair é onde nós fazemos a igreja.

Deitaram o martelo ao ar, caiu, aqui, e fizeram e mais ninguém desmanchou.

84 Encontrámos, na imprensa regional das primeiras décadas do século XX, uma lenda, com uma base

narrativa semelhante àquela que recolhemos em S. Pedro do Corval, com uma variante importante, diz respeito à igreja de S. Marcos (em S. Marcos do Campo), em vez de se referir à Ermida de Nossa Senhora do Rosário: “Quiseram os antepassados, em era desconhecida, erigir uma igreja junto á antiquíssima povoação de Maria Afonso, de que já não restam vestígios (…). Começam os trabalhos dos alicerces, e no dia seguinte tinham desaparecido as respectivas ferramentas, que após longas buscas, foram encontradas no local onde hoje se ergue a igreja desta aldeia. Conseguiram-as novamente para a Maria Afonso e recomeçaram os trabalhos do segundo dia. No terceiro, porem, as ferramentas tornaram a aparecer junto a aldeia de Campo, e sempre no mesmo local. Assim foi sucedendo por diferentes dias até chegar-se á convicção de que era o S. Marcos (o Santo) quem de noite as carregava para aqui, dando assim clara indicação do sítio onde desejava que a igreja fosse construída.

Não se sabe se de boa ou má vontade, é certo, porem, que lhe obedeceram. A igreja foi edificada e escolhido o S. Marcos para seu padroeiro.

Daqui derivou o nome da aldeia e frequezia, primitivamente Campo depois Campo (S. Marcos) e finalmente S. Marcos do Campo”.(Marcos Rosado Durão [1928], “S. Marcos do Campo”, in Ilustração Alentejana, Abril de 1928, nº 5, pág. 49).

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Ermida de Nossa Senhora do Rosário (Fotografia: Nuno Mendonça)

3) Lenda do Marinheiro - Nossa Senhora do Rosário (junto a S. Pedro do Corval)

Informante: Maria de Aires Valadas, 61 anos, doméstica, 2º ano de escolaridade, natural de S. Pedro do Corval, residente em S. Pedro do Corval. Recolha realizada em S. Pedro do Corval, a 2 de Novembro de 2011.

“Lenda do Marinheiro”

Era um marinheiro85, que andava, no mar, perdido e, depois, coitado, pediu a Nossa Senhora que lhe acudisse e apareceu-lhe Nossa Senhora do Rosário. Depois, ele correu as igrejas todas, onde quer que chegava:

- Esta não é. E a outra não é. Chegou aqui, disse:

- Esta santinha é ‘q’ê vi’.

E, então, ofereceu-lhe umas contas de vidro. E, depois, até diz uma lenda: Nossa Senhora do Rosário

Tem umas contas de vidro, Que lhe ofereceu o marinheiro, Que andava no mar perdido.

85 Segundo o folheto da paróquia de S. Pedro, datado de 2011, a população local conta que o marinheiro

era “Amieiro” (da Amieira, localidade do concelho de Portel) e que, desde essa data (há cerca de 500 anos), o rei concedeu uma tença anual, para se celebrar uma festa, em honra de Nossa Senhora do Rosário, ficando conhecida como a “Festa dos Amieiros”.

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A informante conta que este marinheiro, também, ofereceu a Nossa Senhora do Rosário um vestido (que já não enverga, por ter sido roído pelos ratos, mas ainda se encontra guardado) e um barquinho feito de pano, que estava junto à Santa. As contas de vidro, que o marinheiro, ofereceu foram roubadas, muitos anos depois.

Afirma que a sua mãe já contava estas histórias.

Acrescenta que, hoje em dia, já não se fazem tantas promessas a Nossa Senhora do Rosário, com ofertas, como antigamente.86

4) Lenda de Nossa Senhora da Claridade (Caridade)

Informante: Maria Antónia Valido Lobo (Maria Cantadora), 73 anos, reformada (trabalhadora rural), analfabeta (sabe ler e sabe assinar), natural da Caridade, residente na Caridade. Recolha realizada em Caridade, a 7 de Novembro de 2011.

Ouvi dizer, há quantos anos, ou quem é que se lembra disso, que andava um marinheiro que se perdeu no mar, [“perdeu coitadinho”]. [‘Ê’ sempre ouvi isto à minha mãe, há quantos anos isso foi!] E ele que dizia:

- Ai, Nossa Senhora, dá-me claridade. Nossa Senhora, dá-me claridade. [Por jeito andava quase a morrer, vá.] Nossa Senhora, dá-me claridade. Nossa Senhora, dá- me claridade.

E a pessoa, lá o acudiram ou não sei como foi, e salvou-se não morreu o rapaz. E ‘ôdepois’, os pais do rapaz tinham meios, poderes, e disseram, procuraram, se calhar lá em Lisboa, muito ‘seio’ eu aonde foi, procuraram se havia alguma terra que era Claridade, ou se conheciam alguma santa da Claridade, e havia lá gente da Caridade ou de Reguengos, disseram às pessoas. Mais tarde [“sempre ouvi isto à minha mãe, se foi verdade, eu não…”], os pais do rapaz mais o dito rapaz vieram, por inculcas, vieram à Caridade pagar uma promessa e, então, é um rosário de contas em vidro. E, então, se é verdade isto tudo, não sei. Tanto que era a gente aí, no campo:

[A informante canta:] Senhora da Caridade, Tens umas contas de vidro, Que lhe deu o marinheiro, Quando andou no mar perdido.

5) Lenda do Senhor de S. Marcos (S. Marcos do Campo)

Informante:Virgílio de Carvalho Paias, 89 anos, reformada, 4º ano de escolaridade, natural de São Marcos do Campo, residente em São Marcos do Campo. Recolha realizada em S. Marcos do Campo, a 7 de Dezembro de 2011.

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“Lenda do Senhor de S. Marcos”

No dia 25 de Abril, fazia-se uma festa, cá, em São Marcos. […] Dizia eu, fazia-se uma procissão, o santo que era o S. Marcos levava um boi , atrás do andor. Levava um boi, atrás do andor, o Senhor São Marcos - como é que hei-de dizer? – amanssavam os touros bravos e levavam um boi, atrás do andor. Um dia, o pessoal de Reguengos, rapazes novos, iam cá atrás, com uma sovina, picaram o novilho – não era um touro, era um novilho. Picaram o novilho, o novilho investiu, com o andor, lá vai Senhor São Marcos de reboleta, caminho do chão. O Tenente Carrilho assistiu a isso.

O informante declara que, no seu tempo, não chegou a assistir a uma procissão, em que o boi estivesse presente. Já não se realizava.

A tradição religiosa de cantar O bom Jesus do Calvário realiza-se, apenas, numa aldeia, Outeiro, e por isso tem pouca expressão, na cultura do concelho. Na Semana Santa, durante a Via Sacra, canta-se O bom Jesus do Calvário, que menciona os sofrimentos ou os passos da Paixão, ao gosto da sensibilidade popular. Segundo a informante Joana Gato, canta-se, com o apoio de suporte escrito87, o qual nos deixou fotocopiar e deixamos registado no nosso trabalho, sem correcções linguísticas:

87 O mesmo suporte escrito, pertencente à informante Joana Gato, serviu de base à publicação de “Bom

Jesus do Calvário” na obra uma novena à Padroeira nas várzeas de Monsaraz, de Ricardo Louro (Ricardo Louro [2010], uma novena à Padroeira nas várzeas de Monsaraz, s.l., Euedito, 2010, pp. 132-134.

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O bom Jesus do Calvário

I

O bom Jesus do Calvário Que tem de Oliveira Vós sois o mais lindo cravo Que (…) da Roseira. II

Vosso nome lindo é É Jesus de Nazaré Sempre vivo confiada Que ei-de morrer pela fé III

O vosso santo cabêlo Mais fino que o fio de ouro Dai-nos licença Senhor Que entre o vosso tesouro IV

A vossa santa cabeça Toda cruada de espinhos Por causa dos nossos pecados Padeceu tantos martírios V

Esses vossos santos olhos Inclinados para o chão Por causa dos nossos pecados Padeceu pela paixão

VI

Essas vossas santas fáces Cheias de cuspo nojento Por causa dos nossos pecados Padeceu tanto tormento VII

Essa vossa santa boca Lhe deram fel amargozo Por causa dos nossos pecados Filho de Deus amoroso VIII

Á vossa Santa garganta Enliaram uma corda

Por causa dos nossos pecados Senhor Deus de Misericórdia IX

Esses vossos santos ombros Encostados a um madeiro Por causa de nossos pecados Filho de Deus verdadeiro

X

Esses vossos santos braços Estendidos sobre uma cruz Por causa dos nossos pecados Perdoai o Bom Jesus

XI

Esse vosso santo peito Foi aberto com uma lança Entre minha alma por ele Senhor dai-me confiança XII

Á vossa santa cintura Fingiram uma toalha Que nela se representa A vossa santa murtalha XIII

Os vossos santos joelhos Feridos ensanguentados De ajoelharem por terra Por causa dos nossos pecados XIV

Esses vossos santos pés Mais claros que a neve pura Deitando rios de sangue Pela rua da amargura XV

Pela rua da amargura Vai o Senhor a chorar Uma tão bela mulher Com uma toalha a limpar. XVI

Ó quem fora tão ditosa

Que achara o Senhor chorando Com uma linda toalha

Sempre o iria limpando. XVII

Ó que ditosa mulher Foi aquela do Calvário Dai-lhe a dita que nos destes Senhor do Santo Cedário

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O bom Jesus do Calvário corresponde aos “Martírios do Senhor”, que eram cantados, em diversos locais do nosso país, por exemplo, Alpedrinha, Vale de Lobos, freguesia de Penamacor, e Idanha-a-Nova.88 Em Serpa, cantavam-se os “Martírios do Senhor”, nos trabalhos do campo, durante a Quaresma89 e, na zona de Leiria, canta-se o

Bom Jesus do Calvário, a partir de um morro ou do adro de uma capela.90

Esta é uma tradição celebrada, poeticamente, que terá tido uma vivência oral, no passado, mas que, com o “desgaste da memória popular”, sobreviveu, através do registo

escrito, na aldeia de Outeiro.

Se algumas composições chegaram até nós, por escrito, foi por haver necessidade, por parte de quem o fez, de assegurar, para sempre, a sua perpetuação, evitando que se percam, no esquecimento. Contudo, o suporte escrito, que nos chegou, nada traz registado, sobre a forma como se processava a Via Sacra e sobre a forma como eram cantados.

Ainda, no domínio da preservação e divulgação da cultura popular, com os seus usos e costumes, quer na vida doméstica quer no trabalho, podemos encontrar, no concelho, a exposição permanente “Artes e Ofícios Tradicionais”, patente na Biblioteca Municipal de Reguengos de Monsaraz. Com o propósito particular de conservar a memória do modo de vida do povo, a exposição reúne várias colecções temáticas: o vinho e a vinha, a agricultura, os lanifícios, o barro, os cobres e o leite e os queijos. Deste modo, o espólio junta um número muito elevado de peças, relacionadas com a vida social e económica do concelho.

88 Luís Chaves [1945], Folclore Religioso, Porto, Portucalense Editora, 1945.pp. 179-181.

89 Cf. Manuel Dias Nunes [2010], A Tradição, 1899, pág. 38. [2010], Obra Completa. Festa. Ciclo

Religioso. Cancioneiro Musical (revisão crítica de Paulo Lima) vol. I, 1ª ed., Portel, Direcção Regional da Cultura do Alentejo – Media Factory, 2010, pág. 38.

90 Cf. Moisés do Espírito Santo [1988], Origens Orientais da Religião Popular Portuguesa seguido de

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Praticamente, na mesma linha de sentido, surgem as exposições exibidas pela Casa das Avós, em Motrinos, no edifício da antiga Escola Primária. Actualmente, está patente a exposição permanente “A Boda na Aldeia”. Esta exposição retrata os cinco

momentos do casamento tradicional, durante a primeira metade do século XX, com bonecas de pano. Outras mostras anteriores também são merecedoras de referência, “Arte Comunitária” (2012) e “O Pão de cada dia” (2013).

A Casa das Avós é um projecto, que procura combater o isolamento social e estimular o convívio das idosas, através da dinamização de actividades, em que (re)produzam objectos tradicionais dos tempos da sua mocidade.