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5 EMPIRISK ANALYSE

5.1.1 Sammenligning Oslo og Stavanger

Esta pesquisa tem caráter qualitativo, pois, segundo Borba e Araújo (2012), uma pesquisa que utiliza uma abordagem qualitativa nos fornece como resultados informações descritivas, que representam o significado dado às ações, por ter o caráter de descrever uma ação e/ou intervenção, provocada pela inserção do pesquisador em um ambiente de interação social. Em nosso texto, retrataremos a obtenção de dados descritivos, obtidos por meio do contato direto do pesquisador com o ambiente e a situação estudada, em que não contemplamos apenas o produto, mas também o processo e a atuação dos participantes. Para isso, utilizamos também dados mensuráveis a fim de detalhar o desenvolvimento dos graduandos, quanto à realização das atividades contidas no caderno.

Neste ponto, não temos o interesse de definirmos o que uma abordagem qualitativa, mas na tentativa de esclarecer o que esta representa, bem como o que levamos em consideração para realização de nosso estudo e deste modo, apresentamos o conceito exposto por (OLIVEIRA, 2012, p. 37, grifo do autor).

[...] Entre os mais diversos significados, conceituamos abordagem

qualitativa ou pesquisa qualitativa como sendo um processo de reflexão e

análise da realidade através da utilização de métodos e técnicas para compreensão detalhada do objeto de estudo em seu contexto histórico e/ou segundo sua estruturação. Esse processo implica em estudos segundo a literatura pertinente ao tema, observação, aplicação de questionários, entrevistas e análise de dados, que deve ser apresentada de forma descritiva. Os argumentos citados por Oliveira (2012) descrevem o que estamos entendendo e utilizando como conceitos de pesquisa qualitativa. Em Educação Matemática, essa metodologia de pesquisa encontra-se presente em muitos trabalhos investigativos e é defendida por pesquisadores como Garnica (2012), que faz afirmações a respeito da terminologia qualitativa, dizendo que tal palavra é adequada para representar as pesquisas que adotam abordagens:

(a) a transitoriedade de seus resultados; (b) a impossibilidade de uma hipótese a priori, cujo objetivo da pesquisa será comprovar ou refutar; (c) a não neutralidade do pesquisador que, no processo interpretativo, vale-se de suas perspectivas e filtros vivenciais prévios dos quais não consegue se desvencilhar; (d) que a constituição de suas compreensões dá-se não como resultado, mas numa trajetória em que essas mesmas compreensões e também os meios de obtê-las podem ser (re)configuradas; e (e) a impossibilidade de estabelecer regulamentações, em procedimentos sistemáticos, prévios, estáticos e generalistas. (GARNICA, 2012, p. 99, grifo do autor).

Assim, para coleta de dados fizemos uso dos instrumentos característicos deste tipo de pesquisa, lançando mão da pesquisa-ação, devido ao seu caráter de levar a campo de pesquisa a ação do pesquisador, pois segundo Laville e Dionne (1999) a pesquisa-ação consiste da metodologia de pesquisa, na qual o pesquisador está envolvido diretamente com os pesquisados e assim, fará parte tanto da pesquisa como da ação de intervenção tendo a colaboração do professor da turma.

Consideremos ainda que há momentos em que este estudo apresenta características da pesquisa ensino, pois as atividades a serem realizadas durante a pesquisa são enquadradas nestas modalidades, em que o pesquisador é participante ativo como professor/pesquisador dos alunos. Portanto, procederemos com a introdução do pesquisador no ambiente a ser estudado, não apenas para obsevar, mas também para compreender e modificar de modo que possamos propiciar uma aprendizagem interativa da Geometria do Compasso.

Durante a coleta de dados empíricos, tomamos como suporte teórico as orientações fornecidas por Laville e Dionne (1999), por apresentarem uma discussão explicativa de como devemos proceder e quais instrumentos usar para realizarmos nossas investigações. Para tanto, existe a necessidade de uma coleta de dados seguida por uma análise, de modo a

identificar as influências propiciadas pelas atividades de investigação de problemas matemáticos históricos.

Assim sendo, no decorrer do experimento fizemos uso de recursos para documentação e armazenamento dos dados que venham a contribuir para uma melhoria do conjunto de atividades propostas. Alguns desses recursos foram a filmagem e a fotografia, pois estes apresentam um grande potencial para a coleta de dados uma vez que estes instrumentos permitem registrarmos momentos preciosos no decorrer do processo de manipulação dos softwares por parte dos alunos e na efetivação das atividades pré-elaboradas.

De fato, segundo Vergara (2009) a captura de imagens, áudio e vídeo permitem ao pesquisador analisar o modo com que os alunos estão reagindo e/ou interagindo com a atividade em si, e que servirão para ilustrar os resultados obtidos durante a pesquisa, assim, (VERGARA, 2009, p. 91) “[...] podem ser tiradas fotos e feitas filmagens que tragam contribuições à compreensão do observador e, mais tarde, ilustrem para os leitores de seus relatórios características importantes que identificou [...]”.

Para captura de dados com esses instrumentos, através de fotos e filmagens, o pesquisador contou com a colaboração de quatro assistentes (graduados e graduandos em Matemática) que se revezavam entre as turmas A e B, ficando sempre um responsável pela fotografia e outro responsável pela filmagem durante o experimento.

Outro instrumento que foi muito importante em nossa coleta de dados, foi o protocolo de construção, mecanismo propiciado pelo GeoGebra, que nos permitiu verificar os passos e caminhos seguidos pelos alunos durante a realização das atividades de construção.

Diante do crescente avanço tecnológico os meios de registro eletrônicos estão tornando-se ferramentas facilitadoras na coleta de dado empíricos nas pesquisas qualitativas, em nosso estudo este tipo de documentação, mostrou ser útil por permitir que pudéssemos analisar os caminhos que os discentes seguiram para realizar suas construções. Com isso, averiguamos se os procedimentos foram seguidos ou se os alunos realizaram passos desnecessários e/ou não recomendados pela sequencia de atividades, a exemplo da atividade um do segundo bloco que alguns alunos realizaram passos desnecessários. Esse resultado é discutido na capitulo seguinte em que analisamos a realização das atividades.

Nessa direção, iniciamos nossas investigações com a aplicação de um questionário inicial (ver apêndice A) que, dentro do apresentado por Laville e Dionne (1999), classifica-se como semiestruturado, pois foi composto por perguntas fechadas, que os discentes terão de escolher uma resposta que se enquadre ao seu pensamento, dentro das opções fornecidas, entretanto há também perguntas abertas, para que os alunos possam mostrar sua real ideia do

que lhe for indagado, ou seja, os autores indicam a utilização desse instrumento de pesquisa por acreditarem que estes permitem ao pesquisador a obtenção de respostas pré-estabelecidas, as quais são evidenciadas nas perguntas fechadas, além de permitir aos pesquisados a exposição de suas reais ideias nas questões abertas.

Esse instrumento, que chamamos de questionário inicial (ver apêndice A), foi usado para sondagem sobre o conhecimento dos discentes a respeito do uso de softwares e História da Matemática, assim como seus conhecimentos prévios da Geometria do Compasso. Desse modo, foi divido em duas partes sendo a primeira de identificação com uma coleta de dados pessoais dos participantes (alunos) e informações referentes às disciplinas cursadas anteriormente, principalmente as de pré-requisito para disciplina de Didática da Matemática I, a segunda parte do instrumento é referente às informações de conteúdo, nas quais buscamos dados relacionados aos conhecimentos prévios dos alunos quanto à Geometria Euclidiana e à Geometria do Compasso.

Ao final da aplicação do caderno de atividades, tivemos um segundo questionário, nomeado por questionário final, em que buscamos averiguar as contribuições do produto (caderno de atividades) aliado ao estudo da Geometria do Compasso por meio do GeoGebra. Assim como o primeiro, este foi composto por perguntas abertas e fechadas. Esse questionário vem para se unir aos resultados obtidos nos cadernos de atividades, recolhidos após sua aplicação, e que também serviram de instrumento de coleta como registros escritos.

De acordo com Oliveira (2012), os registros escritos que não tiveram tratamento científico caracterizam a pesquisa documental, tais registros são úteis numa pesquisa qualitativa, pois, permitem ao pesquisador utilizar dados oriundos de anotações dos participantes da pesquisa, aqui representadas pelo caderno de atividades.

Antes de vermos como as atividades se estruturaram para compor o caderno de atividades, vejamos como ocorreu a escolha do público em que tal caderno foi aplicado.