4 Diskusjon
4.1 Sammenheng mellom type hendelse og posttraumatiske stressreaksjoner
A leitura literária é um processo que faz parte do dia-a-dia dos alunos, sejam dos níveis iniciais de escolaridade sejam dos mais avançados. Porém, neste processo, diferente dos anos anteriores, procura-se desenvolver e aplicar propostas ou didáticas inovadoras sobre a leitura na sala de aula, de forma a cativar a atenção dos alunos, o seu prazer por essa atividade e o desenvolvimento das suas competências literárias, numa perspetiva de contínua colaboração dos alunos; uma vez que o estudo feito por Mello, do 8.º ao 12.º anos de escolaridade, em Portugal, aponta que a leitura dos alunos, em geral, é feita de modo apressado, incompleto e pouco profundo, conferindo uma precariedade na receção da literatura nos seus diversos aspetos: classificativo em géneros, cultural, simbólico, filosófico, estilístico, isto é, o aluno desenvolve em si um tipo de atrofiamento das operações discursivas ligadas à obra que o levam a ser um leitor ingénuo no processo de receção literária333. Aguiar e Silva, por seu turno, afirma
330Cf. Lucas 1:30-31. 331Cf. Mateus 1: 20-21.
332 Conhecida também como Jinga Mbadi, Njinga a Mbandi ou Nzinga a Mbandi, irmã e sucessora do Rei do
Ndongo, Ngola Mbandi. Nascida numa data duvidosa (1583?). Enviada pelo seu irmão a Luanda para negociar com o governador da colónia. Em função de certos acordos, foi batizada como Ana de Sousa em 1662. Rainha muito conhecida ao nível do mundo pela resistência à dominação portuguesa, no século XVII, no interior de Angola, nos reinos que comandava: Ndongo e Matamba. Morreu em 1663. Pelos seus feitos, é tida como uma famosa entidade política da era pré-colonial angolana. Cf. Ana Tavares, op. cit., n.r. 82, p. 37.
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que a competência literária, que alguns agentes (falantes/escritores, falantes/leitores) possuem, está subordinada ao conhecimento “de um sistema de regras cuja constituição e cuja aquisição dependem de factores variáveis de ordem histórico-contextual”334, que os possibilita
não só produzir um texto, mas também os entender na realização duma leitura/análise literária, esclarecendo diversos aspetos dessa ordem335.
Ora, o mediador, para que consiga quebrar barreiras levantadas pelos alunos que pouco gostam de ler e não têm a leitura como uma prática interativa capaz de lhes atribuir aquilo que Eco (1993) chama de “competência enciclopédica”, deverá dar o seu testemunho pessoal da prazerosa relação e das várias experiências com os livros fora do espaço escolar, espaço limitado pelo tempo e pelo programa escolar, convidando também alguns alunos a contarem as suas experiências336, e guiar-se em torno de três atividades, hoje, consideradas fundamentais para aceder às obras – pré-leitura, durante a leitura e após a leitura337 –, para que o aluno não seja apenas o recetor, mas agente participativo, em que os seus conhecimentos anteriores são tidos em conta e vistos como auxílio para o bom entendimento do texto e, em consequência disso, formar-se um leitor proficiente, com uma conceção pragmática da leitura literária338.
3.4.1.1. Pré-leitura
Cada uma das três atividades possui objetivos específicos. Assim, a pré-leitura, ou seja, a fase do primeiro contacto do leitor com a obra antes da sua leitura integral, tem os seguintes objetivos339:
1. Ativar e construir a competência enciclopédica dos alunos pela exploração das componentes paratextuais (capa, contracapa, ilustrações, autor, título, subtítulos, epígrafes, prefácios), de modo a haver partilha dos seus conhecimentos ligados às componentes referidas. Por meio dessa atividade, o professor, num ambiente mais descontraído, tem facilidade de pôr os alunos a falarem, o que permite todos se beneficiarem de cada partilha;
2. Despertar a curiosidade dos alunos e motivá-los para a leitura integral da obra. Juntamente com os alunos, o professor faz o levantamento de hipóteses do conteúdo que vão ler, pois, desta forma, os alunos se sentirão agentes participantes da interpretação do texto, o que fará com que fiquem sempre atentos a cada detalhe do texto descoberto e motivados no decurso das atividades seguintes.
334 Cf. Vítor Manuel de Aguiar e Silva, 1977, op. cit., p. 135. 335Cf. Cristina Mello, op. cit., p. 167.
336 Idem, ibidem, p. 104.
337 Atividades apresentadas por Verónica Pontes e Lúcia Barros, como uma proposta de busca de
competências literárias nas escolas portuguesas. Cf. Verónica Pontes e Lúcia Barros, “Formar leitores críticos, competentes, reflexivos: o programa de leitura fundamentado na literatura”, in Fernando Azevedo (coord.), Formar leitores: das teorias às práticas, Lisboa, Lidel, 2007, p. 71.
338Cf. Cristina Mello, op. cit., p. 122.
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Quando aplicada de modo eficaz, de acordo ainda com as autoras, a atividade da pré- -leitura estimula os alunos a darem início à intertextualidade (dos textos anteriores e do novo), se as personagens, o tempo e cenários estiverem explícitos ou implícitos nos elementos paratextuais.
3.4.1.2. Durante a leitura
A segunda fase para o desenvolvimento da competência literária é a da leitura ou durante a leitura, cujos objetivos se resumem em340:
1. Preparar os alunos para o uso de estratégias de compreensão; 2. Familiarizá-los com a estrutura do texto;
3. Focar as suas atenções na linguagem do texto para desenvolver e enriquecer a linguagem e vocabulário;
4. Facilitar a compreensão sobre personagens, acontecimentos, temas e ideias-chave; 5. Colaborar na construção de sentido e interpretações, pois é durante a leitura que há mais engajamento com o texto; o aluno relacionará de modo eficiente, com ajuda do professor, o conteúdo do texto com a sua realidade sociocultural, com histórias já lidas, ouvidas, assistidas. Quanto mais o novo texto estiver relacionado com o que referimos no período anterior, mais facilmente o aluno atribuirá sentido a ele e fará a sua interpretação. Para que resulte, é importante que não seja só uma leitura mecânica do texto, mas sim uma leitura de “desocultação”. Daí o papel fundamental do mediador nesta atividade.
3.4.1.3. Pós-leitura
As atividades após a leitura são vistas como atividades de consolidação, portanto, têm os seguintes objetivos341:
1. Encorajar respostas pessoais;
2. Promover a reflexão sobre o texto, levando os alunos a expressarem o que mais os cativou;
3. Facilitar a organização, a análise e a síntese de ideias;
4. Proporcionar oportunidades de partilha e construção de significados com os colegas. O mediador deve aproveitar as atividades após a leitura para potenciar ainda mais as habilidades de leitura e de escrita, sem que associe a elas a exploração gramatical e a escrita de composição, porque influenciam na redução do gosto pela leitura.
340 Idem, ibidem, p. 72. 341 Idem, ibidem, p. 72-73.