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SAMMENDRAG 7

A avaliação durante o estágio curricular na turma 1 de 1.º ano foi do tipo formativo, uma vez que o tempo de intervenção pedagógica se tornou limitado. No entanto, este tipo de avaliação “visa melhorar qualitativamente a aprendizagem dos alunos e não quantificar essa aprendizagem” (Lopes & Silva, 2012).

Niza (2006) menciona que “Avaliar é ajuizar sobre os percursos, os métodos e as produções para se poder prosseguir e progredir nesses projetos em comum” (p. 3).Neste âmbito, importa realçar que os métodos utilizados para avaliar a turma foram os mesmos que se empregou em investigação ação, ou seja, segundo técnicas e instrumentos de recolha de dados. Assim beneficiou-se da observação participante, de conversas informais com alunos e professora cooperante e também dos artefactos relativos aos trabalhos produzidos pelos alunos.

A avaliação dos alunos na área curricular e disciplinar de Português encontra-se no seguinte quadro (ver quadro 2). Podemos observar o seu desempenho segundo o Programa de Português do ensino Básico (2009). Interessa compreender que no seguinte quadro, faço referência ao desempenho geral de todos os alunos e realço unicamente o aluno com NEE, porque a maioria das vezes ele não quer participar nas atividades desenvolvidas pela turma.

Salienta-se que a avaliação formativa foi estabelecida de forma contínua e construtiva, pois este tipo de avaliação fornece dados que possibilitam ao professor adaptar o ensino às dificuldades de aprendizagens dos seus alunos (Lopes & Silva, 2012). À medida que o professor recolhe dados, vai procedendo a respetiva interpretação ou avaliação no sentido de atender às dificuldades e, facilidades dos alunos e, com isto, estará a melhorar as aprendizagens de todos.

Quadro 2 - Avaliação da turma 1 de 1.º ano quanto às suas aprendizagens na área curricular e disciplinar de

Português

Área

Curricular Domínios Avaliação dos alunos

Por tugu ês Com pr ee nsão e E xp re ssão oral

No início do estágio, verificou-se que a maioria dos alunos evidenciava dificuldades em se expressar oralmente. Todavia, com a promoção de atividades de comunicação de produções, eles foram ganhando mais experiência e capacidades para se expressar de forma clara e audível.

Notou-se que a maioria dos alunos já consegue relatar histórias, acontecimentos vividos e expressar preferências e gostos.

L eitu ra e E sc rita

A iniciação à escrita foi sendo desenvolvida por todos de forma natural, com a exceção de um menino que revelou falta de interesse e motivação para aprender. Contudo, nas poucas vezes em que este escreveu, verificou-se que o fez corretamente. No âmbito da leitura, saliente-se que a maioria dos alunos gosta de ouvir histórias e de contactar com material escrito.

No início do estágio, quase todos os alunos evidenciaram dificuldades na decifração de material escrito. Porém com a introdução e aprendizagem de novas letras, verificou-se uma melhoria significativa.

Na leitura dos ditongos, verificou-se, no início do estágio, que a maioria dos alunos tinha dificuldades em identificar os ditongos. Contudo, ao longo da intervenção pedagógica, foram demonstrando maior facilidade em lê-los.

No âmbito da área curricular disciplinar de matemática, a avaliação dos alunos foi designada a partir dos princípios determinados pelo Programa de Matemática para o Ensino Básico (2013). Assim, no seguinte quadro (ver quadro 3) estão indicados o desempenho dos alunos estabelecidos em atividades matemáticas ao longo da intervenção pedagógica.

RELATÓRIO DE ESTÁGIO 86

Quadro 3 - Avaliação da turma 1 de 1.º ano, quanto às suas aprendizagens na área curricular e disciplinar de

matemática

Área

Curricular Domínios Avaliação dos alunos

Mat em át ica O rgan iza ção e T rat am en tos de D ados (O T D )

No que diz respeito à representação de dados, os alunos evidenciaram interesse na recolha de dados para a construção de dois gráficos de barras distintos, porém ambos relacionados com questões do quotidiano, tais como, “Quanto medes?” e “Qual a cor preferida da turma?”. Nestas atividades em particular, os alunos revelaram-se participativos e motivados. Destaco apenas o aluno com NEE, que se revelou ao longo destas atividades, pouco motivado, preferindo deambular de grupo em grupo, observando o que os colegas estavam a fazer e recusando-se a permanecer no seu grupo. N úme ro s e O per açõe s ( N O )

Nas atividades de preenchimento de elementos em conjuntos ou de identificação de números aos conjuntos, verificou-se que os alunos eram capazes de colocar o número correto de elementos dentro dos conjuntos. Quanto às contagens regressivas e progressivas, a maioria dos alunos sabia contar por ordem crescente até 20. Porém, alguns demonstravam dificuldades em realizar contagens regressivas dos números. Relativamente a conjuntos vazios e ao número zero, verificou-se que todos os alunos sabiam identificar um conjunto vazio e o número zero, assim como escrevê-lo. No sistema de numeração decimal, notou-se que a maioria dos alunos era capaz de posicionar os símbolos “<” e “>” corretamente entre dois números. No que respeita ao cálculo mental, verificou-se que, em atividades de adição e subtração de números inferiores a 10 por cálculo mental os alunos foram melhorando gradualmente as suas aprendizagens. Interessa referir que o uso de materiais didáticos nestas atividades se revelou fundamentais para o aluno estruturar o seu raciocínio lógico.

No que se relaciona com a área curricular disciplinar de Estudo do Meio, realça-se o desempenho dos alunos nesta área do saber, a partir do seguinte quadro (ver quadro 4), fundamentado nos blocos definidos pela Organização Curricular e Programas (OCP) do ano 2004.

Quadro 4 - Avaliação da turma 1 de 1.º ano, quanto às suas aprendizagens na área curricular e disciplinar de

Estudo do Meio

Área

Curricular Bloco Avaliação dos alunos

E stud o d o M eio B loco 1 - “ À desc ob er ta de si p róp rio ”.

Em relação à descoberta e identificação das características da família, da escola e do próprio aluno, notou-se que a maioria dos alunos soube representar estes três elementos muito bem, através de um desenho, este facto foi constatado através da análise dos artefactos.

Em atividades de reconhecimento de características próprias do seu corpo, os alunos foram capazes de identificar características dos outros e deles próprios, entre as quais a altura e o género. Já em atividades direcionadas para a seleção de gostos e preferências dos alunos, verificou-se que a maioria soube eleger a sua cor preferida.

Habitualmente à segunda-feira, era dada a oportunidade aos alunos de relatarem como haviam passado o fim-de- semana. Verificou-se que todos os alunos foram capazes de descrever os momentos passados em família e amigos, com a exceção do menino com NEE, que raramente relatou acontecimentos vividos por ele.

RELATÓRIO DE ESTÁGIO 88