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7 Mål på biologisk mangfold - -utprøving av numeriske

8 Sammendrag og konklusjoner

Primeiramente serão apresentados os resultados individuais dos desenhos das crianças, em um quadro classificado por sexo, idade e situação (abrigada ou não), seguido das médias verificadas nos diferentes grupos de crianças dos quartis e o desvio padrão, além das médias nos diferentes grupos relativas ao percentil e ao desvio padrão. Em seguida, serão apresentadas e discutidas as análises realizadas.

Criança Idade Sexo Situação Quartil Percentil

1 9 Feminino Abrigada 25 24 2 11 Feminino Abrigada 90 96 3 10 Feminino Abrigada 25 37 4 11 Feminino Abrigada 25 72 5 8 Masculino Abrigada 50 50 6 9 Masculino Abrigada 50 56 7 8 Masculino Abrigada 90 78 8 11 Masculino Abrigada 25 56 9 11 Masculino Abrigada 90 98 10 10 Masculino Abrigada 25 31

11 10 Feminino Não abrigada 25 67

12 10 Feminino Não abrigada 50 82

13 10 Feminino Não abrigada 75 94

14 9 Feminino Não abrigada 90 94

15 10 Feminino Não abrigada 50 77

16 10 Masculino Não abrigada 75 94

17 11 Masculino Não abrigada 50 85

18 10 Masculino Não abrigada 90 98

19 10 Masculino Não abrigada 75 92

20 10 Masculino Não abrigada 50 89

38 Como referido na página anterior, a tabela 1 descreve os resultados individuais da amostra, composta por vinte crianças, dez abrigadas e dez não abrigadas (vivendo com família de origem), nove meninas, sendo cinco não abrigadas e quatro abrigadas; dez meninos, cinco não abrigados e seis abrigados, com idade variando entre oito e onze anos, e os resultados de percentil e quartil individual referentes ao resultado da aplicação do desenho da figura humana escala Sisto (2005).

Abaixo, seguem, na tabela 2, os resultados das médias verificadas nos diferentes grupos de crianças dos quartis, além do desvio padrão; foram especificadas a média geral, a média de crianças abrigadas e não abrigadas, a média referente aos sexos, masculino e feminino e a média entre o sexo feminino de crianças abrigadas e não abrigadas e masculino de crianças abrigadas e não abrigadas. Apesar da diferença nos resultados não houve significância em relação à variância para quartil, referente aos dois grupos (abrigadas e não abrigadas), e entre sexos.

GRUPOS (quartil) Médias DP

Geral 56,25 25,99975

Abrigadas 49,5 29,66948

Não abrigadas 63 21,10819

Sexo feminino 50,6 28,11188

Sexo masculino 60,91 24,47633

Sexo feminino abrigadas 41,25 32,50000

Sexo fem. não abrigadas 58 25,14955

Sexo masculino abrigadas 55 29,32576

Sexo masc. não abrigadas 68 17,53568

39 A tabela 3, abaixo, apresenta as médias de percentil e o desvio padrão; foram especificadas a média geral, a média de crianças abrigadas e não abrigadas, a média referente aos sexos, masculino e feminino, a média entre o sexo feminino de crianças abrigadas e não abrigadas e masculino de crianças abrigadas e não abrigadas. O resultado para percentis, que avalia a posição da criança em relação ao desenvolvimento, isto é, quanto falta para criança atingir o esperado para sua idade, entre grupos de crianças (abrigadas e não abrigadas) foi significativo (9,201; p= 0,008), embora não tenha havido diferenças entre os sexos.

GRUPOS (percentil) Médias DP

Geral 73,5 23,60308

Abrigadas 59,8 25,83194

Não abrigadas 87,2 9,57775

Sexo feminino 71,4 25,54462

Sexo masculino 75,18 23,01225

Sexo feminino abrigadas 57,25 32,83672

Sexo fem. não abrigadas 82,8 11,56287

Sexo masculino abrigadas 61,5 23,35594

Sexo masc. não abrigadas 91,6 4,92950

Tabela 3 médias de percentil e desvio padrão

A figura 1, a seguir, exibe um gráfico de dispersão para os percentis nos diferentes agrupamentos realizados. As diferentes dispersões verificadas deixam claro que há um distanciamento maior nos percentis das crianças abrigadas em relação àquelas não abrigadas independentemente do sexo. Pode-se observar que, das vinte crianças, todas as não abrigadas encontram-

40 se acima do percentil 60, ao passo que dentre as abrigadas, quatro apenas estão acima do percentil 60, considerando-se 50 como a média.

Figura 1 Dispersão dos percentis (abrigadas X não abrigadas)

Para Vygotsky (1998), qualquer situação de aprendizado com que a criança se depare na escola tem sempre uma história prévia, estando aprendizado e desenvolvimento relacionados desde o início da vida. Consequentemente, ao se analisar os resultados relativos ao percentil das crianças abrigadas em comparação às não abrigadas, verificou-se uma defasagem de desenvolvimento intelectual das crianças abrigadas. É necessário desvendar as relações reais entre o processo de desenvolvimento e a capacidade de aprendizado (VYGOTSKY, 1998). Atrelando-se os resultados expostos, é possível constatar que as crianças abrigadas, devido à defasagem ilustrada pelo percentil (inferior ao das crianças não abrigadas), provavelmente possuem nível de desenvolvimento real abaixo da média ao serem comparadas com crianças não abrigadas. Assim, uma questão que surge deste trabalho é

41 se as crianças abrigadas estão em uma série escolar adequada ao seu desenvolvimento e, mais ainda, se elas recebem estimulação suficiente para que áreas ainda não desenvolvidas possam amadurecer.

Possivelmente, o ambiente externo não demandou estímulos adicionais às crianças abrigadas, o que pode ter resultado em consequências prejudiciais ao seu desenvolvimento intelectual. De acordo com Vygotsky (1999a), se o ambiente externo não exigir estímulos adicionais, dificilmente seu raciocínio terá condições de ampliar sua capacidade de juízo e alcançar níveis mais elevados, ou só alcançará estes patamares com atraso.

Tais resultados reforçam também a posição de Macedo e cols. (2004) e de Lordelo e cols. (2007), cujas pesquisas mostram as conseqüências deletérias sobre o desenvolvimento cognitivo, de situações desfavoráveis familiares e de estimulação ambiental.

No caso das crianças abrigadas, a ausência de figuras parentais estáveis e de um ambiente familiar adequado pode também responder por atrasos no desenvolvimento intelectual, o que corrobora com o trabalho de Andrade e cols. (2005), que expõem a importância da família em construir um ambiente satisfatório ao desenvolvimento da criança, assim como a pesquisa de Lordelo e cols (2006), que retoma a correlação entre baixo investimento parental, apego inseguro e atrasos no desenvolvimento.

Outra possibilidade que responde pelo possível atraso no desenvolvimento das crianças abrigadas pode relacionar-se com modelos agressivos e práticas punitivas, comuns ao ambiente onde elas vivem, o que é confirmado pelo trabalho de Ferreira e Marturano (2002).

42 Também deve-se considerar que ambientes empobrecidos têm relação direta com atrasos cognitivos das crianças (Noriega e cols., 2005; Santos e cols., 2008).

Esses resultados estão de acordo com o revelado no presente estudo, que demonstra através da comparação entre crianças abrigadas e não abrigadas uma diferença significativa relacionada ao percentil obtido nos diferentes grupos, ou seja, crianças abrigadas apresentam um nível de desenvolvimento intelectual abaixo da média esperada para sua faixa etária, quando avaliadas com o DFH, Escala Sisto (2005).

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