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3.5.2: S Det ble

5.3 Samlet vurdering av materialet

Castro (1989), ao descrever a pesquisa que coordenou para o Governo de São Paulo, ratificou Figueiredo e Figueiredo (1986) ao explanar os dois tipos de avaliação (de processo e de impacto) e acrescentou um terceiro tipo, que denominou avaliação compreensiva. Esta, tem procedimento analítico no qual examina ações governamentais já implementadas - com algum tipo de impacto - e combina a análise de processo e de impacto com os objetivos previamente definidos e a compreensão das suas causas. A mesma tem um ponto de vista temporal: retrospectivo - examina programas implementados no passado; prospectivo – considera hipoteticamente probabilidades futuras de desempenho; formativo – ocorre durante a implantação ou execução de um programa; e, integrativo – combina o antes e o depois da implementação da ação, observa o número de pessoas beneficiadas, o modo de gestão e os recursos alocados (CASTRO, 1989).

2.1.4 “Quasi-avaliação”

O tipo de avaliação anterior é chamado por Browne e Wildavski (1983) de “quasi- avaliação”, por avaliar políticas e programas em fase de implantação, limitando o objetivo do estudo a uma análise centrada entre o processo de implantação e seus resultados. Objetiva apontar o número de pessoas atendidas; a qualidade do atendimento; e, os valores ou princípios norteadores de sua política - que o tornam desejados ou não – na perspectiva da universalização da cidadania e da democratização do Estado.

Outra classificação interessante da avaliação, é a de Cohen e Franco (1993, p.117), que subdivide-se em quatro funções temporais:

1. Do momento em que se realiza e dos objetivos que persegue, podendo ser: Ex-ante – tem por objetivo proporcionar “critérios racionais para uma decisão qualitativa crucial”...; ou, Ex-post - avalia projetos em andamento e concluídos, buscando obter elementos de apoio para a adoção de decisões “qualitativas”, que podem ser do tipo “sim” - deve ter continuidade e se foi finalizado pode ser usado novamente – e, do tipo “não“ - o projeto em andamento não deve ter continuidade e o finalizado não deve ser usado novamente. E, as “quantitativas” – classificadas pelo grau.

2. De quem realiza a avaliação – diferenciando os avaliadores que participaram do projeto dos que não participaram – das seguintes formas: interna – quando os avaliadores estão dentro da organização gestora, num processo de estratégia participativa e cada passo do projeto social (planejamento, programação, operação, e, inclusive, a avaliação do mesmo) depende da comunidade; externa – quando os avaliadores são pessoas alheias ao projeto – de universidades, ONGs,etc.; mista – quando combina os tipos de avaliação já mencionados com a que vem a seguir; participativa – é utilizada em pequenos projetos, cuja resposta endógena do grupo pode condicionar mudanças fixas.

3. Da escala dos projetos – observaram especificamente os pequenos projetos - considerando o número de pessoas afetadas e a magnitude dos recursos – subdividindo-a em: I - estratégia de avaliação –basicamente qualitativa e tem ênfase na compreensão do conjunto e dos casos individuais que o integram; II - lógica da avaliação – usa lógica indutiva (sem desagregar suas dimensões e componentes), julgando como um todo e procurando convergências nos valores, atitudes e comportamentos do grupo focal, para construir uma hipótese em que sejam incluídos; III - roteiro da avaliação – parte da realidade global, buscando entender os projetos, por intermédio das articulações que os indivíduos geram no tecido social do grupo ou da comunidade; IV - técnicas de análise – são qualitativas, podendo ser complementada pelas quantitativas; V - resultados da avaliação – têm perspectiva individual; VI - avaliadores –o avaliador está no próprio projeto, seguindo a lógica, o traçado e a s técnicas que derivam do mesmo e exigem interação permanente com os participantes do mesmo; e,

4. Dos destinatários da avaliação – analisando, dentro da estrutura de poder, para qual escalão está sendo realizada a avaliação. Os autores, detendo–se à organização-agente, diferenciam três tipos de destinatários: 1. dirigentes superiores; 2. administradores; e 3. técnicos.

Para avaliar as associações rurais de SNN, escolheu-se como referência de análise alguns elementos da “quasi-avaliação”, além do mais, usando a classificação de Cohen e Franco (1993) de pequenos projetos. Porque, neste caso, é melhor analisar os beneficiários para expandir a compreensão sobre o local e o conhecimento sobre as ações governamentais, apresentando a transparência do processo de implantação e seus resultados.

Buscando entender a percepção dos agricultores familiares de SNN, procurou-se preparar entrevistas diretas que se adequassem às necessidades de verificação da hipótese, estas foram testadas no município de Cerro Cora, que é reconhecido por muitos como sendo parte do Seridó. Após ser testado, buscou-se colher os dados sociais relativos à população de agricultores familiares ribeirinhos do Espinharas, em Serra Negra do Norte,

os quais constituíram uma amostra não probabilística por acessibilidade, fundamentada por Vergara (2000). A área rural focada distribui-se ao longo do rio, com residências bem distantes umas das outras, ligadas por estradas de barro, sendo que nem todas as casas são acessíveis pelas estradas.

A pesquisa (acertos locais com a EMATER e STR e aplicação das entrevistas diretas aos agricultores familiares) foi realizada, em grande parte, em suas próprias residências, escolhidos, pela facilidade de acesso. Para isto foram empregados seis dias, subdivididos em duas etapas diferentes, a primeira, em janeiro de 2007, período muito seco na região. E, a segunda, em julho do mesmo ano, quando as barragens estavam cheias de água. Esta opção e o número de entrevistas orientaram-se pelos recursos e tempo disponíveis para a mesma, que foi realizada com recursos próprios. A amostra não foi aleatória e o número pouco representativo, entretanto, considerou-se a sua importância e foram apresentados de forma ilustrativa.

As comunidades visitadas para realizar estas entrevistas foram: de Curral Queimado (Curral Queimado); de Desenvolvimento Comunitário da Comunidade Conceição (Conceição); de Desenvolvimento Comunitário da Comunidade Pitombeira (Pitombeira); e, a chamada Conselho de Desenvolvimento Comunitário do Arapuá (Arapuá), posteriormente denominada Associação comunitária dos sítios Arapuá e Vapor; e, do Frutuoso. (associação originada na comunidade e associação do Arapuá); da Barra de São Pedro (Barra de São Pedro); dos Torrões (Torrões); da Rolinha (Rolinha); e, da Boa Vista (Boa Vista).

Por outro lado, foram entrevistados (perguntas abertas) dez representantes de instituições envolvidas, dos quais oito participaram ativamente do processo associativista focado. E, dois participaram de pesquisas avaliativas de projetos desenvolvidos pelos agricultores familiares de todo o estado desde os anos 1990 até o momento no qual se realizou este trabalho e, inclusive, as avaliações abrangeram o município de SNN. Um deles é Professor, Doutor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, especialista nas questões rurais do RN e participou das referidas avaliações como consultor. O outro é um dos representantes do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA)1, um organismo especializado em agricultura do Sistema Interamericano, criado

por resolução do Conselho Diretor da União Pan-Americana em outubro de 1942, que coordena avaliações em diversos países do mundo.

No período de realização das entrevistas intentou-se entrevistar críticos e opositores ao processo, surgiram apenas alguns, que ou não foram localizados ou se esquivaram de participar até esgotar-se o tempo para concluir o trabalho.

Buscaram-se, também, os dez livros de atas das associações, para analisá-los, mas, o acesso só foi possível a sete. Todos levados para o STR/SNN, onde contou-se vinte atas escritas em trinta e seis (36) folhas e comparou-se com o volume de folhas preenchidas, em cada um dos sete livros. E, pelo volume, projetou-se uma média de vinte e cinco atas por livro, multiplicando por dez, isto é o número de associações que são objeto deste estudo, chegou-se a um total de duzentos e cinqüenta atas. Assim, escolheu-se uma amostra, não aleatória, - de aproximadamente, 15%, isto é, trinta e oito atas. Estas, foram escolhidas do início, do meio e do fim de cada livro (no mínimo três). Dos livros com maior número de atas foi retirada uma amostra maior.

Para com este material, trabalhar a diversidade das variáveis do objeto - dados qualitativos e quantitativos.

Antes, serão introduzidos alguns elementos sobre economia solidária, êxito e experiências associativistas, visando situar as associações de trabalhadores rurais de Serra Negra do Norte.