7. UTMARKSBEITE I SORTLAND KOMMUNE
7.5 Beitevurdering for Sortland kommune
7.5.1 Samla vurdering
Neste estudo foram analisadas as interações do estado do Ceará no âmbito interno à economia brasileira, mais especificamente, foram analisados os determinantes que influenciam as exportações sob a luz dos modelos gravitacionais.
As estimações realizadas neste estudo, bem como a literatura técnica utilizada, fornecem embasamento para que algumas observações sejam feitas a respeito das exportações cearenses. Com base na estimação do modelo, as variáveis básicas consideradas no estudo, com exceção da distância, não são significantes como os resultados previstos na literatura, ou seja, não apresentaram significância estatística. Portanto, não explicam o fluxo de exportações internas do Ceará em 2010. Apenas o coeficiente da variável distância foi significante e o sinal negativo, está de acordo com a literatura.
Uma maior distância diminui as trocas comerciais, ao passo que a adjacência e a presença em uma mesma macrorregião tendem a aumentá-la. Uma maior parceria comercial
entre os mercados e os fornecedores pode “encurtar” estas distâncias. Outro fator que pode
incentivar as relações comerciais entre os estados é a existência de uma rede de transportes mais eficiente, que reduz os custos logísticos.
Esse resultado nós ajuda a pensar nas possíveis medidas que podem ser tomadas pelos governos federal, estadual e municipal. Um ponto que se pode pensar seria um maior esforço na realização de obras de infraestrutura, para melhorar a malha rodoviária, proporcionando, por sua vez, uma diminuição nos custos e no tempo de transporte. Outros fatores interessantes que podem ser analisados são: as parcerias entre os estados para que ocorra uma redução dos impostos sobre os serviços de transportes; uma maior segurança nas estradas, possibilitando que os custos com seguro diminuam, e planos estruturais de longo prazo, como a construção de malha ferroviária ligando as regiões brasileiras. Todos esses fatores, possivelmente, podem vir a colaborar para uma melhora no fluxo de mercadorias entre as regiões.
Uma extensão desse trabalho pode ser feita para entender melhor quais os fatores que influenciam a exportação interestadual cearense. Diante a disponibilidade dos dados, pode-se estimar um modelo de dados em Painel considerando os anos de 2010, 2011 e 2012 e incluindo, por exemplo, variáveis dummies para testar a existência de barreiras comerciais entre as regiões do país.
29
Portanto, o intuito do presente estudo foi reunir teorias e experiências do uso do modelo gravitacional e realizar uma análise descritiva das exportações interestaduais do Ceará em 2010, bem como contribuir para uma avaliação dos tradicionais determinantes dos fluxos internos das exportações cearenses, permitindo, dessa forma, para um melhor entendimento do comportamento e da importância das exportações em termos do crescimento da produção nacional. A relevância desse trabalho está no fato dele ser um estudo que visa avaliar os determinantes das exportações cearenses, através de modelo gravitacional, utilizando como base de dados informações referentes às exportações interestaduais do Ceará, disponibilizadas no Portal da Nota fiscal Eletrônica (NFE).
30
REFERÊNCIAS
AZEVEDO, A. F. Z, PORTUGAL, M. S., BARCELLOS, P. C. F. N. Impactos comerciais
da área de livre comércio das Américas: uma aplicação do modelo gravitacional. Revista
Economia Contemporânea, Rio de Janeiro, v. 10, n. 2, p. 237-268, mai-ago. 2006.
BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Disponível em: http://www1.dnit.gov.br/rodovias/distancias/distancias.asp. Acesso 10/12/2013.
BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. PIB por Unidade da
Federação. Disponível em:<www.ibge.gov.br>. Acesso em10/12/2013.
BRASIL. Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada - IPEA. Ipeadata. Disponível em: <www.ipeadata.gov.br>. Acesso em: 16/12/2013.
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior. Disponível em <http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=1090>. Acesso em 03/12/2013.
BRASIL. Portal Nacional da Nota Fiscal Eletrônica. Brasília, 2008, Disponível em: <http://www.nfe.fazenda.gov.br/portal>. Acesso em: 06/12/2013.
BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral – TSE < www.tse.jus.br>
CEARÁ. Secretaria da Fazenda. Disponível em: <http://www.sefaz.ce.gov.br>. Acesso em: 10/12/2013.
CRESWELL, John W. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010.
DA SILVA, Orlando M.; ALMEIDA, Fernanda M. de; OLIVEIRA, Bethania M. de.
Comércio internacional "x" intranacional no Brasil: medindo o efeito-fronteira. Nova
Economia, 2007, 17.3: 427-439.
DE ALMEIDA, Fernanda Maria; DA SILVA, Orlando Monteiro. Comércio e integração dos
estados brasileiros, 2007.
DE AZEVEDO, Andre Filipe Zago. O efeito do MERCOSUL sobre o comércio: uma
análise com o modelo gravitacional. Pesquisa e Planejamento Econômico, v.34, n.2, p.307-
339.
DE FARIAS, Joedson Jales; HIDALGO, Álvaro Barrantes. Comércio Inter-estadual e
Comércio Exterior das Regiões Brasileiras e Integração Regional: Uma Estimativa Utilizando a Equação Gravitacional. In: BNB: Forum. 2009.
DE FARIAS, Joedson Jales; HIDALGO, Álvaro Barrantes. Comércio Interestadual e
Comércio Internacional das Regiões Brasileiras: uma Análise Utilizando o Modelo Gravitacional. Documento Técnico-Científico, Volume 43 n.2 | Abril - Junho | 2012.
31
HIDALGO, Alvaro Barrantes; VERGOLINO, José Raimundo. O nordeste e o comércio
inter-regional e internacional: um teste dos impactos por meio do modelo gravitacional.
Economia Aplicada, 1998, 2.4: 707-725.
LEUSIN JR, Sérgio; DE AZEVEDO, André Filipe Zago. O Efeito Fronteira Das Regiões
Brasileiras: Uma Aplicação Do Modelo Gravitacional. In: Anais do XXXVI Encontro Nacional de Economia [Proceedings of the 36th Brazilian Economics Meeting]. ANPEC- Associação Nacional dos Centros de Pós-graduação em Economia [Brazilian Association of Graduate Programs in Economics], 2008.
MADDALA, G. S.; WELLER, Leonardo. Introdução à econometria. LTC, 2003.
MAGALHÃES, Aline Souza; DOMINGUES, Edson Paulo. Relações interestaduais e
intersetoriais de comércio no Brasil: uma análise gravitacional e regional. Revista
Brasileira de Estudos Regionais e Urbanos, 2009, 2.1.
MORAIS, Adriano G. Criação e Desvio de Comércio no MERCOSUL e no Nafta. 2005. 88 p. Dissertação (Mestrado em Economia)- Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Universidade de São Paulo: São P aulo, 2005.
PIANI, Guida; KUME, Honorio. Fluxos bilaterais de comércio e blocos regionais: uma
aplicação do modelo gravitacional. Pesquisa e Planejamento Econômico, Rio de Janeiro, v.
30, n.1, p. 1-21, abril, 2000.
ROMANATTO, Eduiges. Análise de clusters e aplicação do modelo gravitacional aos
fluxos de comércio do Estado de Goiás. Indicadores Econômicos FEE, 2011, 39.2.
SARTORIS, Alexandre. Estatística e introdução à econometria; Introduction to Statistics and Econometrics. 2008.
SAVAGE, I. R.; DEUTSCH, K. W.A statistical model of the gross analysis of transactions
flows. Econometria, v. 28, n.3, p. 551-572, July 1960.
SILVA, M. V. B.; JUSTO, W. R.; MAGALHÃES, A. M. Comércio interestadual e
internacional do Brasil e do nordeste: uma abordagem do modelo gravitacional, 2004.
URL http://www. bnb. gov. br/content/ETENE/Anais/docs/2004comerciointerestadual. pdf.[Links], 2010.
32
ANEXOS
ANEXO A – Indústrias de Transformação – CNAE 2.0
Divisão Descrição
10 Fabricação de produtos alimentícios. 11 Fabricação de bebidas.
12 Fabricação de produtos do fumo. 13 Fabricação de produtos têxteis.
14 Confecção de artigos do vestuário e acessórios.
15 Preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados. 16 Fabricação de produtos de madeira.
17 Fabricação de celulose, papel e produtos de papel. 18 Impressão e reprodução de gravações.
19 Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis. 20 Fabricação de produtos químicos.
21 Fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos. 22 Fabricação de produtos de borracha e de material plástico. 23 Fabricação de produtos de minerais não metálicos. 24 Metalurgia.
25 Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos. 26 Fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos. 27 Fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos.
28 Fabricação de máquinas e equipamentos.
29 Fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias.
30 Fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores. 31 Fabricação de móveis.
32 Fabricação de produtos diversos.
33 Manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE
33
ANEXO B – Descrição dos Produtos por Seção de NCM (Continua)
Seção Descrição do Produto
16 Preparações de carne, de peixes ou de crustáceos, de moluscos ou de outros invertebrados aquáticos.
17 Açúcares e produtos de confeitaria. 18 Cacaue suas preparações.
19 Preparações à base de cereais, farinhas, amidos, féculas ou leite; produtos de pastelaria. 20 Preparações de produtos hortícolas, de frutas ou de outras partes de plantas.
21 Preparações alimentícias diversas. 22 Bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres.
23 Resíduos e desperdícios das indústrias alimentares; alimentos preparados para animais.
27 Combustíveis minerais, óleos minerais e produtos da sua destilação; matérias betuminosas; ceras minerais.
28 Produtos químicos inorgânicos; compostos inorgânicos ou orgânicos de metais preciosos, de elementos radioativos, de metais das terras raras ou de isótopos.
29 Produtos químicos orgânicos. 30 Produtos farmacêuticos. 31 Adubos (fertilizantes).
32 Extratos tanantes e tintoriais; taninos e seus derivados; pigmentos e outras matérias corantes; tintas e vernizes; mástiques; tintas de escrever.
33 Óleos essenciais e resinóides; produtos de perfumaria ou de toucador preparados e preparações cosméticas.
34 Sabões, agentes orgânicos de superfície, preparações para lavagem, preparações lubrificantes, ceras artificiais, ceras preparadas, produtos de conservação e limpeza, velas e artigos semelhantes, massas ou pastas para modelar, "ceras para dentistas" e composições para dentistas à base de gesso. 35 Matérias albuminóides; produtos à base de amidos ou de féculas modificados; colas; enzimas. 36 Pólvoras e explosivos; artigos de pirotecnia; fósforos; ligas pirofóricas; matérias inflamáveis. 37 Produtos para fotografia e cinematografia.
38 Produtos diversos das indústrias químicas. 39 Plásticos e suas obras.
40 Borracha e suas obras.
41 Peles, exceto as peles com pelo, e couros.
42 Obras de couro; artigos de correeiro ou de seleiro; artigos de viagem, bolsas e artefatos semelhantes; obras de tripa.
43 Peles com pelo e suas obras; peles com pelo artificial. 44 Madeira, carvão vegetal e obras de madeira.
45 Cortiça e suas obras.
46 Obras de espartaria ou de cestaria.
47 Pastas de madeira ou de outras matérias fibrosas celulósicas; papel ou cartão para reciclar (desperdícios e aparas).
48 Papel e cartão; obras de pasta de celulose, de papel ou de cartão.
49 Livros, jornais, gravuras e outros produtos das indústrias gráficas; textos manuscritos ou datilografados, planos e plantas.
50 Seda.
51 Lã, pelos finos ou grosseiros; fios e tecidos de crina. 52 Algodão.
53 Outras fibras têxteis vegetais; fios de papel e tecidos de fios de papel.
54 Filamentos sintéticos ou artificiais; lâminas e formas semelhantes de matérias têxteis sintéticas ou artificiais.
55 Fibras sintéticas ou artificiais, descontínuas.
56 Pastas (ouates), feltros e falsos tecidos; fios especiais; cordéis, cordas e cabos; artigos de cordoaria. 57 Tapetes e outros revestimentos para pisos (pavimentos), de matérias têxteis.
58 Tecidos especiais; tecidos tufados; rendas; tapeçarias; passamanarias; bordados.
59 Tecidos impregnados, revestidos, recobertos ou estratificados; artigos para usos técnicos de matérias têxteis.
60 Tecidos de malha.
34
ANEXO B – Descrição dos Produtos por Seção de NCM ( Conclusão)
Seção Descrição do Produto
62 Vestuário e seus acessórios, exceto de malha.
63 Outros artefatos têxteis confeccionados; sortidos; artefatos de matérias têxteis, calçados, chapéus e artefatos de uso semelhante, usados; trapos.
64 Calçados, polainas e artefatos semelhantes; suas partes. 65 Chapéus e artefatos de uso semelhante, e suas partes.
66 Guarda-chuvas, sombrinhas, guarda-sóis, bengalas, bengalas-assentos, chicotes, pingalins, e suas partes.
67 Penas e penugem preparadas e suas obras; flores artificiais; obras de cabelo. 68 Obras de pedra, gesso, cimento, amianto, mica ou de matérias semelhantes. 69 Produtos cerâmicos.
70 Vidro e suas obras. 72 Ferro fundido, ferro e aço.
73 Obras de ferro fundido, ferro ou aço. 74 Cobre e suas obras.
75 Níquel e suas obras. 76 Alumínio e suas obras.
77 (Reservado para uma eventual utilização futura no Sistema Harmonizado) 78 Chumbo e suas obras.
79 Zinco e suas obras. 80 Estanho e suas obras.
81 Outros metais comuns; ceramais (cermets); obras dessas matérias.
82 Ferramentas, artefatos de cutelaria e talheres, e suas partes, de metais comuns. 83 Obras diversas de metais comuns.
84 Reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, e suas partes.
85 Máquinas, aparelhos e materiais elétricos, e suas partes; aparelhos de gravação ou de reprodução de som, aparelhos de gravação ou de reprodução de imagens e de som em televisão, e suas partes e acessórios.
86 Veículos e material para vias férreas ou semelhantes, e suas partes; aparelhos mecânicos (incluindo os eletromecânicos) de sinalização para vias de comunicação.
87 Veículos automóveis, tratores, ciclos e outros veículos terrestres, suas partes e acessórios. 88 Aeronaves e aparelhos espaciais, e suas partes.
89 Embarcações e estruturas flutuantes.
90 Instrumentos e aparelhos de óptica, de fotografia, de cinematografia, de medida, de controle ou de precisão; instrumentos e aparelhos médico-cirúrgicos; suas partes e acessórios.
91 Artigos de relojoaria.
92 Instrumentos musicais; suas partes e acessórios.
94 Móveis; mobiliário médico-cirúrgico; colchões, almofadas e semelhantes; aparelhos de iluminação não especificados nem compreendidos noutros Capítulos; anúncios, cartazes ou tabuletas e placas indicadoras, luminosos e artigos semelhantes; construções pré-fabricadas.
35
ANEXO C - Variáveis Aplicadas no Modelo
Estados Produtos em R$ População PIB Distância - km
Alagoas 256.017,20 3.120.494 24.574.808,01 1.075 Amazonas 197.980,36 3.483.985 59.779.291,83 5.763 Bahia 114.405.680,48 14.016.906 154.340.457,56 1.389 Goiás 3.704.425,46 6.003.788 97.575.930,34 2.482 Maranhão 47.768.442,77 6.574.789 45.255.942,46 1.070 Minas Gerais 35.765.631,69 19.597.330 351.380.905,10 2.528 Pará 38.947.621,65 7.581.051 77.847.596,51 1.610 Paraíba 60.729.170,69 3.766.528 31.947.058,52 688 Paraná 977.364,01 10.444.526 217.289.676,60 3.541 Pernambuco 144.606.398,06 8.796.448 95.186.714,09 800 Piauí 163.774.427,99 3.118.360 22.060.161,22 634 Rio de Janeiro 34.458.423,31 15.989.929 407.122.793,76 2.805
Rio Grande do Norte 133.212.488,32 3.168.027 32.338.894,71 537
Rio Grande do Sul 988.313,20 10.693.929 252.482.596,81 4.242
Santa Catarina 2.827.497.95 6.248.436 152.482.338,11 3.838
São Paulo 168.617.911,10 41.262.199 1.247.595.927,00 3.127
Sergipe 32.429.310,00 2.068.017 23.932.155,33 1.183
Total 983.667.104,24