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Samhandling bidrar til utvikling

A nona aula de regência, lecionada ao nono ano de escolaridade no dia vinte e três de abril de dois mil e doze, incidiu sobre a “Reconstrução e política de blocos.”, da unidade “1 – O mundo saído da guerra”, do tema “K – Do segundo após-guerra aos desafios do

nosso tempo” e foi planificada com o objetivo de articular a abordagem dos conteúdos

temáticos com a recolha de dados pertinentes para apoiar a temática do presente relatório final.

Utilizei como motivação para a aula uma fotografia, selecionada de um manual de História de nono ano (História 9, 2005), onde foi utilizada na página de abertura (cf. Anexo 3.9) da unidade acima identificada. Na legenda que acompanha esta fotografia pode ler-se “A Europa saída da guerra” mas não são apresentados mais nenhuns outros dados sobre a fotografia (autor, data e local da sua realização), elementos que consideramos essenciais para a sua análise e contextualização, quer em contexto escolar, quer no âmbito deste relatório.

Apesar da ausência das informações anteriormente enunciadas, privilegiamos a apresentação da referida fotografia na aula, partindo do pressuposto de que a opção dos autores do manual escolar em inseri-la na abertura da unidade a abordar, assim como a respetiva legenda, nos garantiam a fiabilidade necessária.

Com a finalidade de apoiar metodologicamente a nossa intervenção com a fotografia acima descrita, procedemos a uma análise da bibliografia disponível sobre utilização da fotografia na sala de aula e socorremo-nos, em particular, das sugestões apresentadas por Frederick Drake e Lynn Nelson na obra Engagement in Teaching History (2005). Segundo os autores «there are numerous ways to use images in your classroom instruction. Some

teachers display an image such as a photograph and then explain the meaning of the photograph to their students» (2005, p.179). E, das três propostas de trabalho por eles

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apresentadas, adaptamos, para a elaboração do nosso Guião de Exploração da Fotografia (cf. Anexo 3.10), as seguintes questões:

- “Write down five adjectives to describe this person and/or this person’s way of living”;

- “What title would you give this portrait?”; - “When was this photograph taken?”;

- “What does this photograph tell us about people’s live?” (idem, p. 180 e 184). A partir de uma observação orientada da fotografia (cf. Anexo 3.11), associada ao preenchimento do guião, conseguimos recolher as ideias tácitas dos alunos sobre as consequências da Segunda Guerra Mundial e obter a sua opinião sobre a(s) mensagem(ns) explícita(s) e implícita(s) nesta fotografia.

Após a análise das respostas ao guião de exploração, podemos afirmar que os alunos revelaram uma boa capacidade de observação, pelo número de elementos da fotografia que identificaram, pelas razões a seguir apresentadas (cf. Anexo 3.12).

As questões 1., 3. e 4. correspondem a três momentos distintos de observação da fotografia. A questão 1. O que vês na fotografia?, corresponde ao primeiro momento de observação de uma pequena parte da fotografia que previamente havíamos selecionado, a questão 3. O que se passa agora?, corresponde ao segundo momento em que desvendamos um pouco mais dessa fotografia e na questão 4. Que mais podemos observar?, terceiro momento, revelamos a fotografia na sua totalidade (cf. Anexo 3.11).

No primeiro momento: i) 43% dos alunos indicou a presença de uma senhora sentada e alguns alunos referiram cumulativamente outros aspetos, como por exemplo: senhora idosa, senhora com mala ou ainda senhora a posar; ii) 54% dos alunos assinalou a presença de um painel/tela; e iii) 72% mencionou a existência de uma casa/castelo/palácio.

No segundo momento de observação: i) a atenção de 39% alunos recai sobre o fotógrafo a fotografar a senhora; ii) 11% já referem que alguém está a tirar uma fotografia ao fotógrafo; iii) 43% dos alunos continua a assinalar a presença do painel/tela.

No último momento de observação, em que os alunos visualizaram a fotografia na íntegra, a sua atenção foi dirigida para o cenário de destruição da cidade e alguns pormenores como a neve. Curiosamente, o elemento que se mantém nas respostas dos alunos é a referência ao painel que para alguns alunos é ilusório.

Pelo exposto, podemos concluir que a opinião dos alunos foi condicionada pelos diferentes momentos de observação da fotografia, com evidentes repercussões na interpretação da mesma.

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De seguida os alunos deveriam indicar adjetivos que qualificassem os sentimentos que a fotografia lhes despertou. As respostas foram muito diversificadas e podemos elencar um grande número de adjetivos/sentimentos, nomeadamente: alegria, felicidade,

indiferença, ironia, pena, pobreza, solidão e tristeza, sendo este último o mais

frequentemente indicado.

Também constatamos que 39% dos alunos indicaram, no momento da primeira observação, sentimentos de natureza neutra ou positiva e alteraram a sua opinião para sentimentos de natureza negativa na observação final, como por exemplo de “felicidade e bem-estar passaram para ilusão e tristeza” ou de “paz e tranquilidade para guerra e ironia (cf. Anexo 3.13).

No que concerne à contextualização histórica do momento da fotografia, os alunos não demonstraram dificuldades, pois obtivemos 71% de respostas corretas à questão 6., a saber: Situa no tempo o momento que a fotografia retrata.

Quando solicitamos aos alunos que expressassem a sua opinião sobre o sentido/mensagem desta fotografia (Questão 8.), muitas respostas apontam para a função da fotografia enquanto representação da realidade e, como esta era de devastação, para a ação do fotógrafo na sua substituição pelo cenário, criando, assim, uma realidade outra, uma outra encenação, uma outra perspetiva.

Há respostas que mencionam as consequências para a população europeia do conflito mundial e outras incluem juízos de valor sobre as atitudes que devemos adotar em momentos de dificuldade «Apesar de nem tudo ser perfeito à nossa volta, podemos sempre

fazer com que mude, basta a pessoa querer.» e «Que tudo pode ter um outro sentido se nós próprios o quisermos, e que o que os olhos conseguem ver nem sempre demonstram o que o coração sente.» (cf. Anexo 3.14).

Para avaliar a implementação desta atividade os alunos preencheram uma ficha de avaliação da aula (cf. Anexo 3.15), da qual salientamos as respostas dadas à questão 4. (Numa escala de 1 a 5 como avaliarias o recurso à fotografia para construção do

conhecimento histórico?) e 5. (Em tua opinião, a exploração da fotografia serviu para…).

Relativamente à utilização da fotografia na construção do conhecimento histórico a apreciação dos alunos foi satisfatória, tendo em conta que nenhum aluno da turma do 9.º ano indicou níveis inferiores a três (Gráfico 3.4).

Pela análise das respostas é possível constatar que a fotografia auxiliou os alunos na compreensão histórica contextualizada. Contribuiu para a compreensão da realidade que a fotografia retrata, bem como, para a reflexão sobre as condições de vida das pessoas no

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pós-guerra (Cf. Anexo 3.16) e a tentativa de (re)criar uma vida melhor, nem que fosse através de um retrato com um pano de fundo mais idílico e ilusório.

Gráfico 3.4 – Avaliação do uso da fotografia na nona aula de regência de História, 9.º H.