5. DRØFTING
5.1. Samarbeid mellom skolen og andre instanser
Responsável por traduções da Odisseia e da Ilíada (publicadas, respectivamente, em 1960 e 1962) o médico, poeta e tradutor (também maranhense) Carlos Alberto Nunes (que, entretanto, morou no interior e na capital de São Paulo a maior parte de sua vida), é dono de vasta obra tradutória, incluindo-se a Eneida, de Virgílio, vertida do latim, os Diálogos de Platão, vertidos (assim como as épicas homéricas) do grego, o teatro completo de Shakespeare e peças teatrais de J. W. Goethe e de Friedrich Hebbel, traduzidas do alemão. Escreveu, também, diversas obras originais de poesia e drama, entre elas a epopeia (em versos decassílabos) Os brasileidas, publicada em 1938, da qual citamos, em seguida, os versos iniciais (a fim de que se perceba que, embora em decassílabos, o poema se faz com constante uso de enjambement, aparentemente sem compromisso com a síntese):
Musa, canta-me a régia poranduba das bandeiras, os feitos sublimados dos heróis que o Brasil plasmar souberam través do Pindorama, demarcando
nos sertões a conquista e as esperanças.111
111 NUNES, C. A. Os brasileidas (Epopeia nacional em nove cantos e um epílogo). São Paulo:
108 Cite-se, pela pertinência em se incluir o ponto de vista do autor acerca da poesia épica, à qual dedicou grande parte de seu empenho criador e recriador, algo de seu peὀὅἳmeὀtὁ ὅὁἴὄe “ὁ lugἳὄ dἳ pὁeὅiἳ épiἵἳ ὀἳ liteὄἳtuὄἳ mὁdeὄὀἳ”, expὁὅtὁ em eὀὅἳiὁ publicado na edição de Os brasileidas:
A epopeia, como gênero literário, não está morta, nem pertence aos museus da literatura. O exemplo do escritor cretense [Nikos Kazantzakis, autor de nova Odisseia] é decisivo para demonstrar a possibilidade da criação, em nossos dias, de uma epopeia heróica, ao mesmo tempo clássica e revolucionária, tendo se revelado como carecente de base a tentativa dos teóricos e doutrinadores de fechar caminhos para a atividade da imaginação criadora [...] 112
E inclua-se, também, uma apreciação sua, integrante dἳὅ “ἠὁtἳὅ de um tὄἳdutὁὄ de ώὁmeὄὁ”, a respeito da poesia homérica, como um meio de se observar sua crença de ὃue ἳ tὄἳduçὤὁ pὁde ἳpὄὁximἳὄ épὁἵἳὅ e ἵultuὄἳὅ diveὄὅἳὅ, pelἳ pὁeὅiἳ “iὀfuὅἳ dὁὅ pὁemἳὅ de ώὁmeὄὁ”μ
Sempre fui de parecer que até para os menos iniciados os poemas de Homero podem constituir ocasião de deleite; não foi por acaso que esses dois monumentos inigualáveis atravessaram milênios sem perder o frescor dos primeiros tempos [...] Atrever-me-ei a dizer que até mesmo as pessoas mais imbuídas de prevenção contra a literatura clássica não poderão deixar de sentir a poesia infusa dos poemas de Homero, se se entregarem à leitura honesta dessas criações sem par: em pouco tempo se sentirão empolgadas pela verdade eterna que se irradia daquele mundo de poesia. Onde quer que abramos Homero, o sol bate sempre em cheio. A sua poesia não é de ontem nem de hoje, porém eterna; à medida que se afasta que se afasta no tempo, liberta-se dos liames da contingência humana, para refletir em sua estrutura límpida os traços das criações universais. [...]113
112 NUNES, C. χέ “Eὀὅἳiὁ ὅὁἴὄe ἳ pὁeὅiἳ épiἵἳ”έ Iὀμ Os brasileidas – epopeia nacional. São Paulo:
Melhoramentos, 1962, p. 14.
113 Idemέ “ἠὁtἳὅ de um tὄἳdutὁὄ de ώὁmeὄὁ”έ Iὀμ Revista da Academia Paulista de Letras. São Paulo: s.
109 Algo importante acerca de suas concepções relativas à tarefa da tradução pode ser depreendido do seguinte trecho de suas ὄefeὄidἳὅ “ἠὁtἳὅ”114:
[...] até mesmo as divergências remanescentes, que tanto acirram os ânimos nos arraiais da Filologia, redundam em vantagem para o tradutor, pela variedade daí decorrente, que lhe proporciona maior amplitude de movimentos. Um exemplo, entre muitos: diante do epíteto Argeiphontes, em referência a Hermes, encontrado na Odisseia, terá o tradutor que optar, rapidamente, entre várias interpretações: “mἳtἳdὁὄ de χὄgὁὅ” – numa etimologia forçada, mas que vem da antiguidade – “ἴὄilhἳὀte” e váὄiἳὅ ὁutὄἳὅέ ἥe ὅe ὄeὅὁlveὄ pelἳ pὄimeiὄἳ, empὄegἳὄá, ἵὁm tὁdἳ ἵeὄtezἳ, ὁ ὀeὁlὁgiὅmὁ “χὄgiἵidἳ”, ὁ ὃue ὁ ὁἴὄigἳὄá ἳ umἳ ὀὁtἳ pἳὄἳ eluἵidἳçὤὁ de um mito tardio e de pouca ou de nenhuma significação no mundo helênico; na segunda hipótese, falará linguagem simples, mas, por isso mesmo, mais de acordo com as características do estilo homérico; o leitor não perceberá o obstáculo e prosseguirá empolgado pela beleza dos poemas imortais. (p. 145)
Como se pode notar, Nunes antepõe-se a formulações que possam dificultar a leitura fluente da tradução de Homero, abolindo o uso de notas (“χὁ puἴliἵἳὄ ὁ textὁ dἳ tradução portuguesa daqueles poemas, deixei-o desacompanhado de notas, já por afagar a esperança de que conseguiria infundir-lhe uma parcela da beleza original [...]) (pp. 141-142). A dicção de sua obra tradutória aponta, portanto, para uma pretendida oposição ao modo como Odorico realizara seu intento; ao optar pὁὄ “umἳ liὀguἳgem ὅimpleὅ” (ὁpçὤὁ ἴἳὅeἳdἳ, tἳmἴém, em ὅuἳ viὅὤὁ dὁ textὁ hὁméὄiἵὁ ἵὁmὁ dὁtἳdὁ de ὅimpliἵidἳde), ἴuὅἵἳ fἳvὁὄeἵeὄ ἳ fὄuiçὤὁ dἳ ὁἴὄἳ pelὁ leitὁὄ ἳ ὃue ὅe diὄigeέ ϊiz eleμ “em geral, as notas que acompanham as traduções valem como trabalho à parte, que servem para revelar os fundamentos filológicos de seus autores. Não é um trabalho dessa natureza que me proponho neὅὅe mὁmeὀtὁέ” (p. 144)
Sobre sua versão da obra teatral de Shakespeare e a recepção crítica por ela obtida, diz Marcia A. P. Martins115:
114 Outras observações de C. A. Nunes sobre tradução serão citadas oportunamente, durante as primeiras
iniciativas de análise de fragmentos da obra homérica.
115“χ ἦὄἳduçὤὁ dὁ dὄἳmἳ ὅhἳkeὅpeἳὄiἳὀὁ pὁὄ pὁetἳὅ ἴὄἳὅileiὄὁὅ”έ In: revista Ipotesi. v. 13, n. 1, jan./jul.
110 [Carlos Alberto Nunes] dedicou-se durante a década de 1950 a um projeto grandioso: a tradução de todas as comédias, tragédias e dramas históricos de Shakespeare para o português.
[...] A recepção crítica do trabalho de Nunes pode ser avaliada pelos comentários de alguns tradutores e críticos. Eugênio Gomes elogiou o trabalho de Nunes, que considerou de grande envergadura e, de modo geral, consciencioso e seguro, “ἵἳpἳz de impὁὄ-se como verdadeiro modêlo do que deverá ser uma tradução brasileira de Shἳkeὅpeἳὄe” (ἕἡεEἥ, 1λἄ1, pέ ἄκ)έ [έέέ]
Para Nelson Ascher, tradutor e crítico, Nunes é um tradutor erudito e rigoroso, com sua busca por manter o esquema métrico do original, enquanto que na avaliação da especialista em estudos shakespearianos Margarida Rauen (1993) as traduções de Nunes são difíceis de ler, por causa do seu estilo ornamentado e grandiloquente, e por observarem as normas da linguagem escrita, tão diferentes daquelas da linguagem oral. Barbara Heliodora, por sua vez, criticou-lhe o excesso de inversões, que inviabilizam o uso da sua tradução no palco (1997).
É possível observar que, enquanto o comentário de Ascher deixa transparecer uma concepção de traduções shakespearianas que valoriza a manutenção das características formais observadas no texto de partida, as duas apreciações ὅeguiὀteὅ evideὀἵiἳm umἳ ἵὁὀἵepçὤὁ de “fidelidἳde” ἳ ἥhἳkeὅpeἳὄe ὃue pὄeὅὅupõe a preservação da sua função teatral, para a qual contribuem uma dicção e uma sintaxe adequadas a um texto que se destina primordialmente à fala e, não, à leitura.
Pὁὄ fim, em ὅeu ἳὄtigὁ “ἔiguὄἳ em miὀhἳ líὀguἳμ dἳ tὄἳduçὤὁ em veὄὅὁ dὁ veὄὅὁ dramático de William Shakespeare, um projeto para Ricardo III” (ἀίίἅ), ὁ dramaturgo e tradutor de textos teatrais Marcos Barbosa de Albuquerque considera Nunes um tὄἳdutὁὄ ἴὄilhἳὀte, emἴὁὄἳ “ἴastante particular em sua escolha de pἳlἳvὄἳὅ e vἳὅtὁ ὀὁ empὄegὁ de iὀveὄὅõeὅ e de mἳlἳἴἳὄiὅmὁὅ ὅiὀtátiἵὁὅ”, eὅtilὁ ὃue tem sido recorrentemente tachado de arcaizante pela crítica. (2009: 35)
Tendo alcançado relativa popularidade, suas traduções da épica greco-latina foram publicadas com significativa tiragem, em edições de bolso. Sobre essas traduções, diz Haroldo de Campos:
No que respeita à tradução de Carlos Alberto Nunes, embora não se possa enquadrar na categoὄiἳ dἳ ‘tὄἳὀὅἵὄiἳçὤὁ’ (teὄmὁ ὃue é líἵitὁ ἳpliἵἳὄ, ὅem exἳgeὄὁ, ἳ ἡdὁὄiἵὁ, ὀὤὁ ὁἴὅtἳὀte ὁὅ eveὀtuἳiὅ ‘deὅὀíveiὅ’ ὃue pὁὅὅἳm ἳfetἳὄ ὁ ὄeὅultἳdὁ
111 estético de seu projeto tradutório), estamos diante de uma empreitada incomum, que merece, como tal, respeito e admiração. Desde logo pelo fôlego do tradutor, que levou a cabo a transposição integral, em versos, para o português, de ambos os extensos poemas. Num outro plano, o prosódico, pela interessante solução (louvada por Mário Faustino, se bem me lembro) de buscar num verso de dezesseis sílabas o equivalente, em métrica vernácula, do hexâmetro (verso de seis pés) homérico. O resultado, para o nosso ouvido, embora relente um pouco o passo do verso, aproximando-o da prosa ritmada, é uma boa demonstração de que não assistia razão a Mattoso Câmara Jr., quando impugnava a ac1imatação do verso de medida longa em português, considerando-ὁ ‘iὀteiὄἳmeὀte ἳὀômἳlὁ’ em ὀὁὅὅἳ língua (Mattoso referia-se à adoção de um verso de quinze sílabas por Fernando Pessoa, em sua tradução de The Raven, de E. A. Poe). A prática de Carlos Alberto Nunes, sustentando com brio, por centenas de versos, essa medida, contesta eloquentemente aquela restrição normativa. No que se refere à linguagem, todavia, não é um empreendimento voltado para soluções novas, com a estampa da modernidade. Trata-se, antes, de uma tradução acadêmica, de pendor ‘ἵlἳὅὅiἵizἳὀte’, ὃue ὄetὄὁἳge eὅtiliὅtiἵἳmeὀte ὀὁ tempὁέ116
Um aspecto da obra tradutória de Nunes – já mencionado na referência a avaliação de Nelson Ascher, relativa a suas traduções de Shakespeare – é a preocupação de correspondência rítmico-métrica com o original, e, portanto, a importância por ele atribuída aos padrões formais do texto que se traduz. Frequentemente assinalada por seus críticos, a característica de recriação do aspecto métrico costuma ser contraposta – como o fez Campos – ao que seria um conservadorismo da linguagem. Para Martins,
referindo-se a sua versão da obra shakespeariana, suas traduções são
conservadoras no que diz respeito tanto às poéticas que vinham surgindo no sistema literário brasileiro [à época em que realizou o trabalho, quando se desenvolvia o movimento da vanguarda concretista na poesia], como à maneira de se traduzir Shakespeare: como um autor de linguagem elevada, que exigiria rebuscamento sintático e lexical. (2009: 35)
112 Parece-me bastante discutível a noção de que a opção tradutória teria de estar viὀἵulἳdἳ àὅ “pὁétiἵἳὅ ὃue viὀhἳm ὅuὄgiὀdὁ [έέέ]”, e, tἳmἴém, de ὃue ἳ ideiἳ dἳ ὁἴὄἳ de Shakespeare como dotada de linguagem elevada implique, necessariamente, conservadorismo.
A importância atribuída por Nunes, no plano formal, à observância do esquema métrico em tradução evidencia-se nesta sua referência à épica grega:
Firmemos, portanto, mais uma característica do estilo épico: a uniformidade do veὄὅὁέ “ώὁmeὄὁ emeὄge dἳ ἵὁὄὄeὀte dἳ vidἳ”, diz ἥtἳigeὄ, “e ὅe ἵὁὀὅeὄvἳ imóvel em face do mundo exterior; contempla as coisas de um certo ponto de vista, por uma determinada perspectiva. Esta é condicionada pelo ritmo de seus versos, sendo elἳ ὃue lhe ἳὅὅeguὄἳ ἳ ideὀtidἳde, ὁ pὁὀtὁ fixὁ ὀὁ fluxὁ peὄmἳὀeὀte dἳὅ ἵὁiὅἳὅ”έ É essa condição que permite ao poeta conservar a serenidade em face dos acontecimentos relatados. Interpretando o hexâmetro em termos da métrica portuguesa, veremos que se trata de um verso longo, de dezesseis sílabas, paroxítono, com acento predominante na 1ª, 4ª, 7ª, 10ª, 13ª e 16ª sílabas e discreta cesura depois do terceiro pé:
Ouve-me, Atena, também,/ nobre filha de Zeus poderoso!
Quando o poeta se afasta desse paradigma, para introduzir duas pausas no verso, que o dividem em três porções quase iguais, de regra volta no verso subsequente a cair no ritmo inicial, que é o predominante em todo o recitativo:
Dá que possamos/ cobertos de glória / voltar para as naves,
pós grande feito acabarmos / que há de lembrar sempre aos Teucros!
Nas traduções esse esquema não é observado com rigor, notando-se, ainda, a tendência para variar de ritmo, pelo deslocamento das pausas dentro do verso, com o que se evita a monotonia, de possível desagrado para o ouvido moderno. Mas com isso padece o estilo épico em uma de suas características essenciais. [...] (1962: 38-39)
ώá, ὀὁ eὀtἳὀtὁ, em ὄelἳçὤὁ à ὁpçὤὁ, de ἠuὀeὅ, de “fidelidἳde” ἳὁ eὅὃuemἳ rítmico-métrico do texto-fonte, discussões acerca da qualidade de seu resultado estético.
113 Sobre o sistema praticado pelo tradutor em suas versões da épica virgiliana, defende-o ἡlivἳ ἠetὁ (ὃue, ὀὁ eὀtἳὀtὁ, tἳmἴém ἳpὁὀtἳ, ὀὁ ἳὅpeἵtὁ dἳ liὀguἳgem, ὁ “defeitὁ” dὁ “léxiἵὁ ἴeletὄiὅtἳ” empὄegἳdὁ pὁὄ ἠunes):
[...] Carlos Alberto Nunes quis reproduzir o hexâmetro datílico [...] A bem dizer, ὃuἳὀdὁ ὅe diz “1ἄ ὅílἳἴἳὅ” [ὃuἳὀtidἳde ὃue ὅe ἳtὄiἴui ἳὁ veὄὅὁ uὅἳdὁ pὁὄ ἠuὀeὅ], está-se de fato a contá-las até a última sílaba tônica, como se faz na métrica portuguesa hoje, o que revela que se levou em conta a dimensão do verso, que é então muito longo, em vez privilegiar-se a célula datílica, que, sendo o que ritmicamente se impõe, era o que o tradutor tinha em mente. Na leitura rítmica, é secundária a dimensão do verso, já que os dátilos se sucedem verso após verso, não tendo tanta importância aqui a quebra deles, ou seja onde terminam, isto é, a dimensão. Está-se a criticar a tradução de Carlos Alberto Nunes não pelos defeitos intrínsecos que decerto possui, como a meu ver entre outros, o léxico beletrista, mas porque não fez, segundo cada crítico, ou o que Odorico Mendes ou que Barreto Feio fizeram, o que é extrínseco. [...] (2007: 82-83)
O esquema métrico adotado por Nunes é objeto de comentário de Medina Rodrigues, que questiona sua pertinência, embora, em referência genérica a seu tὄἳἴἳlhὁ, ὄefὁὄἵe ὁ juízὁ ἳpἳὄeὀtemeὀte ἵὁὀὅeὀὅuἳl de ὅeὄ ele um “meὄitὁὅὁ tὄἳdutὁὄ”μ
O hexâmetro de Homero tem seis pés, com predomínio do dáctilo, como em nossas proparoxítonas. Carlos Alberto Nunes, incansável e meritoso tradutor, levou isso a sério. Em suas versões da Ilíada e da Odisseia, procurou ajeitar o português em compassos ternários para imitar o original [...]
Certamente, o tradutor sabia que os compassos ou pés de Homero não privilegiam sílabas tônicas e átonas, mas longas e breves, que, aliás, não existem em línguas que falamos. Privilegiando a estrutura silábica, naquilo que pôde, o tradutor imitou uma técnica, sem levar-lhe em conta o efeito, a saber, aquela velocidade colorida que Homero consegue com o hexâmetro grego e que a tradução de Carlos Alberto Nunes não consegue com o hexâmetro português, por ser este muito pesado, lento. É a ilusão aritmética da semelhança formal, que não percebe que técnicas idênticas levam a efeitos distintos.
[...] enquanto Odorico estava preocupado em traduzir efeitos ou sentidos, Carlos Alberto Nunes se preocupou em traduzir basicamente a forma, ou, mais
114 precisamente, como querem alguns, a fôrma, os esquemas retóricos, prosódicos, os epítetos, a frase oralizada etc. (2000: 50-51)
O aspecto particular – e tão relevante – da tarefa empreendida por Nunes em manter a dinâmica fixa de acentuação dos versos, assim como suas peculiaridades estéticas gerais, serão, assim como as obras dos demais tradutores, analisadas oportunamente.