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Samarbeid mellom kommune­ og spesialisthelsetjenesten

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Helse­ og omsorgsdepartementet

Resultatområde 76  Samhandling, kvalitet og helseberedskap

76.1  Samarbeid mellom kommune­ og spesialisthelsetjenesten

Para terminar faz-se uma reflexão sobre o desenvolvimento da investigação e a evolução da professora como investigadora.

Apesar de se considerar que a implementação das actividades de investigação proporcionou uma experiência muito enriquecedora e gratificante para a professora e para os alunos, surgiram algumas dificuldades no decorrer deste estudo. Nas primeiras actividades, verificou-se que os alunos tinham dificuldade em acabar as actividades no tempo previsto, devido à sua extensão e à sua falta de autonomia e a professora sentiu algumas dificuldades em responder às inúmeras solicitações dos alunos. No entanto, nas actividades finais, os alunos, como já tinham desenvolvido a sua autonomia, acabaram as actividades ainda antes do tempo previsto. Outra dificuldade sentida foi na concepção das actividades; a professora teve sempre a preocupação que as actividades planificadas motivassem os alunos, fossem adequadas à sua faixa etária e permitissem cumprir o programa, de acordo com as Orientações Curriculares para as Ciências Físico – Naturais.

A professora quando leccionava, recorrendo a outra estratégia de ensino, sentia- se insatisfeita, porque tinha a percepção de que os seus alunos não adquiriam todas as competências necessárias para enfrentar a sociedade actual. Essa insatisfação e também alguma desmotivação, levaram a professora à busca de novas soluções. Com a ―descoberta‖ das actividades de investigação, como estratégia de ensino, a atitude da professora modificou-se, e ao se envolver neste processo marcou decisivamente a receptividade dos seus alunos e o seu envolvimento no processo de ensino - aprendizagem.

Antes da inicio do estudo, a professora encontrava-se receosa sobre a forma como os alunos iriam reagir a este e sobre o que iriam aprender. No entanto, este receio desapareceu após a terceira actividade. A investigadora reconheceu que os seus alunos, para além de aprenderem os conteúdos científicos, estavam a desenvolver competências que no ano anterior não tinham desenvolvido. Também trabalhavam com mais satisfação e empenho e muitas vezes, a professora, ouviu os seus alunos a dizer: ―Isto já é o toque de saída? Já passaram 90 minutos?‖ A experiência vivida ultrapassou todas as expectativas, e porque a professora a considerou muito enriquecedora e os alunos o

122 pediram, extravasou o âmbito inicial, permitindo ir para além do previsto e continuar com esta estratégia no ensino do Som, da Luz e das Ondas.

Para a realização de este estudo, a investigadora solicitou no início do ano a colaboração dos seus colegas de Estudo Acompanhado e Área de Projecto, e durante todo o estudo e após este, se estabeleceu esta colaboração, aferida no início do ano lectivo, e que foi muito útil e enriquecedora, tanto para os professores como para os alunos.

A professora ao realizar este estudo preparou-se para aprender através da sua experiência e crescer em termos de experiência profissional. De acordo com Loughran, Berry e Mulhall (2006),o grande crescimento sobre o ensinar emerge do resultado da aprendizagem a partir da experiência. Os autores salientam que esse conhecimento só é possível se os professores quebrarem a sua rotina e aplicarem estratégias centradas nos seus alunos. A aprendizagem profissional refere-se a aprender com a experiência e envolve reflexões constantes do professor sobre a sua própria prática. O aprender com base na experiência implica a construção de novos significados, olhando para uma situação com diferentes perspectivas.

Em vários momentos a professora sentiu a necessidade de se questionar sobre as mudanças que estavam a acontecer, as dificuldades que os alunos sentiam e como as ultrapassavam, a evolução das suas aprendizagens e a visão sobre a Física e a Química.

Com a realização deste estudo, a professora considerou que evoluiu na forma como geriu as suas aulas e na planificação destas, havendo uma preocupação constante em reflectir sobre o que correu bem ou mal e sobre os aspectos a melhorar. As notas de campo e o escrever sobre as suas práticas permitiram uma tomada de decisão ao nível do desenvolvimento das actividades de investigação. À medida que as actividades de investigação decorriam, a professora mostrou-se mais flexível na forma como conduziu os diferentes momentos das aulas dinamizando várias estratégias para dar resposta às situações inesperadas que foram surgindo.

A professora/investigadora acredita neste tipo de actividades. Pensa que se os professores querem contribuir para a promoção da literacia científica dos jovens, então têm que proporcionar aos seus alunos estratégias necessárias para a promover. As actividades de investigação parecem conseguir habilitar os alunos para interpretar informação científica e para a resolução de problemas da vida quotidiana.

Este trabalho, por ser uma investigação na própria prática, caracterizou-se por ter levado a professora a construir um novo conhecimento sobre o aprender a ser professor.

123 Durante a elaboração deste trabalho a professora passou por algumas situações que identificou como essenciais para que um professor de ciências possa construir o seu conhecimento sobre o ser professor. A reflexão, a pesquisa bibliográfica realizada, os vários momentos em que pode discutir com os seus parceiros e com os seus alunos, enriqueceram o seu conhecimento como professora de ciências e como pessoa. Acredita ter construído um conhecimento no que diz respeito à organização das Orientações Curriculares, à dinâmica de aulas, às diferentes estratégias de ensino que se podem implementar e ao papel dos alunos e do professor em sala de aula.

Gostaria que o presente estudo constituísse um contributo para a compreensão dos professores sobre as Orientações Curriculares para as Ciências Físico - Naturais. Os professores deparam-se com dificuldades inerentes ao que está preconizado nas mesmas, devido ao facto da sua aprendizagem se ter baseado num ensino transmissivo. Considera-se, assim, essencial a necessidade de formar os professores e incutir-lhes a ideia de que a mudança de práticas é necessária, quando o objectivo é promover a literacia científica dos alunos.

Em síntese, este trabalho contribuiu para conhecer como reagem os alunos do oitavo ano ao uso de actividades de investigação durante o ensino das Reacções Químicas, quando são planeadas de acordo com o preconizado nas Orientações Curriculares para as Ciências Físico – Naturais. Esta compreensão ajuda os professores a superar os obstáculos com que se deparam quando implementam estas novas estratégias e dá a conhecer a necessidade de modificar as práticas para que a escola não se afaste da sociedade de hoje. Este estudo constituiu um momento de confirmação das potencialidades das actividades de investigação e foi um desafio muito importante para a professora, do qual emergiu um crescimento profissional.

Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade. (Paulo Freire)

124 APÊNDICES

125 APÊNDICE A

126

1. Observem os filmes e, em grupo, elaborem algumas questões que o visionamento dos

mesmos vos suscita.

2. Realiza, individualmente, uma pesquisa que te permita responderes às questões que o

teu grupo formulou.

Recorre ao uso do teu manual, de enciclopédias e/ou à pesquisa na Internet. Podes consultar as seguintes páginas web:

- ja.wikipedia.org/wiki/pt:Reacção_química - netopedia.tripod.com/quimic/reacoes.htm - cfq8.wikispaces.com/Reacções+Químicas - profs.ccems.pt/PaulaFrota/reaccoes.htm

3. Apresenta e discute com o teu grupo, os resultados da tua pesquisa. Elaborem um

texto em que apresentem as respostas às questões que formularam na pergunta 1.

4. Apresentem o texto elaborado aos restantes elementos da turma recorrendo ao uso de

um acetato.

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