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Samarbeid mellom høgre utdanning og studieforbundene

– LIVSLANG LÆRING/FLEKSIBEL UTDANNING VED UNIVERSITET OG HØGSKOLER SOM

3.4 Samarbeid og arbeidsdeling

3.4.2 Samarbeid mellom høgre utdanning og studieforbundene

A entrevista é um procedimento utilizado na pesquisa social para coletar informações e conseguir dados que não estão disponíveis na bibliografia e não são passíveis de observação. Elas fornecem informações ricas das biografias, das experiências de vida, das opiniões, valores, atitudes e sentimentos humanos (May, 2004). Na visão de Minayo (2008), a entrevista é uma conversa entre duas pessoas, ou entre vários interlocutores, por meio da qual um deles procura obter informações acerca de um determinado assunto. Na entrevista, o pesquisador coleta dados objetivos (que podem ser obtidos também mediante fontes secundárias) e subjetivos. Estes últimos só são alcançados por intermédio da entrevista, uma vez que “se relacionam com os valores, as atitudes e as opiniões dos sujeitos entrevistados” (Boni & Quaresma, 2005, p. 72).

Como instrumento de coleta de dados e informações, as entrevistas possuem vantagens e limitações e para o investigador obter sucesso na sua pesquisa é preciso ter consciência de ambas. No que diz respeito às vantagens, a entrevista pode ser aplicada a todos os segmentos da população. É uma técnica flexível, uma vez que o entrevistador pode repetir, esclarecer e reformular perguntas para que seja melhor compreendido. O pesquisador pode também avaliar as atitudes e a conduta do entrevistado. Por intermédio da entrevista, existe a possibilidade de conseguir informações mais precisas, podendo ser aclaradas as discordâncias, imediatamente. Além disso, o surgimento de questões inesperadas pode enriquecer ainda mais o trabalho do pesquisador. Em relação às limitações, pode- se dizer que as entrevistas precisam de muito tempo para ser realizadas. O entrevistado pode ser influenciado, consciente ou inconscientemente, pelo aspecto físico do investigador, por suas atitudes, idéias e opiniões. O entrevistado precisa estar disponível para dar as informações necessárias e pode reter dados importantes, com receio de que sua identidade seja revelada (Marconi & Lakartos, 1996). Apesar dessas limitações, entre outros instrumentos qualitativos, o procedimento da entrevista mostrou-se o mais apropriado para se alcançar o objetivo proposto nesta tese.

Existem diferentes tipos de entrevistas que podem ser utilizadas conforme o objetivo do investigador. Nesta tese, optou-se pela entrevista semi-estruturada. Nela as questões são previamente definidas, mas o pesquisador está livre para ir além das respostas recebidas. Ele pode explorar profundamente os tópicos que julgar mais relevantes e assim estabelecer um diálogo com o interlocutor. Esse tipo de entrevista é muito utilizado para delimitar o volume das informações e direcionar a atenção para o tema que se pretende investigar.

Foram utilizados dois instrumentos para a coleta das informações pertinentes à esta pesquisa. O primeiro abrangeu as perguntas a respeito do domicílio, das características sociodemográficas do entrevistado e da migração. O segundo foi constituído de um roteiro para a realização da entrevista em profundidade. O roteiro foi criado para orientar e guiar o trabalho de pesquisa (ANEXO B).

O roteiro da entrevista em profundidade foi estruturado com base no objetivo da pesquisa e foi elaborado após a realização de um pré-teste nas cidades de Foz do Iguaçu, no Brasil, e Santa Rita, no Paraguai. No pré-teste foi aplicado um

questionário mais completo, que tentou captar as características

sociodemográficas de todos os moradores dos domicílios visitados. Depois da aplicação do questionário, foi realizada uma entrevista em profundidade. Com os resultados do pré-teste e a experiência em campo, o primeiro questionário foi substituído por outro mais conciso, direcionado apenas às pessoas que conheciam o cotidiano dos demais membros do domicílio, e foi dada maior prioridade à entrevista em profundidade.

Selecionar a amostra para o trabalho qualitativo exige um planejamento anterior que deve ser sistemático, mas ao mesmo tempo flexível. Tal planejamento é guiado por questões muito claras, amparadas teoricamente. Como o propósito da pesquisa qualitativa é explorar em profundidade, o investigador deve selecionar cuidadosamente os casos que tipificam ou fornecem um maior entendimento a respeito do objeto de estudo (Ulin et al, 2002, p. 59). Nessa direção, os autores destacam que as amostras proposicionais nunca devem ser confundidas com amostras convenientes. Estas últimas, motivadas pelo acesso fácil aos inquiridos, não necessariamente respondem ao propósito da pesquisa e podem enfraquecer significativamente a qualidade das informações.

Diferentemente de uma pesquisa quantitativa, cuja amostra representativa pode ser calculada mediante uma fórmula, na pesquisa qualitativa não existe um tamanho ótimo de amostra. Para Ulin et al (2002), quando as respostas dos entrevistados tornam-se redundantes, sem maiores novidades, o investigador pode sentir-se confiante de que saturou as fontes de informação.

O número de entrevistas não foi definido à priori. A quantidade não foi a principal preocupação da pesquisa e sim a diversidade com relação às respostas. Para Minayo (2008):

“Uma pergunta que freqüentemente surge sobre o uso do roteiro em campo é quanto à cientificidade desse tipo de trabalho que não segue regularidades de respostas, como no caso dos questionários. A resposta é que o investigador que trabalha com abordagem qualitativa nunca pode esquecer-se de que não estuda um somatório de depoimentos. Isso significa que a práxis compreensiva pode até utilizar critérios numéricos (número de entrevistas), mas não necessariamente será este o definidor de relevâncias, muitas vezes esclarecidas pela fala de apenas um ou de poucos interlocutores” (Minayo, 2008, p. 192).

A seleção da amostra foi intencional e a técnica da bola de neve foi utilizada para a realização das entrevistas. Tal técnica consiste em pedir às pessoas já entrevistadas que indiquem amigos, conhecidos, familiares que conheçam o fenômeno investigado e que estejam disponíveis para participar também da entrevista, formando assim uma corrente de informantes (Weiss, 1994; Ulin et al, 2002). Segundo Ulin et al (2002), o fato de esses informantes identificarem outros potenciais entrevistados torna a técnica valiosa, sobretudo em situações onde o pesquisador não conhece o campo.

A resistência por parte dos entrevistados em participar da entrevista era esperada, haja vista a ausência de documentação por parte de muitos “brasiguaios” entrevistados e às características das zonas de fronteira visitadas. Entretanto, uma vez realizada a primeira entrevista, as indicações dos futuros possíveis inquiridos foram sendo feitas naturalmente. Vale ressaltar a importante participação dos assistentes de pesquisa em Ypehjú e Salto del Guairá.