4.2 Pasientrettede utfordringer
4.2.5 Samarbeid med andre yrkesgrupper og instanser
Além dos diversos dados recolhidos ao longo da pesquisa de campo, alguns deles
analisados nas últimas páginas, várias observações de campo, anotadas no diário de pesquisa,
merecem ser apresentados na finalização deste capítulo:
1) Pesquisa: Criança parece que gosta e entende de pesquisa. Respondiam
rapidamente e com entusiasmo sobre o ato de pesquisar na primeira intervenção em sala de
aula. Além disso, a grande maioria se sentia motivada e participava dos exercícios.
2) Discutir televisão: As crianças gostavam de falar sobre televisão e não era fácil
contê-las. Sentiam-se seguras sobre o assunto o que facilitou em muito o trabalho. Mais uma
vez, a relação que têm com a TV as aproxima de tal maneira que lhes dá a sensação de
domínio do tema. Mas, nesse caso, há poucas diferenças em relação aos adultos, haja vista
que a televisão é pauta constante das conversas, se não se fala sobre ela, fala-se sobre o
conteúdo que ela disponibiliza. E, por fim, todos têm uma opinião sobre a televisão, o que
demonstra a sensação de propriedade do assunto, o que não acontece em outras temáticas,
como a política e o meio-ambiente.
3) Trabalhos em grupo e individuais: Definitivamente nos trabalhos em grupo não há
mais eloqüente ou mesmo de uma criança que se saiu melhor naquele determinado exercício e
foi seguido pelos demais. Muitas abrem mão de sua opinião pela praticidade, para o trabalho
acabar logo. Certamente, a análise de trabalhos em grupos tem uma metodologia específica
que o pesquisador não dispõe e não se arriscou a aprofundar.
4) Cuidado com os caderninhos: A distinção também aconteceu nos cuidados com os
cadernos de pesquisa. Enquanto no Pocinho era raro alguma criança esquecer o caderno e as
turmas se dedicavam aos exercícios, no Arquidiocesano vários alunos esqueciam e houve um
número muito mais expressivo de quem não fazia os exercícios em casa. Não dá para saber
exatamente como aconteceu, já que não houve um questionamento especial sobre esse
acontecimento. A postura das professoras era de empenho em todas as classes e a condução
da turma do Arquidiocesano, se era mais liberal, tratava-se, a princípio, da mesma postura
adotada nas demais atividades curriculares. Algumas especulações:
a) a falta de um discurso autoritário mais freqüente na turma B, tanto da professora
quanto do pesquisador (mas que foi importante para que as crianças encarassem a TV pela sua
relação natural, e não por uma imposição) e o uso mais regular da exigência do cumprimento
da disciplina pelas turmas A, já incorporado na escola do Pocinho e internalizado pelas suas
crianças;
b) pela própria carência, as turmas do Pocinho são orientadas a cuidarem bem do seu
material;
c) a diversidade das atividades vivenciadas pela turma do Arquidiocesano, onde, além
do currículo regular, convivem uma série de atividades extras como aulas em laboratórios de
ciência e de informática, artes e outras, faz com que as intervenções como as desta pesquisa
não tenham tanto um caráter de novidade quanto para as turmas do Pocinho e, portanto, geram
d) também pela diversidade de programas a que está exposta, a turma B tem na TV um
brinquedo sim, mas com mais opções e, quando vira ‘dever de casa’, eles deixam de encará-la
com prazer para se tornar mais uma obrigação e, portanto, sem muito interesse. As turmas A,
ao contrário, têm a televisão mais presente em seu cotidiano, cotidiano sem muitas outras
opções. E, daí, o ‘dever de casa‘ se transforma em uma nova maneira de ‘brincar’ com ela e
torna-se mais atrativo.
4) Apresentação Teatral: A turma A-1 (com uma aluna da turma A-2) fez uma
despedida para o pesquisador com uma apresentação teatral na área de recreação da escola,
durante o intervalo e com a presença de todas as turmas da escola. As crianças ‘produziram’
um programa (utilizaram uma carcaça de um aparelho de televisão), em que um apresentador
chamava as atrações que ocorriam dentro e fora da TV, em uma espécie de ‘revista
eletrônica’. Assim, houve um editorial, uma entrevista, a apresentação do grupo folclórico da
escola, tudo sendo chamado pelos ‘apresentadores’ e até um brinde com os nomes do
pesquisador e do cinegrafista que o acompanhava. Foi emocionante e gratificante. Sem
qualquer incentivo nem sugestão do pesquisador, partindo de uma iniciativa da professora e
dos estudantes, várias das falas presentes no roteiro de apresentação eram as vozes das
intervenções durante a pesquisa de campo ecoando. Pode-se dizer que, mesmo não tendo
como objetivo final, foi criada uma ZDP durante as intervenções. As crianças alteraram a
percepção de sua relação com a TV, deixando o campo de assistentes para o de produtores.
Buscaram as suas próprias referências para produzir o espetáculo, com os resultados dos
debates em sala e a apresentação de manifestação folclórica associada à sua história. E
internalizando o desconstruir e reconstruir a TV (a carcaça da TV como ‘palco’ é
sintomático!), apropriaram-se da operação externa. Há as vozes da programação rotineira da
é peculiar. O ‘outro’ da TV aparece dentro da carcaça, mas é também a criança que está ali,
idealizando e sendo idealizada por elas mesmas, fazendo sua TV, sendo parte dela, tendo ela