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Samarbeid

In document Fagområde helse og oppvekst (sider 18-21)

3.1 Krav til fagområdets avgrensning, fagmiljø og samarbeid

3.1.3 Samarbeid

Segundo Martins (2006), o primeiro passa para elaboração de um instrumento de medidas é definir o que deve ser medido e como deve ser medido. Respostas a tais perguntas podem ser obtidas pela realização de pesquisa exploratória com o objetivo de verificar os tipos de dados que realmente se referem à questão, ou constituem indicadores adequados da medida, bem como a melhor forma de obtê-los. A construção de qualquer instrumento de medidas – seja um questionário, um teste, ou outra técnica de aferição exige a observância de cuidados sem os quais não poderá ter segurança quanto aos seus resultados. O sucesso de um

instrumento de medidas é obtido quando se conseguem resultados merecedores de créditos para a solução de um problema de pesquisa ou relatório de trabalho profissional.

Desta forma, procura-se aqui apresentar, explicar, exemplificar e discutir um pouco sobre os critérios de exigências de medidas provenientes do instrumento de coleta de dados utilizado na pesquisa, e técnicas de aferição, para que se possa aceitá-lo como gerador de boa medida. Ainda que divergindo em alguns pontos, os autores são unânimes, em apontar dois critérios fundamentais de um bom instrumento de medidas: confiabilidade ou fidedignidade, e validade ou validez.

2.6.1 Confiabilidade de um Instrumento de Medida

Para Martins (2006), a confiabilidade de um instrumento de coleta de informações, teste, técnica de aferição é a sua coerência, determinada através da constância dos resultados. Em outras palavras, a confiabilidade de uma medida é a confiança que a mesma inspira.

Os instrumentos utilizados para medir fenômenos físicos, oferecem um elevado grau de confiança, devido à relativa estabilidade dos fenômenos observados. O resultado de uma série de medida de um elemento físico, em idênticas condições, fornece um elevado coeficiente de segurança, ou baixa margem de erro do aparelho de medição. Entretanto, nem sempre o mesmo acontece com relação à medição dos fenômenos sociais onde a instabilidade dos fatos e fenômenos observados dificultam a própria construção de instrumentos de aferição, pois as contínuas modificações do ambiente tornam bem mais difíceis a determinação da constância das medidas, isto é, geralmente dificultam a obtenção de um elevado grau de confiabilidade. Ainda assim, a confiabilidade de um instrumento de medição de fenômenos sociais é obtida do mesmo modo: comparação dos resultados em situações semelhantes (MARTINS, 2006).

Segundo Cozby (2003), confiabilidade de um instrumento de medição se refere ao grau em que sua repetida aplicação, ao mesmo sujeito ou objeto, produz resultados iguais. Por exemplo, ao se medir de forma constante a temperatura de uma escala climatizada, o termômetro que apresentar resultados diferentes em cada medição deve ser considerado não confiável, pois se sabe que nessas condições, não há motivo para mudança de temperatura. Se ocorrerem resultados alterados o instrumento de medidas não terá a característica de fidedignidade e seus resultados não serão confiáveis.

Ainda para Martins (2006), de uma maneira mais ampla, uma medida fidedigna é consistente e precisa porque fornece uma medida estável da variável. Em outras palavras, confiabilidade refere-se à consistência ou estabilidade de uma medida.

Existem diversas técnicas e procedimentos para avaliar a confiabilidade de um instrumento de medição, sendo que para o caso desta pesquisa a técnica utilizada foi através da análise do coeficiente alfa de Cronbach que será melhor detalhado no capítulo de metodologia deste trabalho.

2.6.2 Validade de um Instrumento de Medida

De uma forma geral a validade se refere ao grau em que um instrumento realmente mede a variável que pretende medir. Ou melhor, um instrumento é válido na medida em que mede aquilo que se propõe a medir. Por exemplo, um instrumento válido para medir a capacidade e não outras características, como por exemplo, conhecimento prévio (MARTINS, 2006).

A validade é um critério de significância de um instrumento de medidas com diferentes tipos de evidências: validade aparente, validade de conteúdo, validade de critério e validade de construto (MORON, 1998).

A validade aparente nos indica se a medida, como o próprio nome diz, aparentemente mede aquilo que pretende medir (GIL, 1999). A validade aparente não é sofisticada, avalia apenas, considerando a definição teórica de uma variável, se a medida parece, de fato, medir a variável sob estudo (MARTINS, 2006).

A validade de conteúdo se refere ao grau em que um instrumento evidencie um domínio específico de conteúdo do que pretende medir. É o grau em que a medição representa o conceito que se pretende medir (SAMPIERI, 1996).

A validade de critério estabelece a validade do instrumento de medição comparando- o com algum critério externo. Este critério é um padrão com o qual se julga a validade do instrumento. Quanto mais os resultados do instrumento de medidas se relacionam com o padrão (critério), maior é a validade de critério (KAPLAN, 1975 apud MARTINS, 2006).

A validade de construto se refere ao grau em que um instrumento de medidas se relacione com outras medidas assemelhadas derivadas da mesma teoria e conceitos que estão sendo medidos (MARTINS, 2006).

No caso desta pesquisa, verificou-se a validade de critério na medida em que se quer medir o quanto dos valores de qualidade medidos por cada instrumento de medição estão relacionados com os valores de satisfação atribuídos por cada respondente na pesquisa e, por conseguinte, constatando se a qualidade medida por cada modelo realmente se relaciona com a satisfação do cliente. Serão utilizadas as técnicas estatísticas da regressão linear simples e do coeficiente de Spearman, além do teste das diferenças entre médias para comprovar a validade dos instrumentos utilizados nesta pesquisa, que serão apresentados no capítulo de metodologia.

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