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Samandrag og konklusjon

In document Etnisitet og nynorsk (sider 32-36)

Os PCN-LE (Brasil, 1998:29) advogam que as pessoas utilizam três tipos de conhecimento – sistêmico, de mundo e de organização textual – para construir significados de natureza sociointeracional. São esses conhecimentos que compõem a competência comunicativa do aluno e o preparam para o engajamento discursivo (Brasil, 1998:29); este, por sua vez, é entendido como a capacidade de se envolver e envolver outros no discurso (Brasil, 1998:19). Em uma interação, os interlocutores projetam esses conhecimentos na construção do significado (Brasil, 1998:32) tanto para conseguirem se comunicar, quanto para saber o que esperar do discurso. Logo, os significados não estão nos textos; são construídos pelos participantes do mundo social: leitores, escritores, ouvintes e falantes (Brasil, 1998:32).

16 Os Parâmetros Curriculares Nacionais – Língua Estrangeira tratam desses três tipos de conhecimento nessa

ordem: conhecimento sistêmico, conhecimento de mundo e conhecimento da organização textual (Brasil, 1998:29)

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Uma vez que, para atingir a competência comunicativa, o aluno precisa articular e integrar os três tipos de conhecimento, é conveniente que, em sala de aula, o conhecimento sistêmico, o conhecimento de mundo e o conhecimento da organização textual sejam trabalhados e desenvolvidos priorizando essa articulação. As atividades que compõem os materiais podem enfatizar um ou outro tipo de conhecimento, porém sem deixar que os demais tipos estejam presentes e também sejam abordados e desenvolvidos.

Nos próximos parágrafos, discuto aspectos pertinentes a cada um dos três tipos de conhecimento, separadamente; o faço dessa forma apenas com a finalidade de simplificar o entendimento acerca de cada um deles.

De acordo com os PCN-LE (Brasil, 1998:29), o conhecimento sistêmico refere-se aos diferentes níveis da organização lingüística que as pessoas utilizam quando produzem enunciados, por exemplo: conhecimentos sintáticos, morfológicos, léxico-semânticos e fonético-fonológicos. É esse tipo de conhecimento que nos permite fazer escolhas gramaticais adequadas no momento da comunicação, escrita ou falada, e também que nos ajuda a compreender os enunciados a que somos expostos.

Durante o trabalho com o conhecimento sistêmico em sala de aula, o aluno encontrará pontos de convergências e divergências entre a língua materna e a língua estrangeira (Brasil, 1998:33). A aprendizagem pode tornar-se mais fácil se o professor possibilitar que o aluno se apóie nas convergências entre o conhecimento sistêmico que ele já possui sobre sua língua e a língua estrangeira. Dessa forma, o aluno poderá engajar-se no discurso mais facilmente, percebendo que a linguagem é uma prática social, por meio da qual agimos no mundo.

O conhecimento de mundo, conforme os PCN-LE (Brasil, 1998:29-30), refere-se ao conhecimento convencional que as pessoas têm sobre as coisas do mundo, isto é, seu pré- conhecimento do mundo, construído ao longo de suas experiências de vida e armazenado na memória. O engajamento discursivo, ou seja, a capacidade que deve ser desenvolvida nos alunos de se envolver e envolver os outros no discurso, pode ser dificultado pela ausência de conhecimento prévio sobre o tema a ser tratado. Portanto, é muito importante que os alunos estejam familiarizados com os temas a serem discutidos e trabalhados em classe. Isso poderá, inclusive, ajudar a compensar a ausência de conhecimento sistêmico da parte do aluno, além de fazê-lo sentir-se mais seguro para começar a arriscar-se na língua estrangeira (Brasil, 1998:33).

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Para os PCN-LE (Brasil, 1998:33), uma das grandes contribuições da aprendizagem de Língua Estrangeira reside na possibilidade de alargar os horizontes conceptuais do aluno, ou seja, expandir seus conhecimentos, expondo-o a outras visões de mundo, a outros modos de viver a vida social e política, à possibilidade de reconhecer outras experiências humanas diferentes como válidas (Brasil, 1998:30).

O terceiro tipo de conhecimento projetado na construção dos significados, segundo os PCN-LE (Brasil, 1998:31), é o conhecimento da organização textual, caracterizado pelo conhecimento que o usuário de uma língua tem sobre as rotinas interacionais que as pessoas usam para organizar a informação em textos orais e escritos. Esse conhecimento também pode ser chamado de intertextual e é de natureza convencional.

Quando nos envolvemos em uma interação, escrita ou oral, acionamos esse tipo de conhecimento para organizar a informação de maneira adequada à situação. Também, diante de uma tarefa de compreensão de um texto oral ou escrito, utilizamos nosso conhecimento intertextual como leitores ou ouvintes. O conhecimento da organização textual também pode facilitar o engajamento discursivo, em outras palavras, pode aumentar a autopercepção do aluno como ser humano e como cidadão (Brasil, 1998:15), permitindo que ele aja no mundo social, portanto, é viável que o professor parta de textos com os quais os alunos estejam familiarizados para, posteriormente, expô-los a novas formas de organizar textos orais e escritos.

Os PCN-LE (Brasil, 1998:34-35) ressaltam ainda que, em sala, além da ênfase na articulação dos três tipos de conhecimento, eles também devem ser trabalhados de maneira consciente para os alunos, pois por meio da consciência desses conhecimentos e de sua relevância para a aprendizagem, a Língua Estrangeira poderá ajudar na educação lingüística do aluno como um todo e também possibilitar que ele perceba a linguagem como um fenômeno social de natureza sociointeracional.

A unidade didática em estudo articula os três tipos de conhecimento; porém, no início, enfatiza o conhecimento de mundo; posteriormente, prioriza o conhecimento da organização textual; em seguida, foca o conhecimento sistêmico e, por fim, para produzir a propaganda escrita, os alunos integram os três tipos de conhecimento. É preciso ressaltar que algumas seções da unidade enfatizam determinados tipos de conhecimento, entretanto, os demais tipos permanecem presentes, são abordados e desenvolvidos concomitantemente.

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Essa seqüência na ênfase a cada tipo de conhecimento – de mundo, da organização textual e sistêmico – promove o desenvolvimento do aluno perante o tema estudado, a propaganda escrita. Iniciar as atividades focalizando o conhecimento de mundo do aluno permite que ele tenha os primeiros contatos com o tema, baseado em experiências que já teve ou em estudos que já realizou; é uma maneira de fazer com que o aluno relacione os conhecimentos que possui com aqueles que está prestes a construir.

Em seguida, quando o conhecimento da organização textual é priorizado, como o aluno teve o seu conhecimento acerca do assunto, trazido à tona, as atividades parecem ser compreendidas mais facilmente. Nessa etapa, novamente, primeiro a unidade traz perguntas que evocam os conhecimentos que os alunos já possuem sobre das propagandas, depois esses conhecimentos são aprofundados e o aluno tem a possibilidade de ampliar o que sabe com relação à estrutura das propagandas escritas.

Posteriormente, o conhecimento sistêmico é priorizado. Nessa fase, a unidade busca ampliar o vocabulário de adjetivos que o aluno possui, além de apresentar e desenvolver os conhecimentos sobre as formas comparativa e superlativa dos adjetivos; esses elementos sistêmicos são trabalhados porque aparecem em propagandas escritas, com a função de ajudar a convencer o consumidor a comprar o produto, portanto são relevantes para o tema. Embora o conhecimento sistêmico seja enfocado na terceira e quarta seções, ele também permeia as demais partes da unidade, visto que freqüentemente os alunos precisam utilizá-lo para compreender vocábulos e estruturas que desconhecem.

Na última atividade proposta pela unidade didática, a produção da propaganda escrita, os alunos precisam: mobilizar os conhecimentos de mundo que têm com relação ao tema; resgatar os conhecimentos que construíram a respeito da estrutura das propagandas escritas; e utilizar o conhecimento sistêmico relacionado ao assunto. Dessa forma, a seção intitulada Final task promove a articulação e junção dos três tipos de conhecimento trabalhados ao longo do material.

A seguir, apresento o posicionamento dos Parâmetros Curriculares Nacionais – Língua Estrangeira (Brasil, 1998) acerca das duas habilidades enfocadas na unidade didática: a compreensão e a produção escrita.

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