Para se fazer uma análise cuidada das diferentes estratégias de gestão implementadas na organização ao longo dos últimos anos, foram consideradas três fases importantes e significativas nessas mudanças:
1) A formação da empresa como sociedade por quotas em 1976; 2) A empresa como sociedade anónima em 1990:
5.5.1. A empresa aquando da sua formação
A Empresa, aquando da sua formação em 1976, tinha uma organização que está representada no seguinte organograma:
Quadro 6: Organograma da Empresa Projecção Arte Gráfica Lda em 1976.
Fundada como uma sociedade por quotas, estava organizada em três departamentos principais, neles intervindo oito elementos, conforme doravante se descreve no quadro seguinte (Quadro 7).
Departamento Número de trabalhadores
Gestão de Topo – Director Geral 1 Departam. Financeiro/Rec. Humanos 1 Departamento Comercial/Vendas 1
Departam. Produção 5
Total 8
Quadro 7: Departamentos / Número de Trabalhadores em 1976
A gestão de topo era exercida pelo diretor geral, Sr. José Marques de Brito, que também era o representante exclusivo da sociedade em juízo e fora dele, sendo os outros sócios trabalhadores no sector da produção. O capital social era representado por três quotas de igual proporção.
O departamento de produção compunha-se de três secções: a fotografia, com três trabalhadores e, a montagem e o retoque com um trabalhador cada.
O equipamento principal era composto por dois ampliadores de pequeno e médio formato, uma prensa de contactos, um secador de películas, mesas de montagem e cubas para revelação e fixação de películas/fotolitos. As primeiras instalações eram alugadas.
Dep. Comercial Dep. Finan./ Rec. Hum. Gestão de Topo
Compras Vendas Fotografia/
Ampliador
Dep. Produção
5.5.2. A empresa como sociedade anónima
A empresa constituiu-se como Sociedade Anónima em 1990 e reorganizou-se. A nova estrutura apresenta-se no seguinte organograma:
Quadro 8: Organograma da Empresa Projecção Arte Gráfica S.A. em 1990
Com efeito, em 1990, após a saída dos outros dois sócios, com a crescente evolução tecnológica nesta área, nomeadamente a passagem da fotografia convencional para a fotografia digital, o dono da empresa e Diretor Geral decidiu passar a empresa para sociedade por ações, com o fim de evoluir para a impressão a curto prazo.
Nesta altura a empresa laborava 24h por dia e era composta por quatro departamentos principais, neles intervindo trinta e seis elementos, conforme se descreve no Quadro 9.
Departamento Número de trabalhadores
Gestão de Topo – Administrador 1 Departamento Financeiro/Compras 2 Departamento Comercial/Vendas 3 Departamento Recursos Humanos 1 Departamento de Produção 29
Total 36
Quadro 9: Departamentos / Número de Trabalhadores em 1990
Do departamento de produção continuavam a fazer parte as mesmas três secções, mas agora com vinte e nove trabalhadores. Além do diretor de produção, nove elementos trabalhavam na fotografia/scanners, duas pessoas no retoque, nos estúdios de montagem eletrónica seis outros, trabalhando os restantes onze na secção da montagem, distribuídos por três turnos.
Dep. Financeiro Dep. Manutenção Dep. Rec. Humanos Dep. Comerciial Gestão de Topo
Compras Vendas Retoque
Dep. Produção
Fotografia/ Scanners
O equipamento principal era agora composto por três scanners, dois estúdios de montagem eletrónica e três máquinas de saída de películas.
A empresa adquiriu entretanto instalações próprias (três lojas na zona do Restelo, em Lisboa).
5.5.3. A empresa como gráfica impressora
A Empresa transformou-se numa Gráfica Impressora, em 1997. A organização alterou- se em função dessa transformação, conforme organograma seguinte:
Quadro 10: Organograma da Empresa Projecção Arte Gráfica S.A. em 1997
Com vista ao prosseguimento do seu novo objeto, a impressão, a Projecção Arte Gráfica constituía-se por cinco departamentos principais neles intervindo quarenta e três elementos, conforme podemos observar no Quadro 11.
Departamento Número de trabalhadores
Gestão de Topo - Administrador 1 Departamento Financeiro/Compras 3 Departamento Comercial/Vendas 3 Departamento dos Recursos Humanos 3 Departamento da Produção 32 Departamento da Manutenção 1
Total 43
Quadro 11: Departamentos / Número de Trabalhadores em 1997
Por esta altura, apesar dos serviços de Higiene e Segurança do Trabalho (HST) serem prestados por uma empresa externa, foi criado um departamento dedicado à Qualidade, Ambiente e HST, que reportava diretamente à gestão de topo.
Dep. Financeiro Dep. Manutenção Dep. Rec. Humanos Dep. Comerciial Gestão de Topo Compras Vendas Pré Impressão Acabamento Impressão Dep. Produção Dep. Qualid. Seg. e Amb.
O departamento de manutenção deixou de ficar a cargo do diretor de produção.
No departamento da produção trabalhavam agora, além do diretor de produção trinta e um outros elementos distribuídos por três sectores, mas diferente dos anteriores. No planeamento e como adjuntos do diretor de produção, existiam dois trabalhadores. Na pré-impressão (antigo departamento de produção), trabalhavam vinte e sete empregados, um na impressão, outro no acabamento.
A empresa investiu em Outubro de 1997 numa máquina de impressão de offset a seco Quickmaster DI46, de pequeno formato 35 x 50 cm, e num conjunto de máquinas para o sector do acabamento.
Todo o equipamento para o setor de acabamento, à exceção da guilhotina (alcear, dobrar e agrafar) tinha sido comprado em função da máquina de impressão e estavam também adaptadas ao formato 35 x 50. A gestão de topo apostou em equipamentos com bastante automatização e fáceis de operar, pois iria formar operadores que antes pertenciam a outras categorias profissionais para estas novas áreas, tal como já tinha acontecido quando da passagem dos ampliadores para os scanners e da montagem manual para os estúdios de paginação eletrónica. A empresa possuía portanto uma experiência significativa na reconversão dos seus recursos humanos.