KAPITTEL 5: PRESENTASJON AV MATERIALET
5.6 G RAVKONTEKST
5.6.2 S PIDDENES PLASSERING I GRAVEN
O saber e o conhecimento são algo que se renova e que se transmite entre profissionais e se lega entre gerações. Dificilmente se aprende só, e quando acontece os processos são muito mais morosos e dispendiosos. Segundo Perrenoud (2003) numa sociedade complexa, raramente se atingem os objectivos
sozinho (p.88). Também é verdade que há um tempo para se aprender sozinho,
mas consiste num tempo preciso onde se organiza e assimila saberes e conhecimentos anteriormente transmitidos.
A responsabilidade dos PC’s, quanto à aquisição e transmissão de conhecimentos práticos aos novos profissionais, relaciona-se com o primeiro passo da aprendizagem destes e não pode ser negado porque são os PC’s os detentores da condução dos processos e das práticas de ensino. Segundo Dubar (2003) os saberes teóricos são um elemento essencial de apresentação de si próprio e de
valorização de uma identidade que não se define a partir do trabalho (p. 50). Por
sua vez, os conteúdos teóricos precisam de articular-se com a experiência e as práticas orientadas por profissionais para poderem adquirir a sua eficácia no
processo do ensino e da prática pedagógica. É uma responsabilidade acrescida porque os PC’s transformam-se em espelho para os PE’s. Estes funcionam como um referente para o PE, a partir do qual este direcciona a sua concepção de escola e de ensino, que tanto pode consistir numa visão negativa como positiva da actividade. São influências que o acompanham e que hão-de marcar o seu percurso de vida profissional. É por isso uma grande responsabilidade, não só no sentido de que um bom profissional prepara bons profissionais, mas também que esta transmissão de conhecimentos e práticas consiste num dever que se impõe para com a comunidade escolar e para o ensino, que pode e deve ser afirmado.
O PC, no decorrer do processo de supervisão, também se enriquece:
- com a presença de outros saberes e atitudes de questionamento, na sala de aula, acaba por problematizar as suas práticas, aprofundando-as e reelaborando-as; - sente necessidade de fundamentação das suas práticas e procura mais informação, ampliando os seus conhecimentos, ;
- desenvolve o espírito crítico e criativo e desencadeia atitudes reflexivas inter- pares e/ou isoladamente;
- promove a sua autoformação e melhora o seu desempenho, enquanto profissional competente, no processo de ensino/aprendizagem.
Não se pretende generalizar as conclusões e o âmbito do presente estudo, que consiste na análise descritiva e na interpretação de aspectos da vida profissional de professores cooperantes no âmbito da supervisão pedagógica, dado que a
realidade em que o mesmo se desenvolveu pode não coincidir com outras do mesmo género, contudo, não é impeditivo que “mutatis mutandis” se façam correspondentes analogias.
Também certas motivações e diferentes condicionalismos impediram a realização de um trabalho mais exaustivo, designadamente porque a investigadora se encontrava a leccionar uma turma do 1º ciclo durante a realização do estudo. No trabalho de campo, a recolha de dados muitas vezes dependente de factores temporais e circunstâncias, bem como os escassos estudos direccionados para as implicações que a supervisão de estágios tem no percurso de formação dos professores cooperantes, constituíram outra limitação. Efectivamente, em estudos que utilizem uma metodologia qualitativa, é necessário um trabalho exaustivo durante a recolha e tratamento de dados, que não se compadece com somatórios, respostas simplificadas e pré-definidas, antes obriga a uma reelaboração, análise e aprofundamento das questões a investigar. Por outro lado, também a realização das entrevistas aos sujeitos do estudo foi uma limitação, dado que esteve dependente da disponibilidade dos mesmos. Igualmente, os escassos estudos direccionados para as implicações que a supervisão de estágios tem no percurso de formação dos professores cooperantes revelou-se condicionante ao estudo, na medida em que, embora havendo muita literatura sobre a supervisão pedagógica e a formação de professores, a mesma não estava directamente direccionada para o objecto do presente estudo. Por isso, podemos considerar este estudo um trabalho exploratório quanto ao seu objecto.
Dada a importância da presente temática e a dinâmica actual do contexto envolvente, considera-se que o tema deve continuar a ser estudado, quer com vista ao seu aprofundamento quer pela exploração de outras vertentes ou ideias, em busca de mais motivação e de melhor optimização e aproveitamento dos recursos afectos, pois acredita-se, tal como Macedo (1995, citando Popper, 1963) um trabalho não pode estar nunca acabado. Enquanto nele trabalhamos, aprendemos o suficiente para o achar imaturo no momento em que dele nos afastamos (p. 241).
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