2. THREE MAIN FORMS OF ASSESSMENT: COUNTRY LEVEL EXPERIENCES
2.3 S ELF - ASSESSMENTS : N ATIONAL GOVERNANCE ASSESSMENT STRATEGIES
Em todas as unidades as situações-problema surgem como ponto de partida para a construção de conhecimentos matemáticos nos diferentes eixos.
Os textos “Reflexões sobre hipóteses de aprendizagem das crianças”, relembram o professor que as situações precisam ser desafiadoras.
Espera-se que no 5º ano os alunos ampliem os conhecimentos já trabalhados nos anos anteriores. Assim, as concepções sobre o desenvolvimento do pensamento geométrico, o embasamento nos níveis do modelo Van Hiele (CROWLEY, 1994), o olhar para as representações das figuras bidimensionais e tridimensionais de Parzysz (1988), a preocupação com as questões espaciais de Curi (2013) e das teorias piagetianas permeiam as discussões dos dois volumes.
O material aponta que o papel do professor, nesta faixa etária, é propor situações em que os alunos possam organizar seus conhecimentos e utilizá-los no cotidiano.
As primeiras unidades propõem o reconhecimento de elementos e propriedades de polígonos e círculos, além do estudo de poliedros.
O trabalho com as figuras planas inclui a composição e decomposição de figuras em regiões triangulares e o olhar para os eixos de simetria, tema tratado gradualmente ao longo dos anos iniciais e com ênfase maior no 5º ano. Os textos relembram os professores do conceito de simetria, em especial a simetria axial.
Nas unidades finais apresentam a ampliação e redução de figuras. O material apresenta aspectos importantes que os professores precisam saber, como a relação entre as medidas dos lados e dos quadrados que compõe as malhas das figuras originais com as medidas das figuras novas.
Nos dois volumes surgem propostas que visam à aproximação do conceito de ângulo, os textos enfatizam que tal conceito leva um tempo para ser compreendido e que o trabalho com segmentos de retas para a construção e ângulos não é suficiente. Portanto, apresentam situações sob a perspectiva de mudança de direção, ou seja, giros baseados em ângulos.
O material ainda antecipa para o professor o tempo extenso e a complexidade de determinada proposta que explora o Tangran, para que ele possa planejar e adequar a dinâmica da aula para obter bons resultados. Além disso, o material enfatiza a importância de não pular tal atividade, pois poderá deixar lacunas no desenvolvimento das demais atividades.
Observando as reflexões do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental apresentadas nestes textos, percebemos a progressão de conteúdos e a coerência com as teorias apresentadas no nosso referencial teórico.
A progressão dos conteúdos fica ainda mais evidente ao observarmos o quadro com as expectativas de cada ano propostas pelo material (Anexo C). Nota-se que algumas das expectativas repetem-se ao longo dos anos, sistematizando conceitos e abrindo possibilidades para que estes sejam trabalhados em situações diferentes.
Diante das reflexões propostas e da base teórica utilizada, acreditamos que tais textos, possibilitam discussões importantes para os momentos de formação com os professores nas ATPC, como sugerido pelo próprio Projeto EMAI.
Além dos textos de reflexão e das expectativas de aprendizagem o material do professor apresenta o plano de atividades com orientações específicas para cada atividade das sequências. No tópico a seguir apresentamos como essas orientações acompanham as atividades destinadas aos alunos.
3.4 Plano de atividades do EMAI
Em cada atividade das sequências apresentadas nas THAs/unidades, há sugestões de encaminhamentos dividas em três seções (conversa inicial, problematização e observação/intervenção). As sugestões são objetivas e pontuais para cada atividade que está sendo proposta, como podemos ver no exemplo a seguir:
ativid o as ques obse estra Figura Fundam A conv dade, as q ssunto. A stionament ervação/in atégias e 6: EMAI mental versa inic questões v problema tos e ma ntervençã e procedim - Atividad cial traz a visam verifi atização tr aneiras de o orienta mentos d de 20.5 – algumas p icar o conh raz a ess e encamin a o olhar dos aluno – volume perguntas hecimento ência da nhar a p r do pro os, sugere 2 - 5º an e formas prévio do atividade, roposta. E fessor em e propost no do En s de inici os alunos s sugere o E, por fim m relação tas para nsino iar a sobre utros m, a o às dar
continuidade à atividade, e ainda complementa com alguns comentários sobre dificuldades que podem surgir e as possíveis intervenções.
Após as atividades acompanhadas pelas orientações, o material ainda disponibiliza um espaço para que o professor registre suas observações acerca das atividades e outro espaço, organizado em um quadro, para anotações referentes ao desempenho de cada aluno. Além disso, possui os anexos com moldes, cartelas e outros materiais que complementam o plano de atividades.
O quadro abaixo apresenta a quantidade de atividades de cada unidade/THA referentes ao tema Espaço e Forma ao longo dos cinco anos do Ensino Fundamental. É importante relembrar, que cada unidade é composta por quatro ou cinco sequências com aproximadamente cinco atividades.
Quadro 3: Quantidade de atividades de Espaço e Forma
1º ano 2º ano 3º ano 4º ano 5º ano
Unidade 1 0 2 2 5 5 Unidade 2 4 3 5 5 0 Unidade 3 2 4 5 5 6 Unidade 4 0 5 5 3 6 Unidade 5 2 3 3 5 5 Unidade 6 4 2 2 5 8 Unidade 7 4 4 4 6 5 Unidade 8 6 5 5 7 8 Total 22 de 165 28 de 166 31 de 168 41 de 167 43 de 181
Além das atividades apresentadas no quadro, a última atividade da maioria das THAs/unidades conta com algumas questões de Espaço e Forma.
Tais questões são de múltipla escolha e envolvem os conceitos trabalhados na unidade.
Também vale destacar que algumas das atividades quantificadas no quadro 3, especialmente do 4º ano, envolvem também o bloco Grandezas e Medidas. A articulação entre esse bloco com Espaço e Forma é explicitada nos textos de reflexão comentados anteriormente.
Ao observarmos o quadro, fica evidente que a quantidade de atividades aumenta a cada ano e que apenas três unidades ao longo do Ensino Fundamental I não apresentam atividades de Espaço e Forma.
A ausência de atividades na unidade 1 e 4 (Volume 1) do 1º ano podem ser justificadas considerando que é o primeiro contato com a Matemática no Ensino Fundamental, assim o foco está voltado para a função do número. Do mesmo modo, na unidade 2 do 5º ano constatamos que as sequências priorizam o trabalho com os números racionais.
Diante desse número e do foco dado em cada unidade, entendemos que para um trabalho de qualidade, que garanta propostas dos quatro blocos de conteúdos (Números e Operações, Grandezas e Medidas, Tratamento da Informação e Espaço e Forma) ao longo do ano, não é necessário que todas as sequências apresentem uma atividade de cada bloco. É preciso que as propostas tenham continuidade e sejam coerentes com a ideia das THA, assim, acreditamos que é mais importante que as unidades apresentem uma sequência que possibilite a exploração ou aprendizado dos conceitos do que atividades isoladas.
Do total de atividades dos cinco anos de escolaridade, aproximadamente 20% são destinadas especificamente ao tema Espaço Forma. Considerando que são quatro blocos de conteúdos e que algumas atividades, não contabilizadas no quadro, abordam o tema indiretamente, podemos concluir que o material oferece uma quantidade de atividades possível de ser trabalhada ao longo do ano.
No entanto, o professor precisa complementar suas aulas com outras propostas para atender às especificidades de cada grupo de alunos e para avançar ainda mais no desenvolvimento do pensamento geométrico, conforme o próprio material sugere.
Verificamos que as atividades propostas são coerentes com as expectativas e discussões teóricas/reflexivas do material, articulando teoria e prática.
Destacamos que o material não supre todas as necessidades do aluno, mas pode ser um instrumento importante para o planejamento e direcionamento da prática em sala de aula. Além disso, possibilita reflexões necessárias à formação do professor.