II. SAMMENDRAG:
4. PROSJEKTLEDERS KOMPASS:
4.5 S E BAKOVER :
Frade de Pedra
Fonte: foto disponível em: http://pt.wikipedia.org
Itapajé é uma palavra indígena, oriunda do guarani. Ita significa pedra e Pajé, algo assemelhado a um sacerdote dos índios, em razão da existência de uma imagem petrificada de um frade, conforme pode ser visto na foto acima.
Os primeiros colonizadores portugueses que passaram por Itapajé, na serra de Uruburetama, foram os Jesuítas Francisco Pinto e Luís Filgueira, em 1607. Estes padres vinham com a “missão política de pacificar as tribos da Ibiapaba, assanhadas pelo fogo da expedição de Pero Coelho quatro anos antes”. (SILVA, 2000, P.18).
O Município foi criado pela Lei provincial n.º 502, de 22 de dezembro de 1849, que elevou a povoação de Santa Cruz da Serra de Uruburetama à categoria de Vila. Primeiramente, chamou-se Vila da Constituinte, pela Lei n.º 502, de 22/12/1849. No ano seguinte, passou a chamar-se Santa Cruz da Uruburetama, pela Lei n.º 534, de 10 de dezembro de 1850, ocasião em que a sede do Município foi transferida para o núcleo São Francisco da Uruburetama. Após a Revolução de 1930, o Município foi rebaixado pelo Dec. n.º 193, de 20 de maio de 1933. (SEBASTIÃO NETO, 2004).
No início da década de 1930, houve uma divisão territorial no Estado do Ceará e São Francisco de Uruburetama voltou à condição de Vila, pelo Decreto n.º 193, de 20 de maio de 1931, passando a pertencer ao Município de Uruburetama. A Vila, contudo, volta a ser município pelo Decreto Estadual n.º 448, de 20 de dezembro de 1938. (SILVA, 2000). Em 1943, pelo Decreto n.º 1.114 de 30 de dezembro, o Município foi denominado Itapajé. Anteriormente, Itapajé também foi conhecido por Riacho do Fogo (1839) e São Francisco (1873).
Itapajé localiza-se ao norte do Estado do Ceará, distando da capital 125 km. Integra a Região Administrativa n.º 2, cujo polo é Itapipoca e pertence à microrregião cearense de Uruburetama. Limita-se ao norte com Miraíma, Itapipoca, Uruburetama e Umirim; ao leste, com Pentecoste; ao oeste, com Irauçuba e ao sul, com Tejuçuoca.
Itapajé possui duas unidades geomorfológicas básicas: maciços residuais e depressão sertaneja. Sua altitude é de 262 metros acima do nível do mar. Seu clima é de serra e sertão e sua temperatura média varia de 26ºC a 28ºC. Sua via de acesso terrestre é pela BR- 222, que liga o Estado ao Norte do País. Seus distritos, além do núcleo urbano central, são: Aguaí, Baixa Grande, Cruz, Iratinga, São Tomé, Serrote do Meio, Soledade e Pitombeira. Possui uma área territorial equivalente a 440km² (CIDADES, 2008).
Suas atrações turísticas são as cachoeiras, trilhas, bicas, inscrições rupestres e uma fonte inesgotável de turismo ecológico. Seus principais pontos turísticos são: o Frade de Pedra, a Pedra da Caveira, a Piscina Natural de Soledade, a Igreja Matriz de São Francisco de Assis, a Pedra do Damião, a Casa de Quintino Cunha, a Rua 02 de Fevereiro e a Igreja de Nossa Senhora da Penha. Destes pontos turísticos, destaca-se o Frade de Pedra - um gigante de rocha de aproximadamente 250 metros de altura- o cartão de visitas da Cidade, que atrai diversos turistas.
Itapajé é uma cidade centenária que tem uma profunda formação religiosa. A religião predominante é a católica. O Município conta com quatro templos católicos. A igreja matriz foi construída de 1870 a 1878, na época do Padre José Tomás (BASTOS, 2006). A principal festa religiosa é a do padroeiro, São Francisco, que começa no dia 24 de setembro e vai até o dia 04 de outubro, dia do aniversário do santo. Vários padres18 se destacaram em Itapajé, mas o padre Catão se evidencia por ter sido “na história do Município o único padre Prefeito”. (SEBASTIÃO NETO, 2004, P.9).
O artesanato é uma das principais fontes de renda do Município, principalmente o bordado, que é exportado para o sul do País e também para o Exterior. Isso permite que Itapajé seja uma cidade conhecida dentro e fora do Estado por seus bordados. A base da culinária regional é conhecida pela paçoca, linguiça e banana. (ITAPAJÉ, 2008).
Além do artesanato, a economia do Município tem por base, no que se refere ao setor primário, a fruticultura de sequeiro19, principalmente a bananicultura, agricultura de sequeiro, milho, feijão e algodão e a pecuária leiteira. Também fazem parte da sua economia
18 Além do padre Catão, outros padres também merecem destaque em Itapajé: Pe. Paulo Ferreira de Almeida, Pe. Francisco Evaristo Melo, Pe. Manoel Lima, Pe. Cajuás, Pe. Pascoal Rios Osterne, Pe. Aldo, Pe. Gondim e os atuais padres Messias Fernandes e Padre Marques.
como importantes fontes de renda para a população local, atividades ligadas ao comércio e à indústria. Atualmente, destaca-se no município a indústria de calçados Paquetá, do Rio Grande do Sul, que emprega centenas de jovens e adultos.
Sua população é de 45.426 habitantes (Censo 2000). A educação básica do Município atualmente conta com 42 escolas de ensino fundamental, assim distribuídas: 36 escolas públicas municipais, 4 escolas públicas estaduais e 2 escolas privadas; 6 escolas de ensino médio, sendo 4 escolas públicas estaduais e 2 escolas privadas e 41 escolas de ensino pré-escolar, das quais 39 estão na rede pública municipal e 2 na rede privada (CIDADES, 2008). Dentre essas escolas, merecem destaque: a Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Catão Porfírio Sampaio, fundada em 1939, o Colégio Patronato São José, fundado em 1956, o Ginásio São Francisco, fundado em 1964, e a EEFM Estefânia Matos, instituída em 1965, por serem as escolas mais antigas e tradicionais do Município.
Como já relatado, vários sacerdotes se destacaram em sua missão religiosa, em Itapajé; entretanto, nenhum outro vigário até então mereceu destaque na política, como o padre Catão. Ele foi vereador e prefeito na Cidade. A atuação política do referido padre foi tamanha que ainda hoje ele é considerado um dos grandes líderes políticos da história do Município. Nas palavras de Carneiro (1959), o padre Catão foi um “grande e dinâmico vigário de Itapajé, a cujo espírito de bondade e de iniciativa muito deve a centenária cidade sertaneja”. (P.16).
Como bem anota Sebastião Neto (2004), o fato é que, “ao longo de sua história, Itapajé teve, em seu território, pessoas influentes e de prestígio junto às autoridades, mundo político da província e do Estado”. (P.19). Nesse sentido, vale ressaltar a necessidade de conhecer quem foi o padre Catão para compreender de que maneira ocorreu sua passagem por esse município e por que a escola pesquisada recebe o seu nome.