• No results found

6. DESCRIPTIVE STATISTICS

6.1. S AMPLE C HARACTERISTICS

Começaremos por analisar os dados relativos à 1ª questão da ficha de trabalho:

“Como recompensou D. Afonso de Leão e Castela os serviços de D. Henrique?”

Nesta questão existem as seguintes possibilidades: Respostas Certas, Respostas

Incompletas, Respostas Erradas e Não Respondeu.

Respostas certas são todas aquelas que indicam que D. Afonso de Leão e Castela

deu a D. Henrique a sua filha D. Teresa em casamento e o governo do Condado Portucalense como recompensa pelos serviços prestados.

Há dois tipos de Respostas Incompletas: 1. D. Afonso de Leão e Castela deu a D. Henrique a sua filha D. Teresa em casamento como recompensa pelos serviços prestados; 2. D. Afonso de Leão e Castela deu a D. Henrique o governo do Condado Portucalense como recompensa pelos serviços prestados.

Respostas Erradas são todas aquelas que não cumprem os requisitos de Respostas

Certas e Respostas Incompletas.

Por Não Respondeu entende-se todas as questões que ficaram por responder.

0 1 2 3 4 5 NÚME R O T O T A L DE ALUNOS Respostas certas Respostas incompletas Respostas erradas Não respondeu

Gráfico 25: Avaliação das respostas dos alunos à 1ª questão da Ficha de Trabalho – Texto Prosa (N= 5)

Embora nas suas narrativas apenas um aluno tenha feito referência às recompensas de D. Afonso VI a D. Henrique (Ut8), todos responderam correctamente à primeira

pergunta da ficha de trabalho (Ver Gráfico 25). Os alunos escreveram que D. Afonso de Leão e Castela recompensou D. Henrique pelos seus serviços dando-lhe a sua filha D. Teresa em casamento e o governo do Condado Portucalense.

De seguida analisaremos os dados relativos à 2ª questão da ficha de trabalho:

“Completa a árvore genealógica de D. Afonso Henriques.”

Origem Origem

Pais

Mulher

D. Afonso Henriques

Filho

A segunda questão contempla a possibilidade de Respostas Certas, Respostas

Relativamente ao espaço dedicado ao nome do pai de D. Afonso Henriques, são consideradas Respostas Certas todas aquelas que indicam D. Henrique. Respostas

Erradas aquelas que não cumprem os requisitos das Respostas Certas Não Respondido

consideram-se todos os espaços que ficaram por preencher.

Quanto ao espaço para o nome da mãe de D. Afonso Henriques as Respostas

Certas têm de indicar D. Teresa. Todas aquelas que não o fizerem são consideradas Respostas Erradas. Não Respondeu consideram-se todos os espaços que ficaram por

preencher.

No que concerne à origem do pai de D. Afonso Henriques são consideradas

Respostas Certas aquelas em que se lê França e/ou Borgonha. Respostas Erradas são

aquelas que não cumprem os requisitos das Respostas Certas. Não Respondeu consideram-se todos os espaços que ficaram por preencher.

Relativamente à origem da mãe de D. Afonso Henriques as Respostas Certas são todas aquelas que mencionam Leão e Castela. Respostas Erradas são aquelas que não satisfazem os requisitos de uma Resposta Certa. Não Respondeu consideram-se todos os espaços que ficaram por preencher.

Quanto ao nome do filho de D. Afonso Henriques são consideradas Respostas

Certas aquelas que indicam D. Sancho. Respostas Erradas são aquelas que não

cumprem os requisitos de Resposta Certa. Não Respondeu consideram-se todos os espaços que ficaram por preencher.

Relativamente ao espaço dedicado ao nome da mulher de D. Afonso Henriques, são consideradas Respostas Certas todas aquelas que indicam D. Mafalda; Respostas

Erradas aquelas que não cumprem os requisitos das Respostas Certas e Não Respondido consideram-se todos os espaços que ficaram por preencher.

Pela observação do Gráfico 26, vemos que todos os alunos identificaram correctamente o nome dos pais de D. Afonso Henriques. No entanto nenhum referiu as suas origens. Apenas um aluno errou o nome do filho de D. Afonso Henriques e todos preencheram erradamente o espaço para o nome da sua mulher – D. Mafalda.

Relativamente às origens dos pais de D. Afonso Henriques, os resultados obtidos, poderão ser explicados pela má definição gráfica da árvore genealógica. Os alunos tinham que colocar no mesmo rectângulo o nome do progenitor e a sua origem. Apenas existia um hífen a separar os espaços para cada palavra. Na dúvida, os alunos preferiram não responder, colocando apenas o nome do progenitor. Nenhum dos dois textos faz

referência ao nome da esposa de D. Afonso Henriques. Assim, não é significativo que nenhum aluno o tenha referido.

5 5 4 5 1 5 5 Pai Mãe Origem do pai Origem da mãe Mulher Filho Respostas certas Respostas erradas Não respondido

Gráfico 26: Avaliação das respostas dos alunos à 2ª questão da Ficha de Trabalho – Texto Prosa (N= 5)

Deste modo, podemos referir que os resultados resultantes desta questão são positivos porque os conhecimentos inerentes a esta questão foram compreendidos.

No momento que se segue serão analisados os dados relativos à 3ª questão da ficha de trabalho: “Imagina que conversa tiveram D. Afonso Henriques e seu pai,

antes deste morrer.”

A análise a esta questão será efectuada pelas falas das personagens e por categorias substantivas (Ver Capitulo da Metodologia: 96). As categorias existentes são as seguintes: Alargar o Território, Governar o Condado Portucalense e Independência. Estas categorias, ainda provisórias, foram criadas recursivamente com base nas respostas obtidas.

Em Alargar o Território incluem-se todos os enunciados que refiram o Alargamento do Território.

Em Governar o Condado Portucalense incluem-se todos os enunciados que se refiram à Governação do Condado Portucalense.

Em Independência incluem-se todos os enunciados que refiram a Independência.

A conversa entre D. Afonso Henriques e seu pai não foi apresentada por nenhum aluno em forma de diálogo. Todos utilizaram o discurso indirecto.

“A conversa entre D. Afonso Henriques foi para alargar o território e para cuidar do Condado portucalense tornando-o independente de Leão e Castela.” (Aluno A)

“Antes de D. Henrique morrer chamou D. Afonso Henriques. Disse-lhe para alargar o território e fazer de tudo para que o Condado Portucalense fosse um Condado independente.” (Aluno B)

“Quando o pai de D. Afonso Henriques ia morrer chamou o filho e disse- lhe para governar o Condado portucalense.” (Aluno C)

“Antes do Conde D. Henrique morrer, ele disse a seu filho D. Afonso Henriques para continuar a conquistar terras, alargar o território e conseguir a independência do Condado portucalense.” (Aluno D)

“Na cabeceira da cama, o pai de D. Afonso Henriques disse ao seu filho que conquistasse terras aos Mouros e fizesse do Condado Portucalense um reino independente.” (Aluno E)

No entanto, a maioria dos alunos não encontrou dificuldades em inventar uma conversa, para eles plausível, entre pai e filho (Ver Gráfico 27). Aliás, quase todos tinham feito referência, nas suas narrativas, a esta conversa (Ut17) e às recomendações

que o pai lhe fizera (Ut18). (Ver Anexo 4). Este resultado justifica-se pelo facto de D.

Afonso Henriques ser a personagem principal da história e porque os alunos desta faixa etária estão habituados a escutar os conselhos dos seus pais, os quais valorizam muito.

0 1 2 3 4 5 NÚM

ERO TOTAL DE ALU

N OS Alargar o território Governar o Condado Portucalense Independência

Gráfico 27: Avaliação das respostas dos alunos à 3ª questão da Ficha de Trabalho – Texto Prosa (N= 5)

Os alunos A, B, D e E mencionaram o “Alargamento do Território” e a “Independência do Condado Portucalense” como os pedidos que D. Henrique fizera a D. Afonso Henriques pouco antes de falecer. O aluno A acrescenta o pedido para “Governar o Condado Portucalense”, pedido este que foi o único mencionado pelo aluno C.

Embora os alunos não tenham elaborado um diálogo, os resultados desta actividade são positivos, dado que o teor da conversa entre D. Afonso Henriques e seu pai foi apresentado. Na verdade, os alunos compreenderam e reteram esta informação.

Dados relativos à 4ª questão da ficha de trabalho: “Completa os espaços em

branco com as palavras destacadas” serão agora analisados.

Nesta questão analisámos cada espaço individualmente. Para cada um dos espaços existem as seguintes possibilidade de respostas: Respostas Certas, Respostas Erradas e

Não Respondeu.

Por Respostas Certas entendem-se aquelas que estão conforme o exemplo:

“Após a morte do Conde (D. Henrique), a viúva (D. Teresa) aceitou sujeitar-se ao reino de (Leão e Castela), enquanto seu filho (D. Afonso

Henriques) comportava-se como seu falecido (pai) e investiu-se cavaleiro

na Catedral de Zamora.

O rei Afonso VI de (Leão e Castela) recusava-se a admitir a

(independência) do Condado (Portucalense). Obrigou-o a (prestar vassalagem) e cercou o castelo de (Guimarães).”

Respostas Erradas são aquelas que não cumprem os requisitos das Respostas

Certas. Não Respondeu consideram-se todos os espaços que ficaram por preencher.

Relativamente a esta questão, como podemos constatar no Gráfico 28, apenas dois alunos não preencheram correctamente os espaços previstos para independência e

prestar vassalagem. Estes dois alunos trocaram-nas. No espaço de uma colocaram a

outra.

O grau de exigência desta questão era mínimo para alunos desta idade dado que a palavra que precede o espaço a preencher anuncia, de algum modo, a palavra a colocar nesse mesmo espaço. Por outro lado, se o preenchimento de alguns espaços apresentasse dúvidas, os alunos teriam sempre como ajuda as regras de concordância (Sujeito – verbo, nome – adjectivo – determinante). Uma vez que os alunos apresentam competências de Língua Portuguesa bastante positivas (Ver Capítulo da Metodologia: 85), os dois alunos que apresentaram falhas revelaram, possivelmente, falta de concentração.

0 1 2 3 4 5 N Ú MERO T O T A L DE AL UNO S D. Henrique D. Teresa Leão e Castela 1 D. Afonso Henriques Pai Leão e Castela 2 Independência Portucalense Prestar vassalagem Guimarães

Gráfico 28: Avaliação das respostas dos alunos à 4ª questão da Ficha de Trabalho – Texto Prosa (N= 5)

Agora, serão analisados os dados relativos à 5ª questão da ficha de trabalho:

“Porque é que na Batalha de S. Mamede, junto ao castelo de Guimarães, D. Afonso Henriques lutou contra as tropas de sua mãe?”

Na quinta questão existem as seguintes possibilidades: Respostas Certas,

Respostas Incompletas, Respostas Erradas e Não Respondeu.

Respostas certas são todas aquelas que indicam que D. Afonso Henriques lutou

contra as tropas de sua mãe na batalha de S. Mamede, junto ao castelo de Guimarães, porque queria a independência do condado Portucalense e a sua mãe D. Teresa não.

Há dois tipos de Respostas Incompletas: 1. D. Afonso Henriques lutou contra as tropas de sua mãe na batalha de S. Mamede, junto ao castelo de Guimarães, porque queria a independência do condado Portucalense; 2. D. Afonso Henriques lutou contra as tropas de sua mãe na batalha de S. Mamede, junto ao castelo de Guimarães, porque a sua mãe D. Teresa não queria a independência do condado Portucalense.

Respostas Erradas são todas aquelas que não cumprem os requisitos de Respostas

Certas e Respostas Incompletas.

Por Não Respondeu entende-se todas as questões que ficaram por responder.

Embora nenhum aluno tenha mencionado na sua narrativa o conflito de D. Teresa com o filho D. Afonso Henriques (Ut25) (Ver Anexo 4), apenas um aluno respondeu

erradamente a esta questão, como podemos verificar através do Gráfico 29. Todos os outros apresentaram respostas correctas.

0 1 2 3 4 5 NÚME R O T O T A L DE AL U N OS Respostas certas Respostas incompletas Respostas erradas Não respondeu

Gráfico 29: Avaliação das respostas dos alunos à 5ª questão da Ficha de Trabalho – Texto Prosa (N= 5)

As razões desse conflito eram conhecidas pelos alunos, uma vez que todos fizeram referência, nas suas narrativas, à Batalha de S. Mamede entre D. Teresa e D. Afonso Henriques (Ut31), apenas um não mencionou a conversa entre D. Afonso Henriques e

seu pai (Ut17) e quase todos narraram as recomendações que o pai lhe fizera (Ut18).

Nas linhas que se seguem, analisaremos os dados relativos à 6ª questão da ficha de trabalho: “Preenche os espaços em branco com acontecimentos que consideres os

mais importantes. Não te esqueças que têm de obedecer a uma ordem cronológica.”

Nesta actividade, foi pedido aos alunos que preenchessem seis de oito espaços com acontecimentos que considerassem importantes. O primeiro e o último espaços já estavam preenchidos, servindo de orientação (Ver diagrama seguinte). No primeiro espaço lê-se “O conde D. Henrique recebe D. Teresa em casamento e o Condado

Portucalense”; no último “D. Afonso Henriques morre em 1185”.

Os conteúdos apresentados pelos alunos foram agrupados em três categorias:

Familiar, Batalhas e Política.

Na categoria Familiar incluem-se todos os enunciados que refiram acontecimentos do foro familiar e pessoal como, por exemplo, casamento de D. Henrique com D. Teresa, o nascimento de D. Afonso Henriques e D. Sancho, o ritual de armar cavaleiro do D. Afonso Henriques e o casamento deste com D. Mafalda.

Na categoria Batalhas incluem-se todos os enunciados que falem de batalhas, como a de S. Mamede, conquistas de Santarém, Lisboa e Arcos de Valdevez.

Na categoria Política incluem-se todos os enunciados que falem de medidas ou actos de teor político, económico e religioso, como, por exemplo, o legado de D. Henrique a Afonso Henriques para a independência de Portugal, a recusa de D. Afonso VII em aceitar a independência de Portugal, o Tratado de Zamora, política de alargamento territorial e a construção de igrejas.

1- O Conde D. Henrique recebe D. Teresa em casamento e o Condado Portucalense. 2- 3- 6- 5- 4- 7- 8- D. Afonso Henriques morre em 1185.

Esta questão também pedia aos alunos que colocassem os acontecimentos por ordem cronológica. Nesta parte da questão, as respostas poderiam ser consideradas

Respostas Certas ou Respostas Erradas. Respostas Certas são todas aquelas em que os

alunos apresentem os acontecimentos por ordem cronológica. Respostas Erradas são aquelas em que os acontecimentos não são apresentados por ordem cronológica. Relativamente a este aspecto, apenas o aluno “C” não o fez correctamente. Este aluno apresentou os acontecimentos todos desordenados cronologicamente. Esta ocorrência poderá estar relacionada com as competências individuais do aluno. Talvez este aluno seja responsável pela pequena percentagem pouco satisfatória (SP – Satisfaz Pouco) relativa às competências nucleares, nomeadamente no que concerne à Escrita – 4.

Escrever histórias curtas e relatos de experiências pessoais e recontar histórias lidas ou ouvidas (Ver Capitulo da Metodologia: 85).

Pela observação do Gráfico 30, constatamos que a maioria dos acontecimentos mencionados refere-se à primeira categoria (Familiar). A terceira (Política) surge em segundo lugar, mas com apenas uma referência de diferença comparativamente à segunda (Batalhas). 0 2 4 6 8 10 12 NÚM E RO T O T A L DE RE F E RE ÊNCI AS 1ª Categoria- Familiar 2ª Categoria- Batalhas 3ª Categoria- Política

Gráfico 30: Avaliação das respostas dos alunos à 6ª questão da Ficha de Trabalho – Texto Prosa (N= 5)

Através da Tabela 13, que desmonta explicando o Gráfico 30, podemos observar que, dos acontecimentos relativos à primeira categoria (Familiar), todos os alunos mencionaram o casamento de D. Henrique e D. Teresa e três referiram a morte de D. Henrique. Dois referiram o casamento de D. Afonso Henriques assim como o nascimento de D. Sancho. Relativamente à segunda categoria (Batalhas), a única batalha referida foi a Batalha de S. Mamede. No entanto, foi mencionada por todos os alunos. Quanto à terceira categoria (Política), a Conferência de Zamora e o Alargamento do Território foram referidos três vezes.

1ª Categoria- Familiar 2ª Categoria- Batalhas 3ª Categoria- Política Acontecimentos T.P. Acontecimentos T.P. Acontecimentos T.P.

Casamento de D. Hen. e D. Teresa

5 S. Mamede 5 Conferência de Zamora 3

Morte D. Henrique 3 Alargamento território 3

Casamento de

D. Afonso Henriques 2 Nascimento D. Sancho 2

Tabela 13: Respostas dos alunos, por categorias, à 6ª questão da Ficha de Trabalho – Texto Prosa (N= 5)

O privilégio dado à primeira categoria (Família), justifica-se pelas idades dos alunos, pois encontram-se numa faixa etária em que o ambiente familiar é o centro das suas vidas.

Ao reflectirmos sobre a única batalha referida, a Batalha de S. Mamede, concluímos que também tem características familiares, dado que D. Afonso Henriques enfrentou as tropas de sua mãe. Assim, este acontecimento adquire para os alunos um exemplo de um conflito que apresenta elementos com alguma correspondência aos conflitos que ocorrem numa família.

A “Conferência de Zamora” e o “Alargamento do Território” foram referidos três vezes cada pelos alunos. Estes acontecimentos retratam, de algum modo, os pedidos que D. Henrique fizera a seu filho D. Afonso Henriques pouco antes de morrer. Deste modo, tratando-se de pedidos de pai a filho, também podemos salientar que apresentam características familiares.

No entanto, o número de ocorrências possíveis não coincide com o número de acontecimentos referidos devido aos espaços deixados em brancos (1), aos nulos (2) e, por vezes, os alunos ocupavam dois espaços com o mesmo acontecimento.

Analisaremos, neste espaço, os dados relativos à 7ª questão da ficha de trabalho:

“D. Afonso Henriques combateu em três frentes. Na primeira alargou o território. A segunda ficou marcada pelo reconhecimento da Independência de Portugal pelo Papa. Na terceira fomentou o progresso económico. Na tua opinião, qual das três frentes foi mais importante para a independência de Portugal? Porquê?”

Nesta questão os alunos teriam, primordialmente, que seleccionar a frente mais importante para a independência de Portugal. Como tal, calculamos quantas vezes cada frente foi seleccionada. Os alunos também teriam que justificar as suas “escolhas”. Relativamente a esta parte da questão, aferimos em que tipo de argumentos as suas opiniões foram apoiadas e o tipo de relação estabelecida entre a frente seleccionada e o argumento apresentado.

Embora nenhum aluno tenha feito qualquer referência às três frentes da independência nas suas narrativas (Ut55, 56 e 57) (Ver Anexo 4), quase todos mencionaram

a 2ª frente (Reconhecimento da Independência de Portugal pelo Papa) como a mais importante para a independência de Portugal (Ver Gráfico 31). Apenas um referiu a 1ª frente (Alargamento do território) e nenhum salientou a terceira (Progresso

0 1 2 3 4 5 NÚME R O TOTAL DE ALUNOS 1ª Frente- Alargamento do território 2ª Frente- Reconhecimento da Independência de Portugal pelo Papa 3ª Frente- Progresso económico

Gráfico 31: Avaliação das respostas dos alunos à 7ª questão da Ficha de Trabalho – Texto Prosa (N= 5)

No entanto, as justificações apresentadas divergem, mesmo em relação aos alunos que mencionaram a mesma frente.

A mais importante foi a Independência de Portugal porque D. Afonso Henriques conseguiu a liberdade do país e do seu povo. (Aluno A)

A mais importante foi a primeira (alargamento do território) porque na primeira frente D. Afonso Henriques mostrou que tem força. (Aluno B) A mais importante é o reconhecimento da Independência de Portugal porque D. Afonso Henriques lutou contra os mouros. (Aluno C)

A mais importante foi a Independência de Portugal porque assim D. Afonso Henriques podia fazer o que quisesse com as suas terras. (Aluno D)

A mais importante foi o reconhecimento da Independência de Portugal pelo Papa porque o Papa ajudou D. Afonso Henriques a lutar contra Leão e Castela. (Aluno E)

Os alunos A e D suportam as suas opiniões em razões: “…porque D. Afonso

Henriques conseguiu a liberdade do país e do seu povo.” (Aluno A); “…porque assim D. Afonso Henriques podia fazer o que quisesse com as suas terras.” (Aluno D). Os

alunos C e E apresentam razões militares: “…porque D. Afonso Henriques lutou contra

os mouros.” (Aluno C); “A mais importante foi o reconhecimento da Independência de Portugal pelo Papa porque o Papa ajudou D. Afonso Henriques a lutar contra Leão e Castela.” (Aluno E).

As relações causais estabelecidas pelos alunos entre a frente que consideraram mais importante e a sua justificação também apresentam algumas diferenças. O aluno B coloca a 1ª frente da independência, na sua opinião a mais importante, como um efeito da valentia de D. Afonso Henriques. Para ele, o território foi alargado porque D. Afonso

Henriques é forte e valente. O aluno B referiu que “A mais importante foi a primeira

(alargamento do território) porque na primeira frente D. Afonso Henriques mostrou que tem força”. A valentia de Afonso Henriques é a justificação para o alargamento do

território. Este aluno tem a noção de que para ganhar terras temos de ganhar batalhas e, para tal, temos que ser fortes. Os alunos A, C, D e E, como já foi referido, consideraram a 2ª frente a mais importante para a independência de Portugal. Porém, os alunos A e D apresentam a independência como uma condição da liberdade obtida. Para estes alunos, Portugal precisava de ser independente para ser livre. Nas respostas dos alunos C e E, a independência surge como efeito das lutas travadas por D. Afonso Henriques, isto é, Portugal é independente porque D. Afonso Henriques lutou muito contra os mouros e contra Leão e Castela.

Por fim, dos alunos que consideraram a 2ª frente a mais importante para a independência de Portugal, apenas os alunos C e E referem a palavra reconhecimento nas suas respostas. Destes, somente um (Aluno E) acrescenta que o reconhecimento da independência é feito pelo Papa.

A ausência de referências à terceira frente da independência (Progresso económico) poderá dever-se ou à fraca sensibilidade dos alunos perante assuntos económicos ou à falta de conhecimentos sobre economia. Assim, ao não entenderem correctamente o significado desta frente, não a terão considerado importante e/ou valorizaram outra. Por outro lado, poderão ter sido influenciados pelos conteúdos da conversa entre D. Afonso Henriques e seu pai, antes deste falecer, onde o Alargamento

do Território e a Independência de Portugal estão presentes e não se fala da parte

económica. Esta influência poderá justificar tanto a ausência de referências à terceira frente como a forte escolha pela segunda.

Os seguintes dados referem-se à 8ª questão da ficha de trabalho: “Faz um

desenho que mostre a estratégia militar que D. Afonso e os seus homens usaram para conquistar Lisboa. – O Cerco”

Os alunos teriam de demonstrar que D. Afonso Henriques cercou os mouros por terra e por água com a ajuda de cruzados ingleses que iam a caminho da Terra Santa. Por isso, os seus desenhos deveriam conter os seguintes elementos: Barcos/Rio,

Castelo, Guerreiros em terra, Mouros, Luta, Máquinas e Representação do Cerco (Ver

Ao observarmos o Gráfico 32, reparamos que quase todos os alunos apresentam os barcos/ guerreiros no rio, o castelo e os guerreiros em terra no desenho que elaboraram (Ver Anexos 6 e 13.a). Dois alunos representaram os Mouros (Aluno B e D).

0 1 2 3 4 5 M E RO T O T A L DE AL UNO S Barcos/ Rio Castelo Guerreiros em terra Mouros Luta Máquinas Representação do cerco

Gráfico 32: Avaliação das respostas dos alunos à 8ª questão da Ficha de Trabalho – Texto Prosa (N= 5)

O aluno C destaca-se pois nenhum dos elementos identificados está representado no seu trabalho. Apenas desenhou a cara de D. Afonso Henriques. Dos restantes alunos, nenhum apresenta acções de luta e utilização de máquinas. Estes alunos provavelmente apenas se preocuparam em representar o cerco através dos guerreiros em terra e dos barcos no rio. Possivelmente pensaram que era suficiente para demonstrar a estratégia