3.2 Hegemonteori i IR
3.2.1 Russland: rollen som hegemon
A normalidade dos dados foi testada por meio dos testes de Skewness e Kurtosis, tendo todas as variáveis apresentado valores entre -1 e +1. Os dados estão expressos em média, (±) desvio padrão bem como em frequência absoluta (n) e relativa (%). O Power da amostra (n=212) foi de 87%. O teste t de Student não pareado foi aplicado para comparar todas as variáveis investigadas (IMC, PAS, PAD, VO2max e NAF) entre as escolas (pública e
particular). Posteriormente, a amostra foi dividida em quartis, considerando a classificação do NAF entre os percentis 25, 50 e 75. One way ANOVA com Post hoc de Bonferroni, foi utilizado para comparar o IMC, PAS, PAD e VO2max entre os quartis (1°, 2°, 3° e 4°).
Ademais, ANOVA two way com Post hoc de Bonferroni, foi aplicada para comparar todas as variáveis (IMC, PAS, PAD, VO2max e NAF) entre sexos (meninos e meninas), bem com
entre escolas (pública e particular). Além disso, o teste de Qui-quadrado foi empregado para realizar comparações entre frequências (%). Por fim, correlação linear de Pearson foi empregada para verificar o grau de associação entre as variáveis. O nível de significância adotado foi de 5% (p<0,05). Para tanto, foram utilizados os softwares SPSS 15.0 para Windows e GPower 3.0.10.
5 RESULTADOS
A tabela 4 apresenta a caracterização da amostra com os valores das médias e desvios padrão das variáveis antropométricas (massa corporal, estatura e IMC), hemodinâmicas (PAS, PAD e FC), de aptidão física (VO2max) bem como nível de atividade física.
Tabela 4 - Características descritivas da amostra (n=212). Dados expressos em média e (±) desvio padrão.
Variáveis Média e desvio padrão
Idade (anos) 9,7±1,4 Massa corporal (kg) 31,7±6,5 Estatura (cm) 142,2±11,5 IMC (kg.m-2) 16,4±2,3 VO2máx (ml.kg.-1min.-1) 40,2±2,8 PAS (mmHg) 93,7±14,9 PAD (mmHg) 57,2±12,1 FC repouso (b.min-1) 95,2±11,3 FCmáx Léger (b.min-1) 205,8±8,7 FCmáx estimada (b.min-1) 209,5±1,3 %FCmáx estimada (%) 98,2±4,3
NAF (METS.semana-1) 554,5±275,1
IMC= índice de massa corporal; VO2max= consumo máximo de oxigênio obtido através do teste de Léger;
PAS= Pressão arterial Sistólica; PAD= Pressão arterial média; FC= frequência cardíaca; FCmáx Léger= frequência cardíaca máxima obtida durante o teste de Léger; FCmáx estimada= frequência cardíaca máxima estimada por meio da equação 220-idade; %FCmáx estimada= percentual da frequência cardíaca máxima estimada; NAF= nível de atividade física obtido através do questionário de compendio energético de Ainsworth.
Quando a amostra foi divida em quartis para o nível de aptidão física, sendo o 1° quartil o de mais baixo nível de atividade física e o 4° quartil o nível mais alto, nenhuma das variáveis investigadas (IMC, PAS, PAD e VO2max) apresentaram diferença significativa
(p>0,05) (tabela 5).
A Tabela 5 - Resultados do IMC, PAS, PAD e VO2max estimado entre o 1°, 2°, 3° e 4° Quartil do nível de
atividade física. Dados expressos em média e (±) desvio padrão.
NAF Variáveis 1° Quartil (n=54) 2° Quartil (n=50) 3° Quartil (n=54) 4°Quartil (n=54) IMC (kg.m-2) 17,5±3,3 18,1±3,7 17,3±3,4 18,3±3,5 PAS (mmHg) 94,0±13,9 96,3±15,8 90,1±13,5 93,9±16,1 PAD(mmHg) 57,5±11,4 58,3±13,2 56,8±11,8 56,2±12,3 VO2máx(ml.kg.-1min-1) 40,1±2,9 40,1±3,1 40,6±2,5 40,2±2,5
IMC= índice de massa corporal; PAS= Pressão arterial Sistólica; Pressão Arterial Diastólica; VO2máx
estimado= consumo máximo de oxigênio estimado pelo teste de Léger; NAF= Nível de atividade física. ANOVA One way com Post Hoc de Bonferroni.
Por outro lado, quando comparado as variáveis investigadas entre estudantes da escola pública e privada, todas as variáveis (IMC, PAS, PAD e VO2máx), exceto idade e nível de
atividade física, apresentaram diferenças, sendo que, alunos da escola privada apresentaram maior IMC (19,1±3,8 vs 16,3±2,3; p=0,001), maior valores de PAS (99,2±17,1 vs 87,3±8,0, p=0,001) e PAD (60,5± 14,4 vs 53,4± 7,2;p=0,001) e menor VO2max (38,8±2,8 vs 41,9±1,3;
p=0,001) (tabela 6).
Tabela 6 - Comparação do IMC, PAS, PAD e VO2max entre os estudantes da escola Pública e Privada. Dados
expressos em média e (±) desvio padrão.
Variáveis Pública (n=98) Privada (n=114) p
Idade (anos) 8,7±0,9 10,3±1,3 0,067
NAF (Mets.semana-1) 560,9±283,9 548,9±269,2 0,910
IMC (kg.m-2) 16,3±2,3 19,1±3,8 0,001
PAS (mmHg) 87,3±8,0 99,2±17,1 0,001
PAD(mmHg) 53,4± 7,2 60,5± 14,4 0,001
VO2máx (ml.kg.-1min-1) 41,9±1,3 38,8±2,8 0,001
IMC= índice de massa corporal; PAS= Pressão arterial Sistólica; Pressão Arterial Diastólica; VO2máx estimado=
consumo máximo de oxigênio estimado pelo teste de Léger; NAF= Nível de atividade física.
Contudo, quando comparado entre os sexos, nenhuma das variáveis investigadas (idade, NAF, PAS, PAS e VO2máx) apresentaram diferenças estatísticas (tabela 7).
Tabela 7 - Comparação do IMC, PAS, PAD e VO2máx entre os sexos. Dados expressos em média e (±) desvio
padrão.
Variáveis Meninos (n=139) Meninas (n=73) p
Idade (anos) 9,65±1,4 9,66±1,5 0,989
NAF (Mets.semana-1) 561,2±287,0 541,5±252,2 0,621
IMC (kg.m-2) 17,7±3,6 18,0±3,4 0,647
PAS (mmHg) 93,0±14,8 95,0±15,0 0,357
PAD(mmHg) 56,8± 12,1 58,0± 12,3 0,504
VO2máx (ml.kg.-1min-1) 40,1±2,5 40,4±3,2 0,421
IMC= índice de massa corporal; PAS= Pressão arterial Sistólica; Pressão Arterial Diastólica; VO2máx estimado=
consumo máximo de oxigênio estimado pelo teste de Léger; NAF= Nível de atividade física.
Quando realizado comparações entre sexos e entre escolas, todas as variáveis, exceto pelo NAF (p>0,05) e VO2max, foram maiores em estudantes de ambos os sexos da escola
particular. Além disso, estudantes do sexo masculino e feminino da escola particular.
Apresentaram menores valores VO2máx quando comparado a seus pares da escola
Tabela 8 - Comparação do IMC, PAS, PAD e VO2máx entre os estudantes da escola Pública e Privada bem
como entre gêneros. Dados expressos em média e (±) desvio padrão.
Escola Pública Escolar Privada
Variáveis Meninos
(n=62) Meninas (n=36) Meninos (n=76) Meninas (n=38)
NAF (Mets.semana-1) 586,0±312,0 517,9±222,0 546,7±267,1 564,6±279,5 IMC (kg.m-2) 16,2±2,4 16,5±2,2 19,1±3,9* 19,4±3,7* PAS (mmHg) 86,6±8,2 88,5±7,4 98,4±17,1* 101,4±17,6* PAD (mmHg) 53,1±7,5 53,9±6,4 60,0±14,2* 61,9±15,1* VO2máx (ml.kg.-1min-1) 41,9±1,3 41,9±1,4 38,7±2,3* 39,1±3,6*
*= p<0,05 entre escolas e Gêneros. IMC= índice de massa corporal; PAS= Pressão arterial Sistólica; Pressão Arterial Diastólica; VO2máx estimado= consumo máximo de oxigênio estimado pelo teste de Léger; NAF=
Nível de atividade física. = p < 0,05 entre os Gêneros.
Meninos e meninas apresentam frequência (%) de IMC normal e excesso de peso semelhantes (p=0,791). Ademais, também não foram evidenciadas diferenças significativas de frequências entre os sexos, quanto a estratificação da PA em normal e elevada (p=0,215) (tabela 9).
Tabela 9 - Distribuição (n), prevalência (%) por sexo e para a amostra total, quanto à classificação do índice de massa corporal (IMC) e pressão arterial (PA).
Meninos (n=139) Meninas (n=73) p n % n % IMC Normal 85 61,2 46 63,0 0,791 Excesso de peso 54 38,8 27 37,0 PA Normal 113 81,3 54 74,0 0,215 Elevada 26 18,7 19 26,0
Não houve diferença estatística (p=0,791 e p=0,215).
No entanto, estudantes da escola pública apresentam frequência de IMC e PA normal estatisticamente diferente de estudantes da rede privada, sendo a frequência de estudantes da escola pública com IMC estratificado como eutrófico de 79,6%, ao passo que estudantes da rede privada apresentaram apenas 46,5%, sendo estes valores diferentes entre si (p=0,001), do mesmo modo quando verificado a PA arterial, pois, estudantes da rede privada e da rede de ensino público apresentaram frequências de 61,4% e 99%, respectivamente, sendo estes, estatisticamente diferentes (p=0,001) de PA normal, ao passo quando verificado a A Tabela 10 mostra os resultados do IMC e da PA dos escolares da rede pública e privada foi verificado p< 0,0001.
Tabela 10 - Distribuição (n), prevalência (%) por escola e para a amostra total, quanto à classificação do índice de massa corporal (IMC) e pressão arterial (PA).
Escola Pública (n=98) Escola Privada (n=114) p n % n % IMC Normal 78 79,6 53 46,5 0,0001 Excesso de peso 20 20,4 61 53,5 PA Normal 97 99,0 70 61,4 0,0001 Elevada 1,0 1,0 44 38,6
IMC= índice de massa corporal; PA= pressão arterial. Comparação entre frequências (Qui-Quadrado). Um resultado interessante do presente estudo Fo obtido quando verificado a frequência de respostas do que os estudantes da rede pública e privada realizavam em seu tempo de lazer e, foi constatado que 41,5% dos estudantes preferem assistir televisão a realizar tarefas domésticas (10,4%), brincar (13,2%) e praticar e esportes (34,9%), sendo estes valores diferentes entre si (p=0,0001).
Tabela 11 - Comparação entre frequências de respostas das atividades realizadas fora do ambiente escolar para toda amostra (n=212).
Tarefas de casa Assistindo TV Brincando Praticando esportes p
n 22 88 28 74 0,0001
% 10,4 41,5 13,2 34,9
A condição assistindo TV (41,5%) foi mais prevalente em toda a amostra (p<0,0001).
No entanto, quando comparado entres os sexos (meninos e meninas), as frequências não apresentaram valores prevalentes (p=0,200).
Tabela 12 - Comparação entre frequências de respostas das atividades realizadas fora do ambiente escolar separados por sexo.
Meninos (n=139) Meninas (n=73) p n % n % 0,200 Tarefas de casa 10 7,2 12 16,3 Assistindo TV 61 43,9 27 37,0 Brincando 18 12,9 10 13,7 Praticando esportes 50 36,0 24 32,9
Do mesmo modo, quando comparado estes valores entre estudantes da rede pública de ensino e privada (p=0,969) (tabela 13).
Tabela 13 - Comparação entre frequências de respostas das atividades realizadas fora do ambiente escolar por escolas. Escola Pública (n=98) Escola Privada (n=114) p n % n % 0,969 Tarefas de casa 10 10,2 12 10,5 Assistindo TV 41 41,8 47 41,2 Brincando 14 14,3 14 12,3 Praticando esportes 33 33,7 41 36,0
Não houve diferença estatística (p=0,969)
Adicionalmente, quando separado os estudantes quanto a sua composição corporal, eutrófico e excesso de peso, não foram identificados diferenças estatísticas nas freqüências de resposta, quanto as opções de atividades que os mesmos preferem realizar em seu tempo de lazer (p=0,608) (tabela 14).
Tabela 14 - Comparação entre frequências de respostas das atividades realizadas fora do ambiente escolar estratificados pelo estado nutricional (IMC).
Normal (n=131) Excesso de peso (n=81) p n % n % 0,608 Tarefas de casa 11 8,4 11 13,6 Assistindo TV 54 41,2 34 42,0 Brincando 19 14,5 9 11,1 Praticando esportes 47 35,9 27 33,3 Não houve diferença estatística (p=0,608)
Quando verificado a frequência de resposta à respeito se os estudantes, gostam, gostam um pouco ou não gostam de praticar atividade física, a condição não gostam foi mais prevalente (54,2%; p=0,0001).
Tabela 15 - Comparação entre frequências de respostas se gosta ou não de praticar atividade física (n=212).
Gosta Um pouco Não gosta p
n 25 72 115 0,0001
% 11,8 34,0 54,2
A condição “não gosta” de praticar atividade física foi mais prevalente em toda amostra (p<0,0001). Da mesma forma quando comparado entre os sexos e escolas, 58,3% dos meninos responderam que não gostam de praticar atividades físicas, sendo este valor mais prevalente (p=0,004) e 64% dos estudantes da rede privada indicaram não gostar de praticar atividade física (p=0,001) (tabelas 16 e 17).
Tabela 16. Comparação entre frequências de respostas se gosta ou não de praticar atividade física por sexo. Meninos (n=139) Meninas (n=73) p n % n % Gosta 9 6,5 16 21,9 Um pouco 49 35,3 23 31,5 0,004 Não gosta 81 58,3 34 46,6
A condição “não gosta” de praticar atividade física foi mais prevalente no grupo do sexo masculino (p<0,004). Tabela 17 - Comparação entre frequências de respostas se gosta ou não de praticar atividade física por escolas.
Escola Pública (n=98) Escola Particular (n=114) p n % n % Gosta 21 21,4 4 3,5 Um pouco 35 35,7 37 32,5 0,0001 Não gosta 42 42,9 73 64,0
A condição “não gosta” de praticar atividade física foi mais prevalente na escola particular (p<0,0001).
Além disso, uma forte, positiva e significante correlação foi encontrada entre IMC e PAS (r=0,73; p=0,001). Figura 4
6 DISCUSSÃO
Os resultados do presente estudo apontam que o NAF parece não afetar a adiposidade corporal, o índice de massa corporal (IMC), PA e VO2max no estrato de idade investigado
(escolares de 7 a 10 anos), uma vez que não foram evidenciadas diferenças estatísticas quando comparado os quartis de NAF para as variáveis acima mencionadas. Da mesma forma, Rosa et al (2011), ao compararem o nível de atividade física habitual (NAFH) em crianças e adolescentes por meio do pedômetro, os autores não demonstraram diferença estatística entre o IMC de meninos e meninas divididos pelo NAFH. Além disso, Parzianello e Santos (2007), também não demonstram associações significantes entre o NAFH e adiposidade corporal em crianças da mesma faixa etária do presente estudo (7 a 10 anos).
Quando comparado os valores de PAS e PAD entre os quartis do NAF, também não foram identificadas diferenças estatísticas, o que também foi evidenciado no estudo de Hoffmann et al (2010), em que os autores não encontraram associação entre o NAF e classificação da PA em escolares de Caxias do Sul. Adicionalmente, não foi evidenciada diferença no VO2max entre os quartis do NAF, o que está em desacordo com o estudo de
Eiberg et al (2005), que avaliaram crianças de 6 e 7 anos e demonstraram que meninos apresentam maior NAF que meninas estimado por acelerômetro (743 vs 679 contagens.min-1; p<0,001) e, por conseguinte, maior VO2max relativo a massa magra (57,8±6.8 vs 57,0±6.5
ml.kg de massa magra.min-1; p<0,05). Essa diferença pode ser em parte explicada pelo tamanho da amostra, uma vez que o 3° quartil do presente estudo apresentou uma diferença semelhante (0,5 vs 0,8 ml.kg-1.min-1) do VO2max quando comparado ao estudo de Eiberg et
al.(2005), porém, nesse estudo o tamanho da amostra foi de 592 indivíduos, o que segundo Coutinho (1998) pode favorecer o aparecimento de diferenças significativas.
Um resultado interessante do presente estudo foi que meninos e meninas da escola privada apresentam maiores valores de IMC, PAS e PAD, o que está em descordo com os achados de Silva et al (2005), que demonstraram que estudantes da rede privada de ensino apresentam menor prevalência de excesso de peso e PA elevada quando comparado a seus pares da rede pública de ensino. No entanto, o presente estudo constatou que crianças da rede pública apresentam um maior VO2max quando comparadas com crianças da rede de ensino
privada. Diferenciando-se do estudo realizado por Dumith et al (2008) que não estabeleceu diferença significativa em relação ao VO2max entre escola pública e privada.
Por outro lado, os estudos como o de Ferreira et al (2008) e Mendonça et al ( 2010), que investigaram estudantes da cidade de Taguatinga-DF e Maceió-AL, também apontam
haver uma maior prevalência de excesso de peso em estudantes da escola particular quando comparado aos da rede pública, independentemente do sexo. Além disso, Mendonça et al (2010) ao avaliar estudantes da rede pública e privada de ensino da cidade de Maceió, reporta que estudantes da rede privada de ensino com idade entre 7 a 17 anos, apresentam 2,2 vezes mais chance de terem sobrepeso (Odds Ratio= 2,2; IC95%: 1,36-3,32) e aproximadamente cinco vezes mais chances de apresentarem obesidade (Odds Ratio= 4,7; IC95%: 2,32-9,34) em relação aos das escolas públicas.
Ademais, Garcia et al ( 2004) ao avaliarem 672 crianças entre 2 e 11 anos da cidade de Belo Horizonte-MG, demonstraram que estudantes da rede privada de ensino apresentam maiores valores de PAS (106,3±10,2 vs 100,2±11,7 mmHg; p=0,026) e PAD (64,4±12,1 vs 57,8±13,5 mmHg; p=0,03) do que estudantes da rede pública.
Adicionalmente, vale salientar que a prevalência de excesso de peso e PA elevada da escola particular mostrou-se bem maior do que os estudos anteriormente comentados Silva et al (2005) e Garcia et al (2004), o que sugere que a escola particular investigada, deve desenvolver programas para estimular a adoção de hábitos de vida saudáveis, tais como: incentivar a prática regular de atividade física bem como programas de reeducação alimentar.
Neste estudo, quando analisado a frequência de resposta para toda a amostra (n=212) a respeito das atividades que os estudantes realizavam fora do ambiente escolar, foi constatado que os estudantes preferem assistir TV 41,5%, as demais atividades como brincar, praticar esportes e realizar tarefas de casa não evidenciaram diferenças estatísticas (p= 0,608). Resultados similares foram encontrados em estudos nacionais como o de Frutuoso (2003),demostrando a preferência dos adolescentes pela inatividade física, 50,5% das horas semanais de 39,0% dos adolescentes foram dispendidas assistindo TV, que pode representar um dos fatores determinantes para o desenvolvimento de peso corporal excessivo. Já o estudo realizado por Carvalhal et al (2007) tanto em escolas públicas quanto privadas foram verificadas a preferencia das crianças em assistir TV 32,5% , em relação ao excesso de peso e obesidade ficou evidenciado que as crianças que passam mais tempo livre assistindo TV possuem uma maior prevalência a obesidade.
Outro ponto de destaque refere-se aos estudantes quanto aos resultados de adiposidade, relacionada a frequência de respostas das atividades realizadas fora do ambiente escolar, pois 42% das crianças responderam preferir assistir TV a realizar atividades esportivas. Aparentemente as crianças tanto classificadas como eutróficas ou sobrepeso quando comparadas as demais resposta não apresentaram diferenças estatísticas.
Entretanto Sales (2010) analisou o IMC de 31 indivíduos estratificados como eutróficos, quando, porém analisaram os grupos masculinos e femininos separadamente, os homens tiveram valores estratificados como sobrepeso. No entanto quando avaliado o %G, ambos os grupos tiveram valores acima da média. Isso indica que o índice de IMC parece não ser totalmente confiável no diagnostico de sobrepeso e obesidade.
Quando verificado a frequência de resposta à respeito se os estudantes, gostam, gostam um pouco ou não gostam de praticar atividade física, a condição não gostam foi mais prevalente 54,2% neste estudo. Entretanto quando comparada entre os sexos 58,3% dos meninos e 46,6% das meninas disseram não gostar de praticar atividades físicas. Já a comparação entre as frequências de respostas se gosta, um pouco ou não gosta de praticar atividade física por escolas pública e particular ficou evidenciado que 42,9% dos alunos da rede de ensino pública e 64% dos alunos da rede de ensino privada não gostam de praticar atividade física. Resultados semelhantes foram encontrados por Martinelli et al (2006) onde 50% dos alunos de ambos os sexos disseram não gostar de praticar atividade física. Na contra mão, outro estudo verificou maior prevalência de alunos de ambos os sexos que gostam de praticar atividade física (PAIVA, 2011). Contudo, essas divergências podem ser associadas às diferenças sociais e motivacionais.
Analisando a figura 5, observa-se uma associação entre o IMC e a PAS para toda amostra (n=212). Resultados semelhantes foram observados em estudos como o de Ribeiro e et al (2006), ao avaliarem 1.450 estudantes de 6 a 18 anos, mostraram que os indivíduos com IMC elevado apresentam 3,6 e 2,7 vezes mais risco de ter pressão arterial sistólica (PAS) e pressão arterial diastólica (PAD) elevadas, respectivamente. Para Monego e Jardim (2006), ao estudarem 3.169 escolares, observaram associação significante entre excesso de peso e PAS. No entanto Guimarães et al (2008), ao avaliarem dados de pressão arterial e IMC de 536 adolescentes de 11 a 18 anos, concluíram que o aumento percentual de PAS e PAD elevadas acompanhou a elevação do IMC e que cada aumento no IMC aumentaria a PAS em 1,198 mmHg.
Portanto, o presente estudo constatou que crianças da rede pública apresentam um maior VO2max quando comparadas com crianças da rede de ensino privada. Diferenciando-se
do estudo realizado por Dumith et al (2008) que não estabeleceu diferença significativa em relação ao VO2max entre escola pública e privada.Com base nesse dados em parte por se
explicado a alta prevalência do excesso de peso, PA elevada e um menor VO2max nas escolas
Dentre as limitações desse estudo, um fator importante a ser citado é que o desempenho no teste Shuttle run pode ser alterado pelo nível de motivação e espírito de competitividade. Além disso, a não avaliação do estágio maturacional e das dobras cutâneas também podem ter afetado os resultados. Sugere-se que estudos futuros analisem a aptidão cardiorrespiratória controlando essas variáveis.
7 CONCLUSÃO
Os resultados encontrados, constatou-se que a atividade física e o tempo gasto fora da escola parecem ser influenciadores do excesso de peso (sobrepeso + obesidade ) em todos os segmentos analisados.
Contudo, quando comparado entre as escolas (públicas e privadas), todas as variáveis investigadas (IMC, PAS, PAD e VO2 max) exceto pelo NAF e idade, apresentaram diferenças
significativas.
Por outro lado, quando estratificado a amostra pela escola pública, privada e sexo, acarretou diferença significativa. Os estudantes de ambos os sexos da escola privada, apresentaram maior IMC, PAS e PAD, bem como demostraram um VO2 max.
Por fim, acreditando nos resultados encontrados no presente estudo, esperamos que possam surgir novos trabalhos e programas por parte do governo destinando maior espaço aos professores de Educação Física para o desenvolvimento de atividades profiláticas, voltadas a conscientização dos benefícios de um estilo de vida ativo para as crianças afim de que tenham, no futuro uma vida mais saudável.
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