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到”, translated by Taishan Yu as “The imperial edict for the Acting Palace Attendants (侍中) and the Chief Commandants (大都尉) of Jin, the Great Marquises of Fengjin

Chapter 5: The economic landscape of Kroraina

5.3 Royal tax and tributes

4.5.1 Questões éticas

O primeiro procedimento foi a submissão do projeto ao Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da UFSCar. Somente após a aprovação do mesmo, o desenvolvimento do estudo foi iniciado7 (ANEXO A). Também foi solicitada à Secretaria de Saúde do Município autorização para a realização do estudo, como também autorização para o CAPSad em que o estudo foi realizado.

4.5.2 Estudo piloto em CAPSad

Antecedendo a coleta de dados a pesquisadora realizou o estudo piloto em uma unidade de CAPSad, de outro município da região, buscando se aproximar da realidade em foco e do objeto de estudo em sua complexidade. O estudo piloto ocorreu durante o mês de agosto de 2014 e teve a duração de vinte dias; nela a pesquisadora buscou participar e conhecer a rotina do serviço, dos profissionais e dos usuários, incluindo adolescentes.

Nesta oportunidade a pesquisadora participou de grupos de família, grupo de adolescentes, terapia comunitária, grupo de mulheres, assembleias, grupo de confecção de pães, entre outras atividades.

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O estudo foi submetido ao comitê em outubro de 2014 e aprovado em janeiro de 2015, sob parecer nº 931.279, CAAE: 37304714.0.0000.5504.

4.5.3 Elaboração e adequação dos instrumentos para coleta de dados

Em relação aos instrumentos, após a revisão de literatura sobre a temática e inserção piloto em um CAPSad, foram elaborados dois roteiros de entrevista semi- estruturada, um para os adolescentes (Roteiro de Entrevista para os Adolescentes) e outro para os familiares (Roteiro de Entrevista para os familiares).

Juízes especialistas e pesquisadores da área foram solicitados a avaliar a pertinência, coerência, sequência das questões apresentadas, clareza, e realizar sugestões. Conforme sugere Manzini (2003) é necessário pensar nas questões que serão desenvolvidas, e após a construção do roteiro, é fundamental que este passe por avaliações de juízes da área.

Foram convidados para a avaliação dos roteiros sete juízes especialistas da área, todos terapeutas ocupacionais envolvidos com pesquisas ou práticas profissionais com esta população. As principais considerações realizadas pelos juízes foram em relação aos seguintes aspectos:

-Linguagem: foi sugerido que em algumas questões fossem utilizadas palavras mais simples para melhor aproximação e compreensão dos adolescentes;

- Estrutura das questões: foi sugerido redistribuir algumas questões para que ficassem mais organizadas no roteiro.

- Os juízes também sugeriram excluir algumas questões do roteiro, ou que elas fossem reformuladas para melhor atingir aos objetivos do estudo.

4.5.4 Inserção da Pesquisadora no campo

Após a verificação relativa ao oferecimento de atendimento a adolescentes e em relação ao tempo de funcionamento do serviço, de acordo com os critérios do estudo, o CAPSad em questão foi convidado a participar da pesquisa e assim iniciou-se a inserção no serviço. O período que a pesquisadora permaneceu no serviço foi de janeiro a maio de 2015 (duração de cinco meses). A coleta de dados iniciou-se após o primeiro mês de inserção da pesquisadora no serviço e estendeu-se até o fim da inserção. A pesquisadora permanecia no serviço todos os dias da semana, das 08 horas da manhã até às 19 horas.

Conforme preconiza a Observação Participante, inicialmente a pesquisadora procurou conhecer e participar da rotina do serviço, dialogar e acompanhar os profissionais que compõem a equipe, participar das atividades desenvolvidas e das reuniões realizadas pela equipe, dialogar e acompanhar os usuários, seus acompanhantes, dentre outros aspectos. Também buscou conhecer o cotidiano dos

adolescentes no serviço, iniciando as aproximações nos grupos de adolescentes, e grupos de família, procurando assim interagir com os mesmos e com seus familiares.

Todos os dias, ao sair do CAPSad, a pesquisadora escrevia, em diário de campo, os registros de como havia sido o dia. Nestes registros constavam todos os contatos, participações nos grupos, momentos de conversa e aproximação com os adolescentes, com outros usuários do serviço, familiares e os profissionais, além dos registros de suas próprias percepções.

4.5.5 Convite para as entrevistas

Após o primeiro mês no serviço, a pesquisadora convidou os adolescentes e familiares para participação no estudo e buscou explicar sobre a pesquisa e esclarecer dúvidas que surgiram em relação à mesma. Os adolescentes que aceitaram participar do estudo e possuíam mais de dezoito anos, assinavam o termo de consentimento livre e esclarecido, já para os que possuíam menos de dezoito anos, o adolescente preenchia um termo de assentimento e o familiar preenchia o termo de consentimento livre e esclarecido (APÊNDICE E) e (APÊNDICE F).

A frequência dos adolescentes no serviço era muito instável, porém, durante o período de inserção a pesquisadora teve contato com dezessete adolescentes e, dentre estes, efetivou o convite para participação com onze adolescentes que estiveram no serviço e com a pesquisadora por mais de três vezes. Dentre os adolescentes convidados, três não aceitaram participar da pesquisa8, totalizando a participação de oito adolescentes na pesquisa.

Em relação aos familiares, a pesquisadora teve contato com as famílias na participação dos grupos de família. Conforme aconteciam os grupos a pesquisadora realizava o primeiro contato com o familiar que respondia aos critérios de inclusão e realizava o convite para participação na pesquisa. A pesquisadora teve contato e realizou o convite para participa à pesquisa para dezessete mães, sendo que apenas duas se recusaram a participar , uma por dizer que não tinha outro horário livre além daquele destinado ao grupo de família e, a outra, por não querer participar do estudo, pois não gostaria de falar sobre sua vida. Assim quinze familiares aceitaram e participaram da pesquisa.

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Em relação aos 3 adolescentes que recusaram participar da pesquisa, um deles se recusou dizendo que não retornaria mais ao serviço e os outros dois adolescentes apenas se recusaram sem explicações.

A forma e horários para as entrevistas foram pactuados com os adolescentes e familiares e todas foram realizadas no CAPSad, em salas e espaços em que a privacidade fosse garantida. A entrevista dos familiares durou em média uma hora e dos adolescentes teve a duração de, aproximadamente, quarenta minutos.

4.5.6 Análise dos dados - Diário de Campo:

Para a análise do conteúdo do diário de campo, foram realizadas repetidas leituras e a partir delas, foram identificados eixos presentes no conteúdo e os registros relativos a cada eixo foram organizados.

- Conteúdo das entrevistas:

Os registros das entrevistas semiestruturadas foram transcritos na íntegra e analisados através da Técnica do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC). A técnica do DSC é uma análise de dados qualitativos de natureza verbal e vem sendo desenvolvida desde a década de 1990 em estudos de representação social; possui como fundamento a teoria da Representação Social e seus pressupostos sociológicos, a qual defende que uma pessoa é ao mesmo tempo individual e coletiva, pois possui singularidades, mas também faz parte de uma coletividade (LEFEVRE; LEFEVRE, 2010).

A Teoria da Representação social é uma forma de conhecimento construída e compartilhada socialmente e preconiza a construção de uma realidade comum a um conjunto social. As representações sociais permitem assimilar em aspectos da coletividade expressões individuais e conduzem as pessoas a determinar em conjunto os mais diversos aspectos da realidade cotidiana (JODELET, 2011).

O objetivo do DSC é, por meio da análise do material verbal, construir depoimentos que representem uma coletividade através de um discurso único, escrito na primeira pessoa do singular (LEFEVRE; LEFEVRE, 2010).

De acordo com Lefevre, Lefevre (2010), para a construção dos discursos são utilizados os seguintes operadores metodológicos:

As Expressões Chaves (ECH), que são trechos mais importantes de cada resposta destacados pelo pesquisador, ou seja, são o conteúdo essencial das representações presentes nestas respostas.

As Ideias Centrais (IC), que são expressões linguísticas, que revelam o sentido presente nas expressões chave selecionadas de cada uma das respostas, mas de maneira

sintética, resumida, que depois formarão o discurso do sujeito coletivo, sendo assim denominadas Ideias Centrais de Categoria.

A Ancoragem (AC) é a expressão de uma teoria, ideologia, ou crença, dita pelo autor do discurso. Consiste em uma afirmação genérica e é usada para explicar, falar sobre uma situação específica.

Os Discursos do sujeito coletivo (DSC) são construídos a partir do conjunto das expressões chave de respostas que tem ideias centrais ou ancoragens semelhantes, ou pode ser composto com expressões chave de apenas uma resposta. As expressões chave são reunidas em um discurso-síntese redigido na primeira pessoa do singular. Os depoimentos coletivos permitem expressar opiniões e posicionamentos distintos sendo que o discurso final será composto por quantas diferentes opiniões existirem.

Para apoiar a análise do Discurso do Sujeito Coletivo optou-se pela utilização do software Qualiquantisoftware, para difundir a técnica e auxiliar nas análises (LEFEVRE; LEFEVRE, 2010).