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2.7 C# and .NET

2.7.3 Roslyn Analyzer

O armazenamento de água é fundamental para a sustentabilidade da unidade militar, tendo uma grande ênfase quando a operação se desenvolve em regiões áridas, onde as necessidades de água são naturalmente maiores e a sua acessibilidade é menor (Headquarters, Department of the Army, 1990).

As fontes de água para funções que não a ingestão, em missões militares no Iraque, Afeganistão, Líbano, entre outras, foram geralmente furos ou poços de água. Esta forma de abastecimento envolve um custo inicial considerável na mobilização de equipamento para o teatro de operações e a longo prazo, com o custo de energia elétrica associada ao funcionamento das bombas de captação e equipamentos de tratamento da água. A primeira fase consiste, portanto, na captação e tratamento, e a segunda fase ao seu armazenamento (Joint Chiefs of Staff, 2010). Nas missões militares acima referidas, a água potável armazenada destinava-se sobretudo à higiene pessoal, confeção de alimentos, bar, lavagem de viaturas, enfermaria, instalações sanitárias e lavandaria, sendo que para ingestão era utilizada água engarrafada.

A água engarrafada é proveniente, geralmente, do comércio local (Headquarters, Department of the Army, 1990; Stephen et al., 2013) e deve ser utilizada nas primeiras fases de desenvolvimento do aquartelamentoantes de poder ser estabelecido um sistema de tratamento de água por captação proveniente de um furo (Joint Chiefs of Staff, 2010; Force Development Directorate United States Army Combined Arms Support Commands, 2008; Headquarters, Department of the Army, 1990; Headquarters, Department of the Army, 2005). Todavia, atualmente é utilizada durante toda a operação o que acarreta diversas desvantagens:

 Elevado custo – o custo de transporte de água engarrafada, até ao posto de comando tático, segundo SERDP (2010), pode variar aproximadamente entre 1 até aos 12 € por litro. Segundo Headquarters, Department of the Army (2005), para apoiar as tropas no Uzbequistão, a agência logística de defesa do exército norte-americano estima que gastou para a compra e transporte de água engarrafada (1 milhão de litros de água) 770000 €. O custo estimado para o transporte e funcionamento de um sistema de tratamento de água por osmose reversa (ROWPU), com o equipamento auxiliar, representaria, para a mesma operação, um total de 280000 €;

 Grande quantidade de água desperdiçada – segundo SERDP (2010), metade das garrafas de água são eliminadas antes do consumo por se apresentarem danificadas fisicamente e, das restantes, um terço é rejeitado pela passagem do prazo de validade. Segundo dados observacionais, quando um indivíduo abre

uma garrafa de água e não a consume na totalidade, o desperdício chega a ser de 20% (Stephen et al., 2013);

 Qualidade química e inorgânica da água – não pode ser garantida no ponto de consumo, mesmo que as fábricas de produção estejam certificadas por unidades militares (Headquarters, Department of the Army, 2005);

 Aumento da necessidade de eliminação de resíduos – a eliminação das garrafas após o seu uso deve ser tida em conta, ainda no planeamento, pois representa custos adicionais na sua eliminação e transporte (US Army Corps of Engineers, 2009; Headquarters, Department of the Army 2005);

 Aumento da ameaça Terrorista – o abastecimento de água engarrafada tem que ser constante, assim como o seu transporte para o aquartelamento, o que cria uma rotina, favorecendo uma potencial ameaça terrorista (Headquarters, Department of the Army, 2005).

Contudo, o consumo de água engarrafada também apresenta algumas vantagens, tais como o aumento da flexibilidade no planeamento, o aumento da moral nos soldados, a perceção por parte dos militares de qualidade de vida, o facto de requerer menos desenvolvimento da infraestrutura que constitui o aquartelamento e por poder ser transportada pelos militares (Headquarters, Department of the Army 2005).

O sistema de abastecimento de água através de furos profundos no teatro de operações é, segundo algumas fontes, mais rentável e sustentável. O nível de contaminação biológica e química das águas subterrâneas é geralmente baixo e não costuma ter uma grande variação com a sazonalidade(US Army Corps of Engineers, 2009), o que permite uma captação de água com grande qualidade. Segundo Stephen et al. (2013), alguns campos militares no Afeganistão conseguiram produzir água de grande qualidade através do tratamento de água proveniente de furos, sem que fosse necessário um processo muito robusto de tratamento.

Os furos devem localizar-se na periferia ou mesmo dentro do aquartelamento, o que aumenta a segurança da fonte de água, visto que, assim, a sua localização fica abrangida pela área de segurança (US Army Corps of Engineers, 2009 e Headquartes, Department of the Army, 2008).

A execução de furos ou a utilização de água engarrafada, como sistema de abastecimento de água de aquartelamentos de campanha, deve ser estudada numa perspetiva económica, embora Headquarters, Department of the Army (2005) e US Army Corps of Engineers (2009) refiram o sistema de abastecimento de água proveniente de furos como a melhor forma de abastecimento de água potável num aquartelamento militar (STANAG 2885, 2010 e US Army Corps of Engineers, 2009).

Depois da água ser captada do furo, tratada e certificada como potável, poderá ser consumida de imediato ou transportada através de uma rede (Ministry of Defence, 2008) ou autotanques até ao reservatório (Headquarters, Department of the Army 2005). O sistema de distribuição inicia-se gravíticamente, a partir de um reservatório, ou através de bombagem, no caso do reservatório não poder ser elevado por motivos de segurança (Ministry of Defence, 2008).

A localização do(s) reservatório(s) deve ser estudada no planeamento e deve obedecer a determinadas características de forma a efetuar a distribuição de água para os locais de consumo de forma segura e eficiente. Assim recomendam-se:

 Localizações, por questões de segurança, dentro do aquartelamento (Ministry of Defence, 2008).  Locais de implantação aprovados pelo reconhecimento, em terrenos pouco acidentados, seguros

relativamente à observação e ataque de inimigos e, suficientemente grandes para permitir o armazenamento e distribuição, mas não tão pequenos que inviabilizem as operações de manutenção.  Solos de fundação com capacidade de suporte e, devidamente drenados;

 Locais com fácil acesso rodoviário (Headquarters Department of the Army, 1991).

 As plataformas onde se localizam os reservatórias devem estar na cota mais elevada do aquartelamento, no caso de um abastecimento gravítico (Finabel Coordinating Committee, 2007).

 Localizações próximas das instalações de maior consumo (Ministry of Defence, 2008).

O armazenamento deve ser suficiente para suportar o consumo de pico e manter a reserva de DOS25 impostos

pelo comando com responsabilidade para tal (Headquarters Department of the Army, 1991). Segundo Headquarters, Department of the Army (2005), este parâmetro varia com a missão e o clima. Na Figura 3.2.1 apresentam-se alguns valores deste parâmetro de acordo com as regulamentações de algumas organizações.

Figura 3.2.1 – Variação de dias de abastecimento de reserva (DOS) de acordo com diferentes organizações (fontes: NATO, 2008; ordem de operações na operação portuguesa no Líbano - HQ NAQOURA UNIFIL Março de 2008; National Defence,

2005 e Ministry of Defence, 2008).

25 DOS – Days Of Supply – quantidade média de água necessária para o abastecimento de um ou mais dias, o cálculo deste

parâmetro é baseado em níveis de consumo padrão organizacionais ou consumos padrão nacionais conforme o apropriado para a missão. 0 5 10 15 NATO ONU (Líbano) FINABEL Exército do Canadá Exército Britânico N ú m er o d e d ias