2. TEORI, KONSERT- DRAMATURGISK DRAMATURGISK
3.1 KUNSTNERISK PRAKSISFORSKNING
5.1.1 Romansekonsertens utfordringer
Para se analisar o efeito do travamento de força cortante nos elementos finitos de placa, considerou-se a mesma placa da análise do item 6.2.2. No entanto variou-se a sua espessura no intervalo de 0,15 a 1,50 m, conforme ilustra Tabela 5.
Tabela 5 - Relação h/a das placas analisadas. Espessura (m) h/a 1,50 0,33 1,35 0,30 1,15 0,26 0,95 0,21 0,75 0,17 0,55 0,12 0,35 0,08 0,15 0,03
Os valores obtidos segundo o código computacional SIPlacas foram confrontados com resultados analíticos segundo a Teoria Clássica de Placa apresentada pelo livro do Timoshenko e Woinowsky-Krieger (1959). A expressão, retirada do livro, que determina o deslocamento encontra-se exposta conforme Tabela 6.
Tabela 6 - Deslocamento para uma placa retangular com uma borda engastada e as demais simplesmente apoiadas. a b w
1
,
1
0,0043.qa4 D Onde,• a é a menor dimensão da placa, para o exemplo 4,50 m.
• b é a maior dimensão da placa, para o exemplo 5,00 m.
• q é a carga uniforme distribuída, para o exemplo 9,30 kN/m².
• 12(1 2) 3 ν − = Eh D . • ν =0,3
Antes mesmo de realizar a análise dos resultados é importante salientar que Timoshenko e Woinowsky-Krieger (1959) não caracterizam as placas de acordo com a relação h a. Neste sentido, os resultados obtidos com a Teoria Clássica de Placa
podem não ser coerentes com a resposta do problema físico real dos exemplos propostos. Pois, à medida que se aumenta a espessura da placa o efeito da força cortante passa a influenciar na deformação da mesma e, por conseguinte apresentar uma deformação diferente da teoria Clássica de Placa.
Os gráficos da Figura 32 e Figura 33 expõem a relação entre a diferença relativa percentual (entre os valores dos deslocamentos obtidos no SIPlacas e o valor analítico) em função da discretização da estrutura para os elemento lineares e quadráticos, respectivamente.
Os elementos finitos utilizados nesta análise foram os elementos lineares e quadráticos, com integração numérica completa e reduzida, (Q4c, Q4r, Q8c e Q8r).
Optou-se por não apresentar os resultados dos elementos finitos com campo assumido de deformação definido de força cortante (CADFC), (Q4CAD e Q8CAD), por
conveniência na exposição das curvas dos gráficos. Tendo em vista que os valores de deslocamentos destes elementos comparados com a integração reduzida são relativamente os mesmos. E, conforme exposto na revisão bibliográfica do capítulo 5, realizar a integração reduzida para os termos da matriz de rigidez equivale aos termos da matriz de rigidez dos elementos com (CADFC).
A primeira conclusão que pode ser realizada ao se observar os gráficos é que a diferença relativa dos deslocamentos é maior em relação à resposta analítica conforme se aumenta a espessura da placa. Este fato já era esperado, pois como explicitado anteriormente, à teoria analítica a qual se baseou o cálculo dos deslocamentos da presente estrutura refere-se à teoria em que não se considera o efeito da deformação por força cortante.
Desta forma, na Figura 32 para a placa de espessura mais fina (
h=0,15m
e 03, 0 =
a
espessura mais espessa (
h=1,50m
e h a=0,33) o valor de convergência conduz a uma diferença relativa na ordem de 90%. A partir desta análise verifica-se que para esta estrutura, ao se adotar valores de altura cada vez menores que a espessura dem
15
,
0
, o valor da análise numérica tende a ser cada vez mais próxima do cálculo analítico.Figura 32 - Diferença relativa entre os elementos lineares com integração completa e reduzida e o cálculo do deslocamento analítico.
Figura 33 - Diferença relativa entre os elementos quadrátricos com integração completa e reduzida e o cálculo do deslocamento analítico.
Na sequência, outra análise que pode ser realizada, a partir dos gráficos da, Figura 32 e Figura 33 é que todos os elementos apresentam convergência para o mesmo valor de deslocamento. E isso vale tanto para os elementos lineares quanto para os quadráticos.
Por exemplo, a placa com relação h a de
0,21
apresenta convergência para uma diferença relativa na ordem de 40% do valor analítico. Porém, o que diferencia um elemento finito de outro é a razão de convergência. Tendo em vista que para o elemento linear a convergência ocorre para uma estrutura com discretização igual a 961 nós enquanto que para o quadrático a estrutura necessita de 431 nós.Por fim, a terceira e última observação está relacionada ao travamento por força cortante (Shear Locking). Recapitulando, para os presentes elementos finitos, o problema de travamento de força cortante existe quando se deseja analisar placas na qual a influência da força cortante é desprezível, ou seja, placas esbeltas.
Desta maneira, este comportamento é visto nos gráficos da Figura 32 e Figura 33. A partir deles, tem-se que para as estruturas de espessuras pequenas os valores dos elementos finitos obtidos por integração completa (Q4c e Q8c), para malha de
elementos finitos considerada pobre, tendem a apresentar valores de diferença relativa percentual maior que os elementos com integração reduzida (Q4r e Q8r).
Salienta-se que os elementos (Q4r e Q8r) não apresentam problema quanto a
questão do travamento de força cortante.
Este comportamento é mais bem representado no gráfico dos elementos lineares, Figura 32. A partir dele, para a placa de relação h a igual a
0,03
e considerando a primeira discretização da estrutura a diferença relativa percentual do elemento Q4c éna ordem de 90% enquanto que a do elemento Q4r é 0%. Por outro lado, para a
placa de relação h a igual a
0,33
, para a primeira discretização da estrutura verifica-se que praticamente não há diferença entre as respostas dos elementos finitos lineares.Para o gráfico dos elementos quadráticos, Figura 33, o elemento quadrático com integração completa gera valores razoáveis para todas as placas analisadas. Contudo, o problema de travamento de força cortante (Shear Locking) surge, embora de forma atenuada, para as estruturas com relação h /a iguais a
0,21
,0,12
e0,03
. Pois, ocorre uma leve diferença entre o início das curvas de convergência que representam estas estruturas.Reforçando que, como discutido no item 5.2.2, praticamente não há diferença em relação aos valores de deslocamentos entre os elementos finitos Q4r e Q4CAD e os
elementos Q8r e Q8CAD. Por esta razão os gráficos plotados na presente análise
referiu-se apenas entre os elementos com integração completa e reduzida.
6.2.4 Elementos de Placas com Campo Assumido de Deformação: Linear