3.2 Elevens tekst: Personlig innlevelse som utgangspunkt for et engasjement
3.2.2 Rollekortet «Hverdagshelten» som invitasjon til å kople liv og tekst
As teorias científicas que se referem à natureza das abordagens geográficas atreladas ao processo de avanço e domínio das relações capitalistas são expressas nas nossas produções, conforme nosso entendimento no decorrer dos estudos, reflexões e aprofundamento teórico.
As nossas compreensões sobre a referida categoria seguem conforme extraits abaixo:
A Geografia Moderna – nas universidades inicia sua trajetória no contexto, pois
torna-se responsável pelos traçados cartográficos (mapas, explorações de novas áreas e recursos). Essa nova aquisição de ideias vem alicerçada com o pensamento do século XIX, de Ratzel (Alemanha) e La Blache (França), relevando o Determinismo e o Possibilismo. (ANGICO, informação verbal, 2008b).
Angico ressalta, nas suas produções escritas, um enunciado ainda incompreensivo
sobre as teorias científicas inerentes à Geografia, pois não destaca os aspectos relevantes da construção dos saberes sistematizados por essa ciência no contexto sócio-histórico de sua evolução social.
A concepção de Jacarandá sobre essa categoria sinaliza que:
Assim, para poder alcançar a positividade prática e metodológica, a Geografia Moderna passou a incorporar o mesmo método das ciências naturais. É com este discurso que ela entra nas universidades, o homem age e influencia o espaço. O discurso do Determinismo Geográfico provoca influências, em que Vidal de La Blache lança o Possibilismo, focalizando que as pessoas poderiam atuar no meio. (JACARANDÁ, informação verbal, 2008b).
Deduzimos que Jacarandá, além de apresentar imprecisões sobre as teorias científicas, não as adequou aos contextos históricos das abordagens em estudo. Assim, são necessários outros momentos de estudos, para adentrarmos, especificamente nas teorias que fundamentam as abordagens numa perspectiva de enunciar as nossas compreensões sobre o referido conteúdo.
Tanto Angico quanto Jacarandá enunciam incompreensão acerca das teorias científicas construídas nas abordagens geográficas, restringindo-se às citações presentes na literatura do estudo, sem estabelecer, a partir delas, relações argumentativas resultantes de suas interpretações.
Nas suas produções, Carvalho ressalta que:
A Geografia começou a se estruturar como ciência na Alemanha com base nos enunciados de Von Humboldt e Karl Ritter. Humboldt e Ritter deram à Geografia um método de análise, tentando estabelecer as relações entre os fenômenos que ocorrem nas diversas paisagens da superfície do planeta e desses com a ação da humanidade, sistematizando, enfim, o conhecimento geográfico e estabelecendo leis. A partir daí, a Geografia passa a ter um caráter científico e acadêmico e a ser produzida e pensada nas universidades. Ainda no século XIX, a Geografia é reconhecida oficialmente e passa a ser ensinada nas escolas. A Teoria do Determinismo Geográfico, onde Friedrich Ratzel indicia o homem subordinado ao meio, afirma que as condições que a natureza exerce sobre a humanidade a influenciam. Ratzel ainda discorre que é na natureza que a humanidade encontra as possibilidades de expansão, criando, assim, o conceito de espaço vital, onde a população de um determinado local e os recursos disponíveis para as suas necessidades apresentariam equilíbrio. Essa teoria justificava a expansão imperialista da época. Outra teoria traz algumas controvérsias em relação à Teoria do Determinismo. Essa teoria do Possibilismo difundida por Vidal de La Blache, na França, defende que as pessoas poderiam atuar no meio físico, modificando-o e determinando o seu desenvolvimento, ou seja, as possibilidades para sobrevivência humana estão dispostas no meio natural, cabendo ao homem fazer uso desses recursos. A utilização desses elementos se daria a partir dos costumes e das técnicas diferenciadas e do desenvolvimento histórico de cada sociedade. O que diferenciava as sociedades seriam os modos de produção diversificados. Vidal de La Blache definiu a Geografia como uma ciência dos lugares e não dos homens. Outro pensamento que predominou no discurso geográfico foi o da Geografia Racionalista defendida por Richard Hartshorne. Ele formulou para a Geografia os conceitos de áreas e integração, defendendo a idéia de que o estudo geográfico não deveria isolar os elementos ou fenômenos, mas trabalhar com suas inter-relações, esclarecendo as
variações das diferentes áreas da superfície terrestre. (CARVALHO, informação verbal, 2008b).
Carvalho destaca a relevância da Geografia Moderna no cenário sócio-histórico por
meio das contribuições de Alexander Von Humboldt e Karl Ritter, na Alemanha. Quanto às teorias do Determinismo Geográfico e do Possibilismo, ela faz menção aos pressupostos por meio de Ratzel e La Blache, que implementaram o caráter de cientificidade do discurso geográfico tradicional. Esses referidos pressupostos passaram a ser incorporados nas academias e universidades.
Percebemos nos enunciados de Carvalho uma progressão parcial desses conteúdos, por meio de descrições plausíveis restritas às abordagens geográficas tradicionais. Embora as produções tenham evidenciado alguns aspectos das suas teorizações, denotam componentes quantitativos com possibilidades para internalizações ainda progressivas, conforme aprofundamento do fenômeno estudado e pelas ações interpessoais e intrapessoais da inteireza formativa. Segundo Ibiapina (2006, p.61):
Na perspectiva sócio-histórica, a internalização é o processo de apropriação gradual dos instrumentos socialmente construídos e a interiorização progressiva das operações psicológicas constituídas na vida social. Esse processo não é apenas acumulação de domínios sobre os instrumentos variados com caráter puramente aditivo, mas a reorganização da atividade psicológica do sujeito como produto de sua participação em situações sociais específicas.
Por essa razão, compreendemos que a aplicação desse procedimento metodológico promoveu uma contínua produção de nossas concepções a respeito das teorias científicas presentes nas abordagens geográficas. Temos clareza que essas concepções não ocorrem de forma imediata e instantânea, pois sabemos que o sujeito social vai constituindo novos saberes a partir de sucessivas solicitações advindas das experiências individuais e coletivas que se estabelecem, cotidianamente, no espaço promovedor de aprendizagens, e assim vai solucionando o que objetiva nas suas incessantes buscas. Como esclarece Linblinskaia (1979, p.261):
A solução encontrada significa para o indivíduo o estabelecimento de novas conexões, que formam o conteúdo dos novos conhecimentos que adquiriu. O abrir e fechar de uma nova conexão, de uma nova associação, significa a resolução do novo problema colocado perante o indivíduo.
Nesse sentido concordamos que as nossas produções denotam um aprendizado parcial diante das teorias científicas que sistematizam as abordagens geográficas. Então faz-se
necessário provocar momentos de estudos para que nos apropriemos dos seus aspectos teórico-metodológicos.