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Rolf J. Korneliussen. Recommendations for collection of acoustic multi-frequency data to be used for

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Educar implica gosto e envolvimento por parte do educador, pelo que de modo a adequar a prática aos interesses e às necessidades das crianças, a intencionalidade educativa contou com as seguintes premissas: observar, planear, agir, refletir, avaliar, comunicar e articular (ME, 1997).

A observação de cada criança permitiu a recolha de informações acerca das suas dificuldades, capacidades e interesses, constituindo-se como “a base do planeamento e da avaliação” (ME, 1997, p.25), bem como um elemento essencial ao implemento da diferenciação pedagógica. Para tal, foi necessário efetuar um registo diário das observações mais relevantes.

O planeamento da intervenção, posterior à observação e avaliação diagnóstica, teve como objetivo proporcionar aprendizagens diversificadas, desafiadoras e significativas ao grupo do 3.º ano e da Pré II, o que, por sua vez, careceu de uma reflexão acerca da melhor forma de adequar as intenções pedagógicas a cada criança tendo em conta as competências de que eram portadoras e a articulação das áreas de conteúdo. Apesar da orientação efetuada pelas cooperantes, os roteiros de planificação foram elaborados tendo em conta as conceções que se possuía acerca de como as crianças construíam os seus saberes, ou seja, preconizaram uma aprendizagem através da ação. É certo que nem sempre foi possível planear e agir de acordo com a nossa visão, todavia, a reflexão tornou-se um elemento fundamental para o desenvolver das competências profissionais.

Para a intervenção desenvolvida no 3.º ano do 1.º Ciclo os documentos consultados para a delineação das competências foram o “Currículo Nacional do Ensino Básico: Competências Essenciais” (2002), o “Programa de Matemática do Ensino Básico” (2007), a “Organização Curricular e Programas do 1.º Ciclo do Ensino Básico” (2004), os “Programas de Português do Ensino Básico” (2009) e as “Metas de Aprendizagem” (2012). Relativamente aos documentos utilizados para o planeamento

do estágio no PE, estes envolveram a recolha de informações das “Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar” (OCEPE) (1997) e das “Metas de Aprendizagem para a Educação Pré-Escolar” (2012). Estes roteiros de planificação diários abrangeram a contextualização das atividades, as áreas de conteúdo, as competências a desenvolver, os papéis do educador/professor e das crianças, bem como o material necessário. Ainda nestes roteiros, no local designado para a observação/avaliação, foram efetuados registos acerca do que foi vivenciado nas aulas. Como nos esclarece Zabalza (1992), “ao fazer a programação, adoptam-se decisões relativas a conteúdos, métodos, recursos, prioridades, etc. elegem-se uns como mais adequados e deixam-se de lado outros” (p.97). De modo a facultar a qualidade da aprendizagem, o planeamento foi realizado com a participação das crianças, permitindo uma maior envolvência das mesmas nas atividades que elas próprias solicitavam. Esta atitude constituiu a base para uma gradual autonomia das crianças em relação à sua própria aprendizagem (ME, 1997). É de salientar a importância da planificação ser “integrada e flexível” (ME, 2001, p.4) pois, também é importante ser capaz de pô-la de lado sempre que a dinâmica do contexto assim o exigir.

A reflexão, sempre presente ao longo deste percurso, foi uma forma de, progressivamente, ir ajustando a intervenção pedagógica visto que “reflectimos no decurso da própria acção, sem a interrompermos, embora com breves instantes de distanciamento e reformulamos o que estamos a fazer enquanto estamos a realizá-lo” (Alarcão, 2010, p.54). Do mesmo modo, depois das intervenções eram também refletidas as experiências mais marcantes com a colega estagiária, no caso do 3.º ano, bem como com as cooperantes, com os orientadores de estágio e com os colegas. Assim sendo, através de um processo de ação-reflexão-ação o docente constrói-se quotidianamente (Girotto, 2003).

A consciência da ação é realizada através da avaliação do processo educativo, ou seja, através do ambiente, da intervenção, das estratégias adotadas e do desenvolvimento de cada criança e do grupo (ME, 2001). Tendo por base estes elementos e sendo certo que “é a avaliação que permite diagnosticar, prever, reformular e reorientar” (Roldão, 1999, p.51), a avaliação foi efetuada a partir da observação das competências planeadas para o 3.º ano e para o PE. É de salientar que as competências integram conhecimentos, capacidades e atitudes. O diário de bordo, os trabalhos das crianças e os registos fotográficos foram também analisados para que se preenchessem as grelhas de avaliação. Relativamente ao 3.º ano, inicialmente foi efetuada uma

avaliação diagnóstica da turma que incluía as áreas fortes e fracas dos alunos, seguida da avaliação semanal das competências e, por último, uma avaliação final do grupo. No que diz respeito ao PE, foram preenchidas as fichas do projeto “Avaliação em Educação Pré-Escolar: Sistema de Acompanhamento das Crianças” (SAC) desenvolvido por Gabriela Portugal e Ferre Laevers (2010) relativamente ao bem-estar e implicação das crianças, bem como uma ficha de avaliação individual de uma criança. Desta forma, avaliação diagnóstica e a final abarcavam os níveis de bem-estar e implicação em simultâneo com observações relevantes de cada criança. As competências também foram avaliadas semanalmente.

É de salientar o quão útil é a avaliação realizada com as crianças. Para além de constituir a base para a avaliação do professor/educador, possibilita a progressão das aprendizagens (ME, 1997). Tomar consciência das suas capacidades, sendo capaz de identificar o que precisa de melhorar e aquilo em que se sente forte ajuda a criança a procurar formas de colmatar as suas necessidades autonomamente. Para que tal aconteça, o docente deve agir, deve disponibilizar todas as estratégias e os recursos necessários ao sucesso da criança pois, através da avaliação podem ser introduzidas melhorias no processo de aprendizagem uma vez que existe uma vinculação entre a reflexão, a teoria e a prática (Rosales, 1992). A partilha deste tipo de informação é também essencial a todos os intervenientes envolvidos na vida escolar da criança tais como a equipa pedagógica e os encarregados de educação.

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