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The Role of Non-Judicial Mechanisms in Delivering Corporate Accountability and

In document Business, Human Rights & Peace: (sider 50-57)

4 Corporate Accountability in the Context of Transitional Justice and Post-Conflict

4.3. The Role of Non-Judicial Mechanisms in Delivering Corporate Accountability and

A etapa de implementação de TC, como noutras tecnologias, obedece a um conjunto de fases que permitem dividir a complexidade global em parcelas de menor complexidade. Procura-se com este efeito simplificar a implementação e torná-la bem

41 Hosting - Termo aplicado na referência ao alojamento de um sítio na Internet.

42 Housing - Termo aplicado a um conceito de hospedagem das tecnologias de informação nas instalações do prestador de

sucedida. As fases de implementação consideradas chave nesta etapa são: planeamento, gestão, avaliação, e melhoramento.

O Planeamento dos SI é encarado como a tarefa de gestão que trata da

integração dos aspectos relacionados com os SI no processo global de planeamento da organização (Gama, da Silva, and Tribolet 2007). Esta fase corresponde à calendarização de actividades e tarefas, alocação de recursos, define estimativas quanto à duração, define responsabilidades, e define resultados a atingir. Estes elementos servirão de referencial para avaliar o estado da implementação em cada momento definido. O planeamento, de um modo geral, trata-se de um documento em permanente actualização e o seu grau de detalhe deverá ser actualizado periodicamente. Deverá maximizar as tarefas que decorrem em paralelo e minimizar tarefas sem valor acrescentado. Deve ser desenvolvido e negociado a um alto nível de decisão nas actividades que envolvem elevado compromisso e detalhado sempre que cada actividade tem inicio. Sempre que ocorram atrasos, deve ser reajustado para que os objectivos finais permaneçam inalterados.

Os limites temporais definidos funcionam como indicadores. Ou seja, cada actividade e as respectivas tarefas envolvem um número de horas ou dias para a realização e conclusão. A perspectiva de incumprimento deve criar a noção de urgência. É comum existir uma perspectiva bastante optimista quanto ao tempo disponível. O indicador temporal contraria a atitude de que cada tarefa levará o tempo que for necessário.

Conforme referido anteriormente, a duração da relação entre os parceiros implica elevado rigor no processo de implementação das tecnologias. Os atrasos excessivos, podem tornar a implementação inútil, caso se verifique que o benefício introduzido pela tecnologia só se obtém próximo da extinção da relação.

A Gestão compreende o acompanhamento e controlo da implementação.

Para Gama, et al. (2007), a gestão dos SI é mais vasta do que uma visão simplista e estritamente técnica. Nesta lógica, cabe aos responsáveis pela gestão da implementação promover mecanismos de controlo que permitam acompanhar a evolução de processo de implementação de forma tangível. Estes deverão ser escritos e verbais. A componente verbal traduz-se em reuniões periódicas, enquanto a componente escrita é baseada em documentação contendo regras, procedimentos, especificações, e relatórios. Estas devem responder a questões como: o cumprimento do calendário, estado presente da implementação, barreiras encontradas, propostas de soluções e medidas correctivas, que impacto as correcções terão na implementação, e qual o risco destas serem insuficientes.

Tipicamente, as barreiras encontradas na implementação de tecnologias incluem decisões lentas, mau suporte técnico, software com erros, resistência à mudança, estimativas erradas. Mediante os resultados, cabe à gestão encontrar soluções para remover barreiras encontradas fundamentando as suas opiniões e decisões junto dos responsáveis pelo negócio (Gama, da Silva, and Tribolet 2007). Esta acção pode passar por atribuir recursos adicionais, reatribuir tarefas, reestimar o planeamento inicial.

A Avaliação deve ser realizada a cada passo da execução da implementação,

no final da implementação, e durante o ciclo de vida do produto. O cumprimento de prazos é importante para que as condições que motivaram a implementação não se alterem. Os objectivos a atingir com a tecnologia são o ponto central da avaliação. No âmbito da implementação de tecnologias colaborativas como suporte a comunidades de conhecimento, o Quadro 6 é um importante referencial, pelos diferentes níveis de questões que aborda. Segundo Vizcaino, et al. (2005), os seis factores propostos no quadro poderão servir de indicadores na definição de objectivos a atingir com uma ferramenta colaborativa numa abordagem de gestão do conhecimento: (1) criação de conhecimento, (2) acumulação de conhecimento, (3) partilha do conhecimento, (4) utilização do conhecimento, (5) interiorização do conhecimento, e (6) integração do conhecimento.

Durante o ciclo de vida do produto é igualmente importante a avaliação da resposta deste às condições que motivaram a sua implementação. Em cada momento da avaliação deverão ser produzidos resultados que determinarão eventuais necessidades de melhoramentos.

O Melhoramento corresponde à fase em que deverão ser introduzidas

correcções ou modificações que se verifiquem necessárias pela avaliação do sistema, e que por diversas razões não foram identificadas durante as fases anteriores. Nesta fase, tomando o exemplo de Munkvold (2003), quando se refere à aceitação e à rotina no seu modelo de implementação, o sistema já se encontra apresentado aos membros da organização. Assim, a rotina, na normal utilização da tecnologia, poderá evidenciar a necessidade de correcções.

O decurso da etapa de implementação deverá estar sujeito a um processo de

monitorização por parte dos beneficiários do sistema, como mecanismo de validação de

5.3. Conclusão

Os indivíduos e as organizações têm ao seu dispor cada vez mais informação. Paralelamente, acontece o mesmo com a tecnologia, existindo cada vez mais alternativas. Inversamente, a qualidade e a oferta nem sempre vão de encontro às necessidades dos interessados, particularmente no compromisso entre o custo e o benefício. Nas organizações, as expectativas são de que as tecnologias se traduzam num benefício que supere os custos com a posse e a implementação. Nesta óptica, um sistema de gestão colaborativa da informação será tão eficaz quanto mais adequada e mais actualizada for a informação que fornece aos que a ele recorrem. Assim, não é seguro afirmar que este ou aquele sistemas são ideais, sendo que a informação e as tecnologias para o tratamento da mesma estão em permanente evolução e actualização.

Os sistemas colaborativos, tal como os sistemas de informação em geral, não necessitam de ser perfeitos, bastando apenas ser aceites pelos utilizadores e responder eficazmente às suas necessidades, pondo-os em contexto com os processos e estratégia organizacional.

Capítulo VI

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Neste capítulo apresenta-se as principais conclusões desta investigação, verifica-se se os objectivos propostos foram alcançados, apresenta-se comentários acerca das limitações encontradas no estudo dos casos, e finalmente, aponta-se sugestões para novos trabalhos.

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