2.3 E KSTERN BRANSJEORIENTERT ANALYSE
2.3.4 Rivalisering blant aktørene i markedet for offshore boretjenester
Seguem os resultados mais representativos da fase 2 de pesquisa em que o objetivo foi realizar uma validação de resultados:
Mesmo com a inserção de novos entrevistados (7 integrantes do Grupo 2) no público-alvo da pesquisa, não houve mudança significativa no perfil dos respondentes. Os alunos possuem uma média de idade entre 25 e 30 anos e já estão inseridos no mercado de trabalho em uma área diferente do curso;
Sobre a primeira seção - coleta de opiniões sobre a proposta de uso do aplicativo na modalidade semipresencial e aberta do Telecurso Tec – pode-se concluir que Grupo 1 e Grupo 2 dividem a mesma opinião. Ambos os grupos acreditam que na modalidade semipresencial o aplicativo é apenas uma ferramenta educacional extra e que na modalidade aberta o mesmo ganha maior importância, já que estes alunos não possuem acesso à mesma quantidade de ferramentas educacionais que os alunos da modalidade semipresencial. Além disso, os alunos do Grupo 1 disseram que o interesse e viabilidade do uso do aplicativo na modalidade semipresencial, depende da oferta das vídeo-aulas em horários mais atrativos e diversificados na televisão aberta. O Grupo 2 não fez este comentário nesta segunda fase de pesquisa, porém esta foi uma afirmativa muito presente por
estes entrevistados na primeira fase de coleta. Desta forma, pode-se concluir que ambos os grupos também concordam neste ponto.
Sobre a segunda seção – coleta de opiniões sobre as opções do aplicativo trazidos da apostila (Aula e Exercícios) e trazidos do ambiente virtual (Fórum e Wiki) – pode-se concluir que ambos os grupos dividem a mesma opinião de que o aplicativo não substitui a apostila. Foi pontuado que o Wiki não é muito acessado no ambiente virtual e que da forma como foi apresentado no aplicativo, pode ser um estímulo ao acesso, já que a televisão é um meio mais atrativo do que o ambiente virtual. Também foi sugerido que o Fórum tivesse uma opção de postagem pública ou privada.
Sobre a terceira seção – coleta de opiniões sobre a contribuição do aplicativo no processo de ensino-aprendizagem considerando a presença ou não do canal de retorno e recomendações de outras opções para o aplicativo – foi constatado que ambos os grupos consideram que a presença ou não do canal de retorno (internet) é indiferente para o interesse de uso do aplicativo, pois mesmo sem internet o aplicativo ainda possui conteúdo para ser acessado. Além disso, foi comentado que no estado de São Paulo (estado de atuação do Telecurso Tec) o percentual de pessoas que possuem acesso a internet é grande. Sendo assim, muitos usuários poderão acessar o aplicativo com todas as opções que o canal de retorno possibilita. Sobre recomendações para o aplicativo foi citado: link com a rede social Facebook e sugestões de filmes, sites e livros que existem no final de cada capítulo da apostila. Por fim, foi comentado que para os alunos da modalidade semipresencial seria mais interessante que os conteúdos dos menus “Aulas” e “Atividades” fossem diferentes dos presentes da apostila, pois os mesmos já o conhecem.
Após esta análise da fase 2 de pesquisa, é possível afirmar que a validação de resultados proposta por Patton (2002) foi realizada seguindo a metodologia de triangulação de métodos, utilizando a entrevista individual em profundidade na primeira fase, entrevistas com grupos de foco na segunda fase, além da análise da pesquisa quantitativa fornecida pelo Centro Paula Souza. Na primeira fase de pesquisa, já foi possível perceber a grande receptividade à proposta do uso do aplicativo como ferramenta educacional para o Telecurso Tec, mas já foi apontado que a grande restrição acontece por conta do horário das transmissões na televisão aberta, entre 5 e 7 horas da manhã.
Na segunda fase, o Grupo 1, que não havia participado das entrevistas individuais, também demonstrou receptividade ao aplicativo, mas apontou a mesma restrição. Já o Grupo 2, que é composto por integrantes que participaram das entrevistas individuais, voltou a demonstrar grande aceitação sobre o aplicativo, desde que houvesse uma adequação nos horários de exibição.
É importante ressaltar que os alunos relataram que o aplicativo teria maior importância na modalidade aberta, pois na semipresencial seria considerado apenas uma nova ferramenta educacional. Porém este fato não diminui a receptividade dos alunos quanto ao aplicativo nem sua importância, já que os próprios alunos declararam que se o aplicativo vier a entrar em funcionamento, pensariam em cursar um novo curso técnico do Telecurso Tec.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao longo desta pesquisa sobre os limites e possibilidades do t-learning, verificam-se algumas questões que devem ser levantadas e debatidas. Ao mesmo tempo, avalia-se a importância de pontuar recomendações de trabalhos futuros a partir desta dissertação, com o objetivo de promover o uso da televisão digital como ferramenta educacional.
Retomando o objetivo inicial deste trabalho que diz respeito a compreender as necessidades dos alunos para pontuar melhorias e adaptações em uma proposta de migração de cursos EaD baseados em outras TICs para a televisão digital, pode-se afirmar que o objetivo foi atingido.
Através de uma investigação prévia realizada com o referencial teórico e, posteriormente, o estudo de caso com os alunos do Telecurso Tec, foi possível entender a rotina dos encontros semanais e, a partir disso, propor uma aplicação interativa para televisão digital. Assim, a questão problemática que embasa a pesquisa que é “Como oferecer cursos a distância já existentes por meio da televisão digital interativa?” foi respondida através da proposta de aplicativo apresentada no capítulo 05.
Sobre a proposta de aplicação interativa
Para responder a questão problemática de pesquisa desta dissertação, foi realizada uma coleta de dados qualitativa com alunos matriculados na modalidade semipresencial do Telecurso Tec, curso de formação técnica que utiliza algumas ferramentas educacionais para estabelecer comunicação com seus alunos: apostila, ambiente virtual e vídeo-aulas. Nesta primeira fase de pesquisa foi possível coletar algumas informações importantes que foram utilizadas como base para a construção de uma proposta de aplicação interativa para televisão digital deste curso.
Depois da proposta pronta, foi realizada uma validação dos resultados em uma segunda fase de pesquisa, em que o vídeo ilustrativo do aplicativo foi apresentado e foram colhidas novas percepções dos alunos.
Assim, é possível concluir que os alunos do Telecurso Tec, modalidade semipresencial, foram altamente receptivos à proposta. Porém, existem três pontos principais acerca do aplicativo que devem ser considerados.
1°) O primeiro ponto é referente ao uso do aplicativo nas modalidades aberta e semipresencial do Telecurso Tec. Primeiramente, é importante destacar que,
segundo resultados da pesquisa, o aplicativo interativo não substitui a apostila e o ambiente virtual, pois o material impresso foi considerado insubstituível pelos alunos e o ambiente virtual possui uma linguagem diferente. Foi constatado, por exemplo, que alguns recursos usados pelos alunos no ambiente virtual são inviáveis de utilização no aplicativo interativo pela questão da usabilidade.
Em segundo lugar, foi apontado pelos próprios alunos da modalidade semipresencial, na segunda fase de pesquisa, que o uso do aplicativo teria grau de importância superior para os alunos da modalidade aberta. Tal fato foi apontado, pois estes não possuem vínculo com uma unidade de ensino, realizando os estudos somente através das vídeo-aulas transmitidas em emissoras de canal aberto e com a apostila, se quiserem adquirir. Assim, alunos da modalidade aberta estudam de forma independente, sem a necessidade de encontros presenciais, e prestam um exame no final de cada semestre. Por isso, a importância do aplicativo, já que as vídeo-aulas (e o aplicativo interativo) são a única forma gratuita que o aluno da modalidade aberta dispõe para estudar.
Na modalidade semipresencial, de acordo com os resultados da pesquisa, o aplicativo foi considerado como uma ferramenta educacional adicional, possuindo o mesmo grau de importância que as outras ferramentas: apostila, ambiente virtual e vídeo-aulas. Porém, é importante ressaltar a alta aceitação da proposta por parte dos entrevistados.
2°) O segundo ponto a ser destacado é referente à restrição de uso do aplicativo apontada pelos alunos entrevistados. Nas duas fases de pesquisa foi apontado que havia interesse de uso do aplicativo desde que a oferta de horários de transmissão das vídeo-aulas nas emissoras de canal aberto fosse mais variada e diversificada. O fato de a transmissão ser apenas nos horários entre 5 e 7 horas da manhã é visto como um fator complicador.
Seria inviável sugerir que uma emissora como a Rede Globo alterasse o horário de transmissão das vídeo-aulas do Telecurso Tec para o horário de preferência dos alunos – período noturno e finais de semana – por isso a solução sugerida vêm de uma das características da televisão digital: a multiprogramação.
O Ministério das Comunicações, através de uma Portaria, estabeleceu normas para a utilização da multiprogramação. “Pela regra, somente órgãos dos poderes da União consignatários de canais digitais poderão utilizar o recurso para transmitir programações simultâneas em no máximo quatro faixas” (FÓRUM SBTVD, 2012).
Sobre o conteúdo a ser transmitido foi determinado que:
A veiculação de conteúdos utilizando a multiprogramação deve se ater a programas com finalidades educativa, artística e cultural; divulgação de produções culturais e programas locais ou regionais; estímulo à produção independente; divulgação de atos, sessões, projetos e eventos institucionais dos poderes públicos federal, estadual e municipal; ou aplicações de serviços públicos de governo eletrônico no âmbito federal, estadual e municipal (FÓRUM SBTVD, 2012).
Sendo o Telecurso Tec uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo e seu conteúdo classificado como de caráter educativo, suas transmissões se encaixam nas regras estabelecidas pelo Ministério das Comunicações sobre a multiprogramação.
Assim, a sugestão é de que o Telecurso Tec seja transmitido em um canal totalmente voltado para conteúdos educativos. Desta forma, é possível oferecê-lo, em vários horários ao dia, a mesma vídeo-aula. Assim, os alunos tem a possibilidade de assistir no horário mais adequado à sua rotina e esta tarefa pode ser cobrada pelos orientadores de aprendizagem na modalidade semipresencial. Já na modalidade aberta, a contribuição da vasta oferta de horários de transmissão pode resultar em um maior número de alunos.
Por fim, é importante considerar sobre a multiprogramação, que o aplicativo foi planejado de forma simplificada em suas funções e, consequentemente, em um tamanho reduzido, para que seja possível a transmissão em uma das quatro faixas que as regras da multiprogramação estabelecem. Se o aplicativo fosse planejado com um conteúdo mais extenso do que o proposto, seu tamanho seria maior e a transmissão pela multiprogramação seria inviabilizada por limitações tecnológicas.
3°) O terceiro ponto sobre a proposta de aplicativo a ser considerado é que para uma plena satisfação dos alunos com as vídeo-aulas e, consequentemente, o aplicativo interativo, seria necessária a reformulação no conteúdo das vídeo-aulas. Na pesquisa realizada foi citada, de forma representativa, a insatisfação quanto a parte em que se utiliza a teledramaturgia para transmissão do conteúdo. Alguns alunos comentaram que consideram esta parte desnecessária, por ser muito infantilizada. Em contrapartida elogiam a parte em que é usado o formato jornalístico. Assim, sugere-se que os idealizadores do Telecurso Tec, na elaboração de novas vídeo-aulas, considerem estas opiniões coletadas, reformulando o seu conteúdo.
Limites e possibilidades em t-learning
Como a dissertação se propõe a discutir os limites e possibilidades do t-
learning em televisão digital e para tal pesquisa foi escolhido um estudo de caso, é
possível listar como conclusão os limites e possibilidades encontrados para a aplicação do t-learning.
Sobre os limites, pode-se pontuar que um aplicativo proposto para utilização do ensino através da televisão, atualmente enfrenta como principais limites as questões tecnológicas e de usabilidade.
As questões tecnológicas se referem a restrições de tamanho do aplicativo para funcionamento pleno em uma das quatro faixas da multiprogramação – questão verificada como essencial para a adesão à proposta de aplicativo em cursos EaD. A multiprogramação foi definida como a solução mais viável para a principal questão apontada pelos alunos, que se refere a dificuldade de acompanhamento das vídeo- aulas nas emissoras de canal aberto pelo horário de transmissão.
Porém antes de se chegar a solução através da multiprogramação, foi discutido, tanto por parte dos alunos entrevistados como pela pesquisadora, na possibilidade de utilização de vídeos sob demanda. Os alunos gostariam de assistir as vídeo-aulas no momento mais conveniente, assim como a internet possibilita. Através de pesquisas, foi verificado que o middleware Ginga não permite tal prática. Assim, pode-se pontuar que uma dificuldade encontrada nesta pesquisa foi apontar uma solução para esta questão tão apontada pelos entrevistados, dificuldade esta, existente por questões tecnológicas da televisão digital.
As questões de usabilidade se referem à impossibilidade de oferecer em um aplicativo para televisão digital, recursos oferecidos na web – em um ambiente virtual de aprendizagem, por exemplo. Alguns recursos que os alunos de cursos EaD estão acostumados a utilizar na web não podem ser oferecidos via aplicativo interativo por exigir digitação de vários caracteres, ação impossibilitada pelo controle remoto e seu teclado numérico. Alguns estudos sobre usabilidade têm apontado prováveis soluções, como o uso de dispositivos de segunda tela para auxílio em digitação, como por exemplo, celulares e tablets conectados à televisão. Porém, no estágio de desenvolvimento que a televisão digital se encontra atualmente, estes limites pontuados ainda se mantêm.
Sobre as possibilidades, pode-se pontuar principalmente a questão da multiprogramação. Esta é uma característica extremamente importante quando se pretende inserir a televisão digital interativa em cursos EaD. Os alunos deste tipo de
curso estão acostumados com a flexibilidade de horários que a web proporciona. Por este motivo o maior impasse identificado na inserção da televisão digital na rotina nestes alunos é pela questão da disponibilidade de acesso ao aplicativo interativo.
Desta forma, a multiprogramação se torna característica fundamental para a demanda de acesso deste tipo de ferramenta educacional. Com ela é possível oferecer aplicativos interativos com finalidade educacional em um canal com conteúdo educativo, em vários horários ao dia, ampliando assim, as possibilidades de acompanhamento deste conteúdo pelos alunos.
Recomendações de trabalhos futuros
Por fim, são recomendados trabalhos futuros a partir desta dissertação:
- Como a proposta de aplicativo foi apresentada somente através de vídeo ilustrativo, é recomendado o avanço nos estudos de sua programação em NCL;
- Estudos em design e usabilidade podem ser continuados a partir desta proposta apresentada;
- É recomendada a elaboração da quarta versão do aplicativo utilizando as sugestões dos alunos coletadas na segunda fase de pesquisa;
- É possível realizar estudos acerca da inserção de aplicativos interativos em metodologias de cursos EaD;
- Recomendam-se estudos sobre a inserção de dispositivos de segunda tela como opção para o uso do aplicativo.
Depois destes apontamentos finais, é importante considerar que após a elaboração desta dissertação se espera que estudos na área de t-learning sejam avançados, e que as propostas apontadas em estudos desta natureza sejam colocadas em prática, para que desta forma, o ensino a distância tenha novas possibilidades de aplicação e acompanhe o avanço da tecnologia.
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