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RISKS ASSOCIATED WITH MARKET INFRASTRUCTURES FOR TOKENISED ASSETS AND THE USE OF SMART CONTRACTS
Não só a força muscular é um valor importante na avaliação da preensão manual. O desempenho no teste relacionada à permanência desta força ao longo do tempo também traz informações importantes em diversas atividades onde as mãos são utilizadas, por exemplo, no esporte, no ambiente de trabalho, no manuseio de ferramentas.
Whiting e Zernick (1998) apud Nicolay e Walker (2005), relatam que a permanência da força muscular na preensão manual é muito importante também na prevenção dos riscos de acidente no trabalho, assim como nas desordens musculares decorridas pelo trabalho diário. É intuitivo dizer que indivíduos com maior resistência muscular estarão menos suscetíveis a acidentes durante o dia. A fadiga contribui para o aumento da desatenção, inibindo a força e coordenação muscular, o que aumenta o risco de acidentes. Indivíduos com maior resistência
muscular também possuem maior capacidade de suportar stress vibratório. Os músculos não são usados somente para gerar força, mas também para absorver o estresse imposto sobre ossos e ligamentos. A habilidade de manter proporções altas da força mediante o estresse acumulado nos ossos, cartilagens, ligamentos e outros tecidos, contribuem para a diminuição de acidentes. Estudos de força de preensão normalmente examinam a força durante uma simples contração muscular (ESTIVALET P. S., 2004; SCHIBYE et al., 2001). Esse tipo de movimento é relativamente raro no ambiente de trabalho (figura 6), onde as tarefas normalmente envolvem uma força de preensão estática prolongada. Isto pode ser aplicado aos esportes também, muitos destes utilizam a força de preensão na sua prática, mas pouco se sabe sobre o seu comportamento durante o tempo, já que consideram-se apenas valores de uma contração máxima, o que às vezes não reproduz o movimento.
Alguns estudos demonstram que a força de preensão pode ser predita por valores antropométricos (WATANABE et. al. 2005; NICOLAY e WALKER, 2004; RUIZ-RUIZ et al., 2002), diferente disto, a resistência à preensão (habilidade de manter a força constantemente ao longo do tempo) não pode ser predita da mesma forma. A habilidade de gerar força não necessariamente significa que a pessoa está apta para manter uma alta percentagem da mesma durante todo o tempo.
Figura 6 Situações de trabalho onde é realizada a força de preensão por um determinado período de tempo.
(Disponível em: www.mtas.es/insht/ntp/ntp_239.htm e http://news.bbc.co.uk/hi/spanish/specials/por_un_
desarrollo_sostenible/ newsid _2234000/2234638.stm).
Quando indivíduos estão utilizando a força de preensão em alguma atividade em proporções similares do seu máximo potencial, indivíduos mais fortes e maiores não necessariamente irão estar menos suscetíveis à fadiga do que os menores, nem se pode afirmar que os indivíduos do sexo masculino irão ter melhores repostas que os do sexo feminino. No entanto, indivíduos mais fortes provavelmente terão uma maior resistência à fadiga quando exigida a força de preensão porque estarão trabalhando em uma percentagem menor da sua força máxima do que indivíduos mais fracos (NICOLAY e WALKER, 2005).
Em um teste de preensão isométrica de 30 s, Nicolay e Walker (2005) observaram que ocorreu um decréscimo médio de 61% em relação à força máxima. Os valores encontrados no início da contração muscular para a mão dominante foram maiores que aqueles mensurados para a mão não-dominante, mas não influenciaram nos valores para ambas as mãos, comparado a outro teste realizado de 10 contrações máximas com um intervalo de descanso de 2 s entre uma contração e outra. Desta forma, concluíram que é necessária a realização de testes com um tempo mais prolongado de contração (maiores que 30 s) além de um número maior de contrações ao longo do tempo para se ter uma idéia melhor do processo fisiológico ocorrido entre os dois testes. As medidas envolvendo estes tempos e tipos de contrações diferem, demonstrando que o
processo fisiológico de cada um ocorrem de maneiras diferentes. Em contrações como a isométrica, ocorre a acumulação de íons K+ nos tubos t das fibras musculares, interferindo assim na propagação da ação potencial dentro destas fibras, resultando em uma menor força de contração (WESTERBLAD e ALLEN, 2003 apud NICOLAY e WALKER, 2005). Quando há um intervalo de descanso entre as contrações ocorre a remoção desses íons K+ conseguindo assim manter por mais tempo a força próxima ao valor máximo.
Em um estudo com atletas de jiu-jitsu onde ocorreram avaliações da força de preensão antes e durante a luta, Franquini et al (2004) não encontraram elevados valores de força isométrica máxima de preensão manual, mas verificaram que os atletas mantêm a força em valores próximos do máximo durante a luta, ocorrendo um decréscimo de aproximadamente 15% no final da luta em relação à força máxima obtida.
Alguns estudos na literatura reportam os efeitos da fadiga muscular em testes de curta duração. Reddon et al. (1985) demonstraram um decréscimo significativo na força de preensão em dez aquisições com 30 s de descanso, porém utilizou apenas doze sujeitos em sua pesquisa. Já Mathiowetz (1990) não encontrou diferenças significativas entre os valores de força em três testes consecutivos com 15 s de descanso entre as séries, demonstrando ser um tempo suficiente para recuperação energética do músculo. Adicionalmente, Patterson e Baxter (1988) sugeriram que um intervalo de descanso de 1 minuto entre as séries nos testes com protocolo de três coletas é suficiente para manter a força máxima nestas tentativas. Por outro lado, utilizando um outro protocolo com 5 s de descanso entre as tentativas demonstraram uma gradual redução da força máxima.
Trossman e Li (1989) apud Haidar et al (2003), indicam que o intervalo de descanso de 1 minuto entre uma série e outra, proporciona uma diminuição de 7 % da força máxima e entre 15 s
a 30 s de intervalo de descanso, esta diminuição é de 10 % a 12 % da força máxima. Nas avaliações de força de preensão, quando ocorre um intervalo de descanso entre uma contração máxima e outra, existe um grande debate sobre qual a duração mais adequada para intervalo. Muitos estudos (WATANABE et al. 2004) têm utilizado intervalos de descanso de 1 minuto entre uma série e outra, sendo assim uma variável de grande importância o intervalo de descanso entre uma série de contração e outra, pois este pode influenciar e muito na força atingida durante o teste.
A força de preensão e a resistência muscular possuem propriedades distintas. O teste de força máxima não pode predizer informações sobre o tempo de fadiga muscular, além do que, quanto maior for o tempo de contração, maior será o decréscimo da força (NICOLAY e WALKER, 2005). Por outro lado, Sande e Coury (1998) relatam que existem estudos que correlacionam força e endurance. No entanto, este último fornece um quadro mais completo da força, relacionando à força máxima e também à tensão desenvolvida por um grupo de músculos num período de tempo. No estudo de Byrd e Jennes (1982) apud Sande e Coury (1998) é descrito que não foram encontradas diferenças nas curvas de força vs tempo entre as diversas condições de teste. Os autores concluíram que o estudo das áreas sob a curva pode ser uma alternativa para os pesquisadores de endurance da preensão.
Watanabe et al. (2004) relatam que existem muitos estudos abordando a avaliação da performance da preensão manual em diferentes situações (diferentes ângulos do ombro, punho, cotovelo, postura e tamanho da empunhadura de pega), mas muitas propriedades da força de preensão continuam indefinidas, em particular, a reprodutibilidade dos testes contínuos com análise específica na fadiga.