2. TEORI
4.1. risikopersepsjon
Definição do Problema
Estudante: Luís Filipe de Sousa Meireles
Instituição: Centro Hospitalar Barreiro Montijo, EPE Serviço: Urgência Geral
Título do Projeto: Cuidados de Enfermagem à pessoa vítima de traumatismo torácico Explicitação sumária da área de intervenção e das razões da escolha (250 palavras):
Englobado na Unidade Curricular (UC) de Enfermagem Médico-Cirúrgica do 4º Mestrado de Enfermagem Médico-Cirúrgica, o estudante optou pela realização de um Projeto de Desenvolvimento Académico (PDA). Este projeto, elaborado no decorrer do estágio respetivo à UC, prende-se com a identificação de uma necessidade sentida pelo próprio estudante no sentido de aumentar/desenvolver conhecimentos sobre traumatologia, mais especificamente, traumatismo torácico, para que possa apresentar no futuro uma resposta mais eficaz e suportada pela evidência científica atual, no sentido de almejar a excelência nos cuidados de Enfermagem à pessoa em situação critica, mais especificamente, à pessoa vítima de trauma torácico e com drenagem torácica.
Trata-se de uma problemática recorrente na práxis de um enfermeiro de um serviço de Urgência. O processo, desde a identificação e preparação para a intervenção mais adequada, até aos cuidados de Enfermagem à pessoa (antes, durante e após a mesma) são fundamentais para a eficácia do plano terapêutico, assim como, para assegurar a “melhor” experiencia possível por parte da pessoa face a uma situação de crise.
O défice de conhecimentos aprofundados sobre esta temática emergiu a necessidade de elaboração de uma pesquisa aprofundada e sistematizada sobre o mesmo, de forma a possibilitar, no futuro, uma intervenção de excelência por parte do enfermeiro.
Os conhecimentos adquiridos durante este percurso possibilitarão ao enfermeiro agir como referência no seio da equipa, assim como, disponibilizar informação/formação aos restantes elementos.
Diagnóstico de situação Definição geral do problema
Internacionalmente, cada vez mais, a prática de Enfermagem é baseada na evidência, o que permite o desenvolvimento e um aumento da qualidade dos cuidados de Enfermagem prestados (Lehwaldt & Timmins, 2005).
Recorrentemente os enfermeiros de um serviço de Urgência lidam com situações de trauma torácico, assim como, com a colocação/manutenção de drenagens torácicas, pelo que é importante que os mesmos tenham um conhecimento bem estruturado sobre as indicações/complicações e boas práticas associadas. Segundo Briggs (2010), a maioria dos enfermeiros que trabalhem em ambiente hospitalar irão encontrar pessoas com drenagens torácicas em algum ponto da sua carreira. O conhecimento adquirido pelo enfermeiro na formação base, não é por si suficiente para apresentar uma resposta efetiva a situações deste nível de complexidade. Por outro lado, a não ser que seja adquirido pela experiencia prática do seu
quotidiano, o enfermeiro necessita de apostar na sua formação continua para dar resposta as diversas situações com que se depara na sua práxis. Este dever está contemplado no Artigo 88º do Código Deontológico inserido no Estatuto da Ordem dos Enfermeiros republicado como anexo pela Lei nº111/2009 de 16 de Setembro, nomeadamente na alínea b) onde o
enfermeiro assume o dever de “procurar adequar as normas de qualidade dos cuidados às necessidades concretas da pessoa” e na alínea c) onde assume o dever de “manter a atualização contínua dos seus conhecimentos e utilizar de forma
competente as tecnologias, sem esquecer a formação permanente e aprofundada das ciências humanas.”
Segundo PulsMcColl et al. (2001) citado por Lehwaldt & Timmins (2005), o tratamento e vigilância da dor em pessoas com drenagens torácicas é fundamental no processo de enfermagem, contudo a evidência sugere diferentes níveis de conhecimentos e de capacidade de intervenção entre os enfermeiros.
Uma prática segura e competente requer não só o entendimento da anatomia, fisiologia e fisiopatologia do espaço pleural mas também um conhecimento excelente dos princípios básicos do funcionamento de uma drenagem torácica. O conhecimento dos enfermeiros é imperativo para prevenir potenciais complicações, que poderão, entre outras, aumentar o
stress à pessoa ou aumentar o tempo de recuperação/ internamento. (Lehwaldt & Timmins, 2005).
Quais as intervenções de Enfermagem a uma pessoa vítima de traumatismo torácico?
Análise do problema (contextualização, análise com recurso a indicadores, descrição das ferramentas diagnósticas que vai usar, ou resultados se já as usou – 500 palavras)
Os traumatismos torácicos somam aproximadamente 25% das mortes associadas a eventos traumatológicos nos EUA. As lesões de grandes vasos, ou ruturas cardíacas usualmente resultam em morte imediata. As mortes precoces são as que ocorrem entre 30 minutos a 3 horas, como no caso de tamponamento cardíaco, pneumotórax sobre tensão, aspiração ou obstrução da via aérea. Por norma, algumas destas lesões (a maioria cardíaca) requer uma intervenção cirúrgica emergente, contudo muitas lesões que envolvem os pulmões e a pleura podem ser tratadas de forma não cirúrgica por intermédio da aplicação dos princípios básicos de trauma que podem reduzir substancialmente a morbilidade e mortalidade relacionada com este tipo de lesões. Um conhecimento aprofundado sobre fisiopatologia das lesões cardiopulmonares é de extrema importância para um tratamento de excelência e para a obtenção da melhor resposta da pessoa face a esta situação (Yamamoto, Schroeder & Beliveau, 2005).
Neste sentido, o estudante irá realizar uma revisão de literatura integrada com recurso a instrumentos da Revisão Sistemática de Literatura, nomeadamente a metodologia PI(C)O, permitirá efetuar uma pesquisa estruturada, determinando o grau de evidência científica de cada artigo pesquisado.
Benner (1982) sugere que os enfermeiros poderão ser classificados em diversos níveis de proficiência de acordo com as suas competências, desenvolvimento e experiencia da sua práxis. O SUG atualmente tem uma equipa de Enfermagem bastante heterogénea no que diz respeito à experiencia dos enfermeiros em contexto de urgência, assim como, na experiência profissional de uma forma geral. Neste sentido, e especialmente por existirem vários elementos principiantes em contexto de urgência, segundo os níveis definidos por Benner, a abordagem e posterior partilha/formação sobre esta temática torna-se ainda mais pertinente.
Identificação dos problemas parcelares que compõem o problema geral (150 palavras) Falta de formação em serviço sobre a temática;
Inexistência de uma norma atualizada sobre cuidados de Enfermagem à pessoa com drenagem torácica; Existência de vários elementos da equipa que não têm formação/experiencia adequada sobre o tema; Integrações parciais e com tempo reduzido de novos enfermeiros no SUG.
Determinação de prioridades
Desenvolvimento profissional sobre a temática; Aplicação prática do conhecimento adquirido;
Atualização da norma de procedimento relacionada com drenagens torácicas no SUG;
Partilha/formação dos pares sobre o tema segundo a recomendações atuais baseadas na evidência.
Objetivos (geral e específicos, centrados na resolução do problema. Os objetivos terão que ser claros, precisos, exequíveis e mensuráveis, formulados em enunciado declarativo):
OBJETIVO GERAL
Melhorar os cuidados de Enfermagem à pessoa vítima de trauma torácico.
OBJETIVOS ESPECIFICOS
Identificar as boas práticas de Enfermagem relacionadas com os vários tipos de trauma torácico;
Atualizar a norma de procedimento sobre os cuidados à pessoa com Drenagem torácica no SUG;
Partilhar o conhecimento adquirido com a de Enfermagem do SUG.
Referências Bibliográficas
Benner, P. (1982) – From Novice to Expert. The American Journal of Nursing. Vol.82, 3, pp.402-407 in
http://www.jstor.org/stable/3462928 ( 15/05/2015 às 22:45)
Briggs, D. (2010) – Nursing care and management of patients with intrapleural drains. Nursing Standard. Vol.24, 21, pp.47-55.
Lehwaldt, D. & Timmins, F. (2005) – Nurse’s Knowledge of chest drain care: an exploratory descriptive survey. British
Association of Critical Care Nurses, Nursing in Critical Care. Vol.10, 4, pp.192-200.
Santos, C; Pimenta, C. & Nobre, M. (2007) – A estratégia PICO para a construção da pergunta de pesquisa e busca de evidências. Revista Latino Americana Enfermagem. Maio-Junho,15, 3. In www.eerp.usp.br/rlae (15/05/2015 às 16:57) Yamamoto, L; Schroeder, C & Beliveau, C. (2005) – Thoracic Trauma: The deadly dozen. Critical Care Nurses. Vol.28,
1, pp.22-40.
Lei nº 111/2009 de 16 de Setembro
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Luís Meireles Nº140519011 109