4 NÆRMERE OM KRAVET TIL FORSVARLIG LIKVIDITET I SELSKAPET
4.5 Forsvarlighetsvurdering
4.5.3 Risikoen ved og omfanget av virksomheten i selskapet
Avaliar implica atribuir valor e atribuir valor quando tudo tem preço e pouco ou nada tem valor, às vezes nem a própria vida, é empreitada das mais difíceis. Aliás, registre-se que há, em geral, resistência à avaliação e postura reticente quanto à validade dos resultados, quando o exercício avaliativo é inevitável.
Tem-se o surgimento da agenda ambiental e a construção - ainda em curso - do conceito de desenvolvimento sustentável como elementos fomentadores para a criação de instrumentos capazes de ajustar o desenvolvimento das sociedades rumo à sustentabilidade. Para Guimarães e Feicha (2009), essa medida deve levar em consideração que os ciclos naturais não necessariamente ocorrerem de forma diretamente proporcional aos processos econômicos, culturais e sociais. Análise que leve em consideração os dois lados torna-se impraticável e a necessidade de haver parâmetro é iminente, o que torna inevitavelmente necessário analisar e avaliar de maneira mais generalizada.
Parece oportuno registrar que os instrumentos para medir o desempenho do desenvolvimento sustentável e a sustentabilidade recebem geralmente as denominações de indicador, índice e variável. Tem-se na origem do termo indicador o latim indicare, que
significa descobrir, apontar, anunciar, estimar. Esse termo é aplicado quando se deseja comunicar ou informar sobre o atingimento de determinada meta, como acontece com desenvolvimento sustentável, algo difícil de ser mensurado, daí necessitar de um recurso para torná-lo uma tendência ou fenômeno mais perceptível (Van Bellen, 2004).
Entende-se indicador como fato ou manifestação de um fenômeno, expresso em geral quantitativamente, que orienta a explicação do fato ou fenômeno considerado. Sua função é orientar a compreensão, o planejamento, a manutenção, a transformação ou a extinção do fato ou fenômeno. Não é possível um indicador estático, que leve a crer que a natureza e a forma com que ela reage às diversas agressões sejam iguais em toda parte. A análise deve ser moldada a partir de cada situação com singularidade.
Para Gallopin (1996, apud Van Bellen 2005, p.58), o uso dos indicadores de desenvolvimento sustentável tem como função básica e principal melhorar a política ambiental e o processo de tomada de decisão em âmbito global ou internacional. É certo que sem a possibilidade do uso dos indicadores não seria possível a criação dos protocolos internacionais. São as agências internacionais as responsáveis por identificar, desenvolver e tornar acessíveis os indicadores a serem adotados por toda comunidade internacional. Uma vez que é possível levar o conhecimento acerca de um fato a todos, é possível levar entendimento aos demais e a partir deles possibilitar a tomada de decisão.
Entende-se índice como a agregação, em expressão qualitativa ou quantitativa, de indicadores de vários tipos, apresentados de forma simplificada. Tem-se num índice de sustentabilidade instrumento de alta categoria, que, sozinho ou combinado com outras variáveis ou outros índices, é capaz de contribuir na tomada de decisão e na previsão dos danos da ação humana ao ambiente. Diz-se que são os índices que melhor explicam os mecanismos e as lógicas mais atuantes numa área a ser estudada, bem como permitem prever ou projetar situações futuras, ensejando, assim, a melhoria da tomada de decisões políticas (Siche et al, 2007).
Por variável entende-se a representação de uma imagem ou a abstração operacional de um atributo, como, por exemplo, qualidade, característica, propriedade de um sistema. Como observa Van Bellen (2004), a variável não é o próprio atributo ou atributo real, mas somente representação, imagem ou devaneio deste.
Há atualmente grande número de projetos de indicadores, índices e variáveis sendo aplicados na avaliação do desenvolvimento sustentável e da sustentabilidade. No Quadro 1,
vão relacionados os principais projetos de indicadores com o respectivo país, instituição ou pessoa criadora e/ou gestora.
Quadro 1 - Principais Projetos de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável e de Sustentabilidade
Indicadores Países/Instituições/Pessoas
BIP 40 - Baromêtre des Inegalités et de la Pauvreté
Réseau d’Alerte sur les Inegalités et de la Pauvreté BS (Barometer of Sustainability) IUCN – Prescott-Allen
Calvert-Henderson Quality of Life Indicators
Calvert Group
DNA Brasil Instituto DNA Brasil e NEPP – Unicamp
DS (Dashboard of Sustainability) International Institut for Sustainable Development Canadá
DSR (Driving-Force/State/Response) UN/CSD - United Nations Commission on Sustainable Development
EE – Eco Efficiency WBCSD (World Business Council on Sustainable Development)
EFM (Ecological Footprint Model) Wackernagel and Rees EIP (European Indices Project) Eurostat
EPI - Environmental Performance Index Universidade de Yale e Universidade de Columbia ESI (Environmental Sustainability Index) World Economic Forum
EVI - Environmental Vulnerability Index SOPAC e PNUMA
GNH - Gross National Happiness Centro de Estudos do Butão GPI (Genuine Progress Indicator) Herman Daly e John Cobb HPI - Happy Planet Index NEF New Economics Foundation IDS - Indicadores de Desenvolvimento
Sustentável
IBGE
IEWB - Index of Economic Well-being Centre for the Study of Living Standards - Canadá ISEW - Index of Sustainable Economic
Welfare
CES e NEF IWGSD (Interagency Working Group on
Sustainable Development Indicators)
US President Council on Sustainable Development Indicator Set
LPI - Living Planet Index WWF
Matriz Territorial da sustentabilidade CEPAL/ILPES
MIPS (Material Input per Service) Wuppertal Institut – Alemanha NRTEE (National Round Table on the
Environment and Economy)
Human/Ecosystem Approach – Canadá PPI (Policy Performance Indicator) Holanda
Development
SBO (System Basic Orientors) Bossel – Kassel University SEEA (System of Integrating Environment
and
Economic)
United Nations Statistical Division
SPI (Sustainable Process Index) Institute of Chemical Engineering – Graz University
Wealth of Nations World Bank
WN - The Well-being of Nations IDRC e IUCN
Fonte: Adaptado de Van Bellen, 2004; Guimarães e Feicha, 2009; Couto, 2012.
Na visão de Guimarães e Feicha (2009), indicadores são capazes de incentivar mudanças de comportamento e sustentar processos em decisões coletivas ou individuais que visem o DS. Não é possível fazer essa medida através de um índice isolado, mas pode-se fazê- lo através na junção de várias medidas, como as propostas pelo IBES-IGP, IDS e Matriz; a capacidade de comunicação encontrada no IDH e na Pegada Ecológica; a participação da comunidade indicada pela Matriz; e o relacionamento entre os variáveis presentes, principalmente, no IBES-IGP. É importante que indicadores de sustentabilidade, como o são os indicadores econômicos, sejam incorporados no cotidiano das pessoas e organizações.
Faz-se oportuno assinalar que índices e indicadores de sustentabilidade são verdades de grande valia para descrever a sustentabilidade de sistemas. Tem-se nos índices de sustentabilidade importante referência para as decisões dos países e das organizações, razão por que se tornaram opções valiosas para descrever a sustentabilidade, com a condição de que exista respeito ao seu verdadeiro significado e alcance.