KAPITTEL 2 - OPSJONSAVTALER I EIENDOMSUTVIKLING
2.2 E IENDOMSUTVIKLING
2.2.5 Risiko
As grandes mudanças ocorridas na malha aérea paulistana nos últimos tempos são observadas pelos números de pousos e decolagens nos dois principais aeroportos da cidade, bem como no fluxo de passageiros. O volume dos dois aeroportos, o de Guarulhos e de Congonhas totalizam um número estimado em aproximadamente 35 milhões de passageiros aéreos, domésticos e internacionais, segundo a Infraero, em 2008.
Em termos de aeroportos internacionais, este número é superior ao Aeroporto Internacional Benito Juarez, no México, com 25,8 milhões de passageiros totais transportados. Mas, fica ainda aquém de grandes destinos competitivos no mundo, como New York, Atlanta, Barcelona, Paris e Londres. Por exemplo, o maior volume é procedente de Londres com 104,8 milhões de passageiros advindos dos Aeroportos de Biggin Hill, Cidade de Londres, Gatwich (com 34,0 milhões), Heatrow, Luton, Internacional Kent, Southend. Por sua vez, Paris, com dois grandes aeroportos, Charles de Gaulle e Orly, concentra um montante de 86,8 milhões. Nos Estados Unidos, o Aeroporto Internacional de Atlanta agrega mais de 86,4 milhões de passageiros, enquanto em New York, John F. Kennedy e La Guardiã representam 71,9 milhões.
Tabela 13 - Movimento de Passageiros nos Principais Aeroportos Mundiais
Cidade População Aeroportos Passageiros Ano
São Paulo 11.000.00 Congonhas, Guarulhos 34.218.372 2008
México 19.000.000 Benito Juarez 25.881.662 2007
Barcelona 6.000.000 Barcelona 45.530.010 2007
Londres 7.500.000 Biggin Hill, Londres, Gatwick, Heatrow, Luton, l Kent, Southend 104.777.000 2006
Paris 2.000.000 Charles de Gaulle, Orly 86.849.567 2006
New York 18.000.000 John F. Kennedy e la Guardis 71.861.000 2007
Atlanta 4.917.717 Atlanta 86.473.00 2007
A tabela 13 ilustra melhor estes números comparativos, incluindo a população de cada uma dessas grandes cidades do mundo.
O movimento dos aeroportos na cidade de São Paulo é bastante intenso, embora esteja atendendo de forma adequada seus usuários. Alguns períodos críticos, como em julho de 2007, sem haver queda no total de passageiros, houve relativa transferência de passageiros e aeronaves, do Aeroporto de Congonhas (queda de 17,39% no movimento de passageiros) para Guarulhos (aumento de 18,67% no número de passageiros), a partir das mudanças advindas em função do acidente da TAM. Nesse momento, o fluxo de passageiros em Congonhas caiu na mesma proporção que subiu o de Guarulhos. O Aeroporto de Congonhas registrou queda de 11,7% no fluxo entre 2006 e 2007. Em conseqüência, Guarulhos obteve um incremento de 17%. No entanto, o número de pousos e decolagens em 2007 não superou o de Congonhas, mesmo com todas as alterações.
O mercado de vôos internacionais em São Paulo esteve movimentado em 2007, apesar das dificuldades do apagão aéreo. A partir de então, chegaram muitas empresas internacionais, totalizando um número de 35 companhias aéreas, que passaram a operar novos vôos internacionais regulares em Guarulhos. Registrou-se também um aumento no número de freqüências de vôos e, a América do Norte foi a região que registrou o maior crescimento, 35%.
A partir de 2008, as companhias aéreas investiram na oferta de novas linhas, cidades e horários. Muitos vôos passam a ser oferecidos de forma diária proporcionando ao passageiro mais opções quanto à escolha de itinerário, da empresa aérea de sua preferência. Três empresas que não operavam vôos internacionais para São Paulo passaram a fazê-lo, tais como: Mexicana, Ocean Air e Emirates, cujos vôos diários diretos para Dubai estabeleceram uma conexão direta entre Brasil e Oriente Médio e criaram um hub para países como Índia, Egito, Síria e Arábia Saudita, além do leste europeu.
A Gol foi uma das companhias com maior queda no market-share (participação de mercado) internacional, provavelmente em função da transferência de vôos internacionais para a Varig depois que a empresa de logomarca laranja adquiriu aquela que foi a maior companhia de aviação brasileira. Já a TAM passou a ser a detentora do maior share, nos vôos domésticos, posto este ocupado pela Varig durante anos seguidos.
Entre as empresas aéreas que mais registraram aumento de freqüências para São Paulo estão: a American Airlines e a United Airlines, o que aponta principalmente para o crescimento de mercado entre Brasil e EUA. As européias TAP e Swiss e a
sul-americana LAN, além de TAM e Varig, também tiveram incremento significativo no número de vôos.
Comentada anteriormente, a pesquisa da FIPE, em 2006, quando na avaliação total pela demanda internacional nos aeroportos da cidade de São Paulo, constatou que dos turistas estrangeiros, 14,3% consideram que são muito bom, 72,6% bom, 11,6% como ruim, e 1,4% muito ruim. Na média 86,9% aponta uma percepção positiva versus 13,0% negativa. Este item não foi incluído na pesquisa da demanda doméstica.
A título de visualização global, a tabela 14 mostra a evolução, a partir de 2003 até 2008, dos fluxos de passageiros nos dois aeroportos paulistanos, os mais importantes do Brasil.
Tabela 14 - Evolução Anual dos Passageiros nos Aeroportos da Cidade de São Paulo Fluxo Pax 2003 % 2004 % 2005 % 2006 % 2007 % 2008 % Congonhas (CGH) D 12.069.575 - 13.611.227 12,8 17.147.628 26,0 18.459.191 7,6 15.265.433 -17,3 13.672.301 -10 I - - - - Guarulhos (GRU) D 4.652.676 - 5.583.877 20,0 7.257.196 30,0 7.548.583 4,0 10.346.742 37,1 11.554.548 11,7 I 6.928.358 - 7.356.316 6,2 8.577.601 16,6 8.210.598 -4,3 8.448.854 2,9 8.845.756 4,7 Subtotal D 16.722.251 - 19.195.104 14,8 24.404.824 27,1 26.007.774 6,6 25.612.175 -1,5 25.226.849 -1,5 I 6.928.358 - 7.356.316 6,2 8.577.601 16,6 8.210.598 -4,3 8.448.854 2,9 8.845.756 4,7 Total CHG+GRU 23.650.609 - 26.551.420 12,3 32.982.425 24,2 34.218.372 3,7 34.061.029 -0,5 34.072.605 0,03
Fontes: Observatório de Turismo – SPTuris, 2008; http://www.infraero.gov.br Obs. D = Doméstico e I = Internacional
Tabela 15 - Previsão do Fluxo Aéreo de Passageiros - 2015 e 2020*
Fluxo Pax Ano
2015 2020 CGH 19.625.804 28.261.181 GRU 29.438.708 42.391.772 Total 49.064.551 70.652.953 * Hipótese de Crescimento (2003 a 2008) = 44% GRU (2/3) e CGH (1/3)
Fontes: Observatório de Turismo – SPTuris, 2008; http://www.infraero.gov.br Obs. D= Doméstico e I = Internacional
Em cinco anos, o crescimento deste fluxo aéreo foi da ordem de 44%, considerando variações conjunturais externas, como a quebra da Varig, o acidente da TAM, e a crise econômica mundial. Desconsiderando outros problemas, apagão aéreo, greve dos controladores de vôo, mudanças na Associação Nacional da Aviação Civil (ANAC), o tráfego foi suportado de forma razoável. Supondo-se que os próximos anos, a situação ocorra nas mesmas condições, numa hipótese de crescimento igual à verificada no período de 2003 a 2008, é de se supor que até 2020 existam mais de 70 milhões de passageiros aéreos na cidade de São Paulo. Tal observação requer maior análise, mas fica como proposta para novos planos públicos especialmente prevendo um crescimento esperado de novos visitantes, de ordem superior a 18 milhões.
Além do transporte aéreo, o rodoviário é também grandemente utilizado na cidade. A popularização do meio aéreo, o surgimento e a consolidação das companhias de “baixo custo, baixa tarifa” (low cost, low fare) fez com que as opções de transporte aéreo ficassem mais acessíveis para uma nova parcela da população brasileira. Talvez por isso, a idéia de que o fluxo de passageiros nos ônibus aumentaria em função do apagão aéreo não encontrou sustentação nos números.
Os problemas advindos de dois grandes acidentes aéreos, das mobilizações dos controladores de vôos, entre outros, parecem ter apenas evitado uma tendência de queda ainda mais significativa no transporte rodoviário brasileiro.
O Terminal Rodoviário do Tietê segue entre os mais movimentados das Américas. Porém, apresentou uma redução de 1,07% nos embarques, bem como 1,41% nos desembarques, no período crítico, sendo que o Terminal da Barra Funda e o Terminal de Jabaquara registraram quedas da ordem de 1,83% do movimento total.