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LØDINGEN NÆRINGSPARK, KÅRINGEN

7.9 Risiko og sårbarhet Generelt om deltemaet

No quadro anteriormente exposto estão identificadas as dimensões de análise e os seus respetivos indicadores, fundamentais para prossecução dos objetivos da presente investigação. O modelo de análise está organizado em 3 temas principais, sendo eles o antes do desemprego, onde se pretende conhecer e perceber a vida dos entrevistados durante a situação de emprego; a situação de desemprego, que procura captar os impactos objetivos e subjetivos vividos pelos entrevistados quando confrontados com a situação de desemprego e, por fim, o prolongamento da situação de desemprego onde se procura compreender de que modo uma situação de desemprego duradoura é experimentada e percebida pelos indivíduos, o modo como influencia a sua noção de bem-estar pessoal, bem como perceber as alterações nas suas vidas decorrentes da vivência desta situação.

Antes de passarmos à explicação das dimensões de análise e dos indicadores, importa salientar que todos os indicadores se encontram relacionados e, por isso, podem vincular-se a mais do que uma dimensão. É através desta relação que é possível a compreensão do fenómeno social na sua totalidade, já que só analiticamente é possível criar separações entre as dimensões e os indicadores aqui enunciados.

O tema Antes do Desemprego foi o que nos serviu de base de partida. No seio deste tema emergiram duas dimensões. A primeira recaiu na perceção sobre o emprego e é a partir desta que vamos compreender a relação dos indivíduos com os empregos que tinham. Como indicadores apresentam-se a centralidade do emprego, sendo que o que se pretende é compreender em que medida reconhecem o seu anterior emprego (que perderam) como elemento estruturante e organizador na sua vida. O segundo indicador, relação com o

trabalho, é a base para se analisar a relação que os inquiridos tinham com o trabalho, bem

como o grau de satisfação pelo trabalho que desempenhavam. Por fim, com o terceiro indicador, representação do trabalho, pretende-se compreender os significados que os indivíduos produziram em torno do emprego ao longo das suas vidas e de que forma ele contribui para o seu bem-estar. A segunda dimensão deste tema diz respeito aos modos de vida e trajetória pessoal e apresenta três indicadores. O primeiro, a rotina, diz respeito ao modo como os indivíduos orientam a sua vida, em função do trabalho, com vista a uma continuidade oferecida pela “segurança ontológica”9. O segundo indicador define-se por

recursos financeiros e pretende averiguar de que forma os indivíduos organizavam e

mobilizavam a sua vida em função de um ordenado estável no final do mês. O terceiro e último indicador diz respeito às expetativas e o que se deseja é apurar as expetativas dos inquiridos perante o trabalho.

9 Segundo Giddens, “segurança ontológica” diz respeito ao sentimento que os indivíduos têm sobre a

continuidade das coisas e das pessoas, sentimento esse que advém desde a infância e que se vincula à rotina e à influência do hábito. A “segurança ontológica” produz, assim, a confiança das pessoas

O segundo tema intitula-se Situação de Desemprego e apresenta duas dimensões. A primeira é respeitante à confrontação com a situação e apresenta apenas um indicador, riscos e

receios percebidos, e o que se pretende é compreender como os entrevistados construíram

os riscos e receios em torno da sua confrontação inicial com uma situação de desemprego. A segunda dimensão diz respeito aos modos de vida e trajetória pessoal e esta apresenta dois indicadores. O primeiro define-se alterações na rotina e o que se pretende é verificar as principais mudanças iniciais (e o impacto das mesmas) no dia-a-dia dos entrevistados confrontados com a situação de desemprego. O segundo indicador, expetativas e

dificuldades surge para se apurar o modo de viver dos entrevistados privados de emprego, e

as dificuldades advindas desta situação.

Por último, o terceiro tema intitulado Prolongamento da Situação. Neste tema delinearam-se cinco dimensões cruciais. A primeira define-se por consequências no bem-estar pessoal/rutura biográfica e apresenta três indicadores. O primeiro são as manifestações

percebidas no estado de saúde e pretende averiguar se os entrevistados percecionam

situação de desemprego como causadora de estados emocionais indesejáveis capazes de afetar a sua vida e, logo, o seu bem-estar, indicador que está intimamente relacionado com o seguinte as perceções de bem-estar. Esta relação entre estado de saúde e bem-estar resulta das assunções teóricas inicialmente assumidas na parte teórica e aí discutidas. Por fim, o terceiro indicador diz respeito à importância da família, uma vez que a família pode apresentar-se como sendo uma fonte de bem-estar, bem como um pilar na procura desse mesmo bem-estar. A segunda dimensão, barreiras no regresso ao mercado de trabalho, apresenta três indicadores. O primeiro e o segundo são a idade e as habilitações literárias, respetivamente e pretende-se averiguar a perceção dos inquiridos sobre o facto de ambos os indicadores apresentarem entraves para a (re)inserção no mercado de trabalho. Por fim, emerge último emprego/qualificações e através deste indicador procura-se apurar de que forma as qualificações, o último trabalho e a formação dos inquiridos se lhes apresentam como um obstáculo ao seu ingresso à vida ativa. A terceira dimensão diz respeito aos modos de vida e a trajetória pessoal e dela fazem parte três indicadores. O primeiro diz respeito à

rotina e pretende-se avaliar o dia-a-dia dos inquiridos, bem como as alternativas que

surgiram para gerir o dia. O segundo indicador versa sobre as dificuldades presentes na vida dos entrevistados que emergiram no decurso da situação de desemprego. Em terceiro lugar apresentam-se as perspetivas futuras e o que se pretende é perceber o planeamento e a construção de objetivos para a vida, isto é, se existe projeção para o futuro. A quarta dimensão tem enfase na perceção de si próprio e dela fazem parte o indicador

identidade/autoestima e com ele anseia-se verificar de que modo o desemprego interferiu

na construção de um novo “eu” nos indivíduos. O segundo indicador diz respeito à perceção

de qualidades, isto é, a noção que os indivíduos têm de si próprios sobre as suas qualidades

como trabalhadores. A última dimensão diz respeito aos recursos mobilizados na procura de emprego e apresenta três indicadores que se assentam na forma como os indivíduos

percecionam a importância da rede de apoios perante a sua situação. São indicadores a

II. Análise e interpretação dos dados