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3.6. LEGAL EFFECTS OF WITHDRAWAL FOR CONSUMERS

3.6.2. Right to Full Refund

As variáveis respostas apresentadas abaixo foram mensuradas em dias alternados ao longo de todo o período experimental e serão detalhadas nos próximos tópicos.

a) Comportamento animal; b) Escore de lesões; c) Massa corporal; d) Seleção genética.

A) Avaliação do comportamento animal

As avaliações do comportamento animal foram realizadas por apenas um observador, posicionado no corredor central, em frente às baias, na altura dos animais. Foram utilizadas duas regras de amostragem: amostragem por varredura (Scan sampling), com registro instantâneo, e amostragem por comportamento (Behaviour sampling), com registro contínuo (ALTAMANN, 1974). O etograma de trabalho com os comportamentos registrados por meio da amostragem por varredura e por comportamento está apresentado na Tabela 4.

Tabela 4 - Etograma de trabalho utilizado para o método de amostragem por varredura com registro instantâneo (AV) e amostragem por comportamento e registro contínuo (AC)

Regras de

amostragem Comportamento Descrições

AV AC

X Deitado

Deitado na posição ventral (com a barriga em contato com o solo) ou lateral (com a barriga exposta e os membros

estendidos).

X Em pé Na posição em pé com a sola de duas ou quatro patas em

contato com o piso.

X Sentado Na posição: sentado ou ajoelhado.

X Inativo Deitado ou em pé, dormindo ou sem apresentar nenhuma

atividade.

X Comendo Ingerindo ração no comedouro.

X Explorando Contato naso-nasal com o piso ou paredes da baia.

X X Interagindo com o

enriquecimento Manipulando, explorando ou cheirando o objeto.

X X Monta Animal montando o outro, com as duas patas dianteiras

sobre o dorso do animal montado.

X Interação positiva Interagindo positivamente com um companheiro de baia

(lambiscar, cheirar, lamber partes do corpo).

X X Interação agonística

Interagindo de forma agressiva (cabeçada: empurrar ou confrontar seu companheiro de baia com a cabeça;

empurrar; morder; perseguir ou ameaçar). X X Ato de fuçar a barriga

(belly nosing)

Animal utilizando o focinho para pressionar o abdômen, traseira, ou dianteira de outro animal. Contato oro-nasal

direcionado principalmente ao umbigo e prepúcio. X X Manipulação oral Animal mordendo a cauda (caudofagia) ou a orelha de outro

animal.

X X Estereotipias Lambendo as paredes ou o portão de forma repetitiva com salivação excessiva.

X Outros Comportamentos irrelevantes para a pesquisa.

As categorias comportamentais registradas foram definidas de acordo com o objetivo da pesquisa e com base em trabalhos realizados por Karlen et al. (2007), Camerlink et al. (2012), Hintze et al. (2013), Guy et al. (2013) e Teixeira e Boyle (2014), adaptados e complementados após a realização de ensaios prévios.

A avaliação comportamental foi realizada em períodos alternados, de forma a abranger desde o início da utilização de cada tipo de enriquecimento ambiental pelos animais até o período intermediário e a mudança de objeto e, concomitantemente, o desenvolvimento dos animais. Dessa forma, tivemos nove períodos com três dias consecutivos, totalizando 27 dias de avaliação comportamental.

Com a amostragem por varredura e registro instantâneo foi possível observar o comportamento de todos os animais em intervalos de 15 minutos, durante uma hora, em diferentes períodos do dia. Já a amostragem por comportamento e registro contínuo, com duração de 5 minutos, foi utilizada para a observação de comportamentos de maior interesse para a pesquisa, que geralmente não ocorrem com muita frequência. Na amostragem por comportamento também foi possível identificar os animais.

Os períodos de avaliação foram definidos de acordo com a rotina da granja e quantidade de animais. A distribuição das avaliações comportamentais ao longo do dia bem como os horários são apresentados na Tabela 5.

Tabela 5 - Sequência diária da avaliação do comportamento dos animais por baia e o número total de observações por horário e por dia

Tipo de amostragem Horário Total de observações/ baia/dia 08h00min 09h00min 09h00min 09h40min 10h00min 11h00min 11h00min 11h40min 12h30min 13h30min 13h30min 14h10min Amostragem por varredura 4 - 4 - 4 - 12 Amostragem por comportamento - 1 - 1 - 1 3

i. Identificação dos animais

Os animais foram identificados com brincos de diferentes cores e formatos, fixados alternadamente na orelha esquerda ou direita para facilitar a identificação individual durante a amostragem por comportamento.

Em cada baia foram utilizados brincos nas cores verde, azul, branco, vermelho e amarelo fixados na orelha esquerda (Figura 6a), e em outros animais na orelha

direita (Figura 6c), como também as variações, verde grande; laranja; azul, branco e laranja fixado invertido na orelha esquerda (Figura 6b) e um animal sem brinco, totalizando 16 animais.

Figura 6 - Imagem ilustrativa da identificação individual com utilização de brincos nos animais

B) Escore de lesões

O escore de lesões foi utilizado para mensurar a agressividade entre os animais nos diferentes tratamentos (TURNER et al., 2006; D' EATH; BURN, 2002). Dessa forma, a primeira avaliação foi realizada após o alojamento dos animais nas baias de crescimento e as subsequentes foram registradas entre a mudança de enriquecimentos, finalizando-se com a observação do escore de lesões após a última avaliação do comportamento. A metodologia utilizada foi adaptada de trabalhos realizados por Turner et al. (2009), Melotti et al. (2011) e Tönepöhla et al. (2012).

Foram consideradas como lesões frescas todas as penetrações superficiais da epiderme (arranhões) ou do tecido muscular (feridas) com cor vermelha ou com crostas aparentemente recentes. Para avaliação do escore de lesões, o corpo do animal foi dividido em seis regiões distintas denominadas: Orelhas (1), Frente (2), Parte média (3), Quartos traseiros (4), Cauda (5) e Pernas (6). Dessa forma, cada parte do corpo do animal foi analisada individualmente (Figura 7).

Figura 7 - Divisão do corpo do animal em seis regiões para análise de lesões: Orelhas (1), Frente (2), Parte média (3), Quartos traseiros (4), Cauda (5) e Pernas (6)

A quantidade e a severidade das lesões frescas foram avaliadas visualmente em todos os animais, por um único observador, que posteriormente calculou o escore de lesões para cada parte do corpo do animal. Nessa avaliação não foi registrado o comprimento ou o diâmetro das lesões.

Os escores variaram entre 0 e 4, exceto para orelhas e cauda, que foram avaliadas separadamente do restante do corpo (KRITAS; MORRISON, 2004; WELFARE QUALIT, 2009), com os escores variando entre 0 e 2 (Tabela 6).

Tabela 6 - Classificação das lesões

Áreas do corpo Escore Quantificação e descrição das lesões

Frente Parte média Quartos traseiros Pernas 0 Ausência de lesões

1 Região com ≤ 5 lesões superficiais (arranhões)

2 Região com 6 a ńŃ lesões superficiais ou ≤ 5 lesões profundas (evidência de hemorragia) 3 Região com 11-15 lesões superficiais ou 6 a 10 lesões profundas 4 Região com ≥ ń6 lesões superficiais ou > de ńŃ lesões profundas Orelhas

Cauda

0 Ausência de lesões

1 Lesões superficiais

2 Lesões profundas (ou graves)

Adaptado de: Kritas e Morrison (2004); Welfare Qualit (2009) 1 4 3 6 5 2

C) Massa corporal

Todos os animais utilizados na pesquisa foram pesados individualmente em diferentes períodos, correspondendo a diferentes idades e tipos de enriquecimento ambiental, conforme é explicado na Tabela 7.

Tabela 7 - Descrição da idade média dos animais e dos objetos utilizados em cada intervalo durante todas as pesagens

Pesagens Idade média (dias) Objeto

P0 70 Pesagem inicial

P1 100 Correntes suspensas

P2 130 Galão suspenso

P3 145 Galão solto no piso

O intervalo entre as pesagens foi de aproximadamente 30 dias, exceto a última (P3), que foi realizada no dia da seleção, com 15 dias de intervalo devido à impossibilidade de realizá-la no final da fase de crescimento, totalizando-se 75 dias entre a primeira e última medida. O ganho de peso diário (GPD) foi calculado dividindo o ganho de peso do animal no período pelo número de dias do período.

D) Seleção genética

Com idade média de 146 dias, todos os animais passaram por uma avaliação individual, denominada seleção fenotípica. As características avaliadas durante a seleção seguiram o padrão de controle de qualidade da empresa e foram registradas por profissionais capacitados.

Durante a seleção foram mensurados o peso e a espessura de toucinho e profundidade de lombo por meio de ultrassonografia. Além disso, o selecionador examinou as características externas dos animais à procura de defeitos que são eliminatórios na seleção, como defeitos nos aprumos, aparelho reprodutor e conformação, sinais de canibalismo, etc. De forma geral, procurou-se por defeitos que possivelmente poderiam prejudicar a vida reprodutiva do macho.

De acordo com os dados registrados nessa avaliação, dividiu-se o grupo em animais para descarte, que apresentaram defeitos, e animais aprovados, aqueles que apresentaram características visuais desejáveis, ou seja, que serão os futuros reprodutores.