2 Retningslinjer for brukarinteresser
2.3 Bygningar og installasjonar
2.3.4 Retningslinjer
A escola do Primeiro Ciclo, onde decorreu o estudo, fica situada num bairro carenciado da zona de Lisboa, fazendo parte das escolas TEIP (Território Educativo de intervenção Prioritária). Esta zona tem sido alvo, nos últimos 10 anos, de vários planos e projectos para minimizar problemas de pobreza, toxicodependência e exclusão social embora nem sempre tenham tido os resultados esperados. Trata-se de um bairro maioritariamente habitado por classes populares com níveis social, económico e cultural muito baixos e com baixas expectativas quanto ao futuro. À situação de pobreza e de desigualdades sociais
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associam-se níveis de escolaridade baixos e tardios e ainda uma saída precoce do sistema educativo. A inserção no mercado de trabalho torna-se, assim, muito mais difícil, originando um grande número de desempregados.
Desde o Jardim de Infância, aos apoios educativos, passando pelas Actividades Extra-curriculares e pelos projectos desenvolvidos na Escola, tudo se dirige para a criação de espaços e oportunidades, que aproximem estas crianças de modelos socialmente aceitáveis. A escola é vista como um espelho da diversidade cultural que a envolve, e tenta encontrar respostas minimamente adequadas, de modo a esbater a intolerância que emerge das relações interpessoais. O bairro é carente de zonas verdes e espaços de lazer. As crianças, após a saída da escola, ficam entregues ao seu destino, na rua.
A alimentação destas crianças é precária, quer por carências económicas, quer pela desorganização familiar. O lazer é praticamente reduzido aos jogos de computador e à televisão, a qual é considerada tão imprescindível que, não é raro apercebermo-nos de que muitas famílias chegam a ter um televisor em cada quarto, apesar das dificuldades económicas. A maioria, quer dos pais quer dos alunos, não tem hábitos de leitura. Livros, jornais, revistas são raramente vistos quer nas suas casas quer no café do bairro, para além dos manuais escolares, poucos ou nenhuns são os livros que têm nas suas casas.
A ausência de leitura também se revela na comunicação escrita família - escola, pois facilmente nos apercebemos nos recados que chegam à escola: - de erros ortográficos, frases sem pontuação e ideias desorganizadas. Os erros de linguagem já automatizados, que encontramos nos alunos, a nível de pronúncia e articulação, na sua maioria são indicadores de ausência de conversação. Estas crianças na sua maioria crescem sozinhas e sem grande acompanhamento, e mesmo quando os pais estão em casa não estão direccionados para actividades que envolvam as crianças. Em particular, a maioria dos alunos, quando chega a casa não conta aos adultos como correu o dia na escola.
Outro aspecto também marcante é o tipo de família que surge neste bairro, mercê da característica da população e das suas condições económicas. Ou seja, vivem circunstâncias de ausência de um ou mesmo dos dois progenitores, divórcios e separações conflituosas, violência doméstica, família alargada com tios, primos, avós, muitas vezes originando situações de promiscuidade.
Das relações estabelecidas nestas famílias surgem crianças com graves problemas emocionais e de saúde mental, impeditivos de um percurso escolar normal. O insucesso escolar torna-se assim uma consequência quase inevitável. As dificuldades de aprendizagem são muito frequentes e difíceis de contornar. Outros problemas como a desvalorização social, a baixa auto-estima e o descrédito nas suas próprias competências, bem como os problemas de comportamento e agressividade, juntam-se tornando o trabalho com estas crianças muito difícil e do qual nem sempre se consegue “colher frutos”. A Escola tem
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desempenhado um papel predominante em todo o processo englobante, proporcionando às crianças estruturas de vida que as tem ajudado no seu desenvolvimento físico, intelectual e moral, especialmente no processo de socialização, de integração de normas, valores sociais, bem como a mudança de hábitos e atitudes.
A EB1/JI (Escola Básica do 1.º ciclo/Jardim de Infância) conta com instalações recentes, construída entre 1999 e 2001. A parte do 1º Ciclo possui 8 salas de aula com arrecadação individual, uma arrecadação conjunta, 2 casas de banho femininas, embora só uma funcione, 2 casas de banho masculinas, embora só uma funcione também. As outras estão fechadas há mais de 3 anos, foram danificadas pelos alunos da altura que as vandalizaram e nunca mais foram arranjadas pela Câmara Municipal, por muitos pedidos que já tenham sido enviados. Existe ainda uma casa de banho para os professores, uma secretaria, duas salas de apoio, uma arrecadação de material de limpeza e materiais diversos e ainda um espaço exterior com ligação ao rés-do-chão.
No rés-do-chão, funciona o JI, um pequeno ginásio, um refeitório, bem como um centro de recursos, que habitualmente designam de biblioteca, quase despida pois somente se encontram dois bancos suecos, alguns livros e CDS e cassetes de VHS, e ainda dois computadores, embora só um funcione e nem sempre haja ligação à internet. A escola está apetrechada ainda com mais um computador no piso superior, mas sem ligação à internet, um telefone e fax, e uma fotocopiadora. A área destinada ao recreio é constituída por um espaço aberto com campo de jogos e parque infantil.
Em termos de corpo docente a escola conta com, uma educadora de infância, 5 professores com turma, uma professora do ensino especial (dois dias e meio por semana), uma professora de apoio sócio- educativo (3 dias por semana) e ainda duas professoras colocadas pelo TEIP, uma para desenvolver actividades de expressão, outra para apoio aos alunos. A nível de pessoal da acção educativa existem três funcionários.
Em termos de corpo discente, a escola conta com um total de 100 alunos distribuídos por 5 turmas do 1.º ciclo e uma de Jardim de Infância: A turma de JI com 20 alunos entre os três e os cinco anos; A turma de 1º ano com 13 alunos, 5 rapazes e 8 raparigas, com idades compreendidas entre os 5 e os 8 anos; A turma de 2º ano com 20 alunos, 15 raparigas e 5 rapazes, entre os 7 e os 11 anos; A de terceiro com 18 alunos, 6 raparigas e 12 rapazes, entre os 8 e 9 anos; As duas turmas de 4º ano, uma com 16 alunos, 9 raparigas e 7 rapazes, entre os 9 e 10 anos e outra com 13 alunos, 2 raparigas e 11 rapazes, entre os 9 e 11 anos.
Em termos de material pedagógico, para além do já mencionado na biblioteca, existe ainda algum material de apoio principalmente à área de matemática, como figuras e sólidos geométricos, tangram, geoplanos, 1 caixa de material multibásico e 1 pequena balança com pesos. Encontram-se ainda alguns
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puzzles, 1 jogo de leitura e escrita de palavras e materiais produzidos pelos professores, como dominós, tabelas, calendário, fios de contas com materiais como massas, jogos de tabuleiro, entre outros.