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RESULTS INTEPRETAION

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4. DISCUSSIONS ON TRACER STUDIES AT THE PRIRAZLOMNOYE

4.4 RESULTS INTEPRETAION

A população da pesquisa compreendeu os analistas e gerentes pertencentes ao quadro funcional de carreira da Diretoria de Tecnologia do Banco do Brasil, localizada em Brasília, Distrito Federal. Não fizeram parte da população os profissionais terceirizados que atuam no mesmo ambiente dos funcionários de carreira, na medida em que aqueles indivíduos não fazem parte do público alvo dos eventos instrucionais oferecidos pela organização pesquisada. Os profissionais manifestaram suas percepções tendo como referência as ações organizacionais de TD&E nos anos de 2005 e 2006, das quais fazem parte as ofertas de cursos iniciados entre 01.01.2005 e 31.12.2006, conforme relações apresentadas nos Anexos 1 e 2. As listas contêm os eventos instrucionais promovidos e patrocinados no período pela organização estudada, dos quais participaram seus profissionais da área de tecnologia.

As entrevistas, referentes à segunda etapa de coleta de dados, foram realizadas com cinco Gerentes de Núcleo de Informática, cargo equivalente a chefe de equipe diretamente responsável pelo nível operacional, e cinco Analistas de Informática. Esses dois segmentos da população da pesquisa foram escolhidos em função de representarem a maioria dos postos de trabalho e de que suas atribuições estão diretamente ligadas ao processo produtivo da área. Na escolha dos indivíduos a serem entrevistados, procurou-se observar recomendações de Bauer e outros (2002). Citando Berger e Luckmann (1979), os autores relatam que a pesquisa social

apóia-se em dados sociais construídos nos processos de comunicação formal e informal. Dados informais, como os que foram obtidos nessa etapa (entrevistas individuais), “são gerados menos conforme as regras de competência, tais como capacidade de escrever um texto, pintar ou compor uma música, e mais do impulso do momento, ou sob a influência do pesquisador” (BAUER E OUTROS, 2002, p.21). Nesse contexto, surge a ameaça das falsas falas, que podem dizer mais sobre o pesquisador e o processo de pesquisa do que sobre o tema pesquisado. Para tentar evitar as falsas falas, foram escolhidos para participar das entrevistas profissionais sem vínculos pessoais com o pesquisador, e com conhecimento destacado dos processos de trabalho relacionados a ambientes tecnológicos, bem como das virtudes e pontos a evoluir afetos às ações de TD&E da área em que atuam. Dentre os identificados com o perfil citado, participaram os que se dispuseram a contribuir com a pesquisa e cuja agenda de atividades permitiu.

Na terceira e última fase (coleta de dados quantitativos), o convite para participar da pesquisa, efetuado via e-mail, foi enviado a todos os integrantes da população. O questionário foi instalado em rede interna de computadores da organização estudada para viabilizar coleta eletrônica dos dados. A fim de cumprir recomendação de pesquisa de Pasquali (2004), o acesso ao questionário só foi suspenso quando a quantidade de participantes alcançou um número que pudesse assegurar o mínimo de dez respondentes para cada uma das assertivas do questionário, com vistas a garantir representatividade dos dados coletados para a execução da análise dos componentes principais, procedimento estatístico previsto para esta pesquisa.

A quantidade de funcionários da área (analistas e gerentes), apurada em 31.01.2007, data de disponibilização do instrumento de pesquisa quantitativa, era de 1.948 profissionais, conforme relação disponibilizada pela Divisão de Apoio à Gestão da Diretoria de Tecnologia (Ditec/Diage). Desse total, 629 integrantes da população responderam à pesquisa, representando 32,3% de retorno. Na última parte do questionário de pesquisa, foi solicitado aos respondentes informar os seguintes dados demográficos e funcionais: idade, sexo, função (gerente ou analista), tempo na empresa (em anos), escolaridade e formação superior na área de tecnologia (sim ou não). As características dos participantes da pesquisa em função dessas variáveis estão apresentadas na Tabela 9.

Tabela 9. Características dos Respondentes

Variável Categoria Freqüência %

Idade (1) Até 30 anos 119 18,9

Entre 31 e 37 anos 129 20,5 Entre 38 e 42 anos 124 19,7 Entre 43 e 46 anos 113 18,0 A partir de 47 anos 144 22,9 Sexo Masculino 492 78,2 Feminino 137 21,8 Função Gerente 112 17,8 Analista 517 82,2

Tempo na Empresa (2) (3) Menos de 10 anos 221 35,1

Igual ou mais que 10 anos 408 64,9

Escolaridade Médio 41 6,5

Graduação 257 40,9

Especialização 307 48,8

Mestrado 24 3,8

Doutorado 0 0

Formação na Área de Tecnologia Sim 409 65,0

Não 220 35,0

Total 629 100,0

1. Categorias definidas por distribuição proporcional, com base no percentil 20

2. Categorias definidas em função da utilidade da análise (diferenças nas relações trabalhistas) 3. A categoria tempo na empresa foi recategorizada por faixas para realização do Teste ANOVA Fonte: Dados da pesquisa

A variável idade foi categorizada a fim de agrupar um número de participantes menos desigual e proporcionar maior representatividade das categorias, com base em procedimento realizado por Zerbini (2007), e também em função da utilidade das faixas etárias surgidas para a análise das percepções dos respondentes. O valor mínimo obtido para a variável idade foi 23 e o máximo, 56.

O tempo na empresa foi segregado em dois grupos, com ponto de corte nos 10 anos, uma vez que os funcionários empossados na empresa após 1997 tiveram reduções no rol de benefícios trabalhistas em relação aos empossados até então. Por essa razão, a divisão da população investigada nas duas categorias poderia gerar resultados importantes na análise de diferenças significativas entre médias, a respeito das percepções sobre políticas e práticas de TD&E. O valor mínimo apurado para tempo na empresa foi 1 e o máximo, 34.

Com o intuito de conhecer o grau de similaridade entre os perfis da população total e do subconjunto da população referente aos respondentes, considerando variáveis demográficas e funcionais, foi pesquisado o perfil da população da pesquisa a partir da análise

de dados disponíveis, referentes às variáveis sexo, função, escolaridade e formação na área. Os resultados são:

– sexo: população de 80,3% de homens e de 19,7% de mulheres, contra, respectivamente, 78,2% e 21,8% no subconjunto dos que responderam ao questionário;

– função: população de 11,5% de gerentes e de 88,5% de analistas, contra, respectivamente, 17,8% e 82,2% no subconjunto dos respondentes;

– escolaridade da população (e dos respondentes, entre parênteses): médio = 8,2% (6,5%), graduação = 44,7% (40,9%), especialização = 45,1% (48,8%), mestrado = 1,8% (3,8%) e doutorado = 0,2% (0%);

– formação na área de tecnologia: 68,2% sim e 31,8% não (perfil da população), contra, respectivamente, 65% e 35% na parcela da população que respondeu ao questionário.

A comparação apresentada demonstra proximidade entre os perfis dos respondentes e da população total, garantindo aos dados coletados boa representatividade também para os resultados das análises inferenciais realizadas a partir de variáveis demográficas.

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