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Test Results

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7 CLASSIFIER DESIGN

8 HYBRID CLASSIFIER WITH CLASS INHERENCE VERIFICATION The preceding chapter showed that the standard MLP, though exhibiting excellent

8.2 Test Results

Não acreditamos em conceitos pétreos de Valor e distinguimos Valor do ato de Valorar: o Valor está dentro de nós e é valorado enquanto Valor Próprio (valorar já é julgar um Valor) e sentido diferentemente por cada um, vivido e vivenciado diferentemente por cada um. Não nos parece haver um exército só, constituído por toda a humanidade, como formigas, marchando em formação para um único destino atrás de um único Valor! Ao contrário, percebemos bem que cada um busca o seu caminho impulsionado pelos seus próprios Valores.

A consciência se forma pela memória, pelo sentimento e pela razão. Os neurofisiólogos concordam que a primeira impressão se dá no lóbulo frontal, sede da decisão e do sentimento, e só depois é que a impressão vai para o pensamento.

O Sentimento funciona como se fosse um filme que passa cenas e enredos pleno de movimento e de cheiros e de sons e de cores e de caras dos envolvidos com julgamento bom/mau, prazeroso/doloroso, justo/injusto, útil/inútil, necessário/desnecessário, alegre/triste etc.

A Razão faz diferente: ela passa sucessivamente retratos parados de forma fria, analítica, decomposta, classificada etc.

O conjunto de todas as imagens mentais, perceptivas e sensoriais presentes em nosso cérebro tem um caráter inequivocamente idiossincrático e individual; toda biografia se apresenta justaposta à biografia dos que ligaram sua vida à do biografado. A natureza herdada e a natureza adquirida mesclam- se e constituem a pessoa ela mesma.

Nos dias de hoje já é possível para os pesquisadores verem como os sentimentos exibem-se no cérebro.

Dizia Damásio no seu livro Descarte´s error21:

“o levantamento anterior das condições neurológicas em que limitações de raciocínio e tomada de decisão e de emoções e sentimentos ocorrem revela o seguinte:

Primeiro, existe uma região do cérebro humano, constituída pelos córtices pré-frontais ventromedianos, cuja danificação compromete de maneira consistente, de uma forma tão depurada quanto é provável poder encontrar-se, tanto o raciocínio e tomada de decisão como as emoções e sentimentos, em especial no domínio pessoal e social. Poder- se-ia dizer, metaforicamente, que a razão e a emoção ‘se cruzam’ nos córtices pré-frontais ventromedianos e também na amígdala;

Segundo, existe uma região do cérebro humano, o complexo de córtices somatossensoriais no hemisfério direito, cuja danificação compromete também o raciocínio e tomada de decisão e as emoções e sentimentos e, adicionalmente, destrói os processos de sinalização básica do corpo;

Terceiro, existem regiões localizadas nos córtices pré-frontais para além do setor ventromediano cuja danificação compromete também o raciocínio e a tomada de decisões, mas segundo um padrão diferente: ou a deficiência é muito mais avassaladora, comprometendo operações intelectuais sobre todos os domínios, ou é mais seletiva, comprometendo mais as operações sobre palavras, números, objetos ou o espaço do que as operações no domínio pessoal e social.

Em suma, parece existir um conjunto de sistemas no cérebro humano consistentemente dedicados ao processo de pensamento orientado para um determinado fim, ao qual chamamos raciocínio e à seleção de uma resposta a que chamamos tomada de decisão, com uma ênfase especial no domínio pessoal e social. Esse mesmo conjunto de sistemas

21 editado originalmente em 1994 – ou seja, trata-se de uma observação publicada já em 1994, há algum tempo pois, refletindo sobre anatomia e função

está também envolvido nas emoções e nos sentimentos e dedica-se em parte ao processamento dos sinais do corpo”22.

Arremata:

“a evidência relativa a seres humanos discutida nesta seção sugere uma ligação íntima entre um conjunto de regiões cerebrais e os processos de raciocínio e de tomada de decisão. Os estudos sobre animais revelaram algumas ligações similares envolvendo algumas regiões similares. Pela combinação dos dados surgidos de ambos os tipos de estudos, em seres humanos e animais, podemos agora alinhar alguns fatos acerca dos papéis desempenhados pelos sistemas neurais que identificamos.

Primeiro, esses sistemas encontram-se certamente envolvidos nos processos da razão no sentido lato do termo De forma mais específica, encontram-se envolvidos na planificação e na decisão.

Segundo, um subconjunto desses sistemas está associado aos comportamentos de planejamento e de decisão que poderíamos incluir na rubrica de “pessoais e sociais”. Eles estão relacionados com o aspecto da razão habitualmente designado por racionalidade (vide nota 16).

Terceiro, os sistemas que identificamos desempenham um papel importante no processamento das emoções.

Quarto, os sistemas são necessários para se poder reter na mente, por um período de tempo relativamente longo, a imagem de um objeto relevante que não se encontra mais presente23”.

22 2000 pág 95

Há, mais recentemente, uma nova pesquisa24 fornecendo a primeira

evidência de neuro-imagem mostrando que o lóbulo frontal do cérebro desempenha um papel crítico na tomada de decisões, no planejamento e na escolha de ações.

Recentes clamores25 dão como certo que há no cérebro local

determinado e células responsáveis pela geração da consciência e do senso- de-si dos indivíduos.

Cada vez mais pontos específicos do cérebro são indicados como responsáveis por isto ou aquilo. Nada definitivo, ainda: mas que há um vento soprando nessa direção, há!

Retornando ao tema, há inúmeros outros livros, artigos e depoimentos de diversos autores expondo suas teses a respeito de ser com o sentimento que decidimos e que ele, o sentimento, se processa na parte frontal do cérebro.

Vale dizer que uma pessoa26 que tiver afundamento do lóbulo frontal e mantiver intactas suas outras funções cerebrais, inclusive as responsáveis pelo pensamento e conseqüentemente por grande parte da assim chamada até agora Razão, não poderá entrar numa sanduicheria e ordenar um simples sanduíche. Desaparelhou-se. Não pode decidir nada.

É muito divertida a descrição que faz Damásio 27 da resposta de um cliente seu com problemas decorrentes de lesões pré frontais que indagado sobre qual data dentre duas preferia para a próxima visita iniciou e prosseguiu durante meia hora um profundo, racional e detalhado exame das duas oportunidades sem conseguir escolher uma delas. Cansado de tanto esperar, o médico, completamente fora de si e exasperado, informou friamente qual seria a hora e o dia da próxima consulta com o que concordou imediatamente o

24 publicada em 4 de novembro de 2002 na Nature Neuroscience com trabalho dos investigadores da Centre for Neuroscience Studies at Queen's University e do Centre for Brain and Mind da University of Western Ontario

25 Francis Crick, Prêmio Nobel, um dos dois descobridores do DNA e Christof Koch na Nature Science de fevereiro/março de 2003.

26 v.g., caso Phineas P. Gage, ocorrido em 1848, descrito por Dr. J. M. Harlow em 1868, só para citar um de inúmeros casos descritos, mas o mais famoso por ser o primeiro

paciente enquanto se levantava da cadeira de onde proferira tamanha conferência.

Nietzsche advogava a idéia de que o intelecto humano surgiu e se desenvolveu enquanto meio para a sobrevivência28. O filósofo, há 120 anos

atrás, já sabia da relação do corpo com a mente e considerava, ao contrário de Descartes, tudo como uma unidade. Vinculava o conhecimento à fisiologia e à história e não tinha dúvida que a fisiologia esclarecia como o conhecimento era possível e como se dava. Dizia que a constituição biológica do homem dava o sentido do conhecimento porque o explicava e que a atividade avaliadora do homem dava sentido ao conhecimento porque lhe atribuía valor. Concebe a partir daí a sua ‘vontade de potência’ que é a vida propriamente. Mas entende que não está só no cérebro a produção de ‘pensamento, sentimento e vontade’ pois não só o querer, mas também o sentir e o pensar estariam disseminados pelo organismo todo (células, tecidos e órgãos) e a relação entre eles seria de tal ordem que no querer já estariam embutidos o sentir e o pensar. “Dominar é suportar o contrapeso da força mais fraca; é, pois, uma espécie de continuação da luta. Obedecer é também uma luta, desde que reste força capaz de resistir”.29

A vontade de potência está nos numerosos seres vivos e cada um quer prevalecer na sua relação com os demais. A consciência – a última e mais tardia evolução da vida orgânica – surge da relação do organismo com o mundo exterior, relação que implica ações e reações de parte a parte.

No bojo desta dinâmica aparece como um ‘meio de comunicabilidade’, ‘um órgão de direção’. Dizia que consciência em geral só se desenvolve sob a pressão da necessidade de comunicação; dizia que o indivíduo mais fraco, aquele que se acredita o mais ameaçado, é compelido a pedir ajuda aos semelhantes a fim de conservar a própria vida; dizia que para tornar o seu pedido inteligível este indivíduo necessita tanto da linguagem quanto da consciência e que precisava lançar mão de signos para comunicar-se. Por tudo isso é que Foucault falava que, em decorrência da analítica da finitude, Nietzsche e Freud passaram a vincular o conhecimento à fisiologia e à história.

28 Scarlett, 2000 pág 135 e ss

As observações referidas acima devem bastar para que se acredite que algo de novo (não tão novo assim) surgiu num campo também novo. Como o escopo deste trabalho é jurídico fica aos interessados o desafio de ampliar sua leitura e sua pesquisa.

A dúvida “serão confiáveis os sentimentos” permanece, ainda, depois do ensinamento de Nietzsche?

1.8. A luta pela sobrevivência; a diferença da luta entre homem e

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